Ler Dog And Bird (Novel) – Capítulo 04.2 Online

↫─☫ Dog And Bird, Capítulo 04 – Parte 02
Como se o contato feito com os amigos sobre sua internação tivesse sido em vão, o médico responsável declarou logo no dia seguinte: — Você já pode receber alta. — Enquanto o Secretário Choi ia efetuar o pagamento, Seo Gyu-ha sentou-se na beira da cama e mexeu no celular. Estava jogando novamente o jogo que o entediara nos últimos dois dias quando sentiu uma vibração acompanhada de uma mensagem de Lee Cha-young.
— …!
O desinteresse inicial deu lugar a uma expressão de choque no rosto de Gyu-ha. A mensagem continha três ou quatro fotos anexadas. Eram fotos daquele merda, o assediador, tão espancado que mal se conseguia reconhecer o rosto.
“Ele colheu o que plantou”, pensou Gyu-ha, sem sentir a menor pena. “Queria desver isso”. Com esse pensamento, ele apertou imediatamente o botão de chamada. Após alguns toques, o outro atendeu. Ouviu-se uma voz relaxada, como se já soubesse o motivo da ligação.
— Viu as fotos?
— Vi. Ele ainda está vivo, não está?
— Claro. Não tenho por hábito matar pessoas.
Um riso escapou de Gyu-ha. De qualquer forma, era impressionante que ele tivesse encontrado o cara em apenas um dia e o deixado naquele estado deplorável. Realmente, o mundo era um lugar melhor para quem tinha dinheiro.
— Não precisa se preocupar com o que vem depois. Me disseram que o aconselharam muito bem, de forma compreensível.
— Preocupação é o caralho.
Apesar das palavras, ele sentia-se aliviado internamente. Ser atacado desprevenido na rua era uma experiência que ele não desejava repetir.
Com o som da porta se abrindo, o Secretário Choi retornou. Após lançar um olhar naquela direção, Gyu-ha continuou:
— Reserve um tempo no fim de semana. Eu pago o almoço.
— Mas a gente não ia se ver na sexta de qualquer jeito?
— ? Eu nunca fiz esse combinado.
— Achei que você viria para a minha casa. Para transar.
Gyu-ha estacou diante daquelas palavras sem nenhum filtro.
— …O meu braço está desse jeito, do que você está falando?
— Ué. Dois dias atrás, no quarto do hospital, você ficou bem duro.
— Cala a boca logo.
O Secretário Choi lançou um olhar surpreso diante da agressividade repentina. Sem se importar, Gyu-ha, com o cenho franzido, disse em tom de aviso:
— Eu te ligo de novo no sábado.
— Tá bom. Vou deixar a noite de sexta livre também, então me liga se mudar de ideia.
— Não vou ligar, seu merda.
Assim que ele desligou, ouviu a voz do Secretário Choi.
— Tem certeza de que está tudo bem receber alta hoje?
— O médico disse que posso ir. Além disso, ficar preso aqui no hospital é sufocante.
Não era algo que alguém que trouxera até um videogame deveria dizer, mas estar confinado o dia todo o deixava mais do que sufocado, deixava-o inquieto. Como levaria tempo para o osso colar de qualquer forma, seria melhor estar em casa.
Ao entrarem no carro, o Secretário Choi olhou pelo retrovisor e disse, como se tivesse acabado de se lembrar:
— A senhora pediu para o senhor ir à casa principal. O que devemos fazer?
Gyu-ha pensou por um instante antes de responder:
— Vamos para lá, então.
Se o velho estivesse lá, ele recusaria sem pensar duas vezes, mas a essa hora ele deveria estar na empresa. E como ele já tinha algo para resolver em casa, aproveitaria a viagem.
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O sol brilhava forte como sempre. Ao descer do táxi, Gyu-ha caminhou pelo beco familiar. Quando estava quase chegando ao local do encontro, o celular em sua mão tocou.
— Lee Cha-gae —
Ao ver o nome na tela, ele estalou a língua. “Atraso só dois minutos e ele já fica ligando”. Após apertar o botão de recusar chamada, abriu a porta do restaurante e viu Lee Cha-young sentado em uma mesa ao fundo.
— Mal saí do carro. Sinto muito, o trânsito estava travado e me atrasei um pouco.
Ele raramente pedia desculpas, mas desta vez resolveu ser direto. Lee Cha-young, sendo meticuloso como era, definitivamente detestava atrasos. Além disso, ele fazia um escândalo se alguém tocasse em suas coisas, motivo pelo qual brigaram muito quando crianças.
Para sua sorte, a expressão dele não parecia tão ruim quanto esperava. Após pedirem dois combinados de almoço, Gyu-ha limpou as mãos em uma toalha úmida e olhou ao redor.
Por ser um restaurante em uma área de escritórios, havia muitos clientes de terno. Lee Cha-young não era exceção. Vestindo um terno preto que certamente era de uma marca de luxo caríssima e com o cabelo perfeitamente arrumado, ele parecia o exemplo vivo de um funcionário de sucesso.
Após molhar a garganta com água gelada, Gyu-ha começou:
— Por que quis me ver hoje?
Ele estava descansando na casa principal após a alta quando Lee Cha-young ligou de repente. Quando ele sugeriu um almoço no dia seguinte, Gyu-ha aceitou prontamente. Tinha tempo de sobra e também algo para dar em retribuição.
— Marcaram uma viagem de negócios de última hora para o fim de semana.
Ao ouvir isso, Gyu-ha arqueou as sobrancelhas.
— Viagem de negócios no fim de semana?
— O cliente ligou do nada querendo adiantar o cronograma.
— Que empresa abusiva.
Nesse meio tempo, a comida chegou. Como um restaurante que prezava pela alimentação saudável, a mesa foi preenchida com vários acompanhamentos de vegetais e peixe. Quem escolhera o menu fora Lee Cha-young. Apesar de ter cara de quem preferia comida italiana ou francesa, surpreendentemente ele tinha um paladar parecido com o de um velho.
— E como você deu um jeito naquele cara?
Gyu-ha perguntou enquanto tomava a sopa, e Lee Cha-young entendeu imediatamente.
— Fiz com ele o mesmo que ele fez com você.
Infelizmente, Gyu-ha não entendeu de primeira. Ele olhou com uma expressão de dúvida, e a explicação seguiu:
— Me disseram que o pegaram quando ele estava voltando para casa de madrugada e deram uma lição nele. Ele ficou morrendo de medo, chorando e implorando antes mesmo de começarem.
Ele exibia uma expressão relaxada, como se contasse uma história do cotidiano. De repente, a foto que Gyu-ha recebera ontem veio à mente. Pelos braços e pernas amarrados e o rosto irreconhecível, dava para notar que não tinha sido apenas um tapinha ou dois.
— Isso não vai te prejudicar?
Com essa pergunta, o olhar de Lee Cha-young voltou-se para ele. Havia um leve sorriso em seus lábios.
— Você está preocupado comigo?
— Preocupado o cacete. Só não quero que isso acabe sobrando para mim.
— Pode ficar tranquilo. Eu te disse ontem. Ele não vai mais chegar perto daquela área.
— Como você tem tanta certeza?
— Porque eu consegui uma fraqueza dele.
Embora estivesse curioso, Gyu-ha não sentia vontade de perguntar. Provavelmente era algo deplorável.
De qualquer forma, saber que o problema fora resolvido trazia alívio. Após terminarem a refeição satisfeitos e saírem do restaurante, Gyu-ha entregou a sacola de compras que trouxera de casa.
— Toma.
Lee Cha-young não estendeu a mão de imediato; em vez disso, lançou um olhar intrigado.
— O que é isso?
— Mandu caseiro que a nossa governanta fez.
— Mandu caseiro?
— Você gostava pra caralho quando era criança. Estão congelados, então frite ou cozinhe como preferir.
Embora tivesse ouvido que a ajuda seria sem condições, Gyu-ha sentia que ficaria com um peso na consciência se não desse nada em troca. No entanto, ele não conhecia os gostos do outro para comprar um presente, e como Cha-young tinha dinheiro de sobra, não parecia precisar de nada material. Por isso, após muito pensar, decidiu pelos bolinhos feitos pela ajudante da casa principal.
Na infância, quando Lee Cha-young ia brincar em sua casa, serviram mandu como lanche uma vez. Naquela época, Cha-young gostara tanto que dissera nunca ter comido algo tão bom e, desde então, sempre limpava o prato quando havia mandu. Era a primeira vez que aquele garoto, sempre tão calmo e elegante, reagia de forma tão entusiástica a uma comida, e por isso Gyu-ha ainda se lembrava.
No entanto, Lee Cha-young não se moveu. Ao vê-lo com os olhos fixos na sacola, Gyu-ha disse rispidamente:
— Se não quiser comer, pode jogar fora.
Lee Cha-young, que exibia uma expressão estranha, finalmente estendeu a mão e respondeu:
— Você se lembrava disso?
— Você comia até os meus toda vez. Ontem, já que tive que ir em casa, aproveitei e pedi para ela fazer.
— Estou emocionado. Vou comer com gosto.
Lee Cha-young conferiu o relógio de pulso e voltou a encará-lo.
— Venha até o meu carro por um momento.
— Por que o seu carro?
— Eu também tenho algo para te dar.
— O quê?
— Você vai ver quando chegar lá.
Com essa resposta curta, Lee Cha-young começou a caminhar. Como não teria prejuízo, Gyu-ha o seguiu.
Ao chegarem ao estacionamento, Lee Cha-young pediu para ele entrar no carro por um instante. Resmungando sobre o incômodo, Gyu-ha abriu a porta do passageiro. Já que o seguira até ali, pretendia receber o que quer que fosse.
— O que é tão importante para eu ter que entrar no carro?
Em vez de responder, Lee Cha-young estendeu a mão em direção à porta do passageiro. Ao mesmo tempo, o assento começou a reclinar repentinamente.
— O-o quê?
Confuso, Gyu-ha ergueu a cabeça e viu o rosto de Lee Cha-young, que já havia passado para o seu lado e subido em cima dele. Dedos longos puxaram o nó da gravata de Gyu-ha para baixo. Após observar hipnotizado por um segundo, Gyu-ha recobrou os sentidos e disse com a voz trêmula:
— Você enlouqueceu? O que pensa que está fazendo do nada?
— Eu disse que tinha algo para te dar.
Gyu-ha tentou levantar o corpo, mas não conseguiu se mover sob a força que pressionava o seu ombro que não estava engessado. Enquanto baixava a calça de Gyu-ha com a outra mão, Lee Cha-young respondeu calmamente:
— Vou te chupar.
Não houve tempo nem para perguntar o que ele ia chupar. No momento em que a calça e a cueca desceram abaixo do quadril, Lee Cha-young abocanhou a ponta do pênis exposto.
— …!
Ele não conseguia acreditar. Tinha vindo apenas porque o outro dissera ter um presente, e agora, logo após um almoço agradável, o que diabos era aquilo?
— Sai de cima!
Ele empurrou o ombro do outro com a mão direita, mas a força logo se esvaiu quando Cha-young apertou firmemente a base do membro, como se mandasse ele ficar quieto. Para piorar, uma mão penetrou por baixo de sua camisa. Encontrando o alvo sem dificuldade, Lee Cha-young começou a torcer e beliscar o pequeno mamilo enquanto continuava a chupar o pênis.
— Hng, ah!
Gemidos escaparam imediatamente. Sendo estimulado nas partes sensíveis em cima e embaixo simultaneamente, ele estava indefeso.
Depois de um longo tempo, Lee Cha-young soltou o membro, inclinou o tronco para trás e começou a beijar cada centímetro. Quando ele abocanhou os testículos macios e começou a sugar, sentiu a força das mãos de Gyu-ha agarrando seu cabelo como se fosse arrancá-lo.
A parte da frente de Lee Cha-young também estava estufada. Com o pênis de Gyu-ha ainda na boca, ele apressou-se em abrir o zíper da própria calça. Ao ver aquele buraco que pulsava obscenamente sozinho mesmo sem ser tocado, sentiu uma vontade imediata de enfiar-se ali.
— Hng!
Quando ele inseriu dois dedos de uma vez, o corpo de Gyu-ha teve um grande solavanco. Sentindo a mucosa que o envolvia apertado como sempre, ele repetiu o movimento de entrada e saída como se estivessem transando. Como já estava úmido, nem precisava estimular pontos específicos. O som viscoso ecoava cada vez que ele mexia os dedos lá dentro.
— Ahh!
Quando ele pressionou deliberadamente uma parte mais sensível, ouviu um gemido agudo acima de sua cabeça. Sem perder a oportunidade, Lee Cha-young posicionou o pênis que tirara do zíper contra o buraco e começou a inseri-lo.
— Ah, dói!
Assim que entrou, sentiu-se uma pressão ainda mais forte. O peito de Gyu-ha subia e descia violentamente. Lágrimas já começavam a se acumular no canto de seus olhos. Lee Cha-young parou o movimento por um instante e falou com uma voz suave, tentando acalmá-lo:
— Respire fundo e relaxe. Você consegue engolir tudo, não consegue? Hein?
— Eu disse que dói, seu desgraçado…!
— Logo vai ficar bom.
— Merda, hng!
Lee Cha-young calou a boca barulhenta dele com a sua. Ao envolver a língua dele na sua e sugá-la, Gyu-ha, que antes resmungava, agarrou o ombro do outro e começou a sugar a língua dele como se fosse sua tábua de salvação. Um sorriso surgiu nos lábios de Cha-young. Ele era mesmo um cara simples e fácil de entender.
— Hng, mmm!
Continuando com os beijos para calá-lo, Lee Cha-young movia o quadril aos poucos. A cada movimento, gemidos abafados escapavam pelos lábios unidos. Pouco depois, ele finalmente conseguiu empurrar até a base. Ao separarem os lábios, um fio de saliva viscoso se estendeu entre eles.
— Entrou tudo.
— Eu sei, seu merda.
Como sua parte de baixo estava totalmente aberta e ele sentia uma pulsação que não era a sua dentro do corpo, era impossível não saber. Após dar um beijo na bochecha dele, Lee Cha-young começou a mover o quadril lentamente. Gyu-ha, sem perceber, agarrou o braço de Lee Cha-young. Sem se importar com o fato de o terno caro estar sendo amassado, ele gritou desesperado:
— D-devagar!
Mesmo sem ele pedir, esse era o plano. Por causa do insufilm escuro, ninguém conseguia ver o interior por fora, mas se ele fizesse como de costume, a carroceria do carro balançaria violentamente.
Por isso, em vez de movimentos bruscos, ele começou a girar o quadril em círculos enquanto mantinha o pênis inserido até o fundo. A cada rotação, Gyu-ha se agitava e perdia o controle. Toda vez que a glande dura pressionava algum lugar dentro dele, ele via estrelas.
— Hng, ah, ahh!
Era impossível fechar a boca. A certa altura, a posição se inverteu. Lee Cha-young continuou o sexo com Gyu-ha sentado em seu colo.
Seu olhar caiu sobre a nuca lisa. Envolvendo a nuca de Gyu-ha com uma mão, Lee Cha-young aproximou os lábios e começou a mordiscá-lo. O som dos gemidos em seu ouvido aumentou. Continuando com estocadas rasas, ele perguntou a Gyu-ha:
— Ainda dói?
— Hng, então… ah… tem uma coisa… dessas dentro de mim e… ah, porra…
Ele sentiu raiva de si mesmo por não conseguir nem falar direito. Por fim, desistindo de falar, Gyu-ha baixou a mão direita e agarrou o próprio pênis. Ao começar a masturbar-se rapidamente, o prazer dobrou. Seu corpo tencionou-se involuntariamente, e ele sentiu de forma ainda mais vívida aquilo que preenchia seu interior apertado.
Lee Cha-young observava a cena de perto. Agora, Gyu-ha era capaz de gozar apenas com o estímulo atrás. Ele poderia ter proibido Gyu-ha de tocar na frente e forçado o orgasmo apenas por trás, mas decidiu deixar passar hoje. Vendo-o masturbar-se sem hesitação, parecia que estava sendo mais difícil do que o normal.
— Você está chorando?
— É reflexo… hng… condicionado.
— Você quis dizer reflexo incondicionado.
— Cala a boca.
Um riso escapou. O hábito de mandar calar a boca quando estava em desvantagem continuava o mesmo de sempre.
E…
— …Acho que pode ser reflexo condicionado também.
— O quê?
— Nada não.
Ao dar uma estocada profunda com a força do quadril, Gyu-ha imediatamente soltou um gemido e agitou o corpo. Lee Cha-young mudou de posição habilidosamente mais uma vez. Deitando Gyu-ha no assento, ele moveu o quadril em movimentos curtos e rápidos até que, com uma estocada profunda e os músculos das costas rígidos, liberou o sêmen.
— Ufa…
Ao abrir os olhos e soltar um longo suspiro, viu que o abdômen de Gyu-ha também estava sujo de sêmen em alguns pontos. Pareciam ter gozado quase ao mesmo tempo.
Lee Cha-young esticou o braço, abriu o compartimento entre os bancos e pegou lenços de papel. Após limpar por cima os vestígios do ápice, ele ia retirar o pênis que ainda estava dentro do buraco. Então, teve uma ideia, pegou mais alguns lenços e os colocou debaixo da bunda de Gyu-ha. Em seguida, retirou o quadril lentamente. Assim que saiu completamente, o sêmen que acabara de ser injetado começou a escorrer.
Gyu-ha, que até então estava largado tentando recuperar o fôlego, subitamente ergueu a cabeça e perguntou quase gritando:
— Você gozou dentro?
— É que eu estava sem camisinha.
— Então devia ter tirado antes de gozar, seu desgraçado!
— Eu não estava em condições de pensar nisso.
Gyu-ha levantou o tronco com dificuldade apoiando-se no cotovelo, olhou para baixo e franziu ainda mais o cenho. Com razão sentira uma coceira ao redor do buraco. Viu uma substância esbranquiçada acumulada como uma poça sobre os lenços.
— Ah, que merda…
E não era só isso. A regata que ele usava por baixo da camisa também estava com manchas brancas em vários lugares. Por ser preta, a sujeira ficava ainda mais evidente.
— Sai da frente, seu merda.
Presente o cacete.
Ele se sentiu um idiota por ter seguido o outro sem desconfiar. Após amassar e jogar fora irritado os lenços que estavam sob sua bunda, Gyu-ha puxou a cueca que estava na altura dos tornozelos.
— Você precisa tirar o que sobrou lá dentro.
— Não é da sua conta. Eu me viro.
De repente, um pensamento lhe ocorreu e Gyu-ha olhou para o lado. Seu rosto ainda estava carregado de raiva.
— De agora em diante, não faça nada se não tiver camisinha.
Não que ele pudesse engravidar, mas fazer sem proteção lhe causava uma repulsa instintiva. O arrepio que sentiu ao ver o sêmen que o outro despejara era a prova disso.
— É por causa da limpeza? Eu já disse que faço para você.
— Eu odeio o fato de você gozar dentro. Me sinto sujo.
Por um instante, Lee Cha-young endureceu a expressão, mas logo recuperou o sorriso relaxado.
— Não seja tão severo. Você já está todo molhado mesmo, eu só adicionei um pouquinho do meu ali.
— …Quer morrer agora?
— É brincadeira. Vou tomar cuidado no futuro. Desta vez eu também agi por impulso.
Não era desculpa; embora tivesse tido relações sexuais com muitos parceiros até agora, ele nunca havia ejaculado dentro de ninguém. Era uma forma de bloquear preventivamente pessoas que tentassem extorquir dinheiro ou fazer exigências absurdas usando uma gravidez como pretexto.
Nesse aspecto, Gyu-ha era seguro. Ele era um beta sem risco de gravidez e não era o tipo de cara que usaria o sexo para extorquir algo. Se houvesse qualquer preocupação, ele teria tirado e gozado na barriga dele, como Gyu-ha sugerira. Ou teria comprado uma camisinha na conveniência no caminho.
— Se fizer isso de novo sem permissão, considere-se morto.
Após resmungar irritado, ele ia descer do carro quando Lee Cha-young apressou-se em falar:
— Acho que não vou conseguir te ver esta semana por causa da viagem.
Gyu-ha virou-se com o cenho franzido.
— Você me acha com cara de desmemoriado? Você já disse isso.
— É que achei que você poderia esquecer e ficar esperando.
Em seguida, ele acrescentou com um sorriso radiante:
— Não abra as pernas para mais ninguém. É por isso que eu fiz isso agora.
Gyu-ha soltou uma risada de deboche diante daquelas palavras absurdas.
— Quem é você para me dizer o que fazer ou não? Se eu abrir as pernas ou enfiar no buraco de outro cara, o que você tem a ver com isso?
— Eu não tenho nada a ver, mas… você conhece o meu temperamento. Quando eu gosto de algo, quero só para mim.
— Quanta bosta você fala.
Após disparar essas palavras ácidas, Gyu-ha desceu do carro. *Bum!* Ele fechou a porta com tanta força que a carroceria balançou e saiu andando sem olhar para trás.
Após caminhar alguns passos, soltou mais um palavrão e bagunçou o cabelo com irritação. Seu rosto estava vermelho como brasa.
— Vou enlouquecer, de verdade.
Ele sentia nitidamente algo escorrendo por sua coxa. Aquele desgraçado era realmente um merda.
↫─☫ Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
Em um mundo onde há 99,9% de chance de Alfas serem homens e Ômegas serem mulheres.
Seo Gyuha nasce como a rara exceção: um Ômega masculino. No entanto, tendo crescido mais como um beta, ele quase não está ciente de sua própria identidade omega.
Após uma noite de bebida e festa como de costume, ele acorda em uma manhã de fim de semana com uma dor de cabeça insuportável — apenas para se deparar com uma situação surpreendente…