Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 36 Online

❀ 7 Minutes Of Heaven 2
After party
Após o fim do intervalo, as finais finalmente começaram. Era verdadeiramente o momento que determinaria o destino da Sociedade de Atletas da Matemática.
Como é característico de torneios, o sorteio desempenhou um papel significativo. A Pacific Heights, que enfrentaram nas semifinais, era uma equipe tão forte que a Escola Secundária de Townsend County, sua oponente nas finais, parecia relativamente mais fácil. Mas não havia espaço para complacência.
Havia ainda mais tensão no salão de competição do que durante as semifinais. À medida que os problemas eram anunciados e as rodadas progrediam, a atmosfera ficava cada vez mais acalorada.
— O produto escalar dos vetores é 36!
— Wincrest, está correto!
— O logaritmo natural de e é 1!
— Townsend County leva este ponto!
— A altura inclinada do cone é 13!
— Wincrest acerta novamente!
A Wincrest pressionou forte desde o início, alargando a diferença de pontuação.
— Isso! Wincrest! Vamos lá, Warriors!
Jeong-in gritou a resposta, e o grito entusiasmado de Chase ecoou por todo o salão de competição.
“Warriors” referia-se aos atletas de Wincrest, significando “guerreiros”. Não combinava muito com os membros da Sociedade de Atletas da Matemática, que eram mais como um agrupamento de herbívoros. Mas foi o suficiente para elevar o moral deles. Hoje, pelo menos, eles também se sentiam como guerreiros.
Para os nerds que foram movidos pela promessa de jaquetas do time se vencessem, o incentivo do capitão do time principal e quarterback tinha um significado especial.
Com a diferença de placar ampliada para 5 pontos, as duas equipes enfrentavam agora a rodada final. Se acertassem esta questão, a Wincrest garantiria o campeonato.
O apresentador explicou em uma voz calma, mas tensa.
— Esta é uma pergunta de 3 pontos. Se a Wincrest acertar, eles vencem independentemente das perguntas restantes. Por outro lado, se a Townsend County acertar, eles terão mais uma chance de conquistar a vitória na próxima rodada.
Uma pesada tensão fluiu pelo local.
Os membros da Sociedade de Atletas da Matemática estavam sobrecarregados por uma tensão extrema ao encararem a vitória que estava logo ao alcance. Todos estavam estáticos, mal conseguindo respirar direito e parecendo exaustos. Naquele momento, Justin inclinou-se para Jeong-in e sussurrou.
— Jay, peça ao Chase Prescott para tirar a camisa. Alguns dos garotos daquela equipe perderiam completamente o foco.
— O quê? Pff…
Jeong-in explodiu em uma risada com o rosto confuso. Outros também deram risadinhas e riram. Uma piada curta instantaneamente aliviou a atmosfera tensa.
Jeong-in virou a cabeça para olhar para Chase.
Com uma expressão séria, Chase balançava suas pernas elegantemente cruzadas. Ele continuava esfregando as palmas das mãos como se estivessem suadas e até respirava fundo, algo muito distante de sua atitude usual relaxada e confiante.
Ao vê-lo aparentemente mais nervoso do que ele próprio, Jeong-in sentiu uma sensação de calma envolvê-lo.
A certeza de que não estava sozinho, de que alguém estava ao seu lado, trouxe estabilidade à sua mente. Ele nunca soube que compartilhar a tensão com alguém pudesse ser tão tranquilizador.
Chase provavelmente pensava que seus gritos e brados estrondosos poderiam encorajar Jeong-in. Mas para Jeong-in, a mera presença de Chase já lhe dava coragem suficiente.
— Agora, o problema será exibido na tela.
Com as palavras do apresentador, o problema apareceu na tela central.
Era um problema criativo usando a teoria dos grafos para encontrar o número de triângulos com lado de comprimento 3 em um grafo com condições específicas. Não era apenas um cálculo simples, mas exigia pensamento lógico e reconhecimento de padrões.
O salão de competição mergulhou instantaneamente em silêncio. Apenas o som fraco de lápis roçando no papel e a respiração contida pela tensão podiam ser ouvidos.
Jeong-in sentiu como se seu cérebro estivesse girando como se tivesse virado um Red Bull de estômago vazio. Ele rapidamente estreitou os casos possíveis enquanto analisava o padrão fornecido.
Não havia tempo para revisar. No exato momento em que sua análise foi concluída, Jeong-in alcançou o botão sem hesitação.
O apresentador apontou para Jeong-in.
— Wincrest! Sua resposta?
— Dez!
Antes da confirmação do apresentador, um jogador da equipe adversária, que tinha acabado de chegar à resposta, desabou sobre a mesa. Era um bom sinal.
— Correto! Temos a escola vencedora deste ano! Sociedade de Atletas da Matemática da Escola Secundária Wincrest!
O salão de competição foi instantaneamente preenchido por vivas e aplausos. Os membros da Sociedade de Atletas da Matemática, incapazes de conter a alegria, abraçaram-se e pularam de um lado para o outro.
As observações finais do apresentador ecoaram, sinalizando o fim oficial da competição.
A equipe da Wincrest tomou posse do troféu do campeonato e tirou fotos comemorativas com um grande cheque. Em meio a vivas e aplausos, a competição foi concluída com sucesso.
De volta à sala de espera, eles trocaram high-fives e parabenizações em meio à excitação e alegria. O riso nunca cessava enquanto o brilho da vitória perdurava.
Jeong-in saiu discretamente de entre eles na atmosfera animada.
Assim que abriu a porta da sala de espera, encontrou a pessoa que procurava. Chase estava encostado na parede em frente à sala.
Esperando tranquilamente com as mãos nos bolsos, Chase desencostou-se da parede e caminhou lentamente em direção a Jeong-in.
— Ora, vejam só quem é. O herói que acertou a pergunta final nas finais da competição de matemática.
Jeong-in soltou uma risada suave com as palavras de Chase.
— Agora que você é um campeão, alguém como eu provavelmente nem chama sua atenção.
Diante das palavras brincalhonas de Chase, Jeong-in estreitou os olhos como se estivesse vasculhando a memória e assumiu uma expressão séria.
— Desculpe, mas você viu meu empresário? Qual era o seu nome mesmo… Chester?
— Uau, isso foi cruel.
Chase colocou a mão no peito como se estivesse chocado e fingiu estar ferido.
Após uma rodada de risadas, olhares calorosos foram trocados.
— Parabéns. Isso te deixa um passo mais perto de Harvard.
— …Obrigado.
— E o que vem a seguir? Todos vão para uma after party?
Com seu tom natural, Jeong-in riu novamente.
— Nós não fazemos after parties.
— Sério?
Chase inclinou a cabeça, parecendo surpreso. Não deveria haver uma festa após eventos como este?
Uma festa de dança rave até o amanhecer na casa de lago de alguém, gravando vídeos curtos, fazendo jogos de bebida com copos de papel e terminando com um mergulho pelado ao pular nu no lago…
Tendo vivido em um mundo onde tais coisas eram completamente normais, ele sabia muito pouco sobre o mundo dos nerds.
— Todos apenas vão para casa. Aqueles cujos pais vieram, saem com eles, e o resto pega o ônibus escolar de volta.
Com as palavras de Jeong-in, Chase pareceu perdido em pensamentos por um momento, então levantou levemente o canto da boca e disse:
— Então, vamos fazer isso juntos, apenas nós dois.
— Fazer o quê?
— A after party.
Jeong-in olhou silenciosamente para Chase. Seu coração batia forte, como se todo o seu corpo estivesse ressonando.
Ainda era difícil de acreditar. O fato de que esta pessoa estava aqui.
Era difícil acreditar que a mesma pessoa que havia recitado discursos no pódio vestindo uma beca de graduação azul, o quarterback do time principal que corria bruscamente pelo campo de grama, a própria pessoa que Jeong-in observava secretamente por trás há anos, na verdade gostava dele de volta.
— Você não precisa pegar o ônibus escolar, certo? Vamos no meu carro.
Jeong-in assentiu às palavras naturais de Chase, como se tivessem sido próximos desde sempre.
— Você tem alguma bagagem para levar?
— Tenho uma mochila. Na sala de espera.
Chase disse que iria buscá-la e pediu para Jeong-in esperar um momento. Não seria difícil de reconhecer, já que era a mesma mochila que Jeong-in havia deixado no terraço no dia do evento de caridade.
No momento em que Chase entrou na sala de espera, o espaço barulhento ficou em silêncio novamente.
Os membros da Sociedade de Atletas da Matemática, que apesar de terem “Sociedade” no nome não eram particularmente sociáveis, congelaram em uníssono. Era como se um leão tivesse invadido uma zona de herbívoros.
— Ei! Chase Prescott!
Justin foi quem quebrou o silêncio. Ele se aproximou com um passo triunfante e, sem hesitar, colocou a mão firmemente no ombro de Chase.
Suspiros. Ofegos coletivos irromperam pela sala de espera. “Isso é permitido?” A tensão cruzou o rosto daqueles que trocavam perguntas silenciosas com os olhos.
— Justin.
A diferença de altura entre os dois era de quase 30 cm. Justin precisaria ficar na ponta dos pés para colocar o braço no ombro de Chase, mas Chase, nonchalant, dobrou os joelhos para adotar uma postura educada. Mais uma vez, a sala de espera se agitou.
— Você foi bem mais cedo, não foi? -1?
— Você viu? Haha, não foi nada.
— Nada? Seus reflexos foram incríveis. Já pensou em se juntar ao time de futebol? Nosso slot receiver está um pouco fraco.
Todos, incluindo Rajesh, o presidente do clube, encaravam Justin de boca aberta diante da conversa casual entre os dois. Justin estava em êxtase. Parecia que seu corpo inteiro formigava, como se estivesse vestindo um suéter de lã piniquento tricotado por uma avó.
Ele gostava cada vez mais de Chase Prescott.
Prescott já havia percebido que Justin estava tentando exibir a amizade deles. No entanto, ele estava seguindo o jogo com compostura.
— Obrigado por enviar os sanduíches para nós também. Nós aproveitamos.
— Fico feliz — disse Chase com um sorriso gentil.
— O Jay foi lá para fora.
— Eu sei. Vim buscar a mochila dele.
— Ohhh…
Justin assentiu significativamente com os olhos estreitados. Chase estava agindo exatamente como o namorado de Jeong-in. Após uma série de pequenos e grandes desencontros, os dois haviam indubitavelmente se tornado um casal.
Justin mudou subitamente de atitude e assumiu uma expressão severa. Então, ameaçou em voz baixa, para que apenas Chase pudesse ouvir:
— É bom você tratá-lo direito. Se você machucar meu amigo, eu vou construir um robô assassino e enviá-lo atrás de você.
Justin levou os dedos indicador e médio aos próprios olhos e depois moveu a mão para apontar para Chase. Era um aviso silencioso de “estou de olho em você”.
— Como se eu não fosse tratar.
Chase fez uma reverência educada com um sorriso brincalhão. Justin deu de ombros com um sentimento de superioridade, como se estivesse em uma posição mais alta.
— Bom. Vou contar com você, Chase Prescott.
— A propósito, você poderia usar ou Chase ou Prescott, não os dois?
Com as palavras de Chase, Justin olhou para ele nervosamente. Então, tentou chamá-lo cautelosamente:
— Press…?
Havia uma hierarquia sutil até na forma como o nome dele era chamado. Apenas seus companheiros de equipe principal o chamavam de “Press” para abreviar. Justin desejava chamá-lo assim algum dia para fingir que eram próximos, mas nunca sonhou que a oportunidade surgiria.
— É, eu gosto disso.
O rosto de Justin, que estivera preocupado em cometer um erro ou causar ofensa, iluminou-se instantaneamente. Talvez Chase fosse inesperadamente fácil de lidar.
Justin estava de ótimo humor.
— Se precisar de qualquer ajuda, é só me falar! Eu conheço o Jay melhor do que qualquer pessoa no mundo!
O rosto de Chase endureceu sutilmente diante das palavras presunçosas de Justin. Era exatamente o rosto sério que Justin temera que pudesse aparecer quando o chamou de “Press”.
— Tenha cuidado com palavras assim, Justin. Eu sou bastante ciumento.
Chase retornou instantaneamente sua expressão ao normal. Seu rosto, que estivera friamente congelado momentos antes, estava novamente coberto por um sorriso relaxado.
Ele deu tapinhas leves nos ombros instintivamente encolhidos de Justin algumas vezes e disse com uma voz tingida de riso:
— Só brincadeira.
Chase, olhando ao redor da sala de espera, avistou a mochila de Jeong-in e a pegou.
Antes de sair, não esqueceu de dar a Justin mais uma saudação amigável.
— Até mais, Justin.
— É-é.
Justin massageou suavemente o peito enquanto encarava a porta se fechando. Aquelas palavras em tom de aviso que Chase acabara de dizer definitivamente não eram brincadeira.
Chase pendurou a mochila de Jeong-in em um ombro e caminhou calmamente em direção à entrada. Jeong-in estava sacudindo suavemente as mãos em frente ao banheiro. Gotas de água respingavam enquanto suas mãos brancas acenavam.
Quando perguntado sobre o que estava fazendo, Jeong-in respondeu com uma expressão preocupada:
— Não tem papel toalha.
Naquele momento, um sorriso brincalhão apareceu no rosto de Chase. Sem dizer nada, ele agarrou ambos os pulsos de Jeong-in e os trouxe para a frente de sua camisa.
— Seque-as aqui.
O toque suave da camisa roçou a ponta de seus dedos. Os olhos de Jeong-in se arregalaram diante da ação inesperada de Chase.
— Hein? O que você está fazendo! — Jeong-in exclamou com o rosto assustado. Mas Chase não deu atenção e esfregou as mãos de Jeong-in contra sua camisa, movendo-as com sua própria força.
O rosto de Jeong-in ficou vermelho rapidamente. O peito firme e os contornos dos músculos abdominais sentidos através de suas palmas eram vívidos demais.
Chase continuou até que sua camisa ficasse úmida e a umidade desaparecesse das mãos de Jeong-in. Alguns estudantes que passavam olharam para eles, com alguns dando risadinhas da cena incomum.
— Assim está melhor. Vamos.
Chase naturalmente entrelaçou seus dedos aos de Jeong-in, segurando sua mão. Não houve a menor hesitação em seu movimento ao pegar a mão de Jeong-in em um lugar tão público. Jeong-in, sobressaltado, balançou a mão capturada.
— P-podemos soltar isso antes de ir?
— Não. Acho que não.
Jeong-in teve um branco momentâneo ao ver aquele rosto bonito sorrindo para ele enquanto inclinava a cabeça.
Ele se perguntou brevemente se seria capaz de ficar zangado de verdade com aquele rosto caso tivessem uma briga. Mas logo descartou o pensamento, lembrando-se de seu próprio temperamento que uma vez provocara e zombara de Chase durante a aula de redação em inglês, fazendo-o finalmente sair furioso de seu assento.
— Me dá a minha mochila — disse Jeong-in, tentando alcançar sua mochila que Chase estava carregando.
Chase balançou a cabeça gentilmente.
— Tudo bem. Eu carrego para você.
Durante toda a caminhada até o carro, Jeong-in sentiu algo estranho. A origem desse desconforto não era clara, mas um canto de sua mente se sentia estranhamente inquieto.
Somente quando chegaram ao carro e Chase abriu a porta do passageiro para ele, Jeong-in percebeu a natureza desse sentimento. Era uma sensação que ele já havia experimentado uma vez antes: a sensação de que Chase o estava tratando da mesma forma que tratava as pessoas com quem costumava sair.
Jeong-in soltou firmemente sua mão do aperto de Chase. Ele queria deixar algo claro para ele.
— Chase, eu sou diferente das pessoas com quem você saiu antes.
O sorriso agradável no rosto de Chase desapareceu lentamente com as palavras de Jeong-in.
— Você quer dizer que eu não preciso carregar sua mochila ou abrir a porta do carro para você.
Chase olhou fixamente para Jeong-in com um rosto sério que não era nem leve nem brincalhão, e perguntou:
— Por que você acha que estou fazendo isso?
— …Hein?
— Você acha que estou tentando parecer educado? Ou porque você parece fraco?
Jeong-in não ofereceu nenhuma refutação específica, mas sua expressão mostrava claramente que, se não fossem esses motivos, o que mais poderia ser?
Chase continuou enquanto segurava a janela do passageiro que havia aberto totalmente.
— Não é porque eu acho que você é fraco. É porque eu gosto de você. Eu gostaria de carregar até o ar para você, se ele parecesse pesado.
— Uh…
Com o rosto ficando vermelho vivo diante das palavras inesperadas, Jeong-in não soube o que fazer e subiu rapidamente no banco do passageiro. Ele parecia um coelho se escondendo apressadamente nos arbustos.
Achando sua reação fofa, Chase soltou uma risadinha. Antes de ligar o motor após entrar no banco do motorista, ele acrescentou:
— Para sua informação, eu nunca carreguei a mochila de ninguém, a menos que parecesse seriamente pesada, e nunca abri a porta do passageiro para ninguém, exceto para senhoras idosas.
— …
— Jeong-in, você é uma senhora idosa?
— …Eu entendi o que você está dizendo. Para com isso.
Jeong-in fez uma cara emburrada, tendo se sentido inseguro desnecessariamente apenas para ser gentilmente refutado. Chase acariciou suavemente as bochechas arredondadas e inchadas de Jeong-in, como se até aquele olhar emburrado fosse adorável, e então deu partida no carro.
* * *
Leva cerca de 30 a 40 minutos do campus da Universidade da Califórnia, Irvine, até Belacove.
[Bem-vindo a Belacove, onde moram as ondas azuis e os pores do sol dourados.]
Depois de passar pela placa que anunciava a chegada a Belacove e dirigir por mais alguns minutos, eles chegaram a uma grande loja de departamentos com um simbólico logotipo vermelho em forma de alvo. Era um lugar abastecido com tudo, desde necessidades diárias até móveis e eletrônicos, um lugar que Jeong-in visitava uma ou duas vezes por mês com sua mãe.
Jeong-in perguntou a Chase com uma expressão intrigada enquanto ele estacionava no pátio.
— Por que aqui?
Chase respondeu calmamente enquanto desafivelava o cinto de segurança.
— Preciso de algumas coisas. Vamos.
O que diabos era essa after party? Jeong-in o seguiu em confusão.
Assim que entraram, Chase pegou um carrinho grande.
Dentro da loja, um anúncio estava tocando, informando aos clientes que faltavam 30 minutos para o fechamento e incentivando o autoatendimento no caixa.
Chase dirigiu-se direto para a seção de artigos de decoração e pegou um tapete de piquenique, colocando-o no carrinho. Em seguida, pegou casualmente uma almofada e a jogou lá dentro.
Jeong-in não conseguia entender por que ele de repente começou a comprar itens de decoração para o quarto. Para Jeong-in, parecia que ele estava apenas colocando coisas no carrinho por um capricho. Incapaz de ficar parado por mais tempo, Jeong-in puxou levemente a manga do paletó de Chase com uma restrição sutil.
— Prescott.
Chase livrou-se da mão de Jeong-in em sua manga com um rosto indiferente, sem sequer olhar para ele. Jeong-in percebeu rapidamente do que ele estava descontente e o que ele queria.
Com um suspiro curto, Jeong-in agarrou a manga dele novamente.
— Chase.
— Sim?
Só então Chase virou-se para Jeong-in como se estivesse sendo chamado pela primeira vez.
— O que você está fazendo? Pegue apenas o que realmente precisamos.
— Hmm… será que devo?
Ele coçou o queixo com uma mão como se estivesse perdido em pensamentos por um momento, então abriu um sorriso brincalhão. Sem qualquer aviso, ele de repente levantou Jeong-in. Jeong-in debateu as mãos surpreso, mas a essa altura Chase já o havia colocado dentro do carrinho.
— O que você está fazendo!
Jeong-in gritou surpreso, mas Chase deu de ombros com indiferença. As pernas de Jeong-in balançavam para fora da estrutura metálica do carrinho.
— Você disse para pegar apenas o que é absolutamente necessário.
Jeong-in ficou atônito e incrédulo, mas acabou explodindo em uma risada. Embora soubesse que era contra as normas de educação pública, ele não saiu do carrinho. Pelo menos por hoje, ele queria apenas concordar com o que quer que Chase fizesse.
Chase empurrou o carrinho com Jeong-in dentro, caminhando casualmente pela loja. Desta vez, ele adicionou um cobertor macio e felpudo ao carrinho.
— Para que serve isso?
— Fica frio tarde da noite.
Os olhos de Jeong-in se arregalaram diante da resposta casual de Chase.
— Tarde da noite? Eu já passei do meu horário de recolher… Vai demorar muito?
Jeong-in perguntou em uma voz bastante preocupada, e Chase soltou uma risada de descrença.
— Jeong-in. O que você achou que era uma after party?
Olhando para Jeong-in, que o observava com um rosto perturbado, Chase abriu a boca novamente com uma expressão como se estivesse em um grande dilema.
— O que devo fazer? Não tenho intenção de te levar para casa cedo hoje à noite.
O piscar de olhos assustado de Jeong-in pareceu adorável. Chase caiu na risada sem nem perceber. “Eu sempre fui tão rápido para rir?” Ele se sentia estranho consigo mesmo.
Estava claro que Jeong-in nunca havia experimentado nada parecido. Ele provavelmente nunca tinha ficado fora festejando até o amanhecer para depois cochilar na aula no dia seguinte, nem jamais imaginara tal vida.
Após refletir por um momento, Jeong-in vasculhou o bolso e puxou o celular.
— Espere um pouco. Deixe-me enviar uma mensagem para minha mãe dizendo que vou me atrasar.
O rosto de Jeong-in mostrava uma expressão determinada enquanto ele tocava na tela. Observando-o, Chase sentiu seu coração batendo descontroladamente.
Que decisão Jeong-in acabara de tomar? Até onde ele estava disposto a ir?
— Enviei. Você pegou tudo o que precisa?
Jeong-in suspirou profundamente ao guardar o telefone, como se tivesse superado um obstáculo difícil. Chase balançou a cabeça para ele como se dissesse “nem perto disso”.
— Não, agora precisamos ir para a seção de mercearia. Vamos!
Chase subiu no carrinho como uma criança brincando de Super-Homem e deu um impulso forte com o pé. Enquanto as rodas rolavam rapidamente, Jeong-in soltou um pequeno grito.
— Aah! Rápido demais!
— Não é divertido?
— Não sobe também! Vai quebrar!
Apesar de seus protestos, o rosto de Jeong-in estava cheio de riso. Os dois correram pelo corredor da loja, dando risadinhas como crianças. Quando viraram uma esquina, deram de cara com um gerente de loja uniformizado e, só depois de receberem seu olhar de desaprovação, saíram do carrinho.
Parados lado a lado, eles se desculparam repetidamente, prometendo não fazer aquilo de novo. Assim que o gerente desapareceu, os dois caíram na gargalhada.
Depois de adicionarem batatas chips e bebidas ao carrinho na seção de alimentos, eles terminaram o pagamento pouco antes do horário de fechamento e seguiram para o estacionamento.
— Vamos então?
O conversível prateado entrou suavemente na estrada após sair do estacionamento da loja. Jeong-in ainda não tinha ideia de para onde Chase o estava levando. Seu rosto mostrava uma curiosidade misturada com uma pitada de ansiedade.
— Eu estou sendo sequestrado? Devo pular para fora?
Apesar de perguntar várias vezes, Chase apenas sorria.
Finalmente desistindo de descobrir o destino, Jeong-in observou a paisagem passando pela janela. Enquanto via os postes de luz e as luzes fracas das lojas passarem rapidamente pela escuridão, ele imaginava silenciosamente como esta noite terminaria, mas não conseguia visualizar nada específico.
Logo, o carro virou em uma estrada estreita. As árvores de ambos os lados tornaram-se mais densas e os postes de luz ficaram mais espaçados. Depois de passar pelo último poste, apenas os faróis do carro iluminavam os arredores.
O carro, movendo-se lentamente pela pista estreita, finalmente parou. O olhar de Jeong-in fixou-se no enorme portão de ferro que bloqueava o caminho. Uma placa de aviso dizendo “Propriedade Privada: Proibida a Entrada” estava afixada na grade.
A placa chacoalhava sempre que o vento soprava. O portão de ferro balançava junto, fazendo um rangido baixo. A atmosfera era um tanto sinistra, quase como uma cena de um filme de terror.
Quando Chase desafivelou o cinto de segurança e estava prestes a sair, Jeong-in instintivamente agarrou sua manga.
— A-aonde você vai!
Achando fofo o medo óbvio de Jeong-in, Chase segurou a nuca dele, puxou-o para perto e beijou levemente sua testa. Então, com um sorriso calmo, saiu do banco do motorista.
— Chase! Chase!
Jeong-in inclinou-se reflexivamente para fora da janela e chamou em voz baixa.
Chase caminhou até o portão sem hesitação. Com uma chave vinda de sabe-se lá onde, ele destrancou habilidosamente o cadeado e desenrolou a corrente que envolvia o portão.
Depois de empurrar o portão totalmente e retornar, Chase dirigiu casualmente o carro para dentro. O rosto de Jeong-in empalideceu, tornando-se subitamente um cúmplice de invasão de propriedade.
— I-isso é propriedade privada! Podemos entrar assim?
Jeong-in sabia o quão perigoso era entrar em uma propriedade privada sem permissão na América. No pior dos casos, não seria surpreendente se um proprietário armado aparecesse.
Chase acalmou Jeong-in com um tom gentil.
— É uma propriedade dos Prescott. Não se preocupe.
— O quê? Por que você não disse isso antes!
— Então eu não teria visto essa expressão fofa.
Somente após dar um soco no braço de Chase uma vez é que Jeong-in soltou um suspiro de alívio.
Agora com tranquilidade para olhar ao redor, Jeong-in virou a cabeça de um lado para o outro. Um caminho largo e profundo pela floresta passava pela janela do carro. As silhuetas das árvores levemente visíveis na escuridão e o som das folhas farfalhando ao vento criavam uma atmosfera ainda mais desolada.
Enquanto isso, o carro avançou mais para o interior e finalmente parou.
Clique. Quando Chase desligou o motor, até os faróis se apagaram. Os arredores foram engolidos por uma escuridão perfeita.
— Espere um momento.
Apesar da noite escura, Chase parecia tão familiarizado com o lugar como se fosse seu próprio quintal. Ele saiu do carro, deu a volta até o lado do passageiro e abriu a porta.
Jeong-in saiu do carro, com o rosto ainda cheio de cautela. Um espaço desconhecido, um ar desconhecido. Enquanto olhava ao redor, examinando os arredores completamente imersos na escuridão, Chase sugeriu suavemente:
— Já que está escuro de qualquer jeito, quer fechar os olhos?
— O-o que você está planejando fazer?
Chase deu um sorriso travesso para o subitamente tenso Jeong-in.
— Exatamente o que você está pensando. Vou te vender para traficantes de pessoas.
Jeong-in lançou um olhar leve para Chase como se dissesse “não fale bobagens”.
— Vamos, segure-se em mim e feche os olhos.
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna
Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online
Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven