Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) – Capítulo 20 Online


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❀ 7 Minutes Of Heaven 20

​A luz solar da manhã entrava pelas janelas, conferindo uma atmosfera calorosa à sala 213.
​Jeong-in olhou casualmente ao redor de sua sala principal enquanto pegava seu caderno. A maioria dos alunos ainda parecia incapaz de sacudir a sonolência, sentados em silêncio. Alguns sussurravam sobre suas histórias das férias de primavera, enquanto outros matavam o tempo rolando as telas de seus celulares.
​Nesse momento, Whitmore, o professor conselheiro, posicionou-se à frente da mesa e bateu palmas levemente. Ele era um professor na casa dos 40 anos que lecionava ciências e também era o responsável pelo clube de teatro.
​— Bom dia a todos. Tiveram boas férias de primavera?
​Alguns alunos assentiram apaticamente, enquanto outros sorriram ao responder. O tempo de convivência na sala principal durava apenas cerca de 10 minutos uma vez por semana — um breve período de anúncios —, mas Whitmore sempre levava esse momento a sério.
​— Todos vocês provavelmente ouviram sobre a Ala Infantil de Hope Harbor que recentemente perdeu uma ala em um incêndio. Foi noticiado várias vezes nos jornais.
​Abril na Califórnia apresentava um alto risco de incêndio devido ao clima seco.
​Recentemente, um incêndio eclodiu na ala infantil do Hospital Geral Hope Harbor. Felizmente, não houve vítimas graças à evacuação imediata. No entanto, a ala sofreu danos graves, e o apoio da comunidade era desesperadamente necessário para a restauração.
​— Por isso, um evento especial será realizado na próxima sexta-feira. É um jogo beneficente co-organizado pela nossa Wincrest High School e pela comunidade local. O time principal de futebol americano da nossa escola enfrentará a Danbury High School.
​Alguns alunos ergueram a cabeça, demonstrando interesse. A Danbury High School era uma escola rival que eles enfrentavam frequentemente em competições estaduais.
​Whitmore listou coisas que poderiam atrair o interesse dos estudantes. Food trucks populares da região estariam lá, e haveria barracas de mercadorias. No entanto, o que cativou as alunas foi algo diferente.
​— Oh, nós vamos conseguir ver o Chase Prescott jogar. Eu preciso ir.
​Um sussurro foi ouvido vindo do fundo. Daquele jeito, não importava onde estivesse, Chase Prescott não o deixaria em paz.
​— Ele é tão legal. Dizem que é realmente raro um segundanista ser capitão.
​Elas estavam certas. A maioria dos programas de futebol americano de escolas secundárias é dividida entre o “varsity”, que é a equipe representante, e o “junior varsity”, que é um estágio preparatório, com base em habilidade, série e experiência de jogo.
​Chase Prescott e seu grupo estavam todos no time principal, não no preparatório. Entre eles, Chase Prescott e Darius Thompson haviam se destacado desde o primeiro ano e jogavam como membros da equipe titular.
​Naquela época, Chase Prescott, que era cerca de 10 cm mais baixo do que agora, jogava como “wide receiver” com sua excelente velocidade e habilidade de posicionamento. No ano seguinte, ele orgulhosamente se tornou o “quarterback” e, não apenas isso, mas o capitão da equipe.
​Enquanto as garotas contemplavam o que vestir com vozes tingidas de animação, Whitmore continuou sua explicação.
​— A participação é simples. Vocês podem comprar ingressos para o jogo ou se registrar como voluntários. Aqueles que desejarem doar podem fazê-lo no local ou através do site da escola.
​Após encerrar o período da manhã anunciando os locais de venda de ingressos e os métodos de compra, os alunos se dispersaram para assistir às suas respectivas aulas.
​Felizmente, hoje era um “dia B”, então não haveria chance de encontrar Chase. Jeong-in entrou na sala de Cálculo AP BC com o coração mais leve. Justin, que havia chegado mais cedo, acenou alegremente para ele. Antes mesmo de Jeong-in conseguir se sentar, ele falou com sua voz caracteristicamente sarcástica.
​— Jay, você ouviu sobre o jogo beneficente?
​Justin suspirou, carregando o tom de irritação.
​— Só de pensar naqueles caras do futebol andando por aí com os ombros estufados tentando parecer legais, já fico enjoado.
​Ele imitou um gesto de vômito com uma expressão exagerada, e Jeong-in respondeu com um sorriso sem jeito.
​— E ainda tem o quão loucas as líderes de torcida vão ficar.
​Justin estremeceu. Sua animosidade em relação aos chamados “populares” parecia ter crescido desde o que Hayley Simons fez com ele no Dia da Mentira.
— Sabe de uma coisa? O Max Schneider, quero dizer. É como se ele estivesse cansado de apenas praticar bullying comigo na escola, agora ele vai à loja dos meus pais quase todo dia.
​Os olhos de Jeong-in se arregalaram. Ele era a própria pessoa que havia contado a Max sobre a loja da família de Justin.
​— …Por quê? Ele está implicando com você?
​— Bem, não exatamente, mas é apenas uma questão de tempo, não é? Hunf, aquele babaca racista, ignorante e sem noção.
​Max Schneider era, de fato, um racista ignorante e sem noção que chamava Justin, um americano de ascendência chinesa, de “dumpling” e nem sequer entendia o que havia de errado nisso. No entanto, havia uma circunstância atenuante muito sutil. Ele era genuinamente obcecado pelos dumplings do restaurante da família de Justin.
​Jeong-in não sabia como responder. No passado, ele teria rido e concordado ativamente com os comentários de Justin. Mas agora era diferente. Depois de vivenciar Chase e seus amigos de perto, ele passou a conhecer suas diversas circunstâncias, tornando difícil criticá-los indiscriminadamente.
​Por exemplo, Brian Cole estava passando por uma fase rebelde devido ao divórcio dos pais, e Darius Thompson levava uma vida mais difícil do que qualquer outro, continuando seus treinos todos os dias com o objetivo de ganhar uma bolsa de estudos em uma universidade estadual, apesar de seu ambiente familiar infeliz. Madison Wilkes, uma líder de torcida que Jeong-in antes considerava superficial, não abandonou sua paixão pela torcida apesar do medo da cirurgia e das cicatrizes deixadas em seu joelho, e seus esforços eram muito mais sérios do que Jeong-in pensara.
​— Testosterona mais adrenalina é simplesmente um desastre. Aqueles caras do futebol são um lixo. Você não acha?
​Justin estalou a língua e destilou veneno. Quando Jeong-in não reagiu, Justin virou a cabeça para olhá-lo e chamou:
​— Jay?
​— Desculpe. Eu estava pensando em outra coisa.
​— Ei, quer ir ao shopping mais tarde?
​— Ao shopping? Por quê?
​— Uma edição limitada da U.S.S. Enterprise acabou de chegar na BlockHaven. Eu vou comprar, e podemos montá-la juntos na minha casa.
​— Claro.
​A aula começou e a sala de aula silenciou novamente. Jeong-in tentou se concentrar na lição enquanto olhava para seu caderno, mas seus pensamentos estavam em outro lugar. Ele estava incomodado com as últimas palavras de Chase Prescott e com sua atitude de não entrar em contato depois disso.
​Jeong-in batucava a ponta do lápis no caderno, com o queixo apoiado em uma das mãos. O caderno estava cheio de números, equações e gráficos, mas o que flutuava diante de seus olhos eram os olhos azuis de alguém, impossíveis de ler.
​— Jay. Jay?
​A voz da professora, Amy Williams, subitamente o interrompeu. Jeong-in assustou-se e olhou para cima. Ele sentiu os olhos de todos voltados para ele.
​— No que você está pensando tão profundamente? Aqui, Jay, você pode nos dizer o que precisamos fazer no próximo passo?
​A mente de Jeong-in ficou em branco com a pergunta da professora. O quadro negro estava coberto com cálculos de integrais complexas e seus resultados. A pergunta não era particularmente difícil, mas Jeong-in não tinha lido o problema em absoluto.
​— Hum… bem…
​Jeong-in mordeu o lábio com força, tentando formular alguma resposta. Amy Williams gentilmente ofereceu uma dica.
​— O valor que encontramos é um ponto crítico, certo? Então, o que devemos verificar em seguida?
​No silêncio ao seu redor, o coração de Jeong-in batia cada vez mais rápido. Justin olhava para ele com uma expressão estranha. Era uma pergunta que o Jeong-in habitual jamais teria deixado de responder.
​— Derivada… não, hum… deveríamos olhar para a inclinação do gráfico?
​Em resposta à resposta incerta de Jeong-in, risadinhas puderam ser ouvidas no fundo da sala. Jeong-in sentiu como se seu interior estivesse queimando em brasas.
​— …Após encontrar os valores extremos, precisamos determinar se este valor é um máximo ou um mínimo.
​Amy Williams o corrigiu com uma voz suave e calma. Ela não tinha intenção de envergonhar Jeong-in, mas o rosto dele já estava vermelho vivo.
​Jeong-in abaixou a cabeça e olhou para o seu caderno. Ele segurou o lápis com tanta força que a ponta pressionou o papel.
​”Foco. Você não pode continuar fazendo isso.”
​Jeong-in tentou se recompor, forçando-se a se concentrar. Mas sua mente ainda estava preenchida com pensamentos completamente alheios à aula.
Quando a aula terminou, os alunos saíram apressados da sala. Jeong-in também se levantou em silêncio, organizando sua mochila. Nesse momento, Amy Williams, que estava arrumando seus materiais, chamou por ele.
​— Jay, você poderia ficar um momento?
​Jeong-in parou e permaneceu na sala. Justin, que presumiu o que poderia acontecer pela expressão severa de Amy, olhou para Jeong-in com preocupação e acenou um adeus antes de sair.
​Amy Williams lecionava cursos de matemática avançada e também era a orientadora docente da Sociedade MathLete.
​— Jay, eu pedi a todos que resolvessem e enviassem os problemas de preparação para a competição, mas o seu é o único que ainda não foi postado.
​Jeong-in pareceu surpreso e perguntou:
​— O quê?
​— Jay. Você nem sequer checou os avisos, não foi?
​— …Não.
​A Sociedade MathLete usava um aplicativo de mensagens chamado WhatsApp para entregar comunicados em tempo real e compartilhar arquivos. Jeong-in não abria o aplicativo há dias. Como o app tinha o recurso de notificação de leitura, não adiantava mentir.
​Amy olhou para Jeong-in com olhos preocupados.
​— Jay, você está bem? Parece que algo tem te distraído ultimamente.
​— …Sinto muito. Vou fazer isso e enviar imediatamente.
​— Agora há pouco, você estava distraído com outra coisa. Tanto que não conseguiu responder a uma pergunta fácil. Isso realmente… não é do seu feio.
​Aquela afirmação atingiu Jeong-in em cheio. Mas ele teve que admitir que Amy estava certa. Ele havia perdido o foco e se tornado relaxado. Não fazer a lição de casa era algo que nunca poderia acontecer no mundo de Jeong-in, a menos que estivesse em estado terminal.
​Com a competição de matemática batendo à porta, ele absolutamente não podia permitir que sua concentração fosse interrompida dessa forma. Especialmente não por causa de um cara que não tinha nada a ver com ele.
​Jeong-in mordeu o lábio com força e se repreendeu. O penúltimo ano estava quase acabando. Após as férias de verão, como aluno do último ano, ele precisaria preparar imediatamente as inscrições para admissão antecipada. Todas as decisões que determinariam sua entrada na faculdade estavam logo ali. Ele não tinha o luxo de hesitar em um momento como este.
​Jeong-in recompôs-se e dirigiu-se à sua próxima sala. De uma aula para outra, depois para outra. Parecia que estava subindo escadas infinitas carregando uma pedra pesada.
​Quando todas as aulas terminaram, Jeong-in estava exausto. Ele arrastou os pés, que pareciam mais pesados do que o normal, em direção ao local onde havia estacionado sua bicicleta.
​Nesse instante, seu telefone vibrou no bolso e Jeong-in o tirou distraidamente. Ao ligar a tela, um nome familiar chamou sua atenção.
​Chase Prescott: [Tenho algo importante para te dizer
Venha ao vestiário onde você veio antes]
​O que ele poderia querer dizer? Por que ele estava dizendo para ir ao vestiário e não a outro lugar? Jeong-in sentiu todos os tipos de pensamentos complicados preencherem sua cabeça enquanto encarava a tela do celular por um longo tempo.
​”Ele acha que eu simplesmente vou? Que cara de pau ignorá-lo e depois enviar uma mensagem casualmente como se nada tivesse acontecido.”
​Jeong-in estava prestes a guardar o telefone com um bufo de desdém quando ligou a tela novamente e olhou para a mensagem mais uma vez.
​Deveria ir? Não deveria ir?
​A deliberação não durou muito. Jeong-in expirou lentamente e colocou o celular no bolso. Então, ele se virou. Seu instinto já havia decidido para onde estava indo.
​O corredor do ginásio estava estranhamente silencioso hoje. Finalmente parado em frente ao vestiário, Jeong-in respirou fundo e abriu a porta.
​BANG! Um estalinho de festa explodiu, e confetes de papel coloridos dançaram no ar.
​— AHH!
​Jeong-in ficou tão assustado que cambaleou para trás. Seu corpo perdeu o equilíbrio e caiu para trás. Tudo pareceu mover-se em câmera lenta. Mas, ao contrário de sua expectativa de atingir o chão, algo macio, porém firme, o segurou.
​Era quente demais para ser uma parede. Com o corpo inclinado como um dominó no meio da queda, Jeong-in lentamente inclinou a cabeça para cima. O rosto sorridente de Chase Prescott estava logo acima dele, olhando para baixo.
​Só então ele sentiu as mãos de Chase segurando firmemente seus braços.
​— Viu, Schneider. Eu disse para não usar o estalinho.
​Ele disse para Max Schneider com uma voz tingida de riso, ainda sem soltar os braços dele.
​Max Schneider coçou a nuca, aparentemente sem graça com a reação de Jeong-in, que foi mais forte do que o esperado.
​— Bem, eu só estava tentando animar um pouco o ambiente…

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

Ler 7 Minutes of Heaven (Novel) Yaoi Mangá Online

Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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