Ler 7 Minutes of Heaven – Capítulo 17 Online


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❀ 7 Minutes Of Heaven 17

​Ele parecia ter terminado sua explicação, mas Jeong-in avistou uma pessoa na foto que ainda não havia sido apresentada. Era uma jovem de cabelos castanhos parada ao lado de Chase, ostentando um sorriso confiante. Sua presença marcante e aura altiva eram evidentes até mesmo na foto.
​— Quem é esta pessoa?
​— Sophia Prescott. Minha irmã. Nós sempre brigamos. Ela foi para o leste para a universidade agora. Sinto pena das pessoas na Costa Leste.
​Chase respondeu com uma expressão lânguida. Era difícil imaginar o aparentemente maduro Chase Prescott brigando com a irmã.
​— Você briga com a sua irmã também?
​Chase encarou a foto por um momento, depois deu de ombros e respondeu.
​— Somos piores que estranhos. Os mais velhos da minha família são à moda antiga e acreditam que os negócios devem ser herdados por homens. Minha irmã acha que eu tomei tudo o que deveria ter sido dela.
​Suas palavras foram casuais, mas havia um toque de solidão nelas.
​— Ainda assim… vocês parecem uma família harmoniosa.
​— Harmoniosa?
​Chase soltou uma risadinha. Foi uma risada fria e zombeteira.
​— A palavra “harmoniosa” não combina com esta família — declarou Chase.
​— O que você vê nesta foto não é tudo.
​Jeong-in quis perguntar mais, mas a sombra que se instalou no rosto de Chase era profunda demais para que ele conseguisse falar com facilidade.
​Chase virou a cabeça para olhar para Jeong-in. Como se desligasse e ligasse um interruptor, o desânimo em seu rosto foi substituído por um sorriso.
​— Vamos, seu aluno está esperando.
​Antes que Jeong-in pudesse assentir, Chase já estava se movendo. Ele conduziu Jeong-in para a parte de trás da casa, uma área que ele não tinha visto durante o evento de caridade anterior.
​Atrás da casa havia uma piscina enorme que você esperaria ver em um resort ou hotel. O chão era coberto com azulejos de estilo marroquino, e fontes em forma de leão espalhadas ao redor derramavam água límpida continuamente.
​Alguns garotos que ele já tinha visto pela escola estavam relaxando em botes infláveis, bebendo algo. Havia também garotas deitadas em espreguiçadeiras ao lado da piscina, bronzeando-se.
​Estavam dando uma festa na piscina? Jeong-in assustou-se e deu um passo para trás.
​— V-você não me chamou aqui para estudar?
​— Sim. Por quê?
​— …Nada. Eu não sabia que estava rolando uma festa na piscina.
​— Festa na piscina? Isso não é uma festa. Eu só não gosto de silêncio excessivo, então disse às pessoas que poderiam vir se quisessem.
​— Entendo.
​Isso parecia ser a vida cotidiana para ele. Jeong-in ficou surpreso, mas manteve-se calado, já que não tinha nada de especial a dizer. Era escolha dele convidar amigos ou não.
​Em cada lado da piscina erguiam-se casas de hóspedes gêmeas, uma de frente para a outra. Mesmo sendo casas de hóspedes, pareciam que poderiam acomodar duas casas do Jeong-in combinadas. Chase apontou para uma delas.
​— É ali que eu fico. A oposta é para convidados.
​Jeong-in soltou uma risada vazia, como se estivesse estupefato, e perguntou: — …Você não tem um helicóptero pessoal?
​— Está no quintal dos fundos. Quer que eu te mostre?
​Jeong-in ficou ali parado com a boca aberta, parecendo bobo, e Chase caiu na gargalhada.
​— Estou brincando. Não existe tal coisa.
​Enquanto caminhavam pela piscina, viram Darius saindo da casa de hóspedes onde Chase disse que morava. De bermuda e uma camisa havaiana colorida, ele parecia um turista aproveitando as férias. Quando Darius avistou Jeong-in, sorriu amplamente e acenou.
​Após trocarem cumprimentos, os dois foram direto para a bancada da ilha que servia como mesa de jantar na cozinha da casa de hóspedes.
​— Terminou sua lição de casa?
​— Sim, professor. Marquei os problemas que não sabia com estrelas, exatamente como você me disse.
​— Uau… parece que estou olhando para o céu noturno.​
​Uma risadinha foi ouvida à distância. Era Chase.
​Chase estava sentado no sofá da sala, com uma visão clara da cozinha, virando silenciosamente as páginas de um livro.
​Jeong-in revirou os olhos sutilmente para verificar a capa do livro que ele estava lendo. Era Orgulho e Preconceito, que eles haviam escolhido como tema para a redação de inglês.
​Deve estar barulhento, então não há necessidade de ler ali. Jeong-in sorriu brevemente com o pensamento de que Chase estava agindo como pais que dizem ao filho para brincar com a porta aberta quando um amigo do sexo oposto vem visitar, dizendo para terem cuidado e monitorando-os de onde podem ouvir.
​À noite, um churrasco foi realizado no gramado verde ao lado da piscina.
​O chef que trabalhava na mansão grelhava pessoalmente bifes e salsichas para fazer hambúrgueres e cachorros-quentes. O buffet de saladas era tão abundante quanto o de um restaurante — era a primeira vez que via algo assim em uma casa particular.
​Antes de ir comer, Jeong-in foi ao banheiro para lavar as mãos.
​Ao abrir a porta do banheiro distraidamente, Jeong-in quase teve um ataque cardíaco de surpresa. Foi por causa de uma mulher agachada no canto, soluçando. Jeong-in ficou tão assustado que deu um pulo no lugar e gritou “Ai, meu Deus!” em coreano, confirmando suas raízes.
​— Hic… hic… sob…
​Embora seu rímel estivesse borrado pelas lágrimas e seu rosto estivesse uma bagunça, não era difícil reconhecer quem ela era. Madison Wilkes. A líder de torcida que estava sempre ao lado de Vivian Sinclair.
​Se Vivian Sinclair fosse Han Solo de Star Wars, Madison Wilkes seria Chewbacca. Se Vivian Sinclair fosse o Capitão Kirk de Star Trek, Madison Wilkes seria Spock. Embora pudesse haver alguma diferença nos aspectos intelectuais em relação ao Spock.
​— Desculpe. Eu não sabia que tinha alguém aqui. Já vou sair.
​Jeong-in estava prestes a sair, mas parou. De alguma forma, parecia errado simplesmente deixar alguém chorando.
​— …Você está bem?
​Madison respondeu entre soluços.
​— Hic… Eu, sob, pareço bem para você?
​— …
​Jeong-in fechou a boca e olhou para baixo, para Madison. Já havia uma montanha de lenços usados ao lado dela. Ela pegou um lenço novo, assoou o nariz com força e começou a soluçar novamente.
​— Como ela pôde, hic, fazer isso comigo…? Depois de tudo que eu fiz!
​Ela parecia querer expressar seu sentimento de traição para alguém. Jeong-in suspirou levemente e falou com cuidado.
​— Estatisticamente falando, dizem que a pior aposta na vida são as pessoas. A aposta mais arriscada que os seres humanos podem fazer é apostar em pessoas.
​Como se essa afirmação tivesse puxado um gatilho, Madison explodiu em um choro ainda mais doloroso. Jeong-in não sabia o que fazer, mas acabou sentando-se ao lado dela.
​A saia de Madison havia subido, revelando suas coxas. Jeong-in estava prestes a tirar sua camisa xadrez para cobri-la quando notou uma pequena cicatriz cirúrgica perto do joelho de Madison.
​— Você se machucou?
​— Eu rompi a cartilagem do joelho enquanto me preparava para a competição de líderes de torcida e fiz uma cirurgia.
​— Você não deveria parar, então?
​— Eu sou a flyer. Não posso desistir.
​A flyer é a função de maior destaque na equipe, realizando as acrobacias e ficando no topo da pirâmide.
​— Além disso, nós temos que ganhar o Campeonato CIF este ano, com certeza!
​— Por quê?
​— Nerd, você é burro? Obviamente por causa da faculdade.
​Jeong-in deu-se conta de seus próprios preconceitos diante da atitude séria de Madison. Ele se sentiu envergonhado por sua concepção errada de que as líderes de torcida só faziam aquilo para, de alguma forma, se envolverem com o time de futebol americano.
​— Se você estiver de acordo, eu escuto. O que aconteceu?
​Madison enxugou as lágrimas, respirou fundo e disse com a voz trêmula:
​— A Vivian…
​— Sim?
​— Ela vai levar a Lila Harrington em vez de mim para a festa de gala da Teen Vogue.
​— …É só isso?
​Madison começou a chorar de novo com a resposta de Jeong-in. Fosse o que fosse essa festa, parecia ser muito importante para ela. Jeong-in buscou rapidamente em sua mente palavras de conforto.
​— Hum… todo mundo quer brilhar, certo? Especialmente em uma festa como essa, não é?
​— O que você está tentando dizer, quatro-olhos?
​— Talvez a Vivian tenha escolhido alguém que a fizesse se destacar mais.
​Os olhos vermelhos de Madison olharam para Jeong-in. Ele reuniu todos os elogios que pôde imaginar para ela.
​— Você é bonita. Seu penteado combina bem com você, e seu rosto é realmente simétrico. Poucas pessoas têm rostos verdadeiramente simétricos, sabe.
​— …É a primeira vez que alguém me elogia dizendo que meu rosto é simétrico.
​Era constrangedor, mas parecia eficaz. A tristeza dela pareceu diminuir, apenas para se transformar em raiva. Madison bufou e disse:
​— Como ela pôde fazer isso comigo…? Ela acha que guardar segredos é fácil? Eu sei de tudo sobre o Chase e a Vivian, mas não contei para ninguém!
​A sobrancelha de Jeong-in tremeu levemente com a menção repentina do nome de Chase. Madison, sem notar a reação dele, continuou falando entre dentes, com uma voz agitada.
​— Se isso vazasse, eles estariam socialmente arruinados. E eu guardei esse segredo!
​Enquanto rangia os dentes, ela subitamente voltou a si e olhou para Jeong-in com o rosto embaraçado.
​— Não conte para ninguém!
​Jeong-in forçou um sorriso e assentiu.
​Madison encarou Jeong-in com desconfiança por um momento antes de voltar a olhar para frente. Suas emoções voltaram para a tristeza.
​— Snif… Eu também quero ir à festa de gala da Teen Vogue…
​Apenas um pensamento ocupava a mente de Jeong-in.
​Qual poderia ser o segredo entre Chase Prescott e Vivian Sinclair? De alguma forma, ele tinha medo até de imaginar. Fosse o que fosse, provavelmente seria pior do que ele pensava.
​Querendo sair dali rapidamente, Jeong-in falou com cautela.
​— Sabe de uma coisa? Estão fazendo um churrasco lá fora. Tem bife e cachorro-quente.
​— Eu sou uma flyer! Tenho que controlar meu peso! Não como coisas assim há meses. Uaaaaah…
​O choro de Madison tornou-se ainda mais piedoso. Observando-a soluçar, Jeong-in suspirou suavemente e relutantemente abriu a boca.
​— …Você sabe por que o 6 tem medo do 7?
​Madison ergueu a cabeça de um salto.
​— O quê?
​— O 6 tem medo do 7. Por que ele tem medo?
​— Hic, por que ele tem medo…?
​— Porque o 7 comeu o 9 (Because 7 ate 9).
​— Do que você está falando, seu rato de biblioteca?
​— Sete, oito, nove (Seven, eight, nine).
​Jeong-in enfatizou cada número ao falar. Era um trocadilho em inglês onde a pronúncia de “oito” (eight) é idêntica à de “comeu” (ate).
​— Ha…
​Madison soltou uma gargalhada, como se aquilo fosse ridículo e absurdo. Jeong-in continuou falando com ela.
​— Onde eu cresci, dizem que se você rir enquanto chora, vai crescer pelo na sua bunda.
​— O quê? Não diga coisas tão horríveis! Eu não estava rindo porque foi engraçado!
​— Tanto faz.
​Jeong-in finalmente se levantou e limpou a poeira da roupa. Então, estendeu a mão para Madison.
​— Vamos. Se você continuar chorando, seu rosto vai inchar. Sua simetria pode acabar estragada.
​— …Tudo bem.
​Depois de hesitar por um bom tempo, Madison pegou a mão de Jeong-in e se levantou. Então, como se o constrangimento finalmente a tivesse alcançado, ela resmungou:
​— Vá na frente. Preciso retocar a maquiagem.
​Jeong-in assentiu, lembrando-se do motivo inicial de ter ido ao banheiro, e foi até a pia lavar as mãos. Justo quando estava prestes a abrir a porta para sair, a voz de Madison o deteve.
​— Ei.
​— Sim?
​— Quatro-olhos, qual é o seu nome?
​— Jay.
​— Sem sobrenome?
​— Lim. Jay Lim.
​— …Obrigada, Jay Lim.
​Soava muito melhor do que nerd, quatro-olhos ou rato de biblioteca. Jeong-in deu um leve aceno e saiu do banheiro.
​Lá fora, o aroma característico de fumaça das salsichas e o cheiro rico do tempero do bife chiando na grelha atingiram seu nariz. Era uma fragrância de festival, mas o apetite de Jeong-in havia desaparecido há muito tempo.
​Jeong-in era do tipo cujo apetite sumia quando se sentia preocupado ou perturbado. Sua mãe sempre dizia que era um mau hábito, como se estivesse se autopunindo.
​Ele não tinha certeza de que cara mostrar para Chase agora.
​Qual seria esse segredo? Ele acabara de pensar que eles poderiam ter um filho escondido, mas como Vivian ostentava sua cintura esguia o ano todo, isso devia ser riscado da lista.
​Jeong-in de repente soltou um “Ah” e parou de caminhar.
​Era por isso que ele não gostava de Chase no início. Porque sentia que Chase o transformava em uma pessoa mesquinha, que se permitia ter pensamentos indignos.
​Jeong-in mudou de ideia sobre ir para a área do churrasco, pegou sua mochila e a jogou no ombro.
​Enquanto passava pela piscina em direção à casa principal, Chase, que estava perto da churrasqueira, o avistou. Ele fez um gesto para que ele se aproximasse com um sorriso brilhante.
​Mas quando viu que Jeong-in estava com a mochila, a expressão de Chase endureceu. Ele se aproximou com um olhar desconfiado.
​— Jay?
​— Acho que já vou indo.
​O rosto de Chase se contorceu em surpresa e perplexidade.
​— Nós íamos jantar juntos, lembra? Você disse que ia apenas lavar as mãos.
​— Não estou com muita fome.
​— …
​Chase encarou Jeong-in intensamente, como se tentasse discernir suas verdadeiras intenções. Jeong-in desviou o olhar rapidamente. Sentia que, se olhasse para Chase agora, começaria a ter pensamentos desnecessários novamente. Poderia sentir vontade de descobrir qual era o segredo. E ele não suportava mais ser esse tipo de pessoa.
​Finalmente, lendo apenas uma rejeição firme no rosto de Jeong-in, Chase falou com uma expressão abatida.
​— Espere um momento. Eu te levo em casa.
​Justo então, Brian Cole apareceu atrás de Jeong-in. Vendo-o com a mochila, ele falou casualmente:
​— Você já vai? Se não tiver carro, eu posso te dar uma carona. Eu estava prestes a sair para buscar uma pessoa.
​Alguém por perto perguntou: “A Ava?”, mas Brian apenas sorriu sem responder. Devia ser alguma outra garota.
​Normalmente, ele nem consideraria entrar naquele carro. O banco do passageiro do Mustang de Brian Cole era famoso pelos muitos “eventos históricos” que haviam ocorrido ali. No entanto, aquele banco obviamente pouco higiênico representava agora a rota de fuga mais rápida para Jeong-in.
​— Você poderia mesmo?
​Jeong-in moveu-se rapidamente em direção a Brian Cole. Então, virou-se para se despedir de Chase.
​— Já que ele vai por aquele caminho de qualquer forma, vou com o Brian. Muito obrigado por hoje. Por favor, diga ao Darius para garantir que ele faça a lição de casa.
​— …
​Chase não disse nada. Apenas encarou Jeong-in em silêncio. No entanto, seu olhar parecia um tanto afiado, quase como um fuzilamento visual. Os lábios de Jeong-in tremeram enquanto ele forçava um sorriso em sua direção.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Othello&Belladonna

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Aviso: ※ Conversas em coreano são expressas usando 〈 〉, enquanto conversas em inglês e outros idiomas utilizam travessão —
Sinopse:
Lim Jeong-in é um nerd acostumado a ser tratado como se fosse invisível na selva do ensino médio. Ele participa de duas atividades de clube com seu melhor amigo, Justin Wong. Uma é o clube de matemática ‘Mathleet Society’, e a outra é o ‘Clube de Ódio ao Chase’.
— Longa vida ao Clube de Ódio ao Chase.
Escrever um ‘livro da vergonha’ que repete boatos sobre o maior galã da escola, Chase Prescott, era um dos pequenos prazeres dos dois nerds. No entanto, através de uma reviravolta inesperada, o caderno de Lim Jeong-in é descoberto por Chase.
Mas, em vez de ficar zangado, Chase demonstra interesse por Jeong-in.
— Você é realmente engraçado.
— O livro? Quando você vai devolvê-lo?
— Hmm. Quando você parar de me odiar?
Ironicamente, o relacionamento que começou com o livro da vergonha torna-se gradualmente especial e, à medida que Jeong-in descobre os lados ocultos de Chase, ele se vê cada vez mais atraído para o mundo dele.
[Então, você gosta um pouco mais de mim agora?]
A verdade é que você me cativou não apenas agora, mas muito antes. Desde o momento em que bati os olhos em você pela primeira vez.
Jeong-in entra em confusão ao encarar seus verdadeiros sentimentos, que ele deliberadamente ignorou e escondeu até agora. Amizade, estudos e uma paixão de longa data.
Nesse relacionamento instável com alguém que abala todo o seu mundo, será Jeong-in capaz de manter o seu lugar?
Nome alternativo: 7 7 Minutes In Heaven

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