Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 06.2 Online


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↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 06 – Parte 02

Após estacionar de primeira, Seo Gyu-ha desafivelou o cinto de segurança. Ao sair do carro, um edifício familiar surgiu diante de seus olhos. Ao chegar à entrada da vila, consultou a senha anotada no bloco de notas do celular e a digitou. Por ser uma entrada comum, poderiam ter escolhido um número fácil, mas era irritantemente longo.

Ao passar pela porta aberta, surgiu um piso de mármore onde não se via um grão de pó. O elevador subiu rapidamente. Pouco depois, ele parou diante da única porta social do andar e tocou a campainha; a porta se abriu em seguida e Lee Cha-young apareceu.

— Seja bem-vindo.

Por um instante, Gyu-ha estremeceu involuntariamente. Assim que o viu, sentiu que algo estava diferente do habitual. Olhando apenas para o rosto, a face continuava bonita e o leve sorriso permanecia o mesmo, mas ele sentia uma estranha sensação de desconforto que não sabia explicar.

Será porque ele está de camisa social? Mas eu já o vi de terno antes.

— Não vai entrar?

Só então ele começou a entrar, mas hesitou mais uma vez. Não estava frio, mas sentiu um arrepio percorrer todo o corpo. Sua pele ficou gélida como se houvesse eletricidade estática, e um tremor semelhante a um calafrio o atingiu. Ao vê-lo parado como se estivesse congelado, Lee Cha-young perguntou:

— O que foi?

— … Nada.

Ao contrário de suas palavras, a expressão de Gyu-ha não era boa. Sem saber o motivo, o pensamento “quero sair daqui” surgiu em sua mente, mas Cha-young aproximou-se a passos largos.

— …!

Ele tentou recuar, pego de surpresa, mas o outro foi mais rápido. Segurando a nuca de Gyu-ha e puxando-o, Cha-young selou seus lábios diretamente.

Algo úmido foi empurrado para dentro de sua boca aberta. Cha-young envolveu a língua dele com habilidade e o beijou.

Embora ainda sentisse uma sensação estranha, Gyu-ha logo fechou os olhos e moveu a língua ativamente, concentrando-se no beijo. Não era de sua natureza apenas receber passivamente.

— Haa…

Quando os lábios se separaram, um longo fio de saliva se estendeu. Observando-o recuperar o fôlego, Cha-young ergueu novamente o queixo de Gyu-ha e uniu seus lábios.

As sobrancelhas de Gyu-ha tremeram. Sentiu uma pontada de dor, como se seu lábio tivesse sido atingido pelos dentes do outro. Os movimentos dele eram violentos. Parecia possuído por um fantasma que morrera por falta de beijo; ele sugava como se fosse arrancar a língua de Gyu-ha e lambia cada canto em um frenesi total.

— Ei, espera, uup…!

Não adiantava tentar empurrar. O corpo firme não se movia um milímetro; pelo contrário, ele continuou o beijo de batalha enquanto o abraçava apertando sua cintura.

“Esse desgraçado ficou louco?”

Havia um limite para o quanto ele podia aceitar. No momento em que, após muito aguentar, ele ia morder o lábio alheio, a língua de Lee Cha-young, que revolvia sua boca o tempo todo, saiu como um fantasma.

— Puha!

Como era de se esperar, sua respiração saiu ofegante. Com o cenho franzido, ele limpou o canto da boca com as costas da mão e, como suspeitava, havia um pouco de sangue misturado à saliva.

— Porra, isso dói.

— Engraçado, você também estava esfregando a boca na minha agora pouco porque estava gostando.

Ao ser atingido no ponto crucial, ele ficou sem palavras. Puxando o colarinho do outro com força, desta vez foi Gyu-ha quem iniciou o beijo primeiro.

— …!

Ao morder propositalmente o lábio inferior, sentiu Cha-young estremecer. Após lamber o local algumas vezes como se o estivesse acalmando, ele empurrou a língua com vontade para dentro da boca dele. Só então sentiu satisfação. Era típico de sua personalidade querer devolver na mesma moeda tudo o que recebia.

— Hum, chuup, haa…

Enquanto trocavam um beijo intenso a ponto de umedecer os cantos de suas bocas, Lee Cha-young começou a tirar a roupa de Gyu-ha. Para não ficar para trás, Gyu-ha também levou a mão aos botões da camisa de Cha-young.

A sensação gélida e de formigamento na pele persistia, mas já havia desaparecido de sua mente. Ele movia as mãos com impaciência, como se fosse alguém que precisasse despir Cha-young imediatamente para sobreviver e, por fim, arrancou o restante dos botões à força.

Cha-young também não tinha calma. Desde o momento em que viu Gyu-ha parado à porta, uma excitação súbita o dominou com o pensamento: “Agora eu posso fazer”.

Eles se dirigiram ao quarto enquanto tiravam a roupa um do outro como se estivessem brigando. Após empurrar Gyu-ha para a cama, Cha-young cravou os dentes no pescoço exposto e começou a mastigar levemente. Era um ato impulsionado pelo instinto de Alfa.

— Sai de cima, seu merda.

Sentindo dor, Gyu-ha tentou empurrar a cabeça dele, mas o corpo sólido era inamovível. Após deslizar a língua para lamber como se o acalmasse, ele foi descendo com beijos pontuais. O corpo de Gyu-ha estremeceu imediatamente. Seu pequeno mamilo foi sugado para dentro da boca quente.

O calor subiu rapidamente. Com o toque massageando entre suas pernas, seu membro logo se ergueu rígido. Gyu-ha também estendeu a mão e acariciou o pênis de Lee Cha-young. Ao sentir o latejar umedecendo sua palma, olhou para o rosto dele com olhos surpresos.

— Já gozou?

— Ainda nem começamos, do que você está falando?

— Então o que é isso, euup!

Novamente seus lábios foram bloqueados. As mãos de Lee Cha-young ficaram ocupadas. Com a esquerda ele beliscava o mamilo e com a outra mão entrou por entre as pernas, começando a tatear sua retaguarda.

Gyu-ha gemeu com o cenho franzido. Lee Cha-young estava definitivamente estranho hoje. Geralmente ele fazia as preliminares com calma, mas hoje sentia uma pressa como se ele estivesse sendo perseguido por algo.

O dedo que tateava a entrada penetrou em seu corpo. Após revirar o interior sem hesitação e sair, algo frio umedeceu sua parte de baixo completamente.

— Ah, tá frio!

Assustado, ele olhou e viu um tubo na mão de Lee Cha-young. Após esfregar a palma da mão ali de qualquer jeito, Cha-young empurrou o indicador e o médio simultaneamente. Com a mão esquerda, ele segurou o pênis de Gyu-ha e o balançou bruscamente.

A parte de baixo, que estava bem fechada, foi se abrindo aos poucos. Os lábios de Gyu-ha tremeram como se ele tivesse algo a dizer. Cada vez que os dedos longos estimulavam e raspavam a parede interna, uma sensação indescritível florescia lentamente. Parecia um peso no baixo ventre e, ao mesmo tempo, uma coceira.

Ao retirar os dedos que estimulavam o interior, Cha-young disse:

— Vou colocar.

Ao ouvir aquilo, Gyu-ha ergueu a cabeça surpreso.

— Ficou louco? Já… euut!

Antes que terminasse de falar, Cha-young empurrou o quadril. Em seguida, veio uma pressão pesada perfurando seu interior. Seu corpo tensionou naturalmente e as veias saltaram em suas têmporas.

Suas duas mãos agarraram o lençol involuntariamente. Embora já tivesse passado por isso várias vezes, a sensação deste momento nunca se tornava familiar.

O cenho de Lee Cha-young também estava rígido. Devido ao aperto tão forte que dificultava a penetração, ele parou o movimento por um instante e olhou para Gyu-ha.

— Relaxa. Você sabe que logo fica bom.

— É porque você enfiou de repente, seu merda.

Seria uma situação em que não seria estranho se ele desse um soco, mas, mesmo assim, sua queda por rostos bonitos era o problema. O rosto de Lee Cha-young, que revelava explicitamente o desejo sexual, atingia em cheio seu gosto pessoal, a ponto de ser perigoso para o coração. Como ainda era difícil suportar a penetração forçada, Gyu-ha começou a acariciar o próprio membro com o rosto bem franzido.

A mão grande e firme de Lee Cha-young sobrepôs-se à dele. Segurando com força e acariciando de cima a baixo, Cha-young tentou a penetração novamente.

A resistência continuava, mas não era a ponto de não conseguir atravessar. Ele avançou pouco a pouco, como se estivesse abrindo caminho e, por fim, agarrou as nádegas de Gyu-ha e empurrou com força.

— …!

Sentiu Gyu-ha prender a respiração e convulsionar, mas a situação não permitia ser condescendente. Assim que a parte de baixo se encaixou perfeitamente, Cha-young endireitou o tronco e começou a estocar o interior.

— Ah, eut! Ah, huum!

Gemidos logo escaparam da boca de Gyu-ha. Era bom não ser provocado, mas o ritmo estava rápido demais desde o início.

— Po-por que… tanta pressa?

— Desde que entrei em casa… khut… só conseguia pensar em transar com você.

Seguiu-se um movimento de estocada profunda, como se quisesse mostrar serviço. Com o membro inserido profundamente, Cha-young segurou a parte de trás dos joelhos de Gyu-ha e o empurrou para cima com força.

Com o bumbum suspenso no ar, o ponto de junção ficou exposto de forma nua. Observando o rosto distorcido de Gyu-ha, Cha-young estocou o interior rapidamente.

— Eut! Ah, ahut, at!

Devido ao movimento impiedoso que o pressionava, o espaço acima de sua cabeça foi diminuindo. Em certo momento, a cabeça de Gyu-ha tocou a cabeceira da cama. Por causa do desgraçado que o estocava como se estivesse revirando seu interior, ele nem percebeu de início mas, após bater com certa força, ele envolveu a cabeça com as mãos soltando um grito curto. Com os movimentos o empurrando a ponto de até suas mãos baterem na cabeceira, Gyu-ha finalmente explodiu.

— Seu filho da puta, quer matar todas as minhas células cerebrais?!

Finalmente o movimento parou. Mas o alívio durou pouco. Após agarrar as coxas de Gyu-ha e puxá-lo de volta para baixo, Cha-young retomou o movimento de quadris.

— Ah, hum, eut, huup…

Inclinando o tronco, Lee Cha-young buscou os lábios de Gyu-ha. Envolvendo a língua que invadia sua boca, Gyu-ha abraçou o pescoço de Cha-young com as duas mãos.

A penetração bruta continuou a ponto de fazer todo o corpo sacudir. O prazer inflamado dominou seu ser. Seu membro completamente ereto roçava no abdômen de Cha-young, deixando escapar gotas de fluido pré-ejaculatório.

— Haa…

As línguas que se cruzavam intensamente se separaram. Seus olhares se encontraram como se fossem atraídos. Os olhos de Lee Cha-young estavam vermelhos e injetados. Não, olhando bem, não era a esclera que estava injetada. Suas pupilas, que deveriam ser pretas, estavam vermelhas como sangue. No momento em que percebeu isso, a excitação sumiu instantaneamente e o medo o invadiu.

— Ei, o que há com os seus olhos?

Então Lee Cha-young perguntou de volta, intrigado:

— Olhos?

— Estão super vermelhos. Você usou drogas?

Pensando bem, parecia ser isso. Porra, ele detestava drogados.

Como quase morrera uma vez por causa de estimulantes, a simples ideia de estar se agarrando com alguém drogado era suficiente para lhe dar urticária. Mas, felizmente, a resposta de Lee Cha-young foi inesperada. Ele soltou um gemido curto, um “aa”, e respondeu com um tom casual:

— É porque estou no *Rut*.

— *Rut*?

Perguntou de volta por hábito e entendeu o significado da palavra um segundo depois.

*Rut*.

O período de cio dos Alfas, semelhante ao *Heat Cycle*.

Os olhos de Lee Cha-young ainda exibiam um brilho avermelhado. Sentindo um arrepio sinistro, as palavras de Gyu-ha saíram gaguejando involuntariamente:

— Ei, ca-cacete, se você está no cio deveria chamar um ômega, por que…

— Por isso eu perguntei. Perguntei se você aguentaria, já que eu seria mais bruto que o normal.

— Você não disse que era o cio!

Ele gritou furioso, mas Lee Cha-young permaneceu calmo. Afastando o cabelo bagunçado, ele continuou em tom indiferente:

— Não é nada diferente do normal. Apenas pense que vamos fazer por mais tempo e aproveitar mais.

Por um instante, Gyu-ha levou outro susto. Sentiu o pênis que preenchia seu interior aumentar ainda mais de volume.

— Eu tomei um inibidor na hora do almoço, mas… parece que o efeito está passando aos poucos.

— O-euup!

Bloqueando novamente com a boca os lábios de Gyu-ha que tentavam se mover, Lee Cha-young segurou com a mão o membro de Gyu-ha, que estava ereto a ponto de tocar o próprio umbigo.

— Hum, huut…!

Os cantos de sua boca subiram involuntariamente. Como esperado, Gyu-ha soltou um gemido abafado enquanto balançava o bumbum. Pelo meato urinário, o fluido pré-ejaculatório escorregadio fluía intermitentemente. De qualquer forma, era um corpo extremamente devasso.

Erguendo o tronco, Lee Cha-young voltou a estocar a parte de baixo com força. Suas pupilas, que observavam o rosto de Gyu-ha, estavam vermelhas e quentes como se tivessem engolido chamas.

Até então, Lee Cha-young tomava inibidores rigorosamente de acordo com seu ciclo de *Rut*. Havia dois motivos: um para evitar gravidez indesejada e outro porque não queria mostrar seu lado desconhecido até para si mesmo para alguém que era apenas um passatempo.

Ele pretendia passar por isso discretamente desta vez também, mas seus planos mudaram por causa de Seo Gyu-ha. Se ele tivesse recusado hoje, o outro certamente teria declarado o fim do relacionamento sem hesitação, e ele ainda não queria terminar essa diversão.

Sua língua úmida percorreu o lábio inferior do outro. Como o efeito do remédio estava acabando, seu corpo começava a esquentar. Já estava assim agora; ele sentia uma expectativa, que nem ele mesmo sabia que tinha, sobre o que aconteceria com o passar do tempo.

— Ah, hut, huut, hum! Ah, haat!

Cada vez que Lee Cha-young se movia, o som dos corpos se chocando era alto. Uma vermelhidão cercava os olhos de Gyu-ha. Enquanto explorava a parede interna com movimentos de quadril flexíveis, Cha-young retirou o pênis por um momento e virou o corpo de Gyu-ha.

Ao abrir as nádegas e empurrar novamente, desta vez entrou suavemente, sem resistência. Sentindo o calor que o envolvia intensamente, Cha-young retomou o movimento de quadris.

Cada vez que ele entrava profundamente, o bumbum elástico balançava. A mão que segurava a cintura de Gyu-ha moveu-se para as nádegas. Ao continuar a penetração enquanto as abria para observar, o rosto contorcido de Gyu-ha voltou-se para trás.

— Para de abrir tanto, seu merda.

— Dói?

— Parece que vai rasgar, porra.

— Que drama.

Embora dissesse isso, Cha-young tirou a mão prontamente. As pregas que haviam se dilatado de forma oval voltaram ao normal, dando a sensação de que mordiam o membro com mais força.

A penetração rápida continuou. Sustentando o corpo com as pontas dos pés enquanto movia o quadril, Cha-young inclinou o tronco e sobrepôs seu corpo ao de Gyu-ha. O cheiro de pele excitante exalou fortemente. Ao cravar os dentes na nuca que ele vinha cobiçando há pouco, os músculos proeminentes das costas de Gyu-ha tensionaram-se junto com um gemido que parecia um lamento.

— Não morde, huut!

— Nada pode hoje?

— É porque você só escolhe fazer, hut, as coisas que eu odeio, seu merda.

— Não me parece que você odeia isso aqui.

Sua mão grande agarrou o pênis do outro. Após massageá-lo segurando inclusive o escroto de uma vez, ele ergueu o tronco novamente.

Os movimentos que pareciam brincadeira acabaram aqui. Com o olhar fixo nas marcas que pareciam estigmas, Lee Cha-young começou a estocar o interior impiedosamente, como alguém cujo único objetivo naquele momento era o sexo.

— Ah, hum, uut, hut! Hum, huut!

Entre os lábios que não tinham chance de se fechar, a saliva escorria. No entanto, Gyu-ha não percebeu esse fato. Ele estava ocupado demais tentando se sustentar com os dois braços com todas as suas forças para evitar que seu corpo fosse empurrado para frente o tempo todo.

Parecia que pegaria fogo lá embaixo toda vez que Lee Cha-young penetrava. Não era só isso; o maldito desgraçado chegava a dar tapas no seu bumbum de vez em quando.

— Ahut!

Ele se assustava a cada vez e seu interior se contraía naturalmente; então Lee Cha-young ficava ainda mais excitado e balançava o quadril, e quando Gyu-ha lacrimejava por não aguentar mais, o som de estalo vinha novamente das nádegas, repetindo um ciclo vicioso. Ele não conseguia mais aguentar. Finalmente o tronco de Gyu-ha desmoronou e sua bochecha tocou o lençol. Mesmo assim, Lee Cha-young continuou pressionando-o sem se importar e, de repente, retirou o pênis.

— …

Suas pupilas ficaram ainda mais vermelhas, como sangue. Seu pulso batia forte como se seu corpo inteiro tivesse se tornado um coração, e surgiu uma sede como se sua garganta fosse queimar.

Era o momento em que o instinto de Alfa, que estava na base de tudo, despertava. O desejo de deixar sua semente em abundância dentro do corpo do parceiro aflorou. Ele queria cobri-lo de marcas suas da cabeça aos pés.

O preservativo, arrancado como se estivesse sendo rasgado, caiu no chão. O membro ereto a ponto de as veias se sobressaírem latejava por conta própria, expelindo fluido pré-ejaculatório. Após deitar Gyu-ha, que estava prostrado de cansaço, Cha-young segurou a ponta do pênis e o posicionou na entrada.

— Khut…!

Assim que entrou, um prazer intenso se espalhou como um arrepio. A sensação da parede interna quente e escorregadia envolvendo sua carne era maravilhosa.

Seguiu-se outra rodada de estocadas intensas. Gyu-ha gemeu enquanto agarrava o lençol.

Ele pediu para esperar um pouco, mas Lee Cha-young nem fingiu ouvir. Suas pupilas ainda exibiam um brilho avermelhado. Com isso, Gyu-ha lembrou-se das palavras do cara sobre o tal *Rut*, que ele havia esquecido por um instante, e desistiu de tentar escapar. Se mesmo lutando com todas as forças ele estava em desvantagem, não teria como vencer um cara que estava meio louco.

— Ah, eut, huut!

Havia um leve sofrimento em sua voz. Um estímulo eletrizante envolveu todo o seu corpo. A língua viscosa lambia sua orelha e, embaixo, o pênis como uma estaca estimulava incessantemente os pontos erógenos dentro de seu corpo, extraindo prazer.

A partir de certo momento, a conversa desapareceu completamente. O calor que se espalhava como suor, a respiração quente, o som do atrito entre as peles e os feromônios exalados por Lee Cha-young preencheram o quarto. Após soltar respirações pesadas misturadas a gemidos por um tempo, Gyu-ha ordenou com a voz rouca:

— Abaixe… o seu corpo.

— O quê?

— Abaixe o corpo, seu merda.

Gyu-ha envolveu o pescoço que se aproximara com seus dois braços. Enquanto isso, o pênis de Cha-young continuava entrando e saindo de seu interior. Seus olhares se encontraram involuntariamente. Naturalmente, os olhos de Gyu-ha se fecharam. No momento em que os lábios se tocaram, uma língua quente foi empurrada para dentro de sua boca.

As línguas úmidas e avermelhadas se enroscaram como cobras. Sugando a língua um do outro como se estivessem brigando, mordendo os lábios e engolindo a saliva que se misturava como se fosse néctar, Gyu-ha concentrou-se no beijo com o cenho bem franzido.

— Hum, hut, huut!

Seguiu-se outra rodada de movimentos bruscos de quadril. Os lábios unidos foram se desencontrando até que finalmente se separaram de vez.

Segurando Cha-young por instinto, Gyu-ha cravou as unhas em suas costas. Um gemido contido escapou da boca de Lee Cha-young. Até mesmo a sensação das unhas perfurando sua pele transformava-se em prazer, incitando a excitação.

Gotas de suor escorriam pelo queixo e caíam. Após estocar em transe como um cachorro no cio, Lee Cha-young tensionou o corpo em certo momento e gemeu brevemente.

— …!

Veio uma sensação de libertação tão intensa que sua mente ficou em branco. Com todos os movimentos paralisados, apenas os músculos das costas pareciam vivos, tremendo. A ejaculação foi longa. Após expelir tudo sem deixar sobrar nada em várias etapas, Cha-young soltou o ar que prendia em um longo suspiro.

Ao abrir os olhos, viu que Gyu-ha estava ocupado tentando recuperar o fôlego ofegante. Em seu peito e abdômen havia manchas de fluido esbranquiçado aqui e ali. Como ele viera por dentro, concluiu-se que Gyu-ha é quem havia gozado.

Observando aquela cena em silêncio, ele estendeu a mão. Ao encostar o esperma que estava na ponta de seus dedos no mamilo do outro e esfregar, sentiu-o reagir com um sobressalto.

— Virou um passivo de mão cheia.

— Cala a boca, seu merda.

Gyu-ha gritou irritado, mas era um fato inegável. Ele o pressionara tanto hoje que Gyu-ha não teve tempo nem de segurar o próprio membro para se masturbar. E no momento em que Lee Cha-young estocou profundamente, a ejaculação começou por conta própria, como se fosse urina que ele não conseguisse conter. Para ser sincero, o estímulo que pressionava e esmagava seu interior era tão intenso que Gyu-ha nem percebeu que estava gozando.

Em suma, fora por causa de Lee Cha-young que ele gozara, mas admitir isso docilmente parecia uma derrota, então ele fez uma pose de durão.

— Eu já disse antes, não importa quem esteja me comendo, o resultado é o mesmo, não é por sua causa.

Como ele já gozara até com um consolo elétrico que usara pela primeira vez, não era mentira. Ele ia tentar levantar o corpo que estava largado, quando ouviu as palavras ditas em tom baixo:

— Acho que eu também já disse.

— O quê?

— Que não é nada agradável ser comparado.

Ele sentiu novamente o peso abrindo caminho em sua retaguarda. Diante do sexo que se reiniciou imediatamente, Gyu-ha segurou o braço de Lee Cha-young e expressou seu descontentamento com o rosto franzido:

— Descansa um pouco antes de continuar.

— Não é algo que você deveria dizer enquanto está todo apertadinho aí embaixo, não acha? Vai sentir falta se eu tirar.

— Porra, quem é que vai sentir falta, aaah!

Seu corpo contraiu-se de susto e apertou com força sua parte de baixo devido ao movimento de tirar quase tudo e depois estocar de repente. “Viu só? Está mordendo forte e não solta.” Após sussurrar isso ao pé do ouvido dele, Lee Cha-young balançou o quadril. Raspando a parede interna com a glande grossa, ele extraiu à força o prazer que estava em um breve estado de calmaria.

— Vá de-devagar pelo menos, hut!

— Vou pensar no seu caso.

Cada vez que palavras indesejadas eram ouvidas, Lee Cha-young balançava o quadril com ainda mais força, como se quisesse mostrar quem mandava. A parede interna que o envolvia calorosamente continuava a mesma. Cada vez que ele penetrava profundamente, o esperma que acabara de ejacular lá dentro era empurrado para fora pelo movimento bruto.

Os dois corpos entrelaçados voltaram a ficar ensopados de suor. Estocando com uma fúria que parecia querer partir o corpo do outro, Lee Cha-young girou o quadril enquanto estava inserido. Então, diante do movimento de estocar o interior rapidamente de novo, Gyu-ha não soube o que fazer e estremeceu. Ele não conseguia suportar o fato de o ponto mais sensível estar sendo esmagado continuamente.

— Hut! Ah! Aaat! Hum, uut!

Parecia que estrelas explodiam diante de seus olhos. O que ele dissera sobre ser bruto hoje não era mentira. Até agora ele conseguira aguentar, mas pela primeira vez na vida pensou que o sexo era pesado demais.

Lee Cha-young continuava a revirar seu interior sem descanso, como um cachorro no cio. Involuntariamente, seus olhos esquentaram e as lágrimas afloraram.

— Está chorando?

— É um reflexo condicionado, porra.

Uma risada saiu da boca de Lee Cha-young depois de muito tempo. Ele morde com mais gosto que um ômega e não dobra o orgulho nem na hora da morte.

Depois disso, a conversa cessou novamente. Segurando as coxas firmes de Gyu-ha com força, Lee Cha-young movia o quadril repetidamente, como alguém que só conhece o caminho para frente. Gotas de suor começaram a escorrer de sua testa. A cada vez que ele entrava e saía em alta velocidade, o esperma ejaculado anteriormente tornava-se pegajoso como cola, manchando de branco a área ao redor da entrada.

— … Porra.

Um palavrão baixo e raro escapou da boca de Lee Cha-young. Como ele costumava usar preservativo independentemente de quem estivesse comendo, aquela cena não era nada comum de se ver. Havia outro ponto que estimulava seu desejo sexual: as lágrimas que finalmente escorriam pelo canto dos olhos e os gemidos de quem não aguentava mais incitavam ainda mais sua excitação.

As estocadas continuaram tão fortes que a carne das coxas chegava a tremer. Em certo momento, sentindo o ápice se aproximar, Lee Cha-young começou a expelir seu esperma enquanto empurrava o pênis até o fundo do corpo de Gyu-ha.

Enquanto gozava, ele segurou a parte de trás dos joelhos de Gyu-ha e o empurrou para que o bumbum ficasse erguido. Não foi uma ação calculada. Foi um ato impulsionado pelo instinto de não deixar o esperma ejaculado lá dentro escorrer. No entanto, apesar de tal esforço, o esperma que preenchia o local estreito transbordou pelas frestas.

Gyu-ha sentiu uma estranheza tardia e levou a mão ao ponto de união. Logo, seu rosto totalmente distorcido voltou-se para Lee Cha-young.

— Você não usou camisinha?

— Eu tirei porque parecia que ia rasgar. Eu já fiz sem agora há pouco, você só percebeu agora?

Gyu-ha ficou furioso com o tom debochado.

— Eu disse para não gozar dentro. Minhas palavras são piada para você?

— Eu estava excitado e não consegui me controlar. Eu tiro para você depois, então não fique bravo.

Inclinando o corpo, Cha-young deu vários beijinhos na orelha de Gyu-ha. Gyu-ha tentou empurrá-lo com nojo, mas logo teve seus dois pulsos presos.

O movimento de quadris que parara por um breve momento foi retomado. Mesmo tendo ejaculado duas vezes seguidas, o pênis de Lee Cha-young não diminuiu nem um pouco. A cada vez que ele retirava lentamente e depois empurrava com peso até o fundo, as pontas dos pés de Gyu-ha, totalmente tensionadas, arranhavam o lençol.

Ao soltar os pulsos que segurava, Cha-young ergueu o tronco. O movimento que estava calmo foi ganhando velocidade gradualmente. Após estocar o interior rapidamente por um tempo, ele manteve o pênis inserido até o fim e passou a apenas vibrar o quadril levemente.

— Es, espera um pouco.

Ofegante e gemendo, Gyu-ha sentiu uma estranheza repentina e ergueu o tronco apoiado nos cotovelos. Seu olhar voltou-se naturalmente para baixo. Ele não percebera no início, mas, com o tempo, sentia que o interior de seu corpo estava se dilatando de forma apertada.

O membro de Lee Cha-young já era grande e grosso originalmente, mas a sensação era diferente. A coisa que preenchia sua parte de baixo estava aumentando cada vez mais, causando uma pressão assustadora. Com uma expressão de pânico, Gyu-ha gritou urgentemente:

— Tira um pouco, espera.

— Por quê?

— Tem algo estranho.

Não era impressão. Cada vez que Lee Cha-young se movia, algo como protuberâncias raspava a parede interna. Ele tentou afastar o corpo apavorado, mas não conseguia se mexer, como se sua parte de baixo estivesse totalmente travada.

— Tira logo, anda.

— …

— Não está me ouvindo?!

Em vez de uma resposta, uma mão disparou e pressionou o pulso de Gyu-ha contra a cama. Por um instante, Gyu-ha estremeceu. As pupilas vermelhas como sangue o observavam de cima.

— É tarde demais.

— …!

— O *Knotting* começou, não dá para tirar agora.

*Knotting*.

Gyu-ha também sabia o que era isso. Ele não queria e nem precisava saber sobre a fisiologia dos Alfas, mas a palavra *knotting* estava em sua mente. Ele achava curioso o fato de o membro humano se tornar como o de um cachorro, e Park Chan-woong já expressara inveja várias vezes dizendo que era uma “remodelagem de pau instantânea e gratuita”.

Enfim, o importante agora não era isso.

— Po-por que você está fazendo isso comigo?!

— Porque eu estou te comendo agora.

— Porra, tira isso agora!

— Já disse que não dá para tirar.

Observando Gyu-ha expressar ansiedade e medo com todo o corpo, algo incomum nele, Lee Cha-young aproximou o tronco até que suas peles se tocassem. Ele pegou a mão de Gyu-ha que estivera pressionando e a guiou para envolver suas costas.

— Vai acabar logo.

Era verdade que não dava para tirar agora. Estava inchado e firme a ponto de mudar de forma; se ele tirasse à força, certamente causaria um grande ferimento lá embaixo.

Só havia um jeito de acalmar: ele teria que ejacular mais uma vez para que voltasse ao normal. Por isso, Cha-young lambeu e mordeu o lóbulo da orelha de Gyu-ha enquanto se preparava para a terceira ejaculação.

— Aguenta só um pouquinho. Tá?

— Ah, porra, huut!

Cravando as unhas nas costas de Lee Cha-young, Gyu-ha gemeu. Agora, bastava abrir a boca para que um palavrão saísse. Seu corpo inteiro ardia, ele não conseguia respirar direito e o pau do desgraçado estava fincado como uma estaca em sua parte de baixo; seria estranho se ele não falasse palavrão.

O que era inacreditável era o fato de seu próprio membro também reagir a cada latejar do pau de Lee Cha-young. Mesmo em uma inserção normal a glande já tocava seus pontos internos, e com ele pressionando e estimulando continuamente, era impossível não reagir mesmo que ele não quisesse. Movendo o quadril de forma devassa, Cha-young aproximou os lábios repetidamente da orelha de Gyu-ha.

— Seo Gyu-ha.

— Huut, o que foi, seu desgraçado.

— Diga o meu nome. Aí eu acabo com isso rápido.

— Huut!

Gyu-ha estremeceu com a voz grave que parecia tocar diretamente seu tímpano. Ele tentou empurrar os ombros de Lee Cha-young com os braços, mas foi inútil. Após segurá-lo e imobilizá-lo facilmente, Cha-young lambeu e sugou a orelha de Gyu-ha como se estivesse coberta de mel.

Pego de pavor, ele virou a cabeça para o lado oposto, mas Lee Cha-young grudou nele de forma obstinada. Lágrimas começaram a se acumular novamente em seus olhos inchados. O maldito desgraçado continuava estimulando sua orelha sensível enquanto, embaixo, permanecia unido a ele sem folgas, girando o quadril de forma densa. Finalmente, uma lágrima escorreu pelo canto do olho. Seu corpo inteiro estava quente como o de alguém com febre.

— Não seja teimoso, rápido. Tá? Eu vou te deixar relaxado.

Seguiu-se uma tentação que parecia um sussurro do diabo. Em uma situação em que sua mente parecia ter derretido, seus pensamentos foram pendendo para um lado só.

O que é que tem dizer um nome? Qualquer um diz um nome.

Após repetir para si mesmo que não era nada demais, Gyu-ha moveu os lábios.

— … Lee Cha-young.

— Diga de novo. Sem o sobrenome.

— Porra, eu já disse uma vez, por que tenho que dizer de novo?

— Porque soou melhor do que eu imaginava.

Gyu-ha hesitou diante das palavras inesperadas. Ele achou que ele retrucaria com descaramento ou diria algo para irritá-lo.

— Diga mais uma vez.

A essa altura, Lee Cha-young já não se movia. O som do coração batendo forte, tum, tum, era barulhento. Para evitar que ele ouvisse, Gyu-ha desviou o olhar e abriu a boca.

— … Cha-young-ah.

— Mais uma vez.

Desgraçado.

Após soltar um suspiro curto, Gyu-ha disse com o sentimento de que seja o que Deus quiser:

— Cha-young-ah, Cha-young-ah, Cha-young-ah. Pron-euup!

Seu queixo foi segurado e sua boca foi subitamente bloqueada. Uma carne quente foi empurrada para dentro de sua boca aberta. Ao encontrar imediatamente a língua de Gyu-ha e enroscar-se nela, Cha-young retomou a estocada.

— Hum, chuup, haa…

Cada vez que Cha-young se movia, inevitavelmente o corpo de Gyu-ha balançava junto. Os gestos em busca do prazer tornaram-se cada vez mais rápidos e urgentes. Embora já estivesse inserido até o fim, Cha-young abraçou o corpo de Gyu-ha concentrando-se no *knotting*, como se pedisse para entrar em um lugar ainda mais profundo.

— …!

Foi então. No momento em que Lee Cha-young subitamente estocou o interior, veio um prazer tão intenso que até seus gemidos cessaram.

A parte interna de suas coxas tremeu violentamente. Algo quente espalhou-se de forma explosiva e espasmos percorreram todo o seu corpo, como se tivesse sido eletrocutado.

Gyu-ha tremia sem conseguir sequer abrir os olhos. Mesmo vendo as lágrimas acumuladas escorrerem, Lee Cha-young não interrompeu a ejaculação. Ele não sentia o menor remorso. Ao vê-lo chorar por sua causa durante o sexo, ele sentia apenas o desejo de fazê-lo chorar ainda mais.

O brilho avermelhado em suas pupilas não dava sinais de desaparecer. Com certeza, aquele era o seu primeiro sexo desse tipo. A parede interna gananciosa continuava a latejar e a morder o pênis mesmo agora.

— …

Ele moveu os lábios, mas voltou a fechá-los. Perguntar se ele estava bem agora seria apenas hipocrisia.

Uma resposta teria menos significado ainda. Independentemente do que ouvisse, mesmo que ele chorasse e soltasse todos os palavrões do mundo, Lee Cha-young pretendia continuar o sexo até que seu cio terminasse completamente.

Quando seria esse momento, nem ele mesmo sabia.

↫─☫ Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

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Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…

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