Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 175 Online


Modo Claro

Mesmo que todos os outros o rejeitassem, Eileen queria ficar ao lado de Cesare. Mesmo que a desconfiança em relação a ele começasse a crescer dentro de seu coração, não queria expressá-la em voz alta.

Sabia muito bem o quão teimosa e limitada isso a fazia parecer. Mas não podia evitar. Tinha passado a vida inteira desse jeito; não era algo que pudesse mudar facilmente.

Mesmo enquanto Eileen defendia Cesare até o fim, Alessia não disse nada. Ela apenas assentiu levemente e insistiu novamente.

— Por enquanto, é melhor você ir embora.

Seja qual fosse a verdade, a insistência de Alessia tornava certo que a situação era perigosa. Abraçando os livros que havia recebido, Eileen permaneceu logo atrás dela. Alessia segurou a maçaneta, escutando atentamente os sons do lado de fora.

A essa hora, o dormitório dos trabalhadores deveria estar vazio, com todos saindo para seus turnos. Mas havia uma presença sutil. Alessia estalou a língua brevemente.

Era improvável que o objetivo deles fosse ferir Eileen; Alessia pretendia usar isso a seu favor.

— Saia primeiro. Caminhe o mais devagar que puder.

— C-Como devagar?

— Cerca de quatro passos.

Falando em um sussurro, Alessia então ficou em silêncio. Eileen fez como foi instruída, abrindo a porta. Ela escutou, mas o corredor parecia completamente imóvel.

Apertando os livros antigos contra o peito, contou os passos em sua mente, um, dois, três… No quarto, Alessia avançou de repente, correndo pelo corredor. Ela escancarou a porta no final e atingiu o homem lá dentro antes que ele pudesse reagir. Um baque pesado, e ele caiu imediatamente.

Eileen correu para verificar. Um estranho, claramente não um funcionário. Não havia tempo para choque. Deixando-o onde estava, Alessia a puxou novamente.

Pouco antes de saírem do dormitório, ela deu uma explicação rápida:

— Vamos pelo corredor secreto.

A mesma passagem onde Eileen havia encontrado seu pai. Era a parte mais labiríntica da taverna, com muitas saídas escondidas, embora mais adentro se tornasse um verdadeiro labirinto.

Segundo Alessia, ele foi projetado assim para que as pessoas pudessem se esconder caso surgisse algum problema. De fato, durante uma inspeção anterior, alguns clientes haviam escapado por ali.

Havia uma pequena porta lateral no dormitório que dava diretamente para fora, mas certamente estava vigiada. A rota perigosa era sua única opção.

Ao entrarem na área principal da taberna, música alta as envolveu. Eileen lançou um olhar ao palco, onde dançarinas se moviam, segurando enormes leques de penas. As plumas eram todas de um vermelho profundo.

Ela tomou cuidado para não olhar para os camarotes enquanto ela e Alessia se misturavam à multidão. Alcançaram a passagem sem interferências.

Como sempre, os quartos estavam cheios. Gemidos de prazer escapavam pelas portas. Na primeira vez que viera ali, não havia entendido os sons; agora ela os conhecia muito bem.

Mesmo sabendo, o constrangimento e a tensão eram inevitáveis. Pior ainda, alguém havia deixado uma porta entreaberta, e gritos obscenos ecoavam livremente pelo corredor.

Encolhendo os ombros, ela tentou pensar em outra coisa, quando um leve aroma tocou seu nariz.

— …?

Ainda caminhando rapidamente, ela inspirou novamente. A porta de um dos quartos estava ligeiramente aberta e, junto com os gemidos, uma baforada de incenso escapou.

Ela inalou várias vezes. Era o mesmo cheiro que havia sentido na noite em que sonhou.

‘E eu senti esse cheiro antes também.’

Foi na noite em que presenciou seu pai tendo relações sexuais. O aroma enjoativo também preenchia o quarto naquela ocasião. Não era apenas fumaça de plantas puras; havia óleos misturados, tornando difícil identificar a composição exata.

Talvez tivesse inalado demais. Uma sensação tonta e nebulosa a invadiu, como sonolência. Alessia olhou para trás.

— Você deveria prender a respiração por um momento.

Enquanto a visão de Eileen se tornava levemente turva, Alessia parecia não ser afetada. Beliscando o braço para se manter alerta, Eileen perguntou:

— O que… o que eles estão queimando?

Ela tinha certeza de que Alessia saberia. E, de fato, Alessia não negou. Apenas hesitou antes de responder:

— …Não é uma substância proibida pela lei do Império.

Era claramente algum tipo de planta neuroativa misturada com outra coisa. Mas como havia escapado da fiscalização? Mesmo que não fosse tecnicamente ilegal, qualquer coisa com propriedades narcóticas poderia ser apreendida…

A pergunta não tinha resposta imediata. Eileen engoliu sua curiosidade e seguiu em frente, até que Alessia parou de repente.

Eileen quase esbarrou nela e se inclinou para olhar.

Um homem caminhava lentamente pelo corredor. O coração de Eileen disparou.

— Pai…?

Era ele. Nenhuma mulher se agarrava a ele desta vez; estava apenas andando, como antes.

Ao ouvir seu murmúrio, Alessia avançou e o agarrou pela nuca.

— Huuh!

Ele não tinha notado ninguém atrás de si e se sobressaltou, tremendo violentamente. Mesmo enquanto se debatia, Alessia o segurava sem esforço.

No momento em que viu Eileen, seu rosto se iluminou. Mas o dela ficou ainda mais rígido.

— O que você está fazendo aqui?

Ela pensou que não o veria novamente por um tempo, depois que ele havia fugido. No entanto, aqui estava ele novamente, vagando pela taberna, exatamente no mesmo lugar.

Para um “cliente”, parecia apenas andar sem rumo, o que já era suspeito o suficiente. Seu olhar o fez reagir com irritação.

— E você que não voltou para a mansão do Arquiduque! Devia estar pensando em retornar o mais rápido possível para me buscar. Sabe do sofrimento que seu pai passa por ter uma filha assim…?

Um peso frio se instalou em seu coração. As palavras anteriores de Alessia e a cena presente se sobrepuseram em sua mente, e uma conclusão inevitável se formou.

— Foi Sua Graça que… — Ela forçou a pergunta que menos queria fazer: —…ordenou que o senhor me vigiasse?

— Claro que não! Sua Graça nunca pediria algo assim.

Sua negação veio rápida demais, sua voz estranhamente aguda. Ele se apressou em defender Cesare.

— Ele apenas disse que você havia desaparecido, e eu sugeri tentar as tabernas em Fiore. Só isso.

No dia em que se encontraram, ele relatou imediatamente sua localização a Cesare, sem receber recompensa.

Esperando por uma gratificação, agora estava à espreita para capturá-la ele mesmo e entregá-la, com medo de que, se o favor de Cesare esfriasse, seu pagamento desaparecesse.

Agora ela entendia a intenção de Cesare ao colocar seu pai ali. Se o encontrasse naquela taberna, jamais conseguiria simplesmente ir embora.

Alessia estava certa. Eileen apertou os livros em seus braços.

‘Então Cesare realmente…’

Uma dor aguda e incômoda surgiu em seu peito. Talvez por causa do incenso de antes, sua cabeça latejava e girava. Memórias ruins surgiam: a voz da mãe, o ato sexual de seu pai, tudo se misturando ao presente.

Tremendo, ela perguntou:

— Quanto você quer?

— O quê? —  ele franziu a testa.

Furiosa levantou a cabeça para encará-lo.

— Quanto você quer para me vender desta vez?

(Elisa: A Eileen não tem o direito de ir contra o Cesare nem julgá-lo. De todos na história ela é a única que não tem esse direito. AFFF. Eu fico puta da vida com ela.)

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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