Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 176 Online


Modo Claro

Seu pai soltou uma breve risada incrédula. Mas Eileen não o acompanhou. Ela mordeu os lábios com força e apertou os livros antigos em suas mãos.

Essa era a segunda vez. Na primeira, quando ele tentou vendê-la para o exterior, ela deixou passar, influenciada pela desculpa dele de que acreditava que Cesare viria salvá-la.

Não que o tivesse compreendido naquela época. Ela apenas se obrigou a fechar os olhos e suportar, porque era seu pai, aquele que a trouxe ao mundo.

Mas desta vez não conseguia, nem iria, perdoá-lo.

— Normalmente, na maioria dos casos, se sua filha foge… o normal é perguntar que sofrimento a levou a isso, pensar em ajudá-la. Não tentar vendê-la para obter lucro.

Dizer uma verdade que deveria ser óbvia a fez se sentir um pouco digna de pena, especialmente com outra pessoa presente. Forçando a voz vacilante a se firmar, fez um sinal para Alessia.

Alessia soltou lentamente a gola do homem. Ele sacudiu as roupas com força, sem tentar esconder sua irritação.

— Lucro? Isso é pesado. Não é você que está desonrando a família? Como pai, estou tentando ensinar a minha filha a não causar problemas para Sua Graça.

Ele estufou o peito, cheio de indignação moral. Eileen perguntou calmamente:

— Você realmente… me considera sua filha?

Ao ouvir isso, o rosto dele se distorceu. Instintivamente, Eileen deu um passo para trás, era a mesma expressão que ele fazia antes de suas explosões bêbadas em casa.

— Você sabe como eu te criei?

Seu grito foi agudo, os olhos brilhando de raiva. Ele apontou o dedo para ela.

— Desde que você nasceu, nada deu certo. Por causa desses olhos malditos, sua mãe ficou meio louca, se ao menos tivesse nascido homem, para continuar o nome, eu não teria que suportar essa humilhação agora.

Como se tivesse suportado tudo até ali, ele avançou sobre ela, a voz carregada de ameaça:

— E agora você ousa encurralar seu pai por algumas moedas? Que insolência!

Mesmo assim, ele não disse que recusaria o dinheiro. Continuou resmungando que, como Arquiduquesa, ela deveria primeiro cuidar do pai, em vez de mandá-lo para algum campo.

— …Então, quanto você quer?

O homem, que estava vermelho e gritando, subitamente ficou em silêncio.

— Se eu te der todo o dinheiro que quiser, você vai parar de fingir ser meu pai?

A pergunta escapou, movida por puro nojo. Ele respondeu na mesma hora, como se já tivesse o número pronto há muito tempo.

— Considerando o custo de te criar, e a compensação pelos danos que você me causou, vou precisar de pelo menos isso aqui.

Ele levantou a mão, formando um número com os dedos. Eileen olhou fixamente, sentindo como se o chão desaparecesse sob seus pés.

Então o valor importava mais do que o vínculo. O sangue em suas veias pareceu gelar.

‘Nunca importou o que eu fiz.’

Tinha sido a única tentando preservar e consertar os laços familiares. Para ele, a ligação de sangue não significava nada.

Era a única que sempre os considerou família.

‘Idiota.’

Os anos que havia dedicado aos pais se espalharam como poeira. No momento em que seu amor e sinceridade ganharam um preço, ela sentiu as forças a abandonarem.

Soltando a corda à qual se agarrava com tanta obstinação. Ela escapou de forma quase absurda de tão fácil, porque era apenas ela quem a segurava.

Olhou para o homem à sua frente com as mãos vazias. Como seria a última vez, tirou os óculos e o encarou com os olhos limpos.

— Barão Elrod.

Ele piscou diante do tratamento incomum, seu rosto se torcendo como se fosse gritar, mas se conteve, provavelmente por causa de Alessia ao lado. Mesmo sem ela, provavelmente não ousaria; o que ele buscava não era sua filha, mas a Arquiduquesa Erzet que podia lhe dar dinheiro.

— Vou te dar a compensação que você quer. Então saia deste lugar agora.

Ele ficou boquiaberto, confuso. O olhar de Eileen era frio e firme.

Se vendesse a casa de tijolos, juntasse as economias que havia guardado e acrescentasse uma parte dos lucros do lançamento da Aspiria, poderia facilmente alcançar o valor que ele havia pedido. Mesmo que deixasse de ser Arquiduquesa algum dia, aquilo era só dela para dar.

Se isso significasse cortá-lo de sua vida para sempre, valia a pena. Queria que ele desaparecesse de sua vida de uma vez por todas.

— O que é isso…

Ele não conseguia se ajustar à mudança repentina de sua atitude. Nunca antes ela havia reagido assim. Sempre suportara suas palavras cruéis em silêncio ou em lágrimas. Às vezes retrucava, mas nunca com esse distanciamento frio, de uma estranha.

Enquanto o Barão Elrod hesitava, Alessia, que esperava, chamou com urgência:

— Eileen.

Não havia tempo para discutir mais. Ela colocou os óculos de volta e seguiu Alessia. Sentiu o olhar dele perfurando suas costas, mas não se virou. Não tinha vontade alguma de fazê-lo.

Alessia não fez perguntas, e Eileen foi grata por seu silêncio. A tontura piorava, e ela caminhava como se pudesse desmaiar a qualquer momento.

— Só mais um pouco.

Alessia a incentivou. Não podia se dar ao luxo de diminuir o ritmo para apoiá-la. Mas quando Eileen quase caiu, Alessia a segurou, alarmada.

— Desculpa…

O rosto de Eileen estava pálido. Ela havia se forçado além do limite.

— Com licença um momento.

Alessia finalmente a colocou nas costas. Eileen se apoiou nela, tentando não ser um peso, mas sem conseguir evitar. Se relaxasse a mente por um instante sequer, poderia desmaiar. Beliscava os braços para se manter acordada.

Com Eileen nas costas, o ritmo de Alessia acelerou drasticamente.

Por fim, pararam diante de uma porta. Alessia encostou o ouvido nela, girou a maçaneta com uma mão, espiou antes de entrar.

— É aqui. Assim que sairmos, estaremos seguras.

Ela garantiu, então golpeou a parede com o punho. O painel de madeira antigo girou como uma porta secreta, revelando uma passagem estreita e escura. Alessia entrou sem hesitar.

Estava escuro demais para ver até o chão, mas avançou como se conhecesse o caminho de cor. Eileen se lembrou da vez em que fugiu da propriedade por uma passagem secreta, sozinha, tremendo, com apenas uma lanterna.

Enquanto se perdia na lembrança, Alessia a colocou no chão, haviam chegado à saída.

— Chegamos. Espere aqui um momento, pode não ser seguro. Vou primeiro.

Ela escondeu Eileen na escuridão e abriu a porta.

O ar fresco da noite invadiu o local, a luz da lua misturando-se ao brilho de lanternas e se espalhando pela passagem. As duas congelaram.

Do lado de fora havia soldados uniformizados. E, entre eles, uma única mulher esbelta, seu cabelo dourado brilhando sob a luz da lua. Alessia pronunciou seu nome como um gemido contido.

— Malena…

Os olhos de Malena se fecharam com angústia. O olhar de Eileen se deslocou para o soldado ao lado dela, Lotan, sem expressão.

— Vim escoltá-la, Vossa Graça.

Continua…

Tradução e Revisão: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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