Ler Roses And Champagne (Novel) – Capítulo 07 Online

Capítulo 7
Reconstruir o café não foi fácil. Apenas remover os escombros e deixar tudo limpo levou dois dias. Ivana, no entanto, não ficou muito tempo se afundando em luto. Ela já havia enfrentado muitas dificuldades ao longo de sua longa vida, e isso não seria o que quebraria seu espírito. Então, ela se reergueu, sacudiu a poeira e recomeçou.
No terceiro dia, ela apareceu no escritório de Won.
— Esta é uma boa chance para redecorar — anunciou, estendendo uma folha de papel gasto. Won ficou feliz em ajudar.
As mesas e cadeiras antigas eram de madeira, rachadas e desgastadas pelo tempo, com pernas desniveladas que as faziam balançar quando alguém se sentava. Por isso, Ivana estava decidida a usar ferro desta vez. Won disse que poderia fazer isso, mas ponderou se o metal não ficaria um pouco frio no inverno. Isso fez Ivana voltar à prancheta, já que era um ponto importante. Quando metade do ano era inverno, era algo que precisava ser considerado. Depois que Won prometeu fazer mais móveis sempre que ela precisasse, Ivana concordou em deixá-lo fazer um conjunto inicial de madeira.
No quarto dia, Nikolai já se sentia bem o suficiente para descer as escadas.
— Não consigo dizer o quanto sinto muito, senhora Ivana. Tudo isso aconteceu por minha causa — disse Nikolai, com lágrimas nos olhos.
— Não se preocupe com isso. Me traga um pouco de vodka e ficaremos quites — respondeu Ivana, tão direta como sempre. Naquela noite, Nikolai gastou todo o dinheiro que podia em uma garrafa de vodka muito cara para Ivana.
Quanto aos outros moradores do prédio, a maioria estava com muito medo de descer e ajudar pessoalmente, mas juntaram seu dinheiro e contribuíram para cobrir os custos dos reparos. Ninguém ali era muito abastado, mas nenhum deles hesitou em ajudar quando alguém precisou.
O clima agradável persistiu nos dias seguintes, e todos disseram que era um sinal de boa sorte enquanto desejavam o melhor à senhora Ivana. Na maioria das manhãs, Won acordava se sentindo revigorado e pronto para o dia, saindo rapidamente da cama, vestindo-se e descendo as escadas.
Seus dias haviam se estabelecido em uma rotina recentemente: ele ajudava no café durante o dia e, à noite, se preparava com Nikolai para a data do tribunal até tarde. Era seu único recurso no momento, e embora Won soubesse que suas chances eram pequenas, ele jurou a si mesmo que levaria isso até o fim, e Nikolai estava com ele. Quanto aos vizinhos, por mais que tivessem se unido para ajudar na reconstrução, auxiliar Won nisso estava além de suas possibilidades.
A fábrica de Nikolai obviamente havia sido tomada de forma fraudulenta – provar que os documentos eram falsos foi fácil, já que eram tão mal-feitos. O problema estava em provar que Zhdanov foi quem os forjou. Por mais que procurassem, encontrar evidências admissíveis no tribunal era quase impossível, e ninguém estava disposto a testemunhar contra alguém tão poderoso quanto o conselheiro Zhdanov.
E assim, o tempo passou, e numa noite próxima à data do julgamento, Won se viu cortando madeira para o tão esperado tribunal. Pela primeira vez, ele desejou que fosse tão simples quanto demonstrar que os contratos e escrituras eram falsos. Mas não era o suficiente, e a injustiça de tudo isso doía muito.
Foi então, justamente quando um pedaço de madeira que Won serrava com raiva se partiu, que ele ouviu a porta do café se abrir. O café estava fechado, mas não era tão estranho que pessoas do bairro aparecessem fora do horário comercial, então Won não deu muita importância. Ele olhou para cumprimentar rapidamente, pretendendo voltar ao trabalho logo em seguida. Mas o que viu o fez hesitar e ficar rígido, a serra parada no meio do movimento. A pessoa que entrava era tão alta que precisou se curvar para passar pelo batente, escondendo o rosto. Mas não havia como confundir aquele cabelo.
Caesar.
Won observou o homem com desconfiança enquanto Caesar inspecionava o café, seu olhar impenetrável enquanto estudava uma das mesas prontas em silêncio. O projeto estava progredindo, mas tudo no café estava coberto por uma camada de serragem. Finalmente, o olhar de Caesar se voltou para Won.
— Faz tempo.
— O que você está fazendo aqui? — Won exigiu, erguendo o queixo com desafio. Ele não havia planejado colocar tanto veneno na voz, mas não se arrependeu.
Caesar não se abalou.
— Tenho algo para você. E acho que é algo que você vai gostar.
Os olhos de Won se fixaram em um envelope marrom grosso na mão de Caesar, bem fechado para evitar olhares indiscretos. Caesar não perdeu o fato de que a expressão de Won imediatamente se tornou desconfiada.
— Seu caso contra Zhdanov vai a julgamento em breve.
— E daí? — Won não fez esforço para esconder a irritação na voz.
— Um conselheiro municipal, que não é um oponente para ser subestimado, além de que ele tem muitos amigos em lugares altos.
— O que você quer, Caesar? — Won rosnou, lançando um olhar significativo para a porta.
Um traço de diversão brilhou nos olhos de Caesar diante do desafio.
— Então você tem tudo o que precisa para vencer, pequeno advogado? — perguntou com ironia.
Won estremeceu e encarou o homem à sua frente.
O tom de Caesar permaneceu despreocupado.
— Nenhum ato ruim passa despercebido.
Ele sacudiu o envelope.
— Eu monitoro todos com quem trabalho, apenas por precaução.
Won respirou fundo, os olhos fixos no envelope. “Isso pode ser a solução.” Se Caesar tivesse provas irrefutáveis da corrupção de Zhdanov, não importaria quantos jurados fossem subornados — evidência era tudo no tribunal, e era exatamente o que ele precisava. Uma pequena parte de sua mente questionou a coincidência de Caesar aparecer justamente agora, quando ele estava mais desesperado, mas se isso fosse real, ele não queria correr o risco de não conseguir.
— Se você quiser, tem vinte minutos. Você não pode ir vestido assim para onde estamos indo, e eu não gosto de me atrasar.
Caesar olhou de soslaio para os jeans e a camisa sujos de Won.
— Atrasado? — Won repetiu, confuso.
— Para o jantar. Tenho uma reserva. Podemos conversar enquanto comemos.
Uma ruga apareceu na testa de Won. Ele não se moveu.
Caesar deu uma olhada exagerada no relógio.
— Dezenove minutos.
— Por que eu deveria confiar em você?
— Eu não tentaria a mesma coisa duas vezes.
Caesar inclinou a cabeça. Won não gostou do brilho em seus olhos.
— Então… você não vai precisar disso, pelo que vejo? — Ele balançou o envelope na frente do rosto de Won.
— Porra!… — Won mordeu o lábio, sabendo que não tinha escolha. Resmungando, correu para as escadas, xingando Caesar e seus joguinhos estúpidos baixinho.
— Penalidade de dez minutos por linguagem grosseira, pequeno advogado.
— Ah, pelo amor de Deus! De todas as merdas—
— Cinco minutos. — Caesar começou a voltar para a porta.
— Eu vou embora quando seus cinco minutos acabarem, esteja você pronto ou não. E é melhor você se arrumar. Esses trapos que você está usando são horríveis.
Caesar zombou, dando uma última olhada em Won antes de sair pela porta em direção ao carro.
Won engoliu mais alguns palavrões quando ouviu Caesar gritar — Cinco minutos, pequeno advogado.
Won olhou por cima do ombro, então correu escada acima.
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Won entrou no carro no exato momento em que o motor ganhava vida, acelerando em direção a um restaurante chique no centro. Seu destino era um prédio que Won já havia passado algumas vezes, mas a última coisa que esperava era que fosse um restaurante. A arquitetura russa tendia a seguir o mantra de “quanto maior, melhor”, então havia muitas estruturas impressionantes pela cidade, mas um restaurante desse tamanho era novidade para ele.
O maitre os recebeu na entrada com um — Boa noite, Czar — e uma reverência educada. Won arregalou os olhos diante do tratamento especial, mas Caesar agia como se fosse algo banal. Pensando bem, Won supôs que provavelmente era mesmo. Ninguém gostaria de correr o risco de ofender um poderoso sindicato da máfia. Seria um suicídio financeiro.
Ele revirou os olhos mentalmente, mas seguiu o maitre até sua mesa depois de deixar o casaco. Um garçom apressou-se atrás deles, puxando suas cadeiras e apresentando os cardápios antes de desaparecer com o maitre.
Won examinou o cardápio. Os preços estavam em letras pequenas e discretas, alinhados em uma coluna ao lado. Qualquer item custava mais do que Won gastava em um mês. Ele olhou ao redor. Apesar do interior amplo, as fileiras e mais fileiras de mesas estavam abarrotadas de gente. Para eles, os pequenos números não passavam de um simples prato no jantar.
Seus olhos pularam para Caesar, observando discretamente enquanto Caesar sinalizava para o garçom, que correu para anotar o pedido de vinho. Ele escolheu um Château Pétrus 1982, desviando o olhar para Won, como se buscasse sua aprovação. A única resposta de Won foi uma sobrancelha franzida. Ele realmente não poderia se importar menos se sua comida fosse acompanhada por um vinho de meio milhão de rublos ou água da torneira — ele queria aquele envelope. Mas, de alguma forma, nos segundos em que desviou o olhar para entregar o casaco, o envelope marrom havia desaparecido da mão de Caesar. Ele estava morrendo de curiosidade para saber o que havia dentro, e aquilo o deixava agitado; mas resolveu esperar o momento certo, encarando a faca sobre a mesa como consolo. Se Caesar estivesse apenas enrolando, ele cortaria aquele pescoço estúpido com ela.
— Vinho georgiano é bom, mas sempre preferi os franceses — Caesar lançou outro olhar ansioso para Won, que apenas piscou, perplexo.
— Eu não bebo muito vinho — respondeu secamente.
Caesar tentou novamente, determinado.
— Alguns acreditam que a arte da vinificação surgiu na Geórgia.
Won deu-lhe um olhar vazio.
— Saber disso melhora o “Jazzy Mouthfeel” ou algo assim?
— Aprendizado expande os sentidos. Um paladar refinado só se desenvolve com uma mente bem treinada.
Aquele pedaço de conversa banal foi recebido com um olhar ainda mais impassível. Won não tinha o menor desejo de se tornar um conhecedor de vinhos e gostava do seu paladar do jeito que estava, obrigado. O que ele realmente queria era aquele envelope pardo, e precisou de toda sua força de vontade para não gritar na cara de Caesar para entregá-lo de uma vez.
Caesar, aparentemente alheio ao sofrimento de Won, continuava a tagarelar sobre vinho.
— Você notaria a diferença em uma degustação adequada. Vinho francês é elegante, porém complexo. Sutil. Vinhos americanos são mais fortes, mais ousados. Vinho georgiano é… hmm, como descrever. Na primeira vez que prova, parece sem graça, plano, como uma adolescente inexperiente tentando te seduzir. Mas então você se acostuma, e é como a mais curvilínea sedutora vindo te tentar.
Felizmente, o garçom finalmente retornou com o vinho, concedendo a Won um breve respiro do monólogo de Caesar. Caesar verificou o rótulo da garrafa e experimentou um gole antes de aprovar com um aceno, indicando ao garçom que servisse os dois.
Caesar ergueu sua taça assim que o garçom saiu, fazendo um pequeno aceno para Won.
— Experimente. Só os incultos não apreciam a arte na comida.
Won levou o vinho aos lábios, resmungando baixinho que não sabia que arte era exclusiva para bastardos burgueses.
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— É uma pena como o clima russo é inadequado para carros esportivos, mas sinceramente – não consigo resistir. Ainda assim, não posso arriscar estragar um expondo-o ao clima rigoroso daqui, então tive que expandir minha garagem para acomodar todos.
Won sentia os olhos se vidrarem. Caesar estava realmente testando sua paciência. Ele achou que a conversa sobre vinho foi ruim, mas então Caesar passou para futebol, depois quis discutir genética, depois algum autor vencedor do Prêmio Nobel, e agora estavam nos supercarros. Já fazia mais de uma hora sem uma palavra sobre o envelope.
Won estava a um passo de começar a praticar arremesso de facas como novo hobby e usar o rosto de Caesar como alvo.
Ele continuava procurando por algum sinal de que o envelope estava com Caesar em algum lugar, mas era como se aquilo realmente tivesse desaparecido. Enquanto Caesar falava sobre a perfeição dos carros esportivos europeus, Won fazia tudo ao seu alcance para não agarrar Caesar pelo colarinho e estrangulá-lo.
Won admitia que era parcialmente culpa sua por ser educado demais. Em algum momento entre o vinho e o futebol, ele considerou exigir o envelope, mas então se convenceu de que era apenas educado conversar um pouco, já que estava sendo presenteado com um jantar. No entanto, ele estava no limite da paciência a essa altura e decidiu acabar com essa bobagem se Caesar tentasse desperdiçar ainda mais seu tempo com uma conversa mundana e unilateral.
— A sobremesa será servida — anunciou o garçom.
Um pequeno lampejo de esperança brilhou no peito de Won – — O primeiro curso… — apenas para ser imediatamente extinto. Aparentemente, a sobremesa era um evento de cinco pratos neste estabelecimento.
Assim que ficaram com seus sorvetes, Caesar recomeçou imediatamente. — O sorvete tem suas origens em… —
Won estava exausto.
— Já perdi tempo suficiente. Se você não vai me dar nada, estou indo embora. —
Caesar piscou lentamente para ele. Won franziu o cenho e fez menção de sair, mas parou imediatamente. Um garçom havia aparecido e entregado o envelope a Caesar.
— Está bem aqui. —
Won se atirou sobre a mesa, mas Caesar moveu o envelope facilmente para fora de seu alcance.
— Ah, ah, ah. Mas, você não vai conseguir isso de graça, pequeno advogado. —
Won estreitou os olhos, imaginando para que diabos havia servido a última hora então. — O que você quer?
— É todo seu. — Caesar ergueu uma sobrancelha. — Por um beijo. —
O horário de pico significava que o restaurante estava lotado de funcionários e clientes, e Won podia sentir os olhos sobre ele, os sussurros sobre o espetáculo que estavam fazendo.
Won não pensou duas vezes.
Caesar quase não podia acreditar. Os lábios macios e flexíveis de seu belo advogado se aproximaram cada vez mais, então pressionaram contra sua boca com um peso luxuoso. Caesar fechou os olhos, gemendo baixinho em sua garganta, enquanto suas línguas se entrelaçavam.
Ele não percebeu a mão se aproximando até que Won arrancou o envelope de seu alcance e saltou para trás.
— Bem… — Won fez uma saudação irônica — …foi um prazer. — Ele girou e marchou para fora do restaurante, abandonando Caesar e uma sala cheia de espectadores que tinham uma expressão de choque em seus rastros.
Caesar o viu ir embora, um sorriso irônico lentamente se espalhando em seu rosto. Alguns garçons apreensivos se aproximaram, recolhendo discretamente o sorvete e colocando uma delicada porção de gelatina de vinho tinto em seu lugar. Ela ficou lá, intocada, enquanto Caesar pegava um charuto no bolso do paletó. Ele o acendeu, puxou a fumaça profundamente para seus pulmões – e riu para si mesmo, sabendo que estava certo, suspirando
— Ah ahh… Não acho que será possível que eu me canse dele nesse ritmo…
“Meu pequeno advogado tão irresistivelmente intrigante como sempre.”
Pensou enquanto uma fumaça lânguida escapava-lhe pelos lábios, o sorriso complacente ainda gravado em seus traços, transbordando uma satisfação inédita.
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— Isso foi incrível! Você foi incrível! —
Nikolai gritou quando saíram do tribunal. Para ele, a audiência daquele dia provavelmente havia sido a coisa mais próxima de um milagre que ele já experienciou em sua vida. Ele estava tão certo de que não havia esperança que contemplou por um momento acabar com tudo em vez de continuar sofrendo.
Mas, de alguma forma, Won o salvara e ele pôde finalmente deixar-se levar pela alegria naquele momento.
Won colocou um sorriso no rosto, lembrando Nikolai para não ser muito apressado – eles ainda não estavam fora de perigo. Ele ficou feliz que a audiência tinha ido bem, mas Won estava muito preocupado para aproveitar.
As provas que ele conseguira com Caesar haviam sido chocantes. Aparentemente, Zhdanov havia feito exatamente a mesma jogada com documentos falsificados e apreensão de propriedade mais de dez anos antes.
O conteúdo do envelope marrom provava isso, era claro como o dia. Zhdanov e seu falsificador haviam tirado tudo de sua vítima, e ninguém disse uma palavra. A vítima e toda sua família acabaram se matando. Tudo o que Won precisava estava ali. No entanto, ele sabia que mesmo se as vítimas tivessem acesso àquela evidência dez anos atrás, ainda teriam ficado com nada.
Mesmo uma década depois, não era uma garantia. A Rússia ainda estava podre até o núcleo com sua corrupção. No entanto, conseguir aquela evidência foi como finalmente ver um pontinho de luz no fim de um túnel infinitamente longo e escuro.
— Ainda temos um longo caminho pela frente — Won disse a Nikolai. — Certifique-se de estar pronto – não temos ideia do que eles podem tentar. —
Nikolai assentiu gravemente, seu rosto ainda corado de excitação. — Entendido. — Zhdanov e sua equipe jurídica saíram do tribunal. O conselheiro olhou para os dois, seus olhos penetrantes brilhando com ameaça enquanto passava. Ele desceu o corredor e desapareceu de vista.
— Bem, parabéns — disse Won. — Acho que… —
— Sim, sim – muito obrigado, Sr. Lee. Obrigado, obrigado! Preciso ir para casa e contar à minha esposa! Estou tão grato, sinceramente! —
— Esper.. — Antes que Won pudesse falar, viu Nikolai sair correndo, um sorriso pesaroso formava-se em seus lábios. Ele estava prestes a perguntar se poderiam começar a se preparar para a próxima audiência. — Ah, bem.
Com um encolher de ombros e uma risada abafada, Won seguiu seu próprio caminho pelo corredor e para fora.
Eles podiam se dar ao luxo de esperar um dia; haviam começado bem. O que o preocupava era saber que só ficaria mais difícil daqui para frente. Todas as suas provas admissíveis foram apresentadas na audiência de hoje, e ele não sabia se isso seria suficiente para influenciar o tribunal a favor de Nikolai.
Um suspiro pesado escapou dele.
De repente, houve um formigamento na nuca, como se estivesse sendo observado. Ele olhou para o lado, apertando os olhos contra o sol, e avistou um sedan estacionado do outro lado da rua, vidros escurecidos e obviamente caro. Ele não podia ver através do escurecimento, mas sabia que havia alguém dentro. Ele diminuiu o passo, então parou. Ele conhecia aquele carro. Quando deu alguns passos cautelosos em sua direção, uma das janelas se abriu.
— Olá, pequeno advogado. —
Won fez uma careta e não se importou se Caesar visse.
— Oh, o pequeno advogado teve um dia difícil? — O tom de Caesar era brincalhão e um tanto afiado.
— Já tive piores — Won respondeu com rigidez.
— Bem, posso ter exatamente o que precisa para melhorar. — Caesar ergueu outro envelope.
Won se recusou a morder a isca. Ele já sabia que Caesar teria outras provas para ele – de alguma forma fornecendo exatamente o que o caso de Nikolai precisava, exatamente quando ele precisava.
Ele ouviu o clique das portas sendo destravadas e a oposta a Caesar se abriu. Ele encarou sem dizer uma palavra enquanto Caesar sorria para ele, inclinando a cabeça em uma pergunta silenciosa.
O carro partiu, tendo Won como passageiro relutante.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler Roses And Champagne (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
O advogado de direitos civis Lee Won atua na Rússia, defendendo clientes de baixa renda que não teriam acesso a um jurista. Um dia, ele visita o vereador Zhdanov para interceder por seu cliente Nikolai. Won desconhece que o político tem ligações com a máfia russa — até se deparar com César durante a reunião. E aquele homem de olhos prateados e cinzentos… era o mesmo com quem Won quase colidira na rua dias antes! Algo fora do comum está prestes a acontecer quando ele conhece César Aleksandrovich Sergeyev, o homem que em breve liderará um dos grupos mafiosos mais temidos do país.