Ler A Batalha pelo Divórcio – Capítulo 38 Online

— Bom, olha só. Acho que isso é o suficiente para acreditar, não acha? Está fluindo tão livremente.
Ele mostrou os dedos que deslizaram em sua vagina, coberto de lubrificação. A umidade se esticava entre eles, brilhando na penumbra.
O rosto de Daisy empalideceu ao ver aquilo.
— Consegue ver?— ele murmurou, com a voz baixa e satisfeita. — Isso é tudo que o corpo da minha Izzy me deu.
Ele se inclinou mais, suas palavras roçando o ouvido dela como uma ameaça envolta em seda.
— Já que chegamos até aqui… que tal irmos até o fim?
— Ah… n-não… me solta…!
— Não vamos pensar demais nisso. Minha Izzy está molhada, e eu estou duro. Só precisamos colocar. Simples, não é? — Maxim era implacável.
Com os olhos levemente fora de si, ele afastou rudemente os joelhos de Daisy e se posicionou entre eles.
Ela estava tão irritada que sua cabeça girava, e queria simplesmente jogar tudo fora. Será que devia apenas gritar que ele estava certo sobre tudo e arrebentar a cabeça dele? E depois ir esmagar a cabeça daquele maldito Thereze também.
Mas e as freiras e as crianças? Droga. Por que as coisas não podiam ser simplesmente boas ou ruins?
Por que ela tinha que ser assim? Sentia como se estivesse enlouquecendo de tanto desprezo por si mesma. Seu nariz ardia e sua visão ficava embaçada.
— Está com medo? Por que está chorando assim, querida?
Não era medo. Estava chorando porque sentia o peito prestes a explodir de tanta raiva.
‘Porra, por que sexo tinha que atormentar e obcecar as pessoas desse jeito?’
Naquele momento, Daisy lembrou das bobagens que Maxim tinha dito no provador.
“Quando os humanos têm um problema não resolvido, eles ficam remoendo aquilo repetidamente até que seja resolvido… Eventualmente, eles ficam obcecados e enlouquecem.”
“Você não acha que seu comportamento está na verdade me estimulando?”
“Você continua me dando desafios.”
Certo. Vamos fazer isso então. Ele vai parar de atormentá-la depois que transar uma vez. O corpo só apodrece depois da morte, por que se importar tanto. Tremendo e derramando lágrimas, o rosto de Daisy ficou vermelho e azul enquanto ela respondia resignada.
— Só enfia logo e acaba com isso.
Surpreso com a resposta inesperada, Maxim soltou uma risada debochada:
— O que é isso? Está com raiva?
— Não dá para perceber só de olhar? Se você quer tanto fazer isso comigo, então enfia logo. Coloca, mete, goza e termina rápido! Porra! — Daisy finalmente explodiu.
Como seu objetivo era se divorciar de qualquer forma, não havia necessidade de parecer boazinha. Pretendia encerrar tudo silenciosamente com uma despedida bonita, mas tentar aguentar e esperar estava deixando ela louca de raiva, então sentiu que precisava dizer o que pensava.
Mesmo enquanto Daisy bufava e ofegava, Maxim olhava para ela como se fosse adorável.
Ver aquilo a deixou mais irritada. Atormentar alguém sem parar e depois chamar de fofa. Esse maluco desgraçado.
Daisy sentiu vontade de arrancar os olhos que estavam fixos nela.
— Acho que é porque você veio das favelas. Tem um rosto tão inocente, mas uma boca bem suja.
— Para de falar merda e me come logo. Estou me oferecendo generosamente pra ser fodida.
— Não é tão simples. — Maxim beijou suavemente as lágrimas nos olhos molhados de Daisy enquanto ela tremia de raiva.
— Por quê não, seu cachorro no cio!
— Desculpa, mas até um cachorro no cio tem preferências.
— Seu pervertido!
Ela ficou sem palavras. Ele falou tanto sobre transar, então estava se oferecendo generosamente. Era incompreensível porque o homem agora estava sendo exigente.
— Isso mesmo. Talvez porque eu seja um pervertido. Gosto quando você chora, e quando xinga. Mas não fico excitado com você se oferecendo dessa maneira. Afinal, esta deveria ser a nossa noite de núpcias.
— ……
— Então, se você quer que eu te coma, tente um pouco mais, querida. — Ele fez uma afirmação absurda. — Apenas espere e verá. Te farei implorar para ser fodida.
Nem em sonho.
Maxim fez essa declaração irrealista enquanto se levantava da cama.
— Acorde desse sonho. Prefiro morder minha língua e morrer. Isso nunca vai acontecer.
— Quer apostar? Estou confiante.
— ……
Era uma confiança sem fundamento. Ela definitivamente se divorciaria dele antes disso, pode esperar. Daisy cerrou os dentes enquanto observava as costas de Maxim.
— Nem se dê ao trabalho de morder a língua. Sem essa língua bonitinha, você não vai conseguir me beijar, muito menos me xingar. — Ele disse sem olhar para trás.
Só porque tem uma bunda perfeita acha que pode tudo? Vendo suas costas impressionantemente largas, ela quis jogar um travesseiro nele se suas mãos estivessem livres.
— …Pra onde você vai pelado a essa hora?
— Vou ao banheiro bater uma. Como vou dormir de pau duro?
Como ele consegue dizer tão casualmente que vai se masturbar?
Por outro lado, Maxim von Waldeck era o homem que teve uma ereção descaradamente na cerimônia de casamento.
— Você deveria pelo menos me desamarrar antes de ir.
— Não quero. Você está pedindo demais de um cachorro no cio. — Maxim provocou com um sorriso travesso.
‘Ele realmente não vai me soltar?’
Ela achou que a fita fosse frágil, mas estava amarrada de forma extremamente complexa e firme. Seria por causa de seu passado nas forças especiais? Ele conseguiu dar um nó tão complexo em tão pouco tempo. Daisy se contorceu tentando soltar os pulsos, mas logo ficou desesperada.
— Max…
— ……
— Maxim von Waldeck.
— ……
— Ei! Você está surdo?!
Maxim, que a estava ignorando, finalmente se virou e ergueu uma sobrancelha.
— …Me desamarra. Está muito apertado e doendo. Por favor?
Quando Daisy implorou com uma voz desesperada, Maxim voltou até a cama como se não tivesse escolha.
— Ouvi dizer que você aprendeu todo tipo de coisa nas favelas. Não aprendeu como desamarrar isso?
Maxim afrouxou um pouco o nó em seus pulsos e então ajeitou o cabelo desgrenhado de Daisy.
— Se comporte e vá dormir. Eu te solto quando você estiver dormindo.
— ……
— Eu sei que você não confia em mim. Mas eu não toco em pessoas que estão realmente dormindo. Talvez se estiverem fingindo dormir, sim.
Daisy fez um biquinho.
— Ah, e vou pegar isso emprestado. — Sem se importar, Maxim enganchou o dedo na calcinha dela pendurada na cabeceira e a balançou, dizendo: — Bons sonhos, minha querida esposa.
Suas palavras carregavam uma ternura provocadora enquanto ele depositava um beijo leve como uma pena em sua testa antes de desaparecer no banheiro ao lado.
Daisy ficou olhando para a porta fechada muito tempo depois que ele saiu, com a mente girando.
‘Como diabos eu acabei assim?’
Amarrada e indefesa em roupas de seda que pareciam mais uma fantasia do que algo apropriado, ela não conseguia decidir se ria ou chorava diante do absurdo de tudo aquilo.
‘Bem, mal consigo levantar a cabeça mesmo. Melhor me render ao sono.’
Ele havia prometido libertá-la quando ela estivesse dormindo, uma pequena misericórdia de seu marido insuportável.
Que noite extremamente exaustiva. E Maxim von Waldeck era, sem dúvida, completamente louco.
— General! A saudação firme do assistente ecoou pelo escritório revestido de carvalho de Maxim enquanto ele entrava com precisão militar.
Maxim mal levantou o olhar de sua poltrona de couro, cortando metodicamente a ponta de um charuto caro com indiferença treinada. Enquanto seu subordinado permanecia rígido com disciplina, o Grão-Duque parecia quase entediado com a situação.
— A investigação sobre o orfanato, o que descobriu?
— Concluída conforme ordenado, Vossa Graça.
— Continue.
Deixando o charuto de lado, Maxim se inclinou para frente e apoiou o queixo nas mãos entrelaçadas, finalmente dando toda sua atenção ao homem.
— A senhora Daisy chegou a St. Catherine há um ano, senhor. Ela estava ferida e carregando um recém-nascido. Alegou vir dos distritos inferiores, sem sobrenome.
Até agora, a história dela se sustentava.
— Ela permaneceu lá por quase doze meses antes de o Conde Thereze chegar, alegando que ela era sua filha perdida e exigindo custódia.
— E a criança que ela trouxe?
— Segundo as irmãs, ela apenas disse que havia encontrado um bebê órfão e se sentiu compelida a ajudar. A senhora Daisy já havia feito votos e se juntado à ordem naquele momento. Dadas as circunstâncias e sua idade, acreditaram que não havia relação de sangue entre eles.
— Interessante.
Ferida e protegendo um bebê indefeso, seu coração piedoso não tinha mudado nada.
— Você mencionou um ferimento. Elabore.
— Um corte de lâmina na lateral que exigiu sutura. Ela permaneceu inconsciente por três dias, senhor.
— Três dias por um ferimento lateral? Foi tão grave assim?
— O ferimento em si era superficial, mas ela havia sido envenenada. O médico administrou antídotos para neutralizar a toxina.
— Então era uma lâmina envenenada.
— Exatamente. Aqui estão os registros médicos de seu tratamento.
Maxim aceitou os documentos amarelados, analisando as anotações cuidadosas do médico sobre medicamentos e procedimentos com interesse crescente.
— Se tinham antídotos, devem ter identificado o veneno específico.
— Correto, Vossa Graça.
— Quero uma investigação completa. Rastreie esse veneno desde a origem até quem o usou. Não deixe nenhum detalhe de fora.
— Entendido.
Depois de revisar os papéis mais uma vez, Maxim os deixou de lado com uma expressão pensativa.
— O que mais? Algum vestígio de suas atividades antes do orfanato?
— Nada, senhor. É como se ela tivesse surgido do nada.
Pessoas simplesmente não surgem do nada. Não neste mundo.
— Continue investigando. Relate cada detalhe, não importa quão insignificante pareça. Eu determinarei o que é importante.
Continua…
Tradução e Revisão: Elisa Erzet
Ler A Batalha pelo Divórcio Yaoi Mangá Online
Protagonista Masculino: Maxim von Waldeck (26)
Ex-mercenário infame e cruel que espalhou sua má fama pelo continente. Um homem exímio com armas de fogo e tem talento para tortura. Filho ilegítimo da princesa, é herdeiro direto da linhagem real, mantido em segredo. Quando criança, jurou vingança contra os revolucionários que mataram seus pais e o sequestraram, e por isso se tornou o cão de caça da monarquia. Embora tenha sido enviado para uma guerra em que estava fadado a morrer, retornou como herói vitorioso, sem um único arranhão.
Frio e impiedoso por fora, mas surpreendentemente devotado à esposa. Faz de tudo para impedir Daisy de pedir o divórcio: chantagens, seduções, jogos de manipulação, nada está fora dos seus planos. Um estrategista carismático e articulado. Impossível saber o que realmente se passa por trás de seus olhos enigmáticos.
Protagonista Feminina: Daisy von Waldeck (23) Codinome “Easy”. Assassina de elite da organização secreta revolucionária “Clean”. Inteligente, ágil e calculista, mas surpreende por sua ingenuidade e doçura inesperadas, características que destoam de sua profissão implacável. Tem um ponto fraco por tudo o que é fofo e frágil: bebês, animais, flores… e Maxim. Uma típica durona com coração mole.
Após quase morrer em uma missão, é salva pela freira Sophia, que a leva a se batizar e buscar redenção. Decide se aposentar prometendo jamais matar de novo. Mas, o líder dos revolucionários a chantageia forçando a mulher a cumprir uma última missão.
Seu objetivo, se casar com um homem condenado à morte na guerra, e desaparecer assim que ele morrer. O nome? Maxim von Waldeck.
Mas o que não esperava… era que o marido “de fachada” voltaria vivo.
O pior que este homem seria o mais perigoso que ela já conheceu.
Quando quiser ler:
Uma batalha conjugal entre uma protagonista determinada a se divorciar e sair com os bolsos cheios, e um marido perturbado, pervertido e boca suja que fará de tudo para impedir esse divórcio.
Frase que define a história:
— Quem em sã consciência exterminaria todo o exército inimigo só para transar?
Trecho da Novel:
[Torne-se a esposa de fachada, de Sua Graça, o Grão-Duque Maxim von Waldeck.]
Esse era o único e último trabalho de Daisy, agente secreta da revolução.
Maxim von Waldeck, bastardo da realeza e cão de caça da monarquia, foi enviado para a morte como um peão descartável.
Ninguém queria aquele posto de viúva antes mesmo do casamento.
O plano era simples: Se casar, aguardar o fim da guerra e, quando a derrota fosse declarada, desaparecer antes que o ducado fosse tomado.
Após a missão cumprida = Uma aposentadoria gorda a esperava.
— Até logo, querida esposa.
‘Sim, foi um prazer te conhecer. Já estou rezando pelo seu descanso eterno.’
— Teremos nossa noite de núpcias quando eu voltar.
‘Que sonhador. Espero que sua morte seja pacífica.’
Ela pensou que era apenas um sonho tolo de um homem com ilusões cor-de-rosa.
… Mas.
[Maxim von Waldeck obtém uma vitória sem precedentes!]
A realidade virou de cabeça para baixo.
[Grão-Duque Waldeck, herói da nação! O que deseja fazer primeiro ao retornar?]
— Abraçar minha adorável esposa, Daisy.
Impossível, isso é mentira, só podia ser. Uma distorção da imprensa.
Mas Maxim von Waldeck era um homem que levava promessas muito a sério.
— Voltei, querida esposa.
E com um abraço apertado, a envolveu.
O olhar de Daisy vacilou. Aquilo era loucura.
— Vamos para o quarto agora?
— Desculpa, o quê?
Ele sorriu languidamente e sussurrou em seu ouvido:
— Me perdoe, mas estou com um pouco de… pressa.
Seu corpo queimava de desejo, seu membro parecia prestes a explodir.
‘Esse cara é louco, um… pervertido completo, não é?’
Será que Daisy conseguirá se divorciar em segurança antes que ele descubra quem ela realmente é?
Nome alternativo: The Battle Of Divorce