Ler Kiss The Stranger (Novel) – Capítulo 20 Online

⚝ Capítulo 20
Ah, ah.
Eu estava sem fôlego, minha visão girava sem parar e meu peito doía pela batida desenfreada do meu coração. Camar já estava em cima de mim, prensando-me na cama, há algum tempo. Observei, inebriado, enquanto ele arrancava as próprias roupas com violência.
Ele puxou a camisa pela cabeça e a jogou longe, livrando-se das calças logo em seguida. Por um instante, perdi completamente a razão, vidrado em seu corpo nu. A cada respiração ofegante, seu peito largo subia e descia, e o suor escorria em curvas sinuosas por seus músculos bem definidos. As clavículas retas e os ombros largos desciam a partir do pescoço grosso.
Aquele corpo, que parecia esculpido puramente em músculos, exalava uma força avassaladora.
“Eu quero tocar.”
Engoli em seco. Tentei tirar minhas próprias roupas, mas não foi fácil, pois minhas mãos trêmulas não paravam de escorregar. Antes que eu conseguisse me despir, a mão dele empurrou minha blusa para cima, e ele cravou os lábios na minha pele nua.
— Ah!
Gritei involuntariamente quando ele mordeu meus mamilos com uma força quase dolorosa. Mas Camar não se importou; rangendo os dentes, ele agarrou minhas calças e as puxou para baixo de uma vez.
Minha blusa estava caída em apenas um ombro, pendurada frouxamente no meu pescoço, e a calça mal havia saído de uma das pernas, mas Camar não esperou que eu terminasse de me desvencilhar dos tecidos.
O desejo instintivo de abraçá-lo e a necessidade de terminar de me despir entraram em conflito, me deixando sem saber o que fazer. Com uma mão desajeitada, agarrei o ombro de Camar; com a outra, lutei para me livrar das roupas. Camar beijou meus lábios com avidez e me provocou, esfregando meus mamilos com a ponta dos dedos.
— Ah, ha…
Balancei a cabeça, inebriado por uma mistura de prazer e dor. Camar exalou sem hesitar, passando a língua pela minha pele. A saliva que ele deixava escapar misturou-se com a minha, enchendo nossas bocas até transbordar.
Sem romper nosso beijo, ele levou a mão à minha perna e arrancou as calças que estavam presas, junto com a minha roupa íntima, de uma só vez. Como se já esperasse por isso, abri minhas pernas nuas por conta própria. Senti como se meu coração fosse explodir.
— Ha. — Ouvi uma exalação curta. Era Camar, suspirando enquanto me devorava com os olhos.
— Yohan. — Pisquei, atordoado, enquanto ele chamava meu nome. Seus olhos brilhavam inteiramente em dourado.
— Você é lindo demais.
O olhar dele percorreu meu corpo lentamente e parou entre as minhas pernas. Um leve constrangimento me atingiu quando ele estendeu a mão. A ponta do meu membro, erguido em meia-bomba, já estava gotejando.
De repente, Camar juntou minhas pernas e, segurando minhas coxas, empurrou-me para cima. Minha cintura ficou suspensa no ar e meu corpo se encolheu. Senti o olhar dele queimar diretamente sobre a minha entrada exposta. Vi o rosto de Camar se aproximar e, no instante seguinte, a umidade de sua língua e sua respiração quente tocaram aquele lugar absurdamente sensível.
— …Ah!
Um grito agudo rasgou minha garganta sem que eu pudesse conter. Arqueei as costas por reflexo, mas não consegui escapar.
Camar dobrou meu corpo completamente, ajoelhando-se bem acima do meu rosto. E então, a língua dele começou a me lamber sem pudor.
— …Ah, ah, ah, ah!
Os gemidos de uma experiência totalmente inédita para mim explodiram em sucessão. A cada vez que eu inspirava e expirava, podia sentir a respiração dele contra a minha entrada, que relaxava e se contraía de forma espasmódica. Eu tentei fechar as pernas, mas ele me conteve e sugou o local com força. Meus olhos reviraram pelo choque extremo; parecia que minhas entranhas iam derreter.
— Ah, ah, ah, ah.
Meus quadris sacudiam incontrolavelmente sob as respirações entrecortadas, e a cada exalação, o meu lubrificante natural transbordava, escorrendo pelas minhas costas. Camar esticava a língua, lambia o fluido transbordante e o empurrava de volta para dentro. Por um momento, sem perceber, engoli em seco, contendo um grito.
A ponta ágil da língua acariciou minhas pregas apertadas e invadiu meu interior. Ele explorava o fundo com cuidado, depois recuava e lambia toda a extensão com a língua larga. Ele esfregava a língua com força, repetidas vezes, até que o local estivesse completamente encharcado com uma mistura da sua saliva e dos meus fluidos.
O aroma doce dos meus feromônios, que não parava de exalar, parecia ter transformado meu cérebro em gelatina. Minha mente derretia como sorvete e eu não conseguia formular um único pensamento racional. Apenas a sensação avassaladora de me desmanchar sob os toques dele era real.
Camar umedeceu os lábios. Assim que o primeiro dedo dele me penetrou, um som úmido e obsceno ecoou no quarto.
Dois dedos grossos entraram de uma só vez. Estremeci por um momento, mas meu corpo não o rejeitou. Pelo contrário, um gemido agudo de excitação escapou, e meus quadris se ergueram por conta própria em busca de mais. Então Camar foi mais fundo e curvou os dedos lá dentro.
— Ugh…!
Meu interior estava tão macio e cedia tão facilmente que era difícil acreditar que havia doído tanto na primeira vez. A sensação dele curvar os dedos e raspar contra as minhas paredes internas fez meu corpo tremer violentamente, arrancando gemidos involuntários. Camar respirou fundo, com os olhos fixos na minha entrada exposta e pulsante. Cada vez que ele empurrava os dedos e massageava meu interior, mais líquido transbordava, até que o pulso de Camar ficasse completamente encharcado. Camar uniu nossos lábios novamente, beijando-me profundamente enquanto seus dedos continuavam o trabalho lá embaixo.
— Ugh. Uh, huh, eh, ah.
Toda vez que a língua dele entrava e saía da minha boca, minha cintura tremia e meus gemidos se misturavam aos dele.
Havia um som molhado e contínuo vindo lá de baixo. Camar lambeu a base do meu pênis e espalhou o lubrificante como se estivesse possuído. Ele pressionou o rosto contra o meu períneo, respirando fundo e, finalmente, agarrou minha cintura, puxando-me para cima.
Fui virado de cabeça para baixo, com os quadris empinados para o ar e apenas meus ombros e cabeça apoiados no colchão.
O pênis latejante de Camar encostou nas minhas costas nuas. Meus joelhos dobraram ao redor dele e as solas dos meus pés tocaram seus ombros, mas ele não pareceu se importar. Ele agarrou minhas coxas com uma mão, segurou minha cintura com a outra e alternou entre lamber minha entrada e apertar minhas nádegas. O pênis grosso e longo, junto com o escroto pesado, roçava deliciosamente contra a curva da minha coluna exposta. A cada roçada, eu sentia a fricção áspera de seus pelos grossos.
Estiquei minha mão para trás. Meus dedos encontraram as coxas musculosas dele encostadas em mim. Camar soltou um gemido grave e gutural quando eu, impulsionado pelo tesão, cravei as unhas em sua carne.
— Oh…
Misturada ao fluido que transbordava, a voz dele tornava o ambiente ainda mais obsceno.
Assim que eu estremeci, algo quente espirrou contra a minha pele. Percebi no mesmo instante que ele havia ejaculado nas minhas costas. Camar esfregou o pênis contra mim. O sêmen recém-derramado escorreu pelas minhas nádegas, desceu pelo vale da minha coluna e chegou até as minhas omoplatas.
Ha, ha.
Camar puxou o ar com força e virou a cabeça. Ele beijou a parte interna da minha coxa e foi subindo. Quando os lábios, que haviam tocado minha virilha, chegaram à minha entrada novamente, ele demorou-se ali.
Só mais um pouco. Camar, esticando a língua para me dar um beijo molhado bem ali, beijou minha outra coxa e finalmente abaixou minha cintura de volta à cama.
Minhas costas afundaram no colchão, mas minha mente continuava girando em órbita.
Eu o encarei, inebriado, sentindo como se meu corpo estivesse flutuando. “Isso não foi nada. Eu nem sequer comecei.”
Abri meus joelhos o máximo que pude, movido por um desejo fervente e instintivo de exibir a ele a parte inferior do meu corpo, que agora era uma bagunça brilhante da saliva dele e do meu próprio lubrificante.
O som alto de Camar engolindo em seco ecoou pelo quarto. Ele olhava freneticamente para o meio das minhas pernas, com os olhos escurecidos de luxúria.
Eu o aguardei com as pernas escancaradas. Embora o pênis de Camar tivesse ejaculado há poucos segundos, ele já estava totalmente ereto de novo, com a ponta brilhando com o sêmen residual.
Camar agarrou minha cintura e me puxou bruscamente para mais perto. Minha pélvis ficou apoiada sobre as coxas grossas dele, empinando minhas nádegas naturalmente.
No ângulo perfeito, a cabeça do pênis de Camar tocou a minha entrada. Eu já estava desmanchando. Estava mais do que pronto para recebê-lo. Chamei por ele, com o rosto ardendo de tesão.
— Camar… Pode entrar.
— …Masha’Allah!
Naquele momento, Camar cravou os dedos na minha cintura e impulsionou o quadril para frente com tudo.
Um grito agudo irrompeu da minha garganta.
A haste incrivelmente grossa invadiu o meu interior sem qualquer hesitação. Fiquei sem fôlego com a sensação de ser preenchido brutalmente, sem sobrar sequer um milímetro de espaço vazio. Meu corpo estremeceu inteiro enquanto eu engolia o pênis que parecia bater no fundo do meu estômago.
— Uh, uh…
Um gemido lamurioso escapou dos meus lábios inconscientemente. Quando Camar inclinou o tronco sobre mim, o pênis, que havia deslizado um pouco para fora, cravou-se ainda mais fundo.
— Ugh…!
Meus gritos falharam. Mas Camar não ia parar agora. Seus olhos roxos estavam completamente tomados por um brilho dourado e selvagem.
— Masha’Allah — Camar sussurrou, rouco.
Perdi completamente a razão e olhei para ele. Camar abaixou a cabeça e enterrou os lábios no meu pescoço, sugando minha pele. Senti como se o meu corpo tivesse sido feito única e exclusivamente para se abrir daquela forma brilhante e aceitá-lo.
A cada estocada brutal de Camar, era como se o atrito lá dentro estivesse incendiando as minhas entranhas.
— Yohan.
Camar apertou minha cintura e investiu contra mim com ainda mais força. Ele soltou um suspiro pesado e beijou meu rosto repetidas vezes.
— Eu te amo.
Uma sensação de calor avassalador espalhou-se pelo meu ventre com aquela confissão desesperada. Oh, de repente, tudo ficou claro. Camar estava dentro de mim.
Ele ejaculou.
No momento em que o sêmen quente dele inundou as minhas entranhas, minha lombar enrijeceu e a minha entrada se contraiu com força ao redor dele. A noite havia apenas começado.
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✦ Tradução, revisão e Raws: Jor&Belladonna
Ler Kiss The Stranger (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Em um país do Oriente Médio onde a discriminação contra ômegas é profundamente enraizada, Yohan, um ômega abandonado após a manifestação de seu gênero secundário, vive sozinho em um oásis com apenas um gato como companhia. Um dia, ele resgata um homem ferido que perdeu completamente a memória do seu passado. Conforme passam o tempo juntos, Yohan se apaixona por ele… mas, um dia, o homem desaparece subitamente, sem deixar rastros.
Depois de esperar por ele em vão por muito tempo, Yohan encontra inesperadamente o príncipe herdeiro, um homem exatamente igual àquele que um dia amou. No entanto, o príncipe não o reconhece de forma alguma…