Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 172 Online


Modo Claro

— …!

Ela ficou tão assustada que nem conseguiu emitir som. Se Eileen fosse um gato, teria saltado até o teto. Na realidade, porém, seu corpo ficou completamente rígido, então apenas sua mão tremia levemente.

Ainda boquiaberta, abaixou o olhar. Seu braço estava enterrado até o cotovelo na cortina, com o pulso preso por uma grande mão do outro lado.

Mas o visitante do outro lado da cortina não fez nada além de segurar seu pulso. Ele não a puxou para frente nem a empurrou para longe, apenas manteve a pegada firme.

Mesmo assim, o simples fato de seu pulso estar preso fez seus pelos se arrepiarem. Parecia menos que seu pulso estava preso e mais que sua garganta estava se fechando.

— S-solta… — ela conseguiu dizer.

O cliente não respondeu, nem a soltou. Depois de segurar por um tempo, ele finalmente afrouxou a pegada. Então, como se nada tivesse acontecido, colocou um pedaço de papel em sua palma e a soltou completamente.

Eileen puxou a mão de volta como se tivesse encostado no fogo. A cortina pesada se moveu levemente com o gesto, oferecendo um vislumbre do interior, mas ela não aproveitou a chance de olhar; saiu correndo do camarote.

A porta bateu com um estrondo tão alto que chamou a atenção dos funcionários e guardas próximos, mas ela não se importou. Apenas correu.

Desceu as escadas em espiral dois ou três degraus de cada vez, indo direto para seu quarto. Fechou a porta gasta, colocou a tranca simples no lugar e só então seu coração disparado começou a se acalmar.

Tremendo, ela respirou fundo, então olhou para a mão que nem havia percebido estar fechada. Mesmo amassado, o texto no papel continuava limpo e preciso.

[Cuidado.]

Cuidado com o quê? Ele queria dizer que ela não deveria falar tão livremente com um estranho cujo rosto e voz ela nem conhecia? Ou… algo completamente diferente?

O lugar onde havia segurado ainda doía levemente. Ela esfregou a marca avermelhada e se deixou cair no chão. A partir de agora, teria que evitar se aproximar dos camarotes.

Se conseguisse.

Naquela noite, teve um sonho estranho.

Depois de terminar o trabalho, leu até o amanhecer, estudando o mito fundador, antes de desabar na cama. Ultimamente, por mais cansada que estivesse, não conseguia dormir facilmente, pensamentos demais ocupavam sua mente.

Então esperava ficar acordada por um tempo naquela noite também, mas de alguma forma adormeceu rápido. Sua consciência turva vagava na fronteira entre sonho e vigília. Então pensou:

‘Será que acendi incenso?’

Parecia incenso, do tipo que achava que já tinha sentido antes. A velha porta rangeu ao abrir, e alguém entrou.

A princípio, pensou que fosse Alessia. Mas ao contrário dos movimentos silenciosos e furtivos de Alessia, aquela pessoa não fazia questão de esconder sua presença.

Ele se moveu calmamente até a mesa, pegando os papéis espalhados um a um, examinando-os como se lesse todas as anotações que ela havia compilado sobre os mitos.

Então pegou um livro antigo, folheando as páginas sem cuidado. O rápido farfalhar a fez estremecer por dentro; aqueles textos antigos precisavam ser manuseados com delicadeza. Mas ela não conseguia se mover. Não conseguia falar, nem mesmo mexer um dedo.

O intruso terminou de examinar o pequeno quarto em pouco tempo. Perdendo o interesse, veio em sua direção.

Ela queria ver seu rosto, mas suas pálpebras pareciam pesadas como pedra. Seu corpo ainda recusava a se mover.

Lutando para abrir os olhos, soltou um leve gemido. Uma mão pousou em sua testa, sem hesitação. Como se estivesse verificando sua temperatura, deslizou levemente até sua bochecha.

Então puxou o cobertor. Ela havia afrouxado o pano que prendia o peito antes de dormir, então suas roupas de dormir delineavam as curvas de seu corpo.

Podia sentir seu olhar sobre ela, fazendo até os pelos mais finos de seu corpo arrepiarem.

A mão não parou no cobertor; começou a levantar sua blusa. O ar fresco da noite tocou sua pele nua, provocando um leve arrepio. A mão, tendo empurrado o tecido para cima, começou a explorar seu corpo lentamente.

O toque era calmo, quase clínico, como se estivesse examinando-a, mas permanecia em lugares aos quais nem ela mesma dava atenção. Quando seus dedos roçaram o mamilo, seu corpo, já hipersensível, reagiu com um gemido involuntário.

— Ah…

Um calor lento e intenso se espalhou sob sua pele. A sensação crescente a fez querer se afastar, mas ainda não conseguia se mover. Só podia gemer baixinho, com os olhos ainda fechados.

Quando ele terminou com a parte superior do seu corpo, sem hesitação, tirou suas roupas de baixo. Puxou sua calça de pijama, depois a calcinha, e abriu suas pernas.

Exposta completamente em seu lugar mais íntimo, ela sentiu uma onda de vergonha, mas não conseguia nem fechar as coxas. Enquanto lutava em vão dentro de sua mente, ele levantou um de seus pés e o colocou em sua palma.

O pezinho se encaixava perfeitamente em sua mão grande. Acariciou seu tornozelo, depois subiu pela panturrilha. Sem hesitação, tocou a parte interna de sua coxa.

O toque parou pouco antes de avançar mais, e então ele a virou, examinando suas costas, seus quadris, não deixando nenhuma parte intocada. Só então sua mão se afastou.

Ele a vestiu novamente, peça por peça, puxou o cobertor sobre ela, e então algo suave tocou seus lábios. Um beijo firme e prolongado. A tensão e o medo começaram a se dissipar.

Alguém de quem sentia falta veio à sua mente, a pessoa que gostaria de ver, mesmo que fosse em um sonho. Esquecendo que havia fugido dele, murmurou seu nome:

— Cesare…

Ela não tinha certeza se o som realmente saiu, mas ele parou no mesmo instante, então talvez tivesse ouvido.

A respiração do homem roçou seu rosto. Ele pairou tão perto que um pequeno movimento bastaria para seus lábios se encontrarem.

Ela sentiu seu olhar em seus cílios trêmulos, intenso e fixo. Logo uma voz profunda e baixa falou:

— Eileen.

Era uma voz impossível de confundir. Antes que pudesse dizer o nome dele novamente, seus lábios já estavam sobre os dela.

Sua língua brincou com a dela, deslizou pelo céu da boca, inclinou sua cabeça para aprofundar o beijo. O beijo enviou um arrepio intenso por seu corpo, fazendo-a tremer por completo. Só quando ela já estava ofegante e corada ele finalmente se afastou.

Ele lambeu seus lábios úmidos e então mordiscou sua orelha. Seus dentes prenderam seu lóbulo antes de soltá-lo, depois roçaram sua bochecha.

Devo simplesmente levá-la comigo assim? — murmurou.

Ela queria responder, mas sua consciência estava se dissipando. Caiu novamente no sono sem chamar seu nome outra vez.

Na manhã seguinte, ela acordou sobressaltada.

— …!

Jogando o cobertor para longe, olhou ao redor freneticamente, depois levantou as roupas de dormir para verificar seu corpo. Mas não havia nenhum vestígios, apenas uma leve vermelhidão no pulso, onde o cliente do camarote a havia segurado na noite anterior.

Encarando o pulso, ela se levantou e examinou o quarto. Nada tinha mudado desde que ela fora dormir. Os papéis e livros sobre a mesa estavam exatamente como ela os deixara.

Não havia nenhum vestígio de incenso, apenas o cheiro abafado de poeira. Olhando para o livro antigo, murmurou:

— Um sonho.

Um sonho estranho, de fato. Como Cesare havia aparecido, dificilmente poderia ser chamado de pesadelo… mas quando passou a mão em seu braço, parecia que o toque da noite anterior permanecia em sua pele.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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