Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 6.7 Online

ꕥ Capítulo 6 – Obstáculos não foram feitos para serem saltados, mas sim afastados, Parte 07
O alarme de emergência não tocava e o elevador não se movia. Owen tentara bater na porta, mas não esperava muito.
Hoo. Hoo—
Owen concentrou-se em manter respirações calmas e lentas, como fora ensinado.
O hotel de Montague já havia sido selecionado como aquele que proporcionaria a pior lembrança entre todos os hotéis que Owen visitaria em sua vida. Para sempre.
— Ah, finalmente.
Enquanto estava parado com as mãos nos quadris, expirando, as luzes se acenderam.
Provavelmente foi menos de um minuto, mas como não era um hóspede, ele não estava em posição de reclamar. Mais importante, causar uma cena seria problemático. Ele já havia usado o poder do nome Rose e mentido para conseguir um cartão-chave.
Se a segurança viesse e o reconhecesse, eles contatariam o dono do hotel, e o insuportável Montague se agarraria a esse pequeno incidente. Talvez eles já tivessem sido contatados. Ele descobriria como explicar mais tarde, mas, por enquanto, precisava lidar com o problema em questão.
Finalmente, as portas do elevador começaram a se mover. As luzes não piscaram e não houve nenhum som de estalo perturbador. Antes que Owen pudesse expirar totalmente em alívio, um braço passou pelas portas que ainda se abriam e o puxou para fora.
— Nick!
Um sorriso radiante se espalhou pelo rosto de Owen em sua empolgação.
Mas a expressão de Nick não era boa.
— Owen, você está bem?
As mãos de Nick tocaram o rosto de Owen. Ele as passou pelos ombros, braços e costas de Owen, verificando se havia ferimentos, como alguém garantindo que nenhum mal havia ocorrido.
Entre os piores cenários estava ver costas nuas, mas Nick estava totalmente vestido, usando até sapatos. Isso era muito melhor do que o esperado. Uma onda massiva de alívio, muito maior do que quando as luzes do elevador se acenderam, lavou o peito de Owen. Mas o problema ainda não estava resolvido.
— Nick.
— Owen… como você chegou aqui?
Só então Nick pareceu perceber que Owen havia aparecido em um lugar estranho, conforme seu comportamento se tornava desajeitado.
— É aqui que você está cuidando dos negócios da empresa?
— Não. Isso é…
Nick olhou ao redor do corredor, agindo como alguém que acabara de perceber que estava em um hotel.
— É um hotel.
— …
Nick parecia estar procurando uma desculpa. Ele colocou uma mão no quadril e franziu a testa. Julgando pelo silêncio prolongado, ele estava em pensamento profundo.
— Vamos, Nick.
Como Owen não vira costas nuas, aquilo era o suficiente por hoje. Owen agarrou a mão de Nick e tentou puxá-lo em direção ao elevador, mas Nick não se moveu.
— Eu não posso, Owen. Hoje não. Como você chegou aqui? Vamos descer juntos, eu te levo para casa. Explicarei no caminho. É uma história um pouco longa, mas…
Nick apertou o botão do elevador, mas desta vez Owen resistiu. Ele fincou os pés no chão, usando toda a sua força para evitar entrar novamente no elevador.
— Owen…?
— Pergunte-me como eu soube que você estava aqui.
— Owen.
— Eu pedi para alguém investigar.
— …Quem?
O tom de Nick tornou-se cauteloso.
— Pessoas que descobrem qualquer coisa por dinheiro.
Owen nunca imaginou que chegaria o dia em que admitiria ter mandado investigar Nick. Nem percebeu o quão humilhante seria a sensação.
— …
Nick ficou em silêncio, como se estivesse sem palavras.
— Sinto muito. Mas…
As palavras “você não agiu de uma forma que justificasse suspeita?” não passaram de seus lábios.
— Mas?
Nick instou, como se estivesse curioso sobre o que viria a seguir.
Owen balançou a cabeça, mordendo o lábio inferior com força para evitar que qualquer palavra acidental escapasse.
— Não. Não há “mas”. Sinto muito por ter mandado investigar você. Esse foi o meu erro.
— …Tudo bem. Não precisa se desculpar. Eu não te disse no primeiro dia para me investigar se estivesse curioso sobre quem eu sou? Mas, Owen, eu vou explicar. A verdade é…
— Vamos nos casar!
Owen reuniu forças de seu âmago e soltou.
— Case-se comigo. Vamos ter filhos. Eu os carregarei. Não sei sobre quatro, mas… eu consigo. Apenas… espere um pouco pela marca.
Owen viu os olhos de Nick se arregalarem antes de ele mesmo fechar os olhos com força.
Era isso. Ele fizera o seu melhor. Ele tinha que preservar o último resquício de dignidade humana, então aquilo era o mais longe que poderia ir. Mesmo que fosse rejeitado ali, Owen Rose tinha que continuar vivendo. Mordendo o lábio inferior com força, ele resolveu não implorar mais.
— …
— …
Uma risada suave. Um sopro de ar soou bem na frente de seus olhos bem fechados. Então, dedos familiares tocaram seus lábios, gentilmente persuadindo-os a liberar a mordida.
— Owen, você vai manter os olhos fechados enquanto ouve a minha resposta?
— …
Nick estava sorrindo quando Owen abriu os olhos e olhou para ele. Como um menino.
A névoa de ansiedade e suspeita pareceu se dissipar. Uma pequena certeza surgiu dentro dele. Esse homem não deixaria o lado de Owen.
— Você me ama?
Desta vez, Owen perguntou sem fechar os olhos. Nick, sério, respondeu imediatamente.
— Sim, claro.
— Eu também te amo.
Então Owen agarrou agressivamente o pulso de Nick. Olhando para cima, o rosto de Nick agora exibia um sorriso um tanto… bobo.
— Er… para onde estamos indo, Owen?
De forma atípica, Nick até gaguejou.
— Para lidar com o meu problema ali dentro.
Owen apontou para a porta da suíte.
— Er… você até sabia que aquilo era o seu problema? Qual é o nome do investigador? Se eles são tão bons assim, eu gostaria de uma indicação… Caiam fora!
— …?!
Assustado, Owen girou sobre os calcanhares.
— Isso não foi direcionado a você, Owen. Ali. Olhe ali.
Nick apontou para o teto.
A princípio, era apenas um teto vazio. Então, um pequeno objeto parecido com uma bola de bilhar, assemelhando-se a uma bola 8, chamou a atenção de Owen. Ele estava grudado no teto, rolando como se não fosse afetado pela gravidade. Movia-se ao longo da borda onde o teto encontrava a parede, rolando voltas e voltas antes de desaparecer na esquina.
— O que é aquilo?
— Uma câmera de reconhecimento. Explicarei mais tarde.
Uma câmera…
— Ela suporta áudio também?
— …Bem, teríamos que verificar…
Isso significava que sim.
Owen levantou uma mão para cobrir o rosto. Era inútil agora, mas ele sentiu que tinha que esconder o rosto.
Ter testemunhas versus nenhuma fazia diferença. O que diabos ele tinha feito no corredor agora há pouco? As palavras que ele soltara começaram a ecoar em seus ouvidos.
— Owen.
Uma voz tingida de riso chamou seu nome, mas Owen não ouviu nada.
— Você pode se livrar disso?
Se era uma câmera, haveria imagens gravadas. Owen baixou a mão do rosto e fez uma pergunta prática.
— Sobre isso… eu também tenho alguns pedidos em relação a ela… conversaremos mais tarde. Mais importante, Owen, você prometeu quatro, certo?
Antes que Owen pudesse protestar que não tinha dito exatamente aquilo, lábios se aproximaram. Nick o beijou suavemente, como as pétalas de rosa que ele costumava dizer que flutuavam. Justo quando Owen estava prestes a esquecer seu constrangimento, o motivo pelo qual veio aqui e o próprio mundo, o choro manhoso de fome de uma criança perfurou seus ouvidos.
A cabeça de Owen virou-se novamente. O som vinha da direção onde a chamada câmera de reconhecimento havia desaparecido. Nick seguiu logo atrás enquanto Owen caminhava para frente com determinação.
Virando a esquina, Owen viu uma porta aberta apenas na largura de um punho adulto. Ele nunca estivera neste hotel, mas aquela era provavelmente a suíte. Era a única porta à vista, de qualquer forma.
Ele pensara que era um encontro entre um casal divorciado. Se ele pensasse dessa forma, não era inaceitável.
Owen agarrou a maçaneta da porta entreaberta e a escancarou em um movimento.
— …
Na cena de quarto de hotel imaginada por Owen, havia uma criança, uma cama e, se tivesse azar, um homem seminu, vinho e velas… Mas, para começar, havia muitas pessoas na sala e, em vez de velas, várias armas de fogo estavam espalhadas sobre a mesa.
— …Nick?
Diante de uma cena tão diferente de sua imaginação, Owen chamou apressadamente por Nick. Mas antes que Nick pudesse responder, um homem de camiseta sem mangas se aproximou e falou.
— Er… olá, Presidente Rose. Você é o Presidente Rose, certo?
O homem vestido casualmente falou com Owen enquanto olhava cautelosamente para trás, como se pedisse permissão.
— Eu sou Cooper. Estou com a Security Solutions, e todos aqui são funcionários.
Seguindo o hesitante Cooper, pessoas apresentando-se como Hugh e Simon deram um passo à frente para apertar as mãos. Enquanto trocava saudações em transe, o olhar de Owen pousou na criança.
— …Até a criança?
— Danny não é. Eu não sou um empregador tão implacável assim.
Nick, que estivera parado rigidamente atrás de Owen, finalmente interveio com um comentário brincalhão.
— Vou apresentá-los, chefe. Este é meu parceiro, Frank. E o pequeno malandro que interrompeu o drama mais divertido porque não aguentava de fome é nosso filho, Danny. Diga oi, Danny.
O drama mais divertido, ele disse. Owen se apegara a um fiapo de esperança, mas foi confirmado que o dispositivo de alta tecnologia chamado “bot de reconhecimento” definitivamente suportava áudio.
— A fome é difícil de suportar para adultos também.
Owen tentou ignorar suas bochechas ardentes e respondeu.
— Olá.
A pessoa que estendia a mão para cumprimentar novamente era, de fato, o ômega das fotos. E o progenitor da criança. A única coisa que Owen errara fora interpretar mal a dinâmica familiar.
— Não precisa se sentir mal. Os que invadiram a privacidade em primeiro lugar foram esses alfas impensados. Só para constar, eu estava na minoria que sugeriu recolher a câmera e fechar a porta.
Frank ofereceu palavras de conforto ao ver o rosto completamente corado de Owen, mas elas não tiveram efeito. Apenas aumentaram a culpa de Owen. A essa altura, Owen decidiu desistir de controlar sua expressão.
— Se nem todos comeram ainda, posso providenciar algo?
— Providenciar… você quer dizer que podemos pedir comida de fora? Honestamente, estávamos apenas olhando o cardápio do serviço de quarto, mas é muito previsível, e mesmo pedir tudo o que tem nele não seria suficiente, então estávamos debatendo.
Frank animou-se com a oferta.
Owen nunca estivera naquele hotel, então, naturalmente, não vira o cardápio do serviço de quarto. Mas, mesmo para um hotel boutique, o básico não deveria estar coberto? Pensar que mesmo pedir tudo não seria suficiente?
Owen escondeu habilmente sua surpresa desta vez e avaliou rapidamente a estrutura de Frank. Como nas fotos, Frank era mais baixo que Owen. Havia cinco pessoas na sala, excluindo Owen, mas, devido à linha de trabalho, todos exceto Frank tinham constituição robusta. Nick também não era de comer pouco, então Owen teve uma ideia aproximada de quanto pedir.
Ter algo para fazer tornava a respiração muito mais fácil.
— Qualquer coisa. Digam-me o que quiserem comer e eu providenciarei imediatamente.
— Er… Presidente Rose?
O homem mais alto, parado ociosamente ao fundo, chamou Owen cautelosamente.
— Esse é o Cooper.
Nick, parado logo atrás de Owen, forneceu o nome no momento perfeito.
— Poderíamos conseguir outra garrafa disso também?
Cooper ergueu uma garrafa de Dom Pérignon P2. Cerca de uma dose balançava no fundo.
— Claro. Quantas você desejar.
Owen abriu o telefone com genuíno prazer.
— Só para constar, Cooper é um beberrão.
Nick, pressionado logo atrás de Owen, acrescentou uma explicação. Ele parecera perplexo quando entraram, mas agora parecia estar gostando daquilo.
— Sem problemas.
— Sim, Presidente.
Ted, seu assistente, atendeu imediatamente. Owen continuou a ligação enquanto se recostava em Nick. Ele precisava de algo em que se apoiar, mesmo que brevemente. Caso contrário, sentia que desabaria e reprisaria mentalmente a sequência insana de eventos de casa até aqui, perfurando até o andar térreo.
Owen colocou a mão sobre a de Nick, que estava em volta de sua cintura, e continuou com um suspiro de alívio.
— Ted, pronto para anotar?
A memória de Owen não era ruim, mas Nick, ainda o segurando, continuava ditando itens adicionais do menu. A essa altura, Owen não tinha certeza se era genuinamente para comer ou uma brincadeira para fazê-lo gastar dinheiro, mas ele repassou tudo o que Nick sussurrou para Ted.
— O jantar chegará em uma hora. Terminem suas verificações de equipamento e limpem a mesa até lá.
— Sim, chefe.
A mesma resposta veio mais algumas vezes antes de o barulho diminuir.
Nick parecia usar um tom completamente de comando com sua equipe, e os homens adultos e corpulentos respondiam como crianças respondendo à mãe. Era tudo revigorante.
— Eles são quase como soldados.
Owen sussurrou suavemente para que apenas Nick pudesse ouvir.
— Algo assim. Então, enquanto esses caras fazem o trabalho deles, não temos algumas coisas para conversar, Owen?
Nick colocou a mão nas costas de Owen e o levou para algum lugar. Era um quarto, mas parecia mais sobre encontrar um lugar onde a porta pudesse ser fechada do que seu propósito original.
Nick sentou Owen na cama e puxou uma cadeira para ficar de frente para ele. Inclinando-se para frente com as pernas próximas, parecia que Owen estava preso, incapaz de escapar.
— Agora, Owen. Ninguém está bisbilhotando aqui, é aconchegante e silencioso. Vamos conversar.
A expressão de Nick voltou ao normal. O comportamento jovial do elevador sumira.
— O que ouvi no corredor foi verdadeiramente inesperado e uma confissão muito encantadora. Não há necessidade de corar, Owen. É algo que teríamos dito um ao outro eventualmente, não é?
Com um olhar caloroso, Nick tocou a bochecha de Owen com os dedos.
— Mas, Owen, você não é uma pessoa impulsiva. Eu estava um pouco fora de mim mais cedo e deixei passar, mas agora estou curioso sobre o que você quis dizer com “meu problema” que disse que resolveria.
— …
Não havia escapatória. Um pequeno suspiro escapou dos lábios de Owen.
— Vamos começar por aqui. Se você tivesse me perguntado, eu teria te dito. Por que passar por outra pessoa para descobrir?
Owen mordeu os lábios secos levemente, hesitando por um momento sobre por onde começar. Ele começou a falar lentamente, explicando desde o dia em que coincidentemente viu Nick e Frank do carro.
— Não parecia grande coisa na época e eu ignorei, mas então lembrei do que a tia Catherine me contara e tudo se misturou. Assim que meus pensamentos começaram a seguir naquela direção… foi delirante, olhando para trás.
Nick inicialmente pareceu incrédulo com a breve história do amigo de faculdade da tia Catherine. Mas logo seu rosto ficou sério, depois pensativo.
— Hum… agora que paro para pensar, Owen, há alguma verdade no que a tia Catherine disse.
O quê?
Os olhos de Owen se arregalaram com a resposta inesperada.
— Antes de te conhecer, acho que eu não tinha tanta consciência de ser um alfa.
— …
— Exatamente… estou realmente ansioso por isso. Eu me pergunto como será me conectar totalmente com você.
Imperturbável pela expressão atônita de Owen, Nick assentiu novamente, expressando mais concordância.
— Mas Owen, o que eu disse que esperaria de bom grado era o momento de me conectar com meu ômega. Olhe para mim, Owen.
A mão de Nick segurou gentilmente o queixo de Owen, guiando seus olhos para se encontrarem.
— Pense na minha idade. Você poderia pegar qualquer um dos meus colegas lá fora e perguntar a eles. Todos aqui estão comigo há mais de dez anos. Eles não são apenas funcionários. Eles me conhecem muito bem. Owen, eu não sou o tipo de alfa que não consegue controlar seus impulsos. A tia Catherine, sinto dizer, é de uma geração mais antiga e, desculpe novamente, acho que as pessoas da classe alta tendem a ser um pouco mais conservadoras.
— …Eu admito isso.
Nick deu um sorriso relaxado.
— O amigo da tia Catherine era apenas esse tipo de pessoa. Parece que ele fazia o que queria e usava convenientemente “seguir seus instintos” como desculpa.
— …
Normalmente, Owen teria chegado à mesma conclusão. Não, quando ouviu pela primeira vez a história do casal alfa-beta da tia Catherine, ele estava pensando com clareza.
Mas em algum momento, suas emoções surgiram e ele se deixou levar por elas.
— Eu acho fofo. E é uma sensação meio boa.
Nick riu.
— Meu comportamento tolo?
— A maneira como você veio correndo atrás de mim, gritando que teria meus filhos. Eu provavelmente guardarei essa lembrança para sempre.
Enquanto isso, eu vou querer morrer toda vez que pensar nisso, Nick.
— Pelo menos um de nós está feliz com isso, então já é alguma coisa.
Owen tocou a testa e baixou a cabeça. Se não tivesse sido consumido por obsessões e compulsões estranhas, ele poderia ter dito aquilo a Nick em uma atmosfera muito melhor.
— Já que estamos no assunto, Owen, sua confissão de hoje foi verdadeiramente comovente e, claro, vamos nos casar. Mas antes disso, precisamos nos marcar.
Quando Owen abriu a boca para protestar, Nick levantou uma mão para impedi-lo.
— Claro, farei tudo o que for possível com você. É assim que vai acabar sendo. Não gaste energia tentando argumentar — é inútil. Mas, acima de tudo, para nós, para você, a marca é urgente. Essa é a minha conclusão. Assim que este trabalho terminar, precisamos conversar sobre isso. Muito seriamente.
— Nick, caso você não saiba, a gravidez é possível sem a marca.
— Owen… tsc, tsc. Parece que ainda há algum mal-entendido.
— Não, eu esclareci todos os—
— Se eu quisesse filhos, não acha que já teria havido oportunidades antes?
— …
— Depois da marca, você só responderá aos meus feromônios. Significa que nenhum outro feromônio terá influência sobre o seu mundo. Eu terei você só para mim. E o mesmo vale para você. Ninguém me fez perceber que sou um alfa tanto quanto você, e pular esse processo e ir direto para a gravidez? Estou magoado por você ter me entendido mal de novo, Owen.
— Não, eu não quis dizer…
Suas bochechas estavam coradas agora, mas sua mente ficou em branco. Enquanto ele gritava internamente para recobrar os sentidos, o barulho lá fora aumentou.
— Parece que a comida chegou. Vamos. Eles não vão começar até estarmos lá, certo?
O homem que estivera olhando calorosamente e dizendo coisas de fazer as bochechas coçarem mudou rapidamente de comportamento novamente. As mudanças rápidas eram estonteantes, fazendo a cabeça de Owen girar.
— Owen? Você está bem?
Vendo Owen tocar a testa, Nick perguntou com preocupação.
— Sinto tontura.
— Oh, céus. Você também precisa de algum sustento.
Então, segurando a mão de Owen, ele caminhou mais devagar desta vez, ajustando o passo.
Não é isso — é você quem está me deixando tonto.
Owen tinha o forte pressentimento de que, ao final deste dia, ele estaria completamente exausto.
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Ler My Perfect Omega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.