Ler My Perfect Omega (Novel) – Capítulo 3.4 Online

ꕥ Capítulo 3.4 – Alguém um pouco estranho
↫─⚝─↬
As estocadas ferozes pararam subitamente. As costas de Nick estremeceram.
Ele parecia ter gozado, mas o sêmen costumava parecer tão distinto assim…?
Parecia que meu interior havia se tornado perigosamente quente.
Mesmo assim, eu queria dizer a ele para não sair ainda, para não se retirar enquanto o calor não tivesse diminuído, mas como se soubesse, Nick deitou-se em cima de mim, nossos corpos sobrepostos.
O Sr. Nick Stockton, alfa até o último fio de cabelo, parecia possuir um pênis que mantinha sua forma mesmo após a ejaculação. Cada vez que Nick se movia para me abraçar mais forte, o que estava dentro de mim se contraía junto, mantendo sua massa pesada.
— Ha… Haah… Fique… Nick, por favor, fique parado.
Isso não terminaria se ele continuasse se movendo. Apesar do apelo de Owen, Nick, aninhado dentro dele, continuou seus movimentos suaves, provocando seu interior.
Esse homem, o sexo era bom, mas o seu cuidado posterior era verdadeiramente…
Owen apertou o abraço, segurando Nick por perto como se para impedi-lo de se desvencilhar.
— Owen, posso te perguntar apenas uma coisa antes de dormirmos?
Ele ouviu a voz de Nick através de sua consciência nebulosa.
— …Eu não consigo dormir assim de qualquer maneira.
Os fluidos derramados pareciam agir como cola, grudando todo o seu corpo na cama.
Ele disse que não conseguia dormir assim, mas focando no movimento lento dos dedos de Nick traçando sua espinha, sentiu que poderia adormecer.
— Em quantos filhos você está pensando em ter?
Suas pálpebras caídas abriram-se de repente. Não completamente, mas pela metade.
O que ele acabou de…?
Como se não percebesse o súbito alerta de Owen, os dedos de Nick continuaram seu movimento rítmico. Traçando a espinha para cima, depois para baixo. As costas de sua mão roçaram por todas as costas de Owen, alcançando seus ombros antes de descer lentamente de novo, acariciando cada músculo. Parecia uma canção de ninar cantada por sua mão.
Ele precisava dizer a Nick que ele tendia a ir longe demais, mas suas costas, que começaram a esfriar um pouco à medida que o suor secava, subitamente aqueceram. Parecia que um cobertor fino fora colocado sobre ele.
— Sim… apenas adormeça. Conversaremos aos poucos. Quando você abrir os olhos, uma manhã refrescante e agradável começará.
Em vez do cobertor imaginado, uma presença mais quente acariciou suas costas nuas. A canção de ninar cantada por sua mão continuou até ele pegar no sono.
ꕥ ↫─⚝─↬ ꕥ
Embora lhe tivessem dito para dormir, era cedo demais para dormir até de manhã. Ele sabia que acordara brevemente, mas não conseguia se lembrar claramente do que acontecera depois.
Owen abriu os olhos e encarou o teto. Não precisava se levantar e olhar ao redor para saber que aquele era o seu quarto.
Ele ficou imóvel, olhando para o teto, apenas piscando. Cada vez que suas pálpebras se fechavam e reabriam, era como se um interruptor fosse ligado, trazendo de volta as memórias da noite anterior, uma a uma. Não totalmente, mas em formas fragmentadas e incompletas.
Ele se lembrava de pensar que o toque de Nick era quente, depois de cochilar. Queria ter apenas continuado dormindo. Nick continuava incomodando-o, dizendo que não podia deixá-lo dormir de estômago vazio, então Owen o empurrou com o braço. Sim, ele se lembrava disso.
Nick o levantou e… e insistiu em colocar algo em sua boca. Enquanto estava nu.
Não. Não foi isso.
Owen, ainda deitado, virou a cabeça de um lado para o outro, negando a memória distorcida.
Aquela imagem era perversa demais; tinha que estar errada.
Owen interrompeu sua negação de balançar a cabeça, disfarçada de alongamentos de pescoço, e levantou a mão que estivera descansando ao lado de sua coxa. Ele estava vestindo roupas.
Isso mesmo.
Ele quase suspirou de alívio, mas a sequência do sonho continuava se misturando com suas memórias, confundindo-o.
Em seu sonho, ele estava lutando para subir no estômago de Nick. Por quê? Eles já haviam sido íntimos ao ponto da exaustão, então por quê? No sonho, Nick concordou com seu apelo em troca de um jantar na cama. E então, ele realmente o alimentou com as próprias mãos. Owen comeu vorazmente, mas era menos sobre comer a comida oferecida e mais sobre sugar os dedos dele…
…Não!
Owen balançou a cabeça rapidamente e sentou-se na cama. Olhou ao redor, mas não havia bandeja de comida à vista. Ele estava vestindo roupas e, agora que olhava, o colchão estava seco. Diferente do sonho.
— Você acordou, Owen.
Enquanto ele lutava para traçar a linha entre sonho e realidade, Nick subiu as escadas. Embora não estivessem juntos há muito tempo, parecia que Nick quase não fazia barulho ao caminhar.
— Tome um pouco de água primeiro.
Owen aceitou o copo oferecido e tomou um gole. Não havia percebido que estava com sede.
Nick, de pé ao lado da cama, parecia tão alegre quanto ontem.
— Devagar. Beba mais. Subi porque estava preocupado.
— Preocupado comigo?
— Claro que estou preocupado. Não sei de onde seu corpo produz tanto fluido. É natural ficar preocupado com a desidratação quando você derrama tanto todas as vezes.
Owen mal conseguiu engolir a água na boca, impedindo que ela espirrasse.
Isso significava que estar grudado na cama não era um sonho, mas uma memória.
Mas então, a cama parecia limpa demais…
Owen confirmou a sensação seca sob a palma da mão mais uma vez.
— É um lençol impermeável. Já experimentei o que acontece quando você está excitado, então tive que estar preparado. Não posso pedir para a Margie fazer isso todas as vezes.
— Um lençol impermeável?
Ele nem sabia que tal coisa existia, mas para algo ser impermeável, o material deveria… não deveria pelo menos fazer um som de plástico? Ele pressionou o colchão, tentando confirmar a existência deste “lençol impermeável”, mas não conseguiu notar.
— “Desfrute de uma noite confortável sem o menor ruído”, é incrível como às vezes esses anúncios são realmente verdadeiros.
— …Você fez tudo isso sozinho?
Ele não queria confirmar a fronteira entre o sonho da noite passada e a realidade. Não seria bom para sua saúde mental.
Mas sentiu que tinha que perguntar se Nick realmente o vestira com o pijama, provavelmente o limpara antes, e trocara os lençóis, tudo sozinho.
— Owen.
Nick simplesmente chamou seu nome e pegou o copo vazio. Ele se inclinou novamente, encontrando os olhos de Owen, e um sorriso floresceu em seu rosto, um tipo que Owen Rose nunca vira antes e, portanto, não conseguia interpretar.
— A água flui por entre suas pernas. Uma água levemente pegajosa com um perfume muito agradável; você se agarra a mim, gotejando. Você me diz, hmm… ou melhor, você diz a uma certa parte do meu corpo o quanto gosta, levantando suas pernas escorregadias e esfregando-as todas em mim. Nunca experimentei uma tentação tão obscena em minha vida. Quero matar o “eu” de ontem à noite, perdido entre suas pernas, de pura inveja. É um lugar encantador.
— …
— Mas o colchão deste quarto é caro demais para ser substituído após cada um dos nossos dias e noites apaixonados, ou manhãs. Não que eu duvide de seus recursos financeiros, mas…
— …
Owen sentiu como se tivesse acabado de ouvir algo incrivelmente vulgar. No entanto, a pessoa que proferira aquelas palavras parecia perfeitamente despreocupada enquanto colocava o copo vazio sobre a mesa.
— É ineficiente. Além disso, trocar móveis exige que estranhos entrem e saiam. Owen, eu não gosto de ter equipe de limpeza em nosso quarto. Então, naturalmente, eu mesmo faço isso.
Desta vez, ele se inclinou mais e levantou Owen nos braços, colocando-o no chão fora da cama. Manteve uma mão nas costas de Owen, guiando-o em direção à porta do banheiro.
— Venha comer.
Ele até beijou a bochecha de Owen, como se tivessem acabado de trocar cumprimentos matinais comuns.
ꕥ ↫─⚝─↬ ꕥ
— Nick, minha rotina matinal tem sido interrompida desde que você chegou. Acho que deveríamos evitar sexo em dias de semana.
A mão que lhe oferecia café parou no ar.
— O que você quer dizer, Owen? Eu fiz algo errado? Mas nós nem demos um nó ontem.
Ele fez uma pausa por um momento, parecendo vasculhar a memória. Ele ainda colocou gentilmente a xícara de café na frente de Owen.
— E também não tentamos nenhuma posição aventureira.
…! Ele não sabia o que Nick considerava “aventureira”, mas decidiu que absolutamente não queria descobrir. Owen mordeu o lábio interno para evitar que qualquer pergunta inapropriada escapasse.
— Não. Não há nada de errado. Na verdade, estou bastante satisfeito.
Ele se sentiu tímido após dizer aquilo. Owen levantou a xícara de café para esconder o rosto.
— Então qual é o problema?
— Acho que está cobrando um preço físico de mim. Tenho dormido demais. Costumo me exercitar de manhã, mas tenho pulado isso desde que você chegou.
— Eu posso ajudar com isso. Eu te acordo. Que horas seriam boas?
Nick sugeriu casualmente uma solução, como se não fosse um problema.
— Estou dizendo que preciso ter energia suficiente para me exercitar.
Owen reiterou seu ponto e pegou um pão doce no prato.
— Você gosta de croissants?
Owen parou de rasgar o pão ao longo de suas camadas. A cesta de pães continha vários tipos para o café da manhã, mas era verdade que ele preferia croissants.
— Sim, como você soube?
Ele se perguntou brevemente se só havia pegado croissants ontem e hoje, mas não fora o caso.
A mesa desta manhã também estava ricamente posta. Mas, ao contrário de ontem, Nick comeu apenas moderadamente. Ele parecia mais interessado em bebericar seu café do que na comida.
Ele fazia uma expressão de saborear o gosto a cada gole, mas toda vez que o fazia, seus olhos encontravam os de Owen.
— Owen, você… não sabe, sabe?
Owen fez uma pausa, prestes a espalhar sua manteiga favorita no pedaço de croissant do tamanho de uma mordida.
— Você está dizendo que eu não conheço minhas próprias preferências? Não, isso não é possível. Eu gosto deles. Acabei de te dizer.
Apesar do tom questionador de Owen, Nick não respondeu. Os cantos de seus lábios apenas se curvaram para cima. Ele parecia ainda mais divertido do que estivera no quarto mais cedo.
Owen parou de esperar por uma resposta e colocou o croissant com manteiga na boca.
— …O que mais você gosta? No café da manhã, quero dizer. Diga-me. Eu preparo para você. Você não gostaria de uma refeição quente? Agora que estou aqui, posso fazer o café da manhã para você.
— Eu sei.
Owen respondeu brevemente com um sorriso.
Ele já havia testemunhado as habilidades de Nick. Ele era muito superior a Owen, que não conseguia nem fazer um ovo quente. Nick provavelmente pensava que Owen não tinha escolha a não ser comer pão frio devido à sua incompetência culinária. Isso não era inteiramente mentira, mas Owen simplesmente gostava de croissants.
— Vou considerar isso quando a estação fria retornar. Café acabado de passar é o suficiente por enquanto.
Este homem até parecia preparar café melhor do que ele. Mesmo que ambos apenas medissem os ingredientes e pressionassem um botão.
— Tudo bem então. Não hesite em me dizer qualquer coisa, Owen.
Tendo acabado de engolir seu café, Owen apenas assentiu com um sorriso em vez de responder.
— Ah, Nick. Espere um momento.
Owen pousou a xícara de café e remexeu em sua pasta na cadeira. Quase se esqueceu de novo hoje.
— Pegue isto.
Ele puxou seu cartão de crédito e o entregou a Nick. Dissera a Ted para prepará-lo, mas esquecera completamente.
— Esta é outra maneira de dizer que você ficou satisfeito com a noite passada?
Nick tinha uma expressão divertida. As bochechas de Owen coraram levemente, embora Nick estivesse claramente brincando com ele. Foi porque ele se lembrara após ouvir sobre o lençol impermeável.
— Não, não é isso. Você está sem sua carteira. Por minha causa.
Ainda não havia notícias sobre a bolsa de Nick que caíra no rio Hudson. Era altamente provável que estivesse perdida para sempre.
— Eu preparei isto ontem, mas esqueci. Use-o livremente até encontrar sua bolsa ou conseguir um cartão novo. Não se preocupe com os detalhes ou o valor.
Graças às provocações de Nick, parecia que suas palavras estavam ficando estranhas, mas mesmo que não fosse Nick, ele teria feito isso pela pessoa que o salvou naquele dia. Ele não estava dando a Nick o cartão do presidente apenas porque estavam dividindo uma cama.
— Tudo bem. Vou fazer bom uso dele.
Nick pegou o cartão sem fazer alarde.
— Por que suas bochechas estão vermelhas, Owen?
— …Você é travesso.
Um ômega poderia se ofender ao receber um cartão. Especialmente porque eles haviam… se tornado um casal sério. Felizmente, a autoestima de Nick parecia mais saudável do que isso.
Ele logo teria que enfrentar alfas com mentalidades menos saudáveis. Hoje era o dia da indesejada assembleia geral extraordinária. Owen abafou um suspiro e terminou o último gole de café antes de se levantar. Ele abriu o armário trancado e pegou sua bandeja de comprimidos habitual.
— Hmm… você toma todos estes?
Nick se aproximou com um copo de água e pegou um dos recipientes de plástico. Ele parecia intrigado com os comprimidos, tirando cada um e examinando-os.
— Sim. Eu sei. É muita coisa.
— Hmm…
Nick apenas respondeu com isso e ofereceu o copo de água.
ꕥ ↫─⚝─↬ ꕥ
— Você não vai arrombar o cofre?
— Eu já olhei.
Ele usara um método mais rápido e seguro do que replicar a autenticação biométrica. Memorizara todas as marcas na bandeja enquanto Owen tomava seus comprimidos.
— Como esperado, Chefe. E então?
Owen estava certo. Eram literalmente apenas suplementos de saúde. Do tipo comumente tomado por ômegas entre os 20 e 30 anos, mais por medidas preventivas do que para tratar qualquer problema de saúde específico, de acordo com sua pesquisa. Eram alimentos saudáveis que nem exigiam receita médica. Exceto por dois.
— Não tem “e então”. Há uma coisa que eu preciso verificar.
— O que é?
— Havia um recipiente sem rótulo. Ele deve ter uma receita para aquilo. Descubra.
— Descobrir? Como eu deveria conseguir os registros de receitas do Rose?
— Não me pergunte como. Você é o especialista.
Apesar da forma como falava, Nick confiava nas habilidades de seus funcionários. Caso contrário, não haveria sentido em dividir tarefas, e se não pudessem dividir tarefas, não haveria sentido em expandir a empresa.
— Alguma atualização?
— Sobre a investigação policial. Eles parecem estar concluindo que foi um ataque de um fanático religioso. Aparentemente, incidentes semelhantes já aconteceram antes. O ômega do Chefe é praticamente deificado no mundo ômega, e até por alguns betas, mas por essa mesma razão, certas comunidades o consideram demoníaco.
— Por quê?
— É o preço a pagar por ser a empresa número um de supressores, eu suponho.
— …
Nick franziu a testa.
A Rose Pharmaceuticals era publicamente reconhecida por suas contribuições significativas aos direitos e ao bem-estar dos ômegas.
Graças aos supressores, ômegas que não tinham habilidade em controlar seus feromônios estavam protegidos de serem manipulados por alfas em relacionamentos indesejados. Eles também desempenharam um papel crucial na redução dos casos de ômegas que se tornavam vítimas de crimes. Mas essas eram conquistas compartilhadas por todos os fabricantes de supressores.
Além disso, Owen era presidente há apenas alguns anos. A reputação da Rose Pharmaceuticals no ramo de supressores remontava a quase um século.
— É simbolismo. A Rose Pharmaceuticals foi quem não desistiu de lançar supressores, apesar de todos os tipos de ameaças nos primeiros dias, e eles os atualizaram consistentemente ao longo das gerações. Minha irmã só toma os supressores da Rose Pharmaceuticals. Ela acredita no que dizem sobre as drogas serem eficazes e sem efeitos colaterais.
John acrescentou uma explicação, sentindo a desaprovação silenciosa de Nick.
— Os presidentes anteriores também sofreram ataques semelhantes? — ele perguntou, mas achava que não. Se tais incidentes tivessem ocorrido com frequência, as autoridades já teriam tomado providências.
— Hum… sim e não.
— Seja específico.
— Ah, desculpe. Na verdade, ambos são verdade. Qualquer empresa biofarmacêutica de um certo tamanho acaba sendo ameaçada eventualmente. Eles parecem tratar isso como um evento rotineiro. Os perpetradores são, em sua maioria, grupos religiosos. Ah, seitas, é claro.
Novos grupos religiosos, cujos nomes ele nunca tinha ouvido falar, pareciam brotar constantemente. Eles apareciam de repente e desapareciam com a mesma rapidez.
— A Rose Pharmaceuticals não é o único alvo. Eles são chamados de fanáticos por um motivo. Qualquer pessoa minimamente famosa na indústria biofarmacêutica é um alvo. Pense em qualquer pessoa que você já viu sendo entrevistada em uma revista semanal. Todos eles se revezam tendo seus nomes em cartazes de protesto, e parece que desta vez foi a vez do Presidente Rose.
Nick já sabia disso por conhecimento comum. Mas desta vez, não foi apenas um protesto com cartazes.
— Outros CEOs de indústrias farmacêuticas também estão sofrendo ataques diretos além dos protestos? — ele perguntou, mas duvidava. Se tais incidentes fossem frequentes, a lei já teria intervindo.
— Ah, certo. Esse não tem sido o caso.
Nick soltou um suspiro curto.
— O que você quer dizer com betas apoiando isso?
Betas eram essencialmente irrelevantes para as disputas entre alfas e ômegas.
— Você sabe, aquelas pessoas malucas que afirmam que alfas e ômegas são erros de Deus, humanos que deveriam ser feras, e que os supressores precisam ser mais fortes para que possam manter a racionalidade humana.
— Ah.
Nick se lembrava vagamente de ter visto algo semelhante em um documentário. Um especialista havia sido entrevistado, alegando que alfas que não conseguiam controlar seu rut eram feras, e suas habilidades físicas aprimoradas eram a prova disso.
— Mas algo que o Chefe acabou de dizer me chamou a atenção, então estou analisando os relatórios de incidentes agora. O Presidente Rose, quero dizer, o atual Presidente Owen Rose…
— Por que Owen?
— Ele parece ter recebido um número desproporcionalmente alto de ameaças. Julgando pelos registros relatados, de qualquer forma. E há uma tendência perceptível: por anos, as ameaças foram majoritariamente inofensivas.
“Por anos” significava, efetivamente, desde que Owen Rose se tornara presidente.
Se Owen Rose recebia mais ameaças, era provavelmente por causa do simbolismo. Porque ele era um ômega. Owen era o único CEO com traços ômega entre as empresas com prédios em Manhattan. O simbolismo inerentemente atrai ataques. Embora essa interpretação fizesse sentido, não a tornava correta.
Uma carranca profunda sulcou a testa de Nick.
— E?
— E recentemente, elas de repente escalaram para ataques diretos.
— Era sempre o mesmo grupo?
— Hein? Uh… espere um pouco. Hmm… não, não eram. Quase não há nomes que se repetem. Estranhamente, tem sido um novo conjunto de loucos a cada vez.
— Investigue mais a fundo esses loucos. Eles podem ser as mesmas pessoas mudando de nomes para evitar punições mais severas.
Se não, e novas seitas religiosas estivessem realmente brotando com essa frequência neste país, significava que o apocalipse estava próximo.
— Ok. Entendido. Mas Chefe, isso é demais. Você não está curioso sobre a situação da nossa equipe? Você não deveria estar perguntando sobre isso primeiro? Como se Frank, que deixou seu filho de três anos para vir nesta missão, está seguro, ou se eles se infiltraram com sucesso na área alvo, coisas assim.
— Eles teriam me contatado se houvesse um problema.
— …
John ficou em silêncio, o que era raro. Significava que as coisas estavam progredindo suavemente.
— Contate-me assim que tiver resultados.
ꕥ ↫─⚝─↬ ꕥ
— Owen, ouvi um boato muito estranho.
— Boatos geralmente terminam como boatos, tia.
A pessoa que o contatara alegando que era urgente era sua tia Catherine. Ela ameaçara invadir seu escritório se ele não reservasse um tempo para o almoço. Na verdade, da perspectiva de Owen, seria mais eficiente em termos de tempo se ela viesse ao escritório, mas Catherine evitava vir à empresa em dias de reunião do conselho.
— Não tenho tempo para uma refeição. Sinto muito.
No duvidoso clube privado, eles serviam uma refeição simples se você quisesse comer, álcool independentemente da hora se você quisesse beber, e chá se você quisesse chá. Como o almoço era apenas uma desculpa de qualquer maneira, Catherine não pareceu particularmente ofendida.
— Ouvi dizer que um homem entrou na sua casa?
— Isso soa muito estranho quando você coloca dessa forma, tia.
A tia Catherine pertencia aos círculos sociais de Nova York. Era surpreendente que círculos sociais tão sem forma ainda existissem nos dias de hoje, mas ainda mais surpreendente era a rede operando dentro deles. De alguma forma, eles sabiam tudo o que acontecia em Nova York — bem, nem tudo, mas pelo menos as notícias da elite da Quinta Avenida se espalhavam tão rápido que parecia que eles tinham colocado escutas nos prédios.
— O que ele faz?
— Ele me ajudou. Na verdade, eu estava em uma situação bastante perigosa, e ele me salvou.
— Oh… é mesmo, Owen? Você está bem? Eu fui precipitada. Deveria ter perguntado isso primeiro.
Suavizando seu tom agudo, Catherine estendeu a mão sobre a mesa.
— Que tipo de lunático foi desta vez?
— Ainda está sob investigação.
— Entendo… Tudo bem. Então falaremos sobre isso novamente quando houver resultados. Então, você deu roupas a ele?
Sua expressão amarga e seu aceno de cabeça foram passageiros, pois a atenção de Catherine voltou imediatamente à sua pergunta inicial.
— Ele perdeu a bolsa com todos os seus pertences enquanto me ajudava. É claro que eu tive que providenciar algo para ele.
— E um cartão?
— Tia, se você continuar usando meu secretário como espião, Ted acabará perdendo o emprego.
Ele suspeitava de quem era o informante dela desde que ela mencionou as roupas.
— Eu também sou diretora desta empresa.
Embora dissesse isso, Catherine sabia que havia ultrapassado seus limites.
E Owen sabia que Catherine estava interferindo por preocupação. Ele sabia que ela admirava seus esforços e era sua maior apoiadora, mas, ao mesmo tempo, ela também era quem mais se preocupava com ele. Ela ainda o aconselhava a contratar um gestor profissional e viver confortavelmente.
— Não dê bronca no Ted. Você fez uma reserva no nosso hotel e depois cancelou. Foi assim que eu descobri.
Rigorosamente falando, ele não tinha feito uma reserva e cancelado. O Rose Hotel pertencia a Catherine Rose, mas Owen alugava a cobertura. Ele renovava o contrato anualmente, então era dele até que o contrato expirasse.
— Ele aceitou o cartão?
Havia um motivo válido para dar o cartão a ele, mas provavelmente não satisfaria sua tia. Em vez de responder, Owen simplesmente olhou para ela.
— Então ele aceitou.
— Eu te disse que ele perdeu todos os seus pertences. Incluindo a carteira.
— Você arranjou um encostado.
Uma risada escapou dos lábios de Owen diante do absurdo. A atmosfera tensa dissipou-se momentaneamente.
Um “encostado” referia-se a alguém que vivia ociosamente sem emprego. Nick Stockton era dono de sua própria empresa.
— Isso não é verdade.
— Como você saberia? O olho de uma pessoa mais velha é mais preciso nesses assuntos. Marque um encontro. Eu julgarei por mim mesma.
— Tia.
Era hora de se retirar. Owen fingiu verificar o relógio.
— O que ele faz? Apenas me diga o que você sabe. Eu investigarei o resto.
Owen não sabia muito sobre soluções de segurança, mas o advogado da empresa sabia. Não só sabia, como também queria o cartão de visitas de Nick. Isso significava que a empresa de Nick era conceituada.
— O Sr. Spiros também o conhece.
Confiar na autoridade de outra pessoa não era a melhor tática, mas poderia ajudar a aliviar a suspeita de sua tia.
— Você já o envolveu? É sério? Vocês estão prestes a discutir cláusulas de um acordo pré-nupcial? Vocês mal se conhecem.
Ele esperava um efeito diferente quando mencionou o nome do elitista rigoroso, Spiros. Talvez fosse tolice tentar prever a reação de outra pessoa. Por alguma razão, desta vez, a profissão de Spiros parecia ter sido registrada antes de seu nome. Um acordo pré-nupcial? Owen suspirou involuntariamente.
— Tia Catherine.
A resposta mais limpa seria negar categoricamente.
O problema era que ele e Nick estavam de fato nesse tipo de relacionamento.
É claro que eles não haviam discutido nada como um acordo pré-nupcial. Nick expressara seu desejo por um relacionamento sério e de longo prazo, mas…
Algumas pessoas juravam amor eterno após uma única noite, enquanto outras não conseguiam dizer essas palavras mesmo após uma vida inteira juntas. Ele ainda não conhecia Nick bem o suficiente para avaliar a sinceridade por trás de suas palavras.
— Owen, os boatos se espalham rápido. Se não for um relacionamento sério, coloque-o para fora da sua casa. Você tem o meu hotel, sabe. Foi por isso que você o alugou. Encontrem-se fora, como você sempre fez.
— …
Era verdade que ele alugava a cobertura para esse propósito. Ele precisava de um lugar seguro e confortável para encontrar seus parceiros, incluindo seu ex-noivo.
— Owen.
Catherine chamou seu nome com urgência.
— Eu não posso fazer isso. …Você provavelmente está certa.
— Certa sobre o quê? — os olhos de Catherine se estreitaram.
Ele precisava observar as verdadeiras intenções de Nick por mais um tempo, mas, se possível, Owen queria continuar assim.
Nick despertara nele uma alegria que ele nunca sentira antes, mas ele também era alguém cuja presença em sua casa parecia tão confortável como se não fosse um estranho de forma alguma.
— Owen, finalmente.
— Não, tia. Não é assim.
Ele reconheceu o olhar nos olhos de Catherine, aquele que sugeria casamento. Owen a interrompeu antes que ela alimentasse ainda mais as esperanças.
— Você sabe. É difícil para mim.
— Owen, pare de ir ao laboratório. Estou falando sério. Você é muito duro consigo mesmo. Por que você ainda se apega a essa mentalidade antiga? Nada aconteceu depois.
— …Eu tenho que ir agora. Tenho uma reunião do conselho.
Catherine, que estava prestes a dizer algo mais, fechou a boca com a menção da reunião do conselho. Seus olhos, olhando para Owen enquanto ele se levantava, estavam cheios de preocupação.
— Já posso ir, certo?
À pergunta de Owen, Catherine simplesmente acenou com a mão com desdém.
ꕥ ↫─⚝─↬ ꕥ
Continua…
⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler My Perfect Omega (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse: — Quero te abraçar como um louco, meu ômega.
Pela primeira vez na vida, Nick Stockton, ex-mercenário e chefe de uma empresa de segurança, encontra um homem deslumbrante e involuntariamente sente um feromônio que o excita intensamente.
O dono daquele feromônio é Owen Rose, CEO da Rose Pharmaceuticals.
No momento em que seus olhos se cruzam, Nick, convencido de que Owen é seu ômega, salva Owen de um ataque terrorista bem a tempo.
Owen, que sempre se reprimiu, acreditando ser um ômega “monstro” por ter machucado seu primo alfa quando jovem, fica sem palavras diante de Nick.
Enquanto investiga o terrorista que atacou Owen, Nick descobre que os homens que ameaçam Owen não estão apenas contra a Rose Pharmaceuticals, mas têm como alvo o próprio Owen.