Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 5.3 Online

ꕥ Capítulo 5.3 – Identificação de Amigo ou Inimigo
↫─⚝─↬
Não havia sinal da excitação anterior de Nick. Sua expressão e tom permaneciam gentis. Owen olhou para a virilha de Nick, mas suas roupas ainda estavam arrumadas. Seus dedos, desativando o sistema de segurança após abrir a porta para Owen, moviam-se com uma graça sem pressa. Apenas sua mão, que não havia deixado a cintura de Owen desde que saíram do carro, estava quente.
A iluminação indireta, configurada para o modo “ausente”, estava fraca. Mesmo quando Owen olhou para cima, as feições de Nick estavam obscurecidas pelas sombras. Quando Nick baixou a cabeça, Owen inclinou-se para encontrá-lo.
As roupas de Nick formavam uma trilha da entrada até o patamar da escada. Querendo sentir seu calor, Owen deslizou as mãos por dentro do paletó de Nick. Ele moveu as mãos pelos braços de Nick, deixando o paletó inegavelmente sexy cair no chão. A gravata borboleta seguiu-se. Nick apenas sorriu.
— Ai…
Irritado com a interrupção, Owen mordiscou o lábio de Nick. Ele não havia mordido com força suficiente para justificar tal som; fora um exagero.
Isso foi tudo o que Owen tirou. Depois disso, ele fechou os olhos, perdido na sensação dos lábios e da língua de Nick. Sentiu algo envolver seus tornozelos e olhou para baixo para ver a camisa de Nick e seu próprio paletó.
A visão do peito nu de Nick despertou o desejo de tocá-lo. Owen puxou sua própria camisa. Ele apenas fingiu tirá-la; Nick realmente o fez, o som do tecido rasgando preenchendo o ar. Desta vez, Owen não olhou. Pressionou seu peito nu contra o de Nick, esfregando-se nele.
Quando pararam novamente, estavam quase no topo da escada que levava ao segundo andar. Ambos estavam completamente nus. De alguma forma, Owen estava um degrau acima de Nick.
Nick liberou seus feromônios gradualmente, como se tivesse decidido tocar apenas uma nota por degrau. Owen se perguntou se ele também havia tomado supressores; seu controle era notável. E isso fazia o espaço entre as coxas de Owen formigar de forma enlouquecedora.
Owen ergueu a perna e a envolveu na coxa nua de Nick. Sua parte interna das coxas estava úmida de excitação. Ele esfregou seu perfume na pele de Nick.
— Ha, Owen!
Nick, soando estranhamente perturbado, parou e agarrou o corrimão. Owen deslizou a perna mais entre as coxas de Nick, montando nele como se estivesse sentado em uma cadeira, e balançou os quadris para frente e para trás.
— Ha… Nick.
Nick, com os olhos semicerrados, parecia estar contendo uma onda de algo.
— Se… Se eu pudesse…
Ele não parecia inteiramente descontente. Parecia tanto gostar quanto lutar contra as ações de Owen.
— Eu quero colocar isso dentro também.
— …!!
— Hng!
Os feromônios sutis de Nick subitamente se intensificaram. Os joelhos de Owen cederam, mas Nick o segurou, erguendo-o e carregando-o pelos degraus restantes.
Ele jogou Owen na cama e, antes que ele pudesse recuperar a compostura, ergueu seus quadris. Uma massa quente alargou sua entrada e empurrou para dentro.
— Ah… Nick!
O formigamento desapareceu, substituído por uma onda de prazer. Suas paredes internas, há tanto negadas, estremeceram em boas-vindas, e então ele ouviu um estalo nítido. Sentiu o calor da palma da mão de Nick contra uma das nádegas.
— Você está mordendo. Você deve morder depois que eu estiver totalmente dentro. Engula isso, Owen.
— Hngh!!
Outro estalo, e a outra nádega ardeu. Parecia rude, como se ele tivesse sido atingido com força, mas o impacto enviou tremores através de seus músculos internos.
— Você deve engolir isso adequadamente antes de dizer coisas tão perigosas, Owen. Como você pode receber algo dentro quando não consegue nem engolir isso?
— Hng…!
As contrações de suas paredes internas pareciam ser interpretadas como resistência por Nick. Mas as explicações podiam esperar. Owen arqueou as costas, tentando engoli-lo mais profundamente, aterrorizado que Nick pudesse se retirar.
Ele respirou fundo, contraindo seus músculos internos. Isso aumentou sua própria excitação, reacendendo o formigamento entre suas coxas, mas ele não soltaria Nick, nem mesmo se o formigamento o levasse à loucura. Se esse calor o deixasse agora, ele desabaria em prantos.
— Ha! Quente… Owen, você vai me queimar vivo.
Nick pressionou-se contra suas costas. Seus suspiros ofegantes, quentes contra a pele de Owen, confirmavam suas palavras.
— Owen. Por favor… Nunca diga essas palavras novamente, nem mesmo como provocação…
— Hng…
Owen tentou perguntar quais palavras, mas apenas um gemido escapou de seus lábios.
— Aqui!
— Hngh!
Nick empurrou os quadris, mudando o ângulo ligeiramente antes de empurrar mais fundo. Ele explorou cada centímetro, não deixando nenhum ponto intocado.
— Ah!
— Como… eu posso… colocar… outra coisa dentro… quando você é… tão apertado, Owen?
As estocadas de Nick tornaram-se mais frenéticas.
— Tão… quente!
— Hngh!
O som de pele estapeando se misturava aos gemidos deles.
— Owen, deixe-me… sentir seu perfume.
Sua voz era desesperada, como a de um homem morrendo de sede no deserto.
Nenhum alfa jamais estivera tão intensamente focado nele. As palavras de Nick contradiziam a afirmação de seu ex-noivo de que Owen era frígido. Embora as palavras de seu ex-noivo não parecessem uma mentira, não havia como duvidar da sinceridade da reação de Nick.
Owen assentiu levemente e liberou seus feromônios.
Um som que não era nem um suspiro nem um gemido escapou da garganta de Nick. Ele inalou bruscamente, então a parte superior de seu corpo se ergueu ligeiramente das costas de Owen.
Ele agarrou os quadris de Owen, como se examinasse o ponto de conexão deles. Retirou-se lentamente, depois mergulhou de volta, mais fundo. Owen temia ficar com hematomas, mas os feromônios anestesiavam qualquer dor. Ambos rosnaram, como animais.
Conforme outra onda de prazer atingia o pico e diminuía, Owen percebeu vagamente que Nick ainda não havia chegado. Mas as sensações ondulantes, pairando entre a dor e o prazer, eram esmagadoras. Owen apertou os olhos, mal conseguindo suportar.
— Owen.
A voz de Nick, tensa com a mesma mistura de prazer e dor que Owen estava vivenciando, o alcançou.
— Deixe-me…
Owen forçou os olhos a se abrirem.
— Por favor, Owen. Dentro de você… deixe-me…
Nick implorou, sua voz carregada de angústia. Owen não precisou perguntar o que ele queria; Nick estava pedindo permissão para o nó (knotting).
Incapaz de falar, Owen liberou mais feromônios em resposta.
O nó aconteceu rapidamente. Ele sentiu a ponta do pênis de Nick, enterrada profundamente dentro dele, inchar. A pressão familiar, esticando-o até o limite, trouxe uma onda de dor que obscureceu brevemente o prazer.
Mas mesmo essa dor passageira diminuiu rapidamente.
— …!
Aquela sensação estranha retornou. Teria ele imaginado isso durante o calor do seu ciclo?
— Nick…? Nick.
Ele chamou surpreso, mas não houve resposta. Não era apenas silêncio; parecia que todo o som havia sido extinto. Nick estava completamente absorvido no nó, totalmente silencioso.
— Hngh!
Ele definitivamente sentira movimento. Um formigamento profundo fez Owen contrair os quadris. Ou tentar. A mão de Nick, firme em sua cintura, o mantinha imóvel. Tudo o que ele conseguia era um leve espasmo das pernas contra a cama.
Durante o nó, não deveria haver movimento. Você simplesmente ficava conectado enquanto ejaculava. Mover-se poderia ferir as paredes internas, então, mesmo sem que lhe dissessem, você instintivamente ficava parado. Era por isso que a mão de Nick estava segurando a cintura de Owen, impedindo-o de se mover. Os joelhos de Nick, pressionados contra a cama, não se mexiam. Ninguém estava se movendo, no entanto, ele sentia movimento dentro de si.
— Ni…ck…! Estranho…
Sua mandíbula tremeu e suas palavras saíram arrastadas. A saliva escorreu pelo queixo. Isso era estranho. E incrivelmente… bom.
Algo estava explorando seus pontos de prazer, um por um, substituindo o membro imóvel. Esfregando, lambendo, sugando…
— Hngh! Hng…
Não importava mais. Desde que não parasse. O que quer que fosse!
Uma onda avassaladora de prazer o lavou, deixando sua mente em branco.
— Hng… Hng…
Conforme seus espasmos diminuíam, Nick soltou a cintura dele e deitou-se lentamente contra suas costas. Owen ouviu Nick chamando seu nome de algum lugar distante, mas estava exausto demais para responder.
Como se verificasse sua liberação, Nick estendeu a mão e tocou o abdômen de Owen.
❊
Em vez de pegar o copo de água oferecido, Owen encarou os dedos de Nick. Eles não tinham feito nada de errado, mas ele sentia a necessidade de culpar alguma parte do corpo de Nick.
Ambos haviam perdido a cabeça por um momento, cruzando uma linha que os humanos não deveriam cruzar…
— Você consegue se levantar? Vamos tomar banho juntos?
Os lábios de Nick se moveram. Temendo para onde seu olhar pudesse vagar, Owen pegou o copo rapidamente.
Nick parecia ainda mais alegre do que o habitual.
— Não. Eu vou apenas… preciso acordar direito primeiro.
— Quer que eu traga um café?
— Não precisa. Pode ir tomar banho.
Nick prontamente desapareceu no banheiro. Owen o viu ir, atordoado, e então se sentou. Encostou-se na cabeceira, olhando ao redor do quarto.
Não havia travesseiros ou cobertores espalhados pelo chão. Ele se lembrava de almofadas caindo, mas o quarto parecia como se tivessem apenas dormido pacificamente. Aquele homem diligente provavelmente arrumara a trilha de roupas que deixaram na escada também.
Ele estava sentado ali há apenas um momento, mas já ouvia Nick saindo do banheiro. Owen balançou as pernas cuidadosamente para fora da cama.
Considerando o que acontecera com seu corpo na noite passada, ele se sentia notavelmente bem. Leve, até. Embora ainda não tivesse tentado se mover. Se Nick se sentia da mesma forma, Owen entendia seu comportamento alegre.
Parecia que ambos perdiam o controle sempre que seus feromônios se misturavam, o que era perigoso. Ainda mais perigoso era o fato de que Owen não conseguia se lembrar de quanto de seus feromônios ele liberara na noite passada. Mas, por enquanto, ele se sentia bem. Nick parecia bem também.
Antes que pudesse se conter, o olhar de Owen derivou para a cintura de Nick.
— Hmm. Owen, você está me encarando para ver quanto tempo eu levo para ficar totalmente ereto? Não vai demorar muito, mas quer cronometrar?
Nick, percebendo seu olhar, exibiu um sorriso brincalhão. Apesar de seu tom de provocação, a toalha em volta de sua cintura estava ligeiramente estufada.
Owen deveria negar, balançar a cabeça e se levantar. Ele não estava tentando provocar sexo matinal. Ele normalmente não faria isso. Nunca encarara tão intensamente a ereção de um parceiro, nem mesmo a de seu ex-noivo.
Mas ele queria confirmar. Mesmo que confirmasse com seus próprios olhos, ainda precisaria pensar cuidadosamente antes de consultar o Dr. O’Reilly.
Se ele dissesse: “Acho que ele tem uma língua extra”, o Dr. O’Reilly recomendaria seriamente aconselhamento psiquiátrico. O pensamento fez seu estômago se contrair com um calor familiar.
Quando Owen permaneceu em silêncio, Nick, como se estivesse se exibindo, removeu a toalha e a jogou no cesto. Ele tinha motivos para estar confiante. Realmente não demorou muito.
Ele estava enganado.
Owen balançou a cabeça e desviou o olhar.
Não havia nada de incomum no pênis de Nick. Era igual ao de qualquer outro homem, apenas… talvez um pouco mais esteticamente agradável.
— Owen?
Nick chamou seu nome, parecendo confuso com o silêncio de Owen e o olhar desviado.
— Só… um momento. Eu vou tomar banho também.
Ele podia sentir os olhos de Nick sobre ele, mas não conseguia dar voz aos pensamentos que giravam em sua mente. Ele não podia dizer: “Eu juraria que seu pênis tinha um formato diferente”.
❊
— Isso é verdade?
A voz de Nick estava calma enquanto ele entregava o telefone a Owen. Owen o pegou, mas não olhou imediatamente para a tela.
O aroma do café que Nick acabara de servir era convidativo demais. Ele deu um gole lento, fechando os olhos por um momento para saborear todos os aromas agradáveis sobre a mesa.
Sua qualidade de vida havia melhorado desde que Nick chegara. Ele ponderou sobre o mistério inexplicável de por que o café de Nick tinha um gosto melhor que o seu, embora usassem a mesma máquina, e então abriu os olhos lentamente.
— O que foi?
Após desfrutar plenamente do sabor residual do café, Owen focou na tela em sua mão.
“Família Rose em um Romance Cor-de-Rosa! Owen Rose está perto do casamento?
Presidente da Rose Pharmaceuticals comparece a evento de caridade com parceiro na noite passada
Primeira aparição com um parceiro em evento oficial desde o fim do noivado”
A manchete em negrito era previsível. Eles tinham ido ao evento para tornar o relacionamento público, então não era surpreendente.
“O Presidente Rose deixou o local rapidamente após ser fotografado.
O homem na foto foi identificado como um membro do conselho de diretores da Rose Pharmaceuticals.
Ao ser questionado sobre o relacionamento, o Presidente respondeu apenas com um sorriso”
— O quê?!
Owen finalmente percebeu que algo estava errado.
Esses repórteres idiotas haviam usado a foto errada. Uma foto espetacularmente errada.
Em vez de Nick, a foto mostrava o rosto astuto de Montague, olhando para Owen. O fotógrafo demonstrara um talento notável, capturando uma cena que sugeria uma conexão.
Na foto, Owen estava se virando enquanto caminhava em direção ao carro. Ele havia se virado; Montague o chamara. Ele não havia se virado completamente, não querendo conversa, mas a foto o fazia parecer saudoso, como se não suportasse partir. Como o fotógrafo tirara a foto de um ângulo baixo, a expressão de Owen estava escondida.
Aquela expressão deveria estar visível!
Teria sido uma expressão fria e distante. Era assim que as pessoas frequentemente o descreviam: olhos gélidos. Mas sua expressão característica estava oculta, enquanto a expressão do jovem diretor fora perfeitamente capturada.
Se tivessem observado a situação por apenas mais alguns segundos, ou se tivessem perguntado a mais algumas pessoas sobre seu acompanhante naquela noite, saberiam que era Nick.
Mas a verificação de fatos não era prioridade para esse tipo de artigo. Eles se escondiam atrás de pontos de interrogação e especulação, evitando processos enquanto maximizavam cliques. Minimizavam declarações potencialmente passíveis de processo, confiando em fotos sugestivas para deixar os leitores criarem suas próprias narrativas.
E, irritantemente, os gestos e a expressão de Montague haviam reforçado a narrativa. A raposa astuta claramente posara para os paparazzi. De acordo com o artigo, ele até dera respostas ambíguas aos repórteres depois, praticamente anunciando suas intenções.
Não havia necessidade de ler mais. Owen baixou o telefone. Nick ainda estava parado à sua frente, esperando por sua resposta.
— Nick. Isso não é verdade.
Os olhos de Nick, ao erguer sua xícara de café, perguntavam: “Sério?”.
— Foi você quem foi comigo ontem à noite. Este é alguém da empresa. a única verdade neste artigo ridículo é que ele é um diretor da companhia.
— Essa é… realmente a única verdade?
O sorriso de Nick desapareceu.
Owen articulou um “Sim” e assentiu.
Nick pousou cuidadosamente sua xícara de café. Ele ligou o telefone novamente, exibindo o artigo mais uma vez.
— Isso também não é verdade?
— “Primeira aparição com um parceiro em evento oficial desde o fim do noivado”.
O dedo de Nick apontou para aquela frase.
Owen não levava parceiros a eventos oficiais. Embora os convites formais sempre incluíssem um acompanhante, designado como SO.
SO — Significant Other (Outro Significativo) — geralmente significava um parceiro romântico. A redação vaga permitia interpretações mais amplas.
Significava que você poderia levar um amante, mesmo que tivesse um cônjuge legal. Não importava se você era casado ou solteiro, ou se seu parceiro era do mesmo sexo ou do sexo oposto. Não importava se o relacionamento era oficial ou não. E ninguém questionava sua escolha de parceiro. Eles eram simplesmente aceitos como seu parceiro para aquele evento. Embora fosse raro, mesmo que dois indivíduos casados trouxessem parceiros separados, isso não era considerado escandaloso; era uma regra não escrita.
Mesmo a esses eventos, com sua garantia de aceitação e anonimato, Owen sempre ia sozinho.
— Ah! Is-isso… é verdade. Isso também é verdade.
— É mesmo?
Como um gorila ameaçador, Nick inclinou-se em direção a Owen, com os punhos pressionados contra a mesa.
— S-sim… ontem foi a primeira vez.
Ele não emanava nenhuma energia violenta, mas os ombros de Owen se encolheram instintivamente. Ainda assim, um fato era um fato, então Owen o confirmou. Então, o primata corpulento, que se inflara como se fosse ameaçar, lentamente formou um sorriso. Ainda naquela postura intimidadora.
— …Nick?
Completamente incapaz de ler essa linguagem corporal, Owen chamou cautelosamente o nome de Nick.
— Bom.
King Kong — não, Nick — manteve a parte superior do corpo estufada e ergueu lentamente um punho fechado. Realmente parecia que o punho do King Kong estava se aproximando, então Owen teve que reunir coragem para não recuar.
— Muito bom.
Como esperado, a mão do King Kong — não, de Nick — era macia. Ela roçou a bochecha de Owen e então acariciou suavemente o lóbulo de sua orelha.
— ….
Agora Owen achava que conseguia entender o que aquele ser — fosse o que fosse — à sua frente estava tentando dizer. Ele achou que podia decifrar a mensagem transmitida por aquela linguagem corporal e expressão. Nick parecia muito… satisfeito.
Portanto, de todas as frases sensacionalistas daquele artigo de tabloide, Nick só se incomodara com uma linha. O que ele questionara quando entrou na cozinha, e o que confirmara até o fim, fora aquela única frase.
Será que ele havia entendido mal as características dos Alfas? Eles não eram sinônimo de possessividade? Ele ouvira dizer que isso era ainda mais pronunciado naqueles com gêneros secundários mais fortes.
As pessoas que vissem aquela foto agora imaginariam outra pessoa ao lado de Owen Rose, não Nick. No entanto, Nick não parecia nem um pouco ofendido. Ele não o estava questionando sobre quem era a pessoa ou por que o artigo fora publicado.
Ele estava se comunicando apenas por gestos, como um animal. Era estranho que Owen entendesse, mas, encarando-o assim, ele entendia. Nick estava feliz. Ainda naquela postura desconfortável e ameaçadora, ele acariciava o lóbulo da orelha e a nuca de Owen.
As bochechas de Owen estavam quentes. Ele levantou a mão para tocá-las. Elas estavam, de fato, coradas.
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— Consiga-me algo. Não outra entrega de barras de ouro, algo que envolva matar um Alfa almofadinha.
A expressão de Nick mudou enquanto ele observava o carro de Owen se afastar.
— Uh… bom saber que você não se esqueceu de nós, Chefe. Falando em entregas de barras de ouro, para te atualizar, nós as levamos até o local especificado pelo cliente e concluímos a entrega. Houve alguns pequenos confrontos, mas ninguém se machucou. Frank disse que vai se isolar por mais um tempo antes de voltar para o filho, só para ter certeza absoluta de que está livre de Ebola. Tocante e triste, né?
Nick bateu a porta da frente da Mansão Rose com força suficiente para estremecer todo o edifício.
— John, minha paciência está se esgotando. É bom você me dizer que tem algo.
— …O que foi isso? Um tiro?
— John.
— Certo, certo. Calma, Chefe. Nenhum pedido de assassinato de Alfa almofadinha ainda, mas localizei a base daquele novo grupo religioso que tentou drogar o Rose com feromônios Ácidos.
— Onde?
— Pensilvânia.
A Pensilvânia não era longe.
— O endereço registrado era falso. Esta é a residência real, a julgar pela correspondência entregue lá. Mas esse novo grupo religioso é confuso. Não consigo entender a motivação deles. Parece que são fáceis de criar.
O som de digitação seguiu-se.
— Tenho investigado grupos que enviaram e-mails de ameaça ao CEO Owen Rose. São todos recém-formados ou, se forem antigos, são minúsculos e praticamente inativos.
— Inativos? Completamente?
— É, sem protestos antibiotecnologia ou algo do tipo, pelo menos não até recentemente. Eles de repente começaram a participar de manifestações.
— …Eles podem estar usando os nomes de grupos existentes.
— Hmm… faz sentido. Há um grupo que surgiu e depois se dissolveu. Eu os rastreei. Sem trabalho missionário, sem presença online, nada. Eles se registraram, ficaram em silêncio e então apareceram de repente na mídia durante os protestos, enviando e-mails de ameaça. As ameaças devem ter cruzado a linha, levando a boletins de ocorrência. Ameaça é ilegal, afinal. Então, eles entraram com o pedido de dissolução. Que diabos eles estão fazendo?
Era um dos cenários que Nick previra. O grupo religioso provavelmente era uma fachada.
— Que tipo de cara era o que morreu?
— Olhando o histórico dele, entrar para um grupo religioso faz sentido, no sentido de precisar se arrepender. Quatro condenações anteriores. O moleque era ocupado.
Quatro condenações naquela idade significavam que ele cometia crimes praticamente desde que entrou na puberdade.
— Você não acha que isso era apenas um grupo religioso, acha, Chefe?
O cara que Nick vira no heliporto agira como um típico capanga de aluguel.
— Saberei quando vir. Envie um helicóptero.
— Estará vazio agora que ele está morto.
— Razão a mais para ir antes que as evidências desapareçam. E ele pode não ter estado sozinho.
Feromônios Ácidos eram uma droga cara. Um cliente que pudesse pagar por isso provavelmente contrataria uma equipe de profissionais para garantir o sucesso. Um agente solitário aumentava o risco de falha devido à capacidade limitada de lidar com circunstâncias imprevistas.
— Você não vai sozinho, vai, Chefe?
— Partirei em dois dias.
— C-certo. Vou avisá-los. Tempo de sobra para o jet lag. Cooper vai adorar. Ah, Chefe, você viu o jornal da manhã?
As provocações de John estavam particularmente irritantes hoje.
— Você chama aquilo de jornal?
— Você viu… Chefe, só para deixar claro, para o novo contrato, devo priorizar “almofadinha” ou “Alfa”?
— …John.
— Sim, Chefe?
— Não cometa um erro. Você não terá uma segunda chance.
— Por que tão assustador, Chefe… onde foi parar seu senso de humor?
Mesmo que surgisse um pedido de assassinato de um Alfa almofadinha, Nick não poderia deixar Nova York. Estar com Owen lhe dava a sensação de que tudo estava bem, mas os arredores de Owen eram inegavelmente irritantes. Ele desligou sem responder mais nada às reclamações de John.
❊
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler My Perfect Omega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.