Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 5.2 Online


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ꕥ Capítulo 5.2 – Identificação de Amigo ou Inimigo

↫─⚝─↬

— Não esperava que você concordasse tão facilmente. Estou comovido, Owen.

Nick estava deslumbrante em seu smoking.

— Eu não estava tentando esconder nada. Tudo tem sido um pouco… rápido, desde o nosso começo em diante.

O olhar de Nick oscilou para o banco do passageiro antes de retornar à estrada. O breve sorriso que ele ofereceu era sexy, assim como seus dedos no volante.

— Tem certeza de que está bem para dirigir, Nick?

Ele teria que moderar na bebida; seria problemático de várias formas. Mas eles já haviam partido.

— É o nosso primeiro passeio.

Nick, proferindo um sentimento antiquado sobre não querer uma terceira roda em seu histórico primeiro encontro, escolhera o carro ele mesmo.

Owen não era sedentário, mas não era um bom motorista. Tivera poucas oportunidades para realmente aprimorar suas habilidades. E Porsches eram sensíveis demais. Expunham sua inexperiência, tornando-os um carro que ele preferia evitar.

No entanto, hoje, a máquina meticulosa parecia obediente sob o toque de Nick, deslizando suavemente sem um único solavanco.

Um encontro. Aquela era realmente uma palavra que as pessoas ainda usavam? Parecia infantil e direto, mas impregnava aquele simples trajeto até o próximo destino com uma certa emoção.

Owen fingia observar a estrada movimentada enquanto lançava olhares furtivos para Nick. As mãos dele estavam relaxadas e confiantes no volante do modelo mais recente da Porsche. Independentemente de sua afinidade com máquinas, ninguém conseguiria dirigir um carro esportivo moderno carregado de eletrônicos de forma tão suave sem experiência prévia.

Nick fora indiferente às obras de arte caras que adornavam a Mansão Rose. Não fingira admiração, mas também não fora descuidado. Ignorara-as naturalmente, como alguém que entendia seu valor.

A julgar por Spyros, o advogado da empresa, e suas próprias impressões, Nick parecia alguém que cruzara facilmente o limiar do sucesso objetivo.

— Ah, a reunião familiar é na próxima semana. Eu queria que todos te conhecessem de uma vez, então levou um tempinho para coordenar as agendas.

— A data não importa.

Os dedos dele no volante fino pareciam bonitos. No momento em que Owen percebeu que queria tocá-los, desviou o olhar rapidamente. Precisava de um novo tópico de conversa.

— Não é um evento particularmente significativo para mim. É mais uma obrigação.

— Então você está dizendo que não preciso tentar causar uma boa impressão?

Nick olhou para Owen, seus olhos deixando o tráfego parado. Foi bom que Owen tivesse desviado o olhar.

— …Sim.

Quer soubesse o significado oculto na resposta concisa de Owen ou não, Nick sorriu mais amplamente.

E aquela noite foi difícil desde o começo. Era difícil focar nas conversas.

Como dissera a Nick, era uma obrigação. Isso era verdade para a maioria dos presentes. Era um evento onde se trocavam amenidades superficiais, sorria-se e depois ia embora.

Apesar disso, Owen continuava perdendo o fio da conversa leve. Se um diálogo durasse demais, ele se pegava encarando Nick, distraído. O smoking lhe caía bem demais. Ele soubera disso no momento em que o vira em casa, mas vê-lo entre outras pessoas confirmava o fato.

Talvez vê-lo apenas em casa tivesse sido o problema. Se Owen tivesse experimentado gradualmente o quão bom Nick era em socializar, talvez não estivesse lutando tanto para controlar seu olhar. No momento em que sentiu o perigo, deliberadamente endureceu sua postura, tentando projetar sua persona oficial de Owen Rose. Infelizmente, parecia que o esforço seria em vão.

Ele perdera o fio da conversa atual. Não ouvira a pergunta, então não podia responder. Owen baixou a cabeça e encarou a taça de champanhe em sua mão. Se tudo mais falhasse, poderia colocar a culpa no álcool.

— Sr. Rose, onde seu acompanhante estudou? Acho que vi alguém parecido na minha universidade.

Ele ouvira variações dessa pergunta a noite toda, tentativas de encontrar um terreno comum.

— Não tenho certeza. Não perguntei.

O homem que se dirigira a ele estava vestido de forma semelhante a Owen, e a Nick. Embora houvesse variações, de longe, smokings eram um uniforme. Talvez por causa dessa uniformidade, fosse difícil distinguir entre os homens. Todos pareciam igualmente dignos e bonitos. Apenas Nick parecia sexy. O alfaiate teria cometido um erro?

— Owen, você fica incrivelmente sexy quando te vejo fora assim.

Nick aproximou-se, passando pela multidão ao redor. Eles nem estavam dançando, mas ele estava perto demais. Falou quase diretamente no ouvido de Owen, seu hálito quente contra a pele. Owen podia sentir a pressão da mão de Nick em sua cintura.

— …

Tomar um supressor extra esta noite fora uma decisão sábia.

— Eu certamente não estou dizendo que não gosto deste encontro, mas quanto tempo mais temos que ficar aqui? Quero ficar sozinho com você.

A julgar pelo calor excessivo que irradiava da mão de Nick em sua cintura, ele estava bêbado. Ou talvez, apesar da pílula extra, os supressores de Owen estivessem começando a falhar na presença de Nick. Antes de levantar a cabeça, Owen focou no segundo botão de Nick, respirando fundo.

— Já cumprimentamos o anfitrião, então podemos sair a qualquer momento. Podemos ir agora se você quiser.

Seu tom foi mais rígido do que o pretendido, mas Nick não pareceu se importar.

— Oh, ótimo. Então espere só um momento.

A mão quente deixou sua cintura, e Owen estremeceu levemente, como se estivesse recobrando a sobriedade.

— Você veio com o Owen.

Ele sentira a presença do homem no momento em que parou em frente à pia. Mesmo depois de terminar, o homem não saíra, preferindo encarar Nick. Um olhar tão descarado era difícil de ignorar.

Nick, sem responder, analisou rapidamente o homem no espelho.

Loiro. Cabelo cuidadosamente penteado e pele impecável. Mais ou menos da mesma altura que Owen. Unhas feitas.

— Owen parece desesperado ultimamente. Achei que ele fosse mais criterioso com seus parceiros. Bem, ele está ficando mais velho. Não que isso vá importar. Oh, você não está ciente?

Nick passara um tempo considerável observando o local, identificando quem se aproximava de Owen e quem não. Era cansativo distinguir os observadores ocultos, aqueles que se escondiam na multidão, mas esses eventos ofereciam o potencial de descobrir inimigos escondidos.

Felizmente, a maioria das pessoas estava favoravelmente disposta em relação a Owen. Havia sussurros, mas não passavam de fofocas inofensivas.

Naquele salão espaçoso, este homem era o único que direcionara uma atenção doentia para Owen. O homem não saberia, mas Nick o seguira até ali. Tudo o que ele precisava fazer era verificar a intenção por trás daquele olhar incômodo antes de sair.

— Quem é você?

O rosto do homem se contorceu diante do tom de Nick.

— Mesmo se eu lhe dissesse meu nome, você me conheceria? Você não é daqui, é?

O “daqui” a que o homem se referia parecia ser a alta sociedade de Nova York.

Ele não era alguém com quem Nick estivesse particularmente interessado em conversar. Parecia infantil, como se não tivesse transitado totalmente para a idade adulta.

— O que é que eu não sei?

O homem hesitou e olhou para as cabines do banheiro, um gesto cauteloso, como se verificasse se havia outros ocupantes.

— Está vazio.

Após confirmar que o banheiro estava de fato vazio, a postura do homem mudou, sua expressão tornando-se mais arrogante.

— Você me reconheceria se eu dissesse que sou o noivo de Owen Rose?

— …

— Você foi tão rápido em ser rude com um estranho, mas agora que sabe quem eu sou, perdeu as palavras.

O homem no espelho iluminou-se, confundindo o silêncio de Nick com derrota.

Seus pensamentos eram transparentes, mas Nick ignorou seu sorriso triunfante e estudou cuidadosamente o rosto do homem.

Owen realmente tinha um péssimo gosto para homens. Fora uma sorte para Nick, pois lhe dera uma oportunidade, mas não tornava aquele homem infantil subitamente atraente.

— Você é quem terminou o noivado, e ainda assim está interessado nos homens que o Owen vê?

— Inte… Interessado? Não! Alguém como o Presidente da Rose Pharmaceuticals está constantemente nas notícias, quer eu goste ou não. Você realmente… Quem é você?!

— Que tipo de interesse é esse?

— Ei, você, por que continua…

— Relaxe. Não há mais ninguém aqui para nos ouvir.

— Ha! Owen Rose. Ele age de forma tão reservada, mas veja o tipo de alfas com quem ele acaba.

Tendo seus verdadeiros sentimentos expostos, o homem agarrou-se às palavras de Nick, mas, em vez de começar uma briga, resmungou para si mesmo. Ele não conseguia esconder seus pensamentos, não conseguia lutar e nem parecia entender seus próprios sentimentos.

— …Ugh!

O homem, ainda resmungando sarcasticamente, dobrou-se pela cintura.

— Sua existência é desagradável, mas eu queria te encontrar de qualquer forma, então isso acaba dando certo.

Nick virou-se, de costas para o espelho. O ex-noivo de Owen não conseguia se endireitar, sobrepujado pelos feromônios de Nick.

Nick avaliou rapidamente o layout do banheiro. A entrada era angulada, exigindo uma curta caminhada por um corredor. A porta era grossa e distante. O sistema de purificação de ar de alta qualidade filtraria seus feromônios antes que chegassem ao salão de baile.

Em seguida, ele verificou as aberturas de ventilação. Em prédios antigos reformados, as aberturas podiam levar sons e feromônios para salas adjacentes. Felizmente, este prédio parecia ter sido atualizado com um sistema moderno de purificação de ar. As antigas localizações de ventilação estavam seladas.

Após inspecionar rapidamente os arredores, Nick deu um passo à frente, afastando-se da pia.

— Agora, teremos uma conversa civilizada? Vou aliviar um pouco, mas não tente gritar ou correr. Apenas acene se entendeu.

O ex-noivo acenou vigorosamente. Nick reduziu ligeiramente a intensidade de seus feromônios.

— Gasp… Gasp… O… O que você é?

O homem arquejava e lançava olhares furiosos, mas sua vontade de lutar estava quebrada. Que fraco.

Alfas eram geralmente criaturas simples. Operavam na lógica do poder. Se percebessem alguém como mais fraco, exerceriam dominância. Mas, se encontrassem alguém que considerassem mais forte, ou evitariam ou, se incapazes de fazê-lo, admitiriam prontamente a derrota. Raramente tinham o espírito de lutar mesmo diante de uma derrota provável.

— Quem… Quem é você?!

Nick entendia o perplexidade do homem. Ele provavelmente nunca experimentara esse tipo de ataque antes. Seu status na alta sociedade provavelmente o protegera.

Os homens com quem Nick lidara saberiam quem ele era. E se ele só tivesse lutado com outros alfas recessivos, teriam sido páreos iguais. Ele provavelmente nunca desafiara um alfa dominante, então não conheceria os limites de um ataque de feromônios.

O ataque de Nick não era suficiente para incapacitar alguém permanentemente, mas o homem, carecendo de qualquer resiliência, era fraco.

— Você mesmo disse. Sou a pessoa que o Owen está vendo agora.

Nick parou diretamente na frente do homem. O ex-noivo, ainda curvado, olhou para ele, claramente antecipando um ataque físico.

— Rose. Adequado para esse nome, não é? O perfume é inebriante.

— …

— Diga-me. Está tudo bem.

— …

Confuso com a mudança da intimidação para uma pergunta estranha, o homem parecia perplexo. Ele rapidamente interpretou a situação à sua própria maneira e começou a se endireitar. Os cantos de seus lábios se curvaram para cima, como se estivesse prestes a se envolver em alguma fofoca de alfa sobre ômegas compartilhados. Ele alisou suas roupas amassadas.

— Rosa é um perfume comum. É comum demais para o meu gosto. Você parece gostar, no entanto?

Seu tom, como se zombasse de Nick por gostar de um perfume tão comum, gotejava condescendência.

Nick sorriu, alargando bem os lábios. O homem sorriu mais amplamente em resposta. Agora ambos estavam de pé, sorrindo um para o outro.

— O perfume de rosa do Owen é bastante especial.

— Bem, eu respeito as preferências individuais. Infelizmente, para mim, não é nada especial.

— Tem certeza de que não está confundindo com outro perfume?

— Olha aqui, parceiro. Rosas não são exatamente flores raras. Como eu poderia confundir?

Agora ele zombava abertamente da suposta falta de discernimento de Nick. O homem parecia divertido, e Nick estava começando a se divertir genuinamente. Ele estava prestes a rir alto.

— Você é sequer um alfa?

— O que você…

— Você pode sequer se chamar de alfa se não consegue nem excitar seu parceiro?

— …!

Ding—dong. O ex-noivo parecia ter levado um tapa. Sua expressão congelou, depois ficou vermelha de raiva. Nick atingira um ponto sensível; feromônios furiosos explodiram ao redor dele.

— Ugh…!

Mas foram imediatamente suprimidos pela onda de resposta de Nick.

— Um ômega precisa estar excitado para que seu perfume floresça. Pobre Owen. Não consigo imaginar o quanto ele sofreu durante o noivado de vocês. Acho que eu deveria revelar isso para evitar que outros pobres ômegas se tornem vítimas. Os tabloides seriam o caminho mais rápido, mas talvez eu devesse começar com as pessoas lá fora? Elas parecem as vítimas mais prováveis.

— Ele não tem perfume!!

Enquanto Nick dava um passo brincalhão em direção à porta, o homem, apesar de estar sendo suprimido, conseguiu gritar. Nick aliviou a pressão ligeiramente.

— Ele não tinha perfume!! Você sabe disso, certo?! Que ômega toma supressores antes de dormir com o noivo?!

Ele suspeitara, mas ouvir a confirmação amargou seu bom humor.

Ele queria esmagar os testículos do homem ali mesmo no banheiro, mas maldita civilização, maldito estado de direito.

— Eu sou perfeitamente normal. Se há um problema, é com o Owen Rose, não comigo!

Enquanto Nick lutava com seu conflito interno, o homem deu outra estocada.

— Você conhece o Owen Rose tão bem quanto eu? Já experimentou o que eu experimentei? Definitivamente há algo errado com o Owen Rose. Ele tem uma falha grave e fatal como ômega!

— …

Ele ficou sem palavras.

Era absurdo que ele tivesse que explicar conceitos básicos de educação sexual, mas, se o homem não sabia, alguém tinha que dizer. Se ele não podia matá-lo ali, pelo menos encheria aquele cérebro ignorante com conhecimento suficiente para impedi-lo de alegar novamente que havia algo de errado com Owen Rose.

— Olha, ele é o Presidente da Rose Pharmaceuticals. Qualquer alfa ou ômega funcional no mundo dos negócios toma supressores.

Talvez porque tivesse rotulado mentalmente o homem como um idiota, seu rosto piscante agora parecia menos odioso e mais patético. Suas roupas caras não conseguiam esconder seu verdadeiro e insignificante eu.

— Você falhou em excitar seu parceiro porque lhe faltou esforço e charme. Além de culpá-lo pelo fim do noivado, você ainda fica seguindo cada pessoa nova que ele encontra, tentando semear discórdia… Isso não é patético?

Nick acariciou o próprio queixo, assentindo repetidamente.

— Ex-noivo, escute com atenção.

O olhar dele continuava desviando para a virilha do homem. Aquele encontro provavelmente ficaria gravado em sua memória.

— Ugh!

— Não há nada de errado com o Owen. E, embora o Owen não vá sair com nenhum outro alfa, você precisa parar de espalhar rumores maldosos sobre o Owen Rose ser ou não um ômega de verdade.

— Ugh… Gah!

O ex-noivo engasgou, lutando para respirar. O suor brotava em sua testa e as veias saltavam.

Ataques de feromônios tinham suas vantagens. Ele podia infligir esse tipo de sofrimento humilhante sem deixar nenhuma marca física. Também não havia câmeras de segurança no banheiro. Mesmo que o homem fizesse uma queixa, não haveria evidências, apenas alegações conflitantes. Ele nunca admitiria ter sido colocado de joelhos no chão de um banheiro pelos feromônios de outro alfa.

O homem escorregou para o chão, desabando de quatro. Grandes gotas de suor caíam nos azulejos. Uma mão trêmula se ergueu, tentando agarrar a perna da calça de Nick. Nick moveu-se ligeiramente, evitando o toque suado e sujo.

— Não mencione um noivado que terminou anos atrás. Eu realmente tenho que explicar isso… E não chame o meu Owen pelo primeiro nome. Vocês não são tão íntimos. Dirija-se a ele pelo título, como uma pessoa civilizada. Presidente Rose. Entendido?

Desta vez, ele não precisou ser instruído a assentir. Conseguiu um aceno fraco, mas foi o suficiente para melhorar o humor de Nick. Com o som nítido de seus saltos no chão de azulejo, ele passou pelo homem.

Embora a lista de potenciais inimigos de Owen incluísse seu ex-noivo, esse imbecil não era uma ameaça real. Ele só era capaz de espalhar fofocas. Ainda assim, remover um candidato da lista era uma pequena vitória.

— Sr. Stockton.

O rosto que ele cumprimentara com Owen mais cedo o reconheceu, sorrindo abertamente. Nick retribuiu o sorriso. Talvez porque sua expressão alegre permanecesse, as pessoas foram mais amigáveis e comunicativas em seu caminho de volta para Owen.

Ele sentia seu sorriso aumentar conforme se aproximava de Owen.

Não era apenas uma pequena vitória; ele se sentia tão bem que poderia correr por horas até que a excitação diminuísse.

Os feromônios de Owen não eram de rosa. Não eram sequer parecidos com qualquer aroma floral. Ele só tivera uma chance de realmente vivenciar o perfume de Owen, na primeira noite deles, mas nunca o esqueceria.

Surpreendentemente, sua rosa tinha um leve aroma de almíscar. Ele não era um especialista em fragrâncias, mas lembrava um almíscar que ele encontrara antes.

Ele não havia percebido sua preferência por um aroma tão sensual até aquela noite, quando afundara o nariz no pescoço de Owen. Não apenas Owen havia atingido perfeitamente seu gosto, mas ninguém mais jamais havia sentido aquele perfume.

Owen era como uma máquina de assassinato feita sob medida, projetada após uma análise molecular de Nick Stockton. Se fosse esse o caso, Nick baixaria todas as suas guardas e esperaria pelo comando de Owen. Ele morreria de bom grado pelas mãos de Owen.

— Sr. Stockton.

Alguém chamou, reconhecendo-o. A multidão se abriu diante dele. Owen se virou.

— Você está sorrindo.

— Esta é a festa mais agradável em que já estive.

— Oh… Achei que você já estivesse pronto para ir embora. Vamos ficar mais um pouco?

— Não. Sair agora seria perfeito.

— Presidente Rose.

Na entrada, Owen encontrou o Diretor Montague. Saindo da chapelaria, ele parecia ter acabado de chegar.

— Meu compromisso anterior terminou tarde. Peço desculpas pelo atraso. Já está de saída?

— Pode entrar. Ainda está a todo vapor.

Se ele estava planejando beber e se divertir, a noite estava apenas começando. Talvez ele não tivesse chegado tarde, mas cronometrado sua aparição para quando as pessoas estivessem relaxadas e a diversão real começasse.

— Se está a todo vapor, por que não ficar e aproveitar um pouco mais?

Seu sorriso astuto lembrou Owen do encontro deles na garagem. Em vez de responder, Owen olhou pelas portas de vidro. Naquele momento, o Porsche estacionou. Sem dizer mais nada, Owen deu um aceno seco ao jovem diretor e saiu.

— Presidente Rose, espere um momento.

Qualquer que tivesse sido seu compromisso anterior, ele claramente havia bebido. Um leve cheiro de álcool emanava de seu hálito enquanto ele se aproximava.

Como ele chamara em voz alta enquanto perseguia Owen, os fotógrafos freelance que espreitavam fora da área designada começaram a prestar atenção.

Eles se autodenominavam fotógrafos freelance, mas eram essencialmente paparazzi que seguiam eventos sociais. Ele ouvira dizer que ganhavam a vida razoavelmente bem tirando fotos aleatórias de qualquer pessoa minimamente famosa.

Eles normalmente não fotografavam empresários, a menos que houvesse uma história específica. Owen Rose era uma exceção. Como esperado, os flashes começaram a disparar.

Nick abriu a porta do motorista e olhou.

— Ora, parece que você tinha companhia.

O jovem diretor parou ao notar Nick.

Já tendo se despedido, Owen se virou e se afastou.

Nick já havia afrouxado sua gravata borboleta, deixando-a sob o colarinho. Um botão também estava desabotoado.

— Eu a afrouxei porque estava me sufocando. Isso é uma quebra de etiqueta?

Nick, percebendo o olhar de Owen, ofereceu uma explicação para sua aparência desarrumada.

— Não. De forma alguma.

Conforme o álcool fluía e a atmosfera esquentava, as pessoas frequentemente afrouxavam suas gravatas. Nem todos faziam isso, mas, após dançar, tais pequenas quebras de etiqueta eram facilmente ignoradas.

— …Eu achei que você parecia sexy.

Foi o primeiro pensamento que cruzou a mente de Owen ao ver o pescoço exposto de Nick. Ele não pretendia dizer isso em voz alta.

— Owen… Owen.

Dedos longos tamborilaram no volante ritmicamente, ecoando o nome de Owen. Olhando de soslaio, Owen viu os cantos dos lábios de Nick se curvarem para cima.

— Isso é bastante problemático.

Apesar de suas palavras, Nick continuou a sorrir.

Fosse intencional ou simplesmente devido ao seu bom humor, os feromônios de Nick começaram a vazar. A concentração era leve, mas suficiente para preencher o espaço fechado do carro.

— Hah…

Owen inalou profundamente e recostou-se, com as pálpebras pesadas.

Ele estivera tenso, preocupado com Montague tentando dominá-lo com feromônios novamente. Aquela tensão agora estava se dissolvendo, lavada pelo perfume de Nick.

— Você não está desconfortável, está?

Nick perguntou cautelosamente.

— Nem um pouco. Não, eu gosto. Seu perfume é… estranhamente reconfortante.

— …Reconfortante.

Nick, observando-o com os olhos semicerrados, franziu a testa ligeiramente.

— Bem, tudo bem. Relaxe um pouco. Não temos muito tempo.

Continua…

⌀ ⌀ ⌀

✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna

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Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.

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