Ler Roses And Champagne – Capítulo Side Story 01 – Parte 2 Online

❬ Side Story 01 – Parte 2 ❭
Quanto mais Won pensava nisso, mais derrotado se sentia. Transar com Caesar era como correr uma prova de obstáculos. Toda. Santa. Vez.
Mas… talvez fosse assim o sexo entre dois homens…? Won não tinha base para comparação; era possível que o que eles faziam fosse a norma.
Won ponderou esse pensamento por um minuto antes de rejeitar a ideia completamente. Ele era um homem perfeitamente saudável no auge de sua forma; se estivesse com outro homem, esperaria que eles fossem semelhantes a ele. Portanto, Caesar tinha que ser o atípico.
E Caesar era um demônio, sem dúvidas.
Won observou a cidade passar sem realmente vê-la, perdido em pensamentos e ignorando propositalmente o outro homem no carro. Caesar era sempre assim? Toda vez que fazia sexo? Toda, toda vez? Como seus parceiros anteriores lidavam com isso? Eles lidavam? A morte por penetração era um medo legítimo que Won precisava ter agora?!
Puta merda, ele deveria ter conseguido mais de dez dias. Mas como ele ia saber que Caesar apareceria galopando pela porta no minuto em que os dez dias acabassem?!
O carro virou. Levou um instante, mas finalmente registrou que a estrada em que estavam era familiar.
Alarmes começaram a soar na cabeça de Won – Chapéu novo – repito, temos um chapéu novo!
Chapéu velho desaparecido!
(Chapéu velho/Chapéu Novo = Ele quer enfatizar sobre uma mudança de rotina com Caesar, um local diferente)
Este não era o mesmo encontro de sempre. Won entendeu que não podia sair parecendo um mendigo, mas não estava preparado para Caesar mudar completamente o roteiro.
Impondo-se diante deles, crescendo a cada segundo, estava a mansão de Caesar.
O mordomo os encontrou na porta. — Boa tarde, senhor. O banho foi…
O pobre homem engasgou, percebendo que eles haviam passado direto por ele. — Foi preparado, como o senhor pediu! — chamou ele, apressando-se para alcançá-los.
Quando Caesar havia pedido este banho? Won não tinha ideia, mas ele não podia se importar muito quando seus pés mal tocavam o chão porque Caesar praticamente o estava arrastando pelos corredores.
Logo, eles chegaram ao que aparentemente era a porta certa, porque Caesar fez uma volta brusca de noventa graus e abriu a porta, revelando um banheiro enorme equipado com uma banheira igualmente grandiosa na outra extremidade do quarto.
— Se houver algo que o senhor precise — o mordomo ofegou atrás deles com um aceno de cabeça; então apressou-se para fechar a porta, deixando Won sozinho com Caesar e uma banheira fumegante de água.
Caesar não perdeu tempo em despir Won de seu casaco, como se não suportasse mais a visão dele mas ver Won ali parado apenas com seus chinelos maltrapilhos não pareceu melhorar as coisas.
— Você saiu assim? — A expressão no rosto de Caesar era quase engraçada, como se ele tivesse algo com um cheiro desagradável forçado sob seu nariz, mas sua voz gotejava malícia.
Won fechou os olhos e soltou um suspiro cansado. Houvera um momento fugaz de esperança, esperança de que ele pudesse tomar banho, relaxar e apenas respirar…
— Eu não sabia que haveria fila — explicou ele, cansado.
A testa de Caesar franziu. — Venha aqui, da próxima vez.
Estava quieto, mas Won podia ouvir o comando em sua voz. Não era um pedido.
A essa altura, ele já sabia que Caesar estaria postando capangas ao redor da pensão vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, apenas para informá-lo sobre o estado dos canos, mas Won optou por ignorar essa inevitabilidade por enquanto e aproveitar ao máximo os acessórios sofisticados de Caesar enquanto estivesse preso ali.
E este banheiro era muito bom. Mesmo para alguém tão ‘inculto’ quanto Won, esbarrar os cotovelos com seus vizinhos em um chuveiro comunitário não se comparava aos acessórios luxuosos e ao piso de mármore diante dele.
Acessórios luxuosos e piso de mármore que ele podia usar à vontade, sozinho. Ele não gostou particularmente da cadeia de eventos que o levaram até ali, mas ele não ia perder a chance agora que já estava no quarto e nu.
Primeiro as primeiras coisas, um banho. Tirando seus velhos chinelos, Won escorregou para o box. Ele foi rápido, mas levou algumas lavagens para que a bagunça rala em sua cabeça voltasse a parecer cabelo de verdade.
Finalmente, barbeado, esfregado e desengordurado, Won saiu do chuveiro sentindo-se muito melhor e pronto para um bom banho de imersão.
Ele só havia dado alguns passos, no entanto, quando parou, olhou para Caesar.
Piscou.
— O quê?
Os olhos de Caesar se voltaram para ele enquanto terminava de tirar a camisa. — O quê? — repetiu ele. — Eu estava sob a impressão de que você não se importava de tomar banho com outros homens.
Surpreso, Won precisou de um segundo para se recompor. Por onde ele sequer começaria a desmembrar aquela afirmação?
— Sim, mas não é porque eu quero. — Parte de seu aborrecimento transpareceu em sua voz. Ele gesticulou com o braço para enfatizar seu ponto. — Nós só temos um chuveiro comunitário; você provavelmente tem quinze banheiros só neste andar.
— Sim, mas eu quero usar este.
E, como se isso resolvesse as coisas, Caesar tirou sua cueca e reivindicou seu lugar na banheira, displicente como sempre.
˜De todas as banheiras, em todos os banheiros, em todo o mundo, ele tem que usar a minha. ˜
Não era realmente de Won, e ele sabia disso, mas deveria ter sido dele para usar na próxima hora, pelo menos! Não para compartilhar com outro adulto totalmente crescido e muito alto.
A banheira era espaçosa, sim, mas não era uma piscina.
Respirando fundo pelo nariz e soltando pela boca, Won se acalmou. Ele ia tomar um banho agradável, mesmo que tivesse que compartilhá-lo com Caesar.
Aproximando-se da banheira, mergulhou primeiro o dedão do pé, depois afundou o pé inteiro. Apenas aquele único pé na água já provocou um arrepio de prazer percorrendo seu corpo – e ser envolvido pela água quente e fumegante?
Êxtase absoluto. Soltou um suspiro satisfeito, recostou-se e deixou as pálpebras se fecharem, sentindo a água quente relaxar músculos tensionados e articulações doloridas.
Celestial.
Ele estava à beira do sono, adormecendo na água, quando uma mão envolveu seu tornozelo.
Seus olhos se arregalaram. — O que você está fazendo? — Sua voz estava rouca de exaustão, áspera e gutural.
— Tocando você — ronronou Caesar em resposta.
O som aveludado acariciou os ouvidos de Won enquanto os dedos elegantes de Caesar acariciavam sua pele. Won sentiu seu pênis se contrair de interesse e inchar contra sua barriga.
— Não, me solta — murmurou ele, irritado tanto com Caesar quanto com seu pau.
— Não? — questionou Caesar, sua mão agora no topo da panturrilha de Won. Ele massageou o polegar na cavidade sensível atrás do joelho de Won.
— Não — confirmou Won apesar de sua crescente ereção. — Não agora.
— Então quando?
Isso estava entrando em território perigoso. A voz de Caesar era baixa, sua expressão impassível, mas Won podia ver o descontentamento borbulhando sob a superfície e se preparou.
— Eu respeitei seus desejos; eu esperei — murmurou Caesar. Won acompanhou cada movimento dele, cauteloso.
— Dez dias. Eu não telefonei, nem fiz visitas, deixei você trabalhar apesar da agonia que crescia a cada hora que passava. Então, finalmente, nós nos reencontraríamos. Corri para o seu lado… Você sabe o que eu vi? — A boca de Caesar curvou-se num arremedo malévolo de um sorriso de escárnio. Não alcançou seus olhos. — Vá em frente, tente adivinhar.
Um arrepio de pavor percorreu a espinha de Won, mas ele se recusou a sucumbir à intimidação de Caesar.
— Eu já expliquei; os canos estavam congelados.
Um cinza penetrante o cortou como aço. Não era uma mentira; no entanto, assim como antes, ele se sentiu culpado; como se estivesse dando desculpas. Tinha que ser o olhar acusador nos olhos de Caesar.
Porque aquele olhar só serviu para lembrá-lo da verdade: ele estava evitando Caesar.
Won se sentiu mal com toda a situação, é claro; mas, mais do que isso, ele se sentiu um pouco responsável. Ele era quem estava tentando manter Caesar à distância. Nada disso teria acontecido se ele não tivesse feito isso. Se ele não tivesse se desculpado por dez dias, então Caesar nunca o teria visto esperando naquela fila.
Won não estava isento de culpa aqui.
— Não foi uma situação ótima — admitiu ele. — Ainda assim — Ele parou, imaginando se realmente ia se desculpar.
Ele não deveria, mas ele faria.
— Vou garantir que não tenhamos que ficar tanto tempo sem nos vermos novamente.
O apaziguamento passou despercebido, exceto por Caesar o observar, olhos ilegíveis, mão imóvel, até que os dedos começaram a deslizar pelos músculos lisos da coxa de Won, fazendo cócegas na pele, subindo, subindo, em direção ao centro de Won.
A mão parou. Won olhou entre a água e Caesar, testa franzida, considerando, mas sem fazer nenhum movimento para impedi-lo.
Os dedos avançaram mais uma vez, percorreram a dobra onde o corpo de Won encontrava sua coxa, amassaram músculos tensos. — Tenho um pedido — sussurrou Caesar.
— Algo que eu queria tentar há muito tempo.
O prazer dançando em suas veias sob o toque de Caesar, Won deixou a cabeça pender para trás, os olhos se fecharem e fez exatamente o que Caesar queria.
A lucidez irrompeu em seu sangue quando a percepção o atingiu: ele havia sido enredado, pego sem a menor ideia do que estava à espreita. Ingênuo. Tolo. Doía pensar que ele nunca aprenderia, nunca saberia melhor; mas, agora, não havia saída.
— Se você estiver disposto — acrescentou Caesar com o mesmo tom suave. — Já que faz tanto tempo. — E ele selou o destino de Won. Won não podia dizer não agora, sabia que não diria mesmo que pudesse.
Por mais cauteloso que Won tentasse ser, nunca durava muito com Caesar. Ele esquecia, era embalado em uma despreocupada facilidade por seu toque, suas palavras ou suas ações, deixado aberto para Caesar moldar como quisesse, como argila macia. Caesar não deixava de ser um mafioso quando estavam juntos, não importa o que Won pensasse, e Won não tinha chance contra um homem especializado em coerção e subterfúgio para conseguir o que queria.
E no final, Caesar sempre conseguia o que queria.
Sabendo que havia vencido, a mão de Caesar havia serpenteado ao redor do comprimento de Won antes que Won pudesse proferir uma palavra de protesto. Ele saboreou a maneira como Won soltou um gemido baixo com a sensação. A água fazia tudo parecer novo, os menores movimentos refletidos em redemoinhos de vapor e água, tornando cada toque magnifico e enviando ecos dele ondulando por cada centímetro do corpo de Won.
Won observou Caesar através de olhos semicerrados enquanto ele começava a bombear seu membro, devagar, cuidadoso, Won à plena ereção com ritmo constante.
Mudando de posição, Won apoiou o peso do corpo na borda enquanto abria bem as pernas, dando a Caesar melhor acesso enquanto ele trabalhava com seu toque hábil.
O pênis de Won respondeu rapidamente sob as carícias de Caesar, alternando entre golpes, duros e rápidos, e carícias, suaves e provocantes. Bochechas rosadas de desejo, a respiração de Won falhou, como se ele não conseguisse ar suficiente.
— Relaxe — murmurou Caesar.
Então Won cedeu. Com a mente embaçada de desejo, seu corpo afundou na entrega total. A tensão que o mantinha rígido se dissolveu enquanto ele flutuava na superfície, com a água acariciando as curvas de seus quadris definidos e cintura estreita.
Seus olhos se fecharam e…
— Ohh.
Caesar havia abaixado a cabeça e envolvido a ponta do pênis de Won no calor úmido de sua boca. A sensação inebriante quase fez Won afundar novamente na água enquanto seus músculos se contraíam, mas ele foi mantido à tona pela mão de Caesar, como uma boia firme em sua cintura. Caesar passou o polegar sobre seu abdomen, e Won acreditou que estava seguro até que Caesar respirou e o engoliu até a base.
Won não pôde evitar então: com um suspiro trêmulo, ele jogou a cabeça para trás, submergindo-se até os ombros.
Bolhas obscureceram sua visão quando ele abriu os olhos, mas ele sentiu a mão de Caesar deslizar para baixo, sentiu os longos dedos cavarem na carne de suas nádegas. Sem o apoio, sua metade superior afundou mais e ele não pôde fazer nada além de se ver ser devorado.
o vulto desfocado dos cabelos loiro-brancos de Caesar movia-se em ritmo constante ao longo do membro de Won em um subir e descer rítmico, lábios abraçando seu comprimento enquanto Caesar o sugava, língua girando ao redor da glande e do freio enquanto ele recuava apenas para envolvê-lo novamente em sua boca.
A visão de seu pênis desaparecendo na boca de Caesar enviou faíscas de prazer percorrendo a pele de Won, e ele arqueou os quadris quando eles convergiram na base de sua coluna porque ele podia sentir quando estava no fundo da boca de Caesar, a tensão quando ele era pressionado na coluna de sua garganta. Era demais; ele teria desabado se não fosse pela firmeza de Caesar sobre ele.
Mas então os dedos de Caesar penetraram mais fundo, ambas as mãos agora agarrando Won, afastando suas nádegas para alcançar o centro macio, testando sua elasticidade com a ponta de um dedo, e Won já não conseguia prender mais o ar, sua cabeça leve e peito ardendo de desejo enquanto lutava por oxigênio.
Ele estendeu um braço e irrompeu pela superfície assim que Caesar saiu de seu comprimento, abriu-o bem e empalou o buraco esperançoso de Won em uma única estocada.
— Ngh!
Impulsionado e ofegante, Won tossiu e lançou os braços ao redor dos ombros de Caesar, tentando recuperar o fôlego. Parecia impossível quando estava tão preenchido. O membro de Caesar tão grande e pesado, cravado fundo dentro dele; Won tinha certeza de que iria explodir.
Caesar esperou enquanto a respiração de Won se acalmava, dando-lhe alguns instantes para se ajustar à intrusão antes de envolver sua cintura com um braço e recuar, buscando a borda da banheira com a mão livre.
Uma vez acomodado, Caesar relaxou e começou a flutuar. Conectados como estavam, Won ficou montado sobre ele acima da água. Ele lutou para manter o equilíbrio, tentando mover-se o mínimo possível após quase tombar.
Involuntariamente, seus olhos baixaram para o espaço entre eles, e sua mente vacilou ao ver o espetáculo que fazia: pernas abertas de forma obscena, seu próprio membro pulsando e escorrendo lubrificante da cabeça inchada e vermelha de excitação, brilhante com a saliva de Caesar.
Um choque percorreu seu corpo. Fora d’água, naquela posição, estava tão exposto. Não queria ver, não queria que ninguém visse. Havia algo nisso que o deixava atordoado; nunca sentira vergonha daquele jeito antes, e seu primeiro instinto foi encolher-se e esconder-se.
A mão de Caesar em seu membro interrompeu sua fuga, e uma investida brusca de baixo impediu que ele caísse de lado.
Com Caesar enfiado tão fundo dentro dele, Won duvidava que ele entendesse como se sentia, encarando sua própria ereção. Também não acreditava que Caesar soubesse o quão humilhado se sentia por ser tocado daquela maneira. Nem sequer achava que conseguiria explicar.
Com o rosto ardendo de vergonha, Won mal percebeu quando Caesar começou a mover os quadris sob ele. Teve que agarrar a banheira para não perder o equilíbrio.
As investidas foram lentas no início, calculadas, como se Caesar quisesse prolongar o momento. Won cerrou os olhos, tentando esquecer seu constrangimento enquanto Caesar o movia. Mas tudo estava tão intenso, a espessura que o esticava, a mão deslizando em seu membro, tudo hiper-real e vívido, ancorando-o à realidade em vez de libertá-lo para se perder na sensação.
Não conseguia se livrar da autoconsciência. Cada empurrão do membro de Caesar, cada bombeio de sua mão ecoavam amplificados em sua mente. Quão depravado ele era. Como deveria parecer, se alguém o visse? O que Caesar deveria pensar dele, tão devasso e carente?
Caesar acertou algo dentro dele que fez Won enrijecer, manchas luminosas dançando atrás de suas pálpebras enquanto se contraía ao redor do membro que o preenchia. Podia ouvir a respiração ofegante de Caesar enquanto seu canal se apertava e o ordenhava através do clímax.
— Mais uma — Caesar murmurou, e Won engasgou quando ele começou a empurrar novamente, mais forte, mais grosso que antes, a abertura impossivelmente grande. Caesar devia estar reorganizando-o por dentro para caber, distendendo e recolocando cada pedaço dele para encaixar. Tornando-o perfeito. Cada empurrão e arrasto para dentro e para fora acertava aquele ponto na parede frontal de Won, repetidamente até ele ficar sem fôlego de prazer.
Os movimentos agora eram mais fortes, cada embate poderoso dos quadris de Caesar fazia a água transbordar da banheira; Won não podia fazer nada além de se agarrar, seus nós dos dedos ficando brancos enquanto Caesar o empalava.
Caesar via que Won estava se esforçando, com medo de tombar. Mas ele estava lá, olhos fixos em seu “pequeno advogado”, tão perfeito acima dele. Não importava como o usasse, nunca deixaria Won cair.
A água ondulava ao redor, cada investida do pau de Caesar indo mais e mais fundo. Sons escapavam dos lábios de Won, gemidos e suspiros arrancados da parte mais secreta dele pela espessura tocando um lugar que ninguém mais alcançava.
Os sons ecoavam, batiam nas paredes e reverberavam pelos azulejos. O pau de Won pingava água, a cabeça manchada por sua excitação e fios de seu gozo.
Exausto e completamente fodido, Won ficou mole. Sentiu os braços de Caesar descerem para suas coxas, e permitiu que ele o reposicionasse até que suas pernas estivessem firmemente enroladas no torso de Caesar, presas pelos tornozelos.
Então Caesar começou a se mover.
Won gritou, Caesar penetrando-o em um ritmo incrível. Ele pouco podia fazer além de aceitar, Caesar batendo forte dentro dele, preenchendo-o completamente, repetidas vezes. O impacto das bolas de Caesar, pesadas de porra, contra a bunda de Won era quase abafado pela violência da água sendo deslocada. Não havia como acompanhar ou reciprocar assim; Won se deixou levar.
Os sulcos definidos do abdômen de Caesar criavam uma fricção gloriosa onde seus corpos se pressionavam. De olhos fechados, Won se deleitava na sensação. Estava tão duro, tão cheio.
Caesar puxou-o para perto, esmagou seus corpos com força suficiente para deixar hematomas, moveu Won como um boneco. Seu escroto agora também estava preso entre eles, e a pressão em seu saco fez suas bolas se contraírem e ficarem tensas.
Finalmente encontrou seu ritmo, esfregando seu saco e pau contra o torso muscular de Caesar, vazando pré-gozo, a fricção, o calor e a pressão fazendo seu pau tensionar e contrair.
Won gozou forte, jorros brancos pintando ambos os corpos, disparando na água, pelo chão de mármore. Ele agarrou os ombros de Caesar, cravando as unhas no músculo enquanto seu corpo se contorcia e ele gritava ao se esvaziar.
Ofegante, Caesar balbuciou e xingou, fodendo Won com tanta força que ele mal conseguia se segurar.
Quando o sêmen espalhado em seus torsos começou a esfriar, a voz de Caesar quebrou. Com um grande grito, ele enfiou Won até o fim em seu pau e o encheu completamente.
A banheira estava menos da metade cheia no final. Ofegante e corado, Won deixou sua cabeça cair no ombro de Caesar, sua respiração ofegante alta em seu ouvido.
Geralmente, seria hora de sentir aquela satisfação profunda e a tranquilidade exausta do afterglow, mas Won estava muito dentro de sua própria cabeça para realmente aproveitar. Após uma breve jornada pela névoa pós-orgasmo, ele voltou a si, sua pele um tamanho pequeno demais, muito consciente do peso do pau de Caesar e de todo o sêmen agitando em sua barriga.
— Cedo demais para desistir, pequeno advogado. Estamos apenas começando.
O calor do hálito de Caesar contra os redemoinhos de vapor e ar frio o fez tremer; e alguma parte atávica dele gritava para escapar, para fugir — mas já era tarde demais. Antes que Won pudesse pensar em se mexer, Caesar saía da banheira, e ele não pôde fazer nada além de se agarrar aos ombros de Caesar enquanto pendia de seu pau.
Esticando o pescoço, Won rezou para avistar uma toalheira ou pias com escovas de dente no caminho…
Claro que era uma porta.
— Me poe no chão! — Contorcendo-se, Won fez uma última tentativa de se libertar, mas Caesar envolveu suas coxas com as mãos, contendo-o completamente.
Sem para onde ir, preso no aperto de vício de Caesar, Won tinha certeza que enlouqueceria.
Cada passo de Caesar o chacoalhava, fazia sua ereção entrar e sair em pequenos movimentos, acertando algo profundo dentro dele no ângulo perfeito. Levando-o cada vez mais perto da loucura.
Ele perderia a maldita cabeça, e tudo por causa do pau gigante de Caesar.
Ele simplesmente não entendia como seu corpo ainda podia traí-lo assim, mesmo depois de tanto tempo. Sabia que diziam que os paus dos homens tinham mente própria, mas esperava que o seu, pelo menos, estivesse um pouco em sintonia com seus sentimentos. Mas lá estava ele, seu traidor semiereto enquanto Caesar exercia uma deliciosa pressão em sua próstata, alegremente ignorando seu mau humor.
A excitação acontecia. Era natural. Subconsciente. Nem sempre podia ser controlada – ele entendia. Isso não o impedia de querer arrancar os cabelos.
Atrás dele, ouviu o rangido da porta se abrindo; e eis que um quarto se revelava em ordem inversa.
Caesar o deitou no colchão e olhou para ele com sua habitual impassividade, todo esse tempo enfiado até as bolas no buraco sensível de Won.
— Pronto? — Ele murmurou, inclinando a cabeça.
Won franziu o nariz, mas antes que pudesse protestar, Caesar mergulhou e capturou seus lábios em um beijo ardente.
✦ ✦ ✦
Won levou um segundo para perceber que estava acordado, a mente lenta de exaustão.
O céu estava… dourado?
Pôr do sol? Talvez.
Won lembrava do sol nascendo — e não muito depois disso.
Então — provavelmente pôr do sol.
O nascer do sol ainda era uma possibilidade distinta, no entanto. Não que importasse muito; ele não iria a lugar algum sem a permissão de Caesar, o peso do braço de Caesar sobre sua cintura um lembrete de seu cativeiro. Resignado, Won suspirou e se acomodou novamente para dormir um pouco mais enquanto podia.
— Você está acordado.
O murmúrio, a poucos centímetros de seu ouvido, o lançou imediatamente em modo de luta ou fuga, como se tivesse escapado de um louco homicida apenas para esbarrar diretamente em seus braços na esquina seguinte.
— Espera—não—eu não consigo—
Ele tentou se debater, colocar o máximo de distância possível entre eles, desesperado por um mínimo de alívio, mas sua garganta estava tão seca que caiu em um acesso de tosse.
Caesar clicou a língua e pegou água para ele na mesa de cabeceira. Won engoliu o copo inteiro e o devolveu. Sentiu a cama ceder quando Caesar deitou novamente atrás dele.
— Shh, respire.
Caesar se envolveu ao seu redor, envolvendo-o em firmeza e calor. Won percebeu que estava tremendo.
— Chega por hoje.
Por mais que quisesse acreditar nisso, Won duvidava muito que fosse verdade. Mesmo agora, o volume pesado de Caesar pressionava insistentemente suas costas. Ainda assim, Caesar não fez nenhum movimento para penetrá-lo, nem tentou nada com os dedos. A única coisa que fez, na verdade, foi puxar Won para mais perto, suas costas coladas ao peito de Caesar.
Um suspiro sonolento agitou seus cabelos.
— Você é mais frágil do que parece.
Won piscou.
— O quê…?
Nunca na vida alguém o chamara de frágil. Havia golpe pior para o ego de um homem do que ser chamado de fraco? Won se orgulhava de ser resistente e confiável. Aquilo devia ser alguma tentativa horrível de humor.
Mas, quando olhou para Caesar, a expressão em seu rosto era de absoluta sinceridade. Ele estudou Caesar por um momento, mas não encontrou nenhum sinal de malícia ou frivolidade em seu comportamento.
— Por que você diz isso? — Won perguntou, finalmente, optando por um tom diplomático em vez de acusatório, já que o comentário parecia genuíno. Ele estava cansado demais para revidar, e Caesar, nesse caso, não parecia estar zombando dele.
— Espero que mulheres desmaiem durante o sexo. Mas você é um homem.
Ele esperava que mulheres perdessem a consciência durante o sexo? Won precisou de um momento para processar aquilo.
— Ok…? — ele instigou, quando Caesar não elaborou mais.
— Você é um homem, mas desmaia como uma mulher — Caesar respondeu, como se estivesse dando uma palestra sobre como a Terra é redonda. — Portanto, você é frágil.
Bem, aquilo foi um tapa na cara. Caesar nunca falhava em deixá-lo sem palavras, não importava quanto tempo se conhecessem. Era um feito, considerando a profissão de Won, mas ele não ia aceitar esse tipo de difamação deitado. Figurativamente, pelo menos. Ele não tinha força para levantar-se fisicamente, sabia.
— Certo. Então, como homem, você está me dizendo que nunca gozou tão forte a ponto de esquecer onde estava ou o que estava fazendo?
— Não — Caesar respondeu com um sorriso de pena. — Nunca.
Ele pegou o rosto de Won, passou o polegar por sua maçã do rosto. O gesto era suave, até terno, mas só serviu para alimentar a irritação de Won. Então Caesar nunca, nem uma vez, considerou que talvez, possivelmente, ele quem fosse o estranho? Que quem sabe, e Won sabia que isso era forçar, ele poderia ser o que tinha um problema? Não? Claramente Won é que não era homem o suficiente?!
— Isso nunca aconteceu com outros homens? — Won exigiu, com os dentes cerrados.
Caesar pressionou o polegar no queixo dele para fazê-lo relaxar a mandíbula.
— Eu não sou gay.
Ah, tá bom então!
Won estava furioso. Claro que Caesar não era gay. Que conveniente da porra ele não ter ninguém para comparar com Won! Se fosse gay, Caesar teria montes e montes de homens que ele fodeu até a exaustão! Homens inconscientes até dizer chega!
Mas ah não, isso seria fácil demais. Se Caesar fosse gay ou bi ou qualquer outra coisa, ele não teria desculpas; saberia que a culpa era dele. Ele teria que admitir.
Won já conseguia vê-lo sendo um babaca pretensioso de qualquer maneira. ˜Ah sim, minhas sinceras desculpas, caro amigo. Não, está tudo bem, estou irrevogavelmente excitado, entende? Sim, uma tragédia horrível, realmente posso foder por eras e eras e nunca gozar. Os médicos chamaram de um mistério da ciência. Não é você, velho amigo, não se preocupe.˜
Won bufou. Caesar não tinha dormido com outros homens; portanto, não tinha remorso ou vergonha por sua “condição”; logo, tudo isso era culpa de Won.
Com um gemido irritado, Won se jogou de volta na cama, de costas para Caesar.
O braço de Caesar o puxou de volta contra seu peito, bem na hora em que sua parte inferior dolorida latejou. Era tudo o que ele podia fazer para não desmaiar. Mas ele não iria – não depois que Caesar o chamou de frágil. Agora era uma questão de orgulho.
Enquanto ficava deitado, Won voltou ao que Caesar havia revelado antes daquele último comentário. Então ele nunca tinha experimentado um orgasmo de verdade? Won supôs que isso poderia explicar, em parte, a ereção interminável de Caesar… mas sentiu que isso criava mais perguntas do que respostas. Que tipo de pessoa conseguia manter aquele nível de intensidade por dias e dias? Por que Won tinha que ser o receptor da resistência sobrenatural de Caesar? Não havia nada que ele pudesse fazer para tornar Caesar menos concupiscente?? Ele só tinha que aguentar até se acostumar ou-…
Won empalideceu. Eram essas suas duas opções? Aprender a gostar ou morrer tentando?
Seu peito apertou, como se espinhos tivessem perfurado sua pele para cutucar seu coração.
Cada parte dele estava tensa, a dor latejante em suas costas ardendo, mas ele se agarrou à consciência porque se recusava a dar a Caesar o prazer de vê-lo cair.
— Você vai começar a malhar — Caesar murmurou em seus cabelos. — Vou arrumar um personal trainer para você.
Won ficou rígido nos braços de Caesar. Sentiu os lábios de Caesar se curvarem em um sorriso.
— Assim você vai aguentar um pouco mais.
Won empalideceu. Isso era demais, e ele queria dizer mandar Caesar ir dormir com outras pessoas se estava tão desesperado assim. Won não devia ter que fazer tudo isso.
As palavras se formaram em sua garganta, subiram pela língua, afiadas e cortantes; queimaram em sua boca, chegaram até a ponta da língua, logo atrás dos dentes—
— Não se preocupe, pequeno advogado, não há mais ninguém. Eu posso esperar. — A declaração poderia ter sido reconfortante, se não fosse pelo que veio depois. — Por enquanto.
Arrepios cobriram a pele de Won. Caesar inclinou a cabeça e deixou um beijo suave em seu ombro. Mais leve que o bater das asas de uma borboleta.
Won sentiu sua consciência escorregando. Desta vez, ele deixou a escuridão levá-lo enquanto o sol ascendia no céu, os raios dourados do amanhecer dando as boas-vindas ao dia.
Fim Side Story 1
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler Roses and Champagne Yaoi Mangá Online
Ler o Manhwa Roses and Champagne Completo em Português Grátis Em um mundo de alto risco, Lee Won, um advogado lutando para sobreviver, se vê enredado em uma teia de intriga e perigo. Quando ele cruza o caminho de Caesar, um formidável chefe da máfia, descobre uma conexão oculta entre o Conselheiro Municipal Zdanov e o crime organizado. À medida que Lee Won se aprofunda no caso, desvenda uma conspiração sinistra que ameaça despedaçar o frágil equilíbrio da cidade. Preso entre a lei e o submundo, ele deve navegar por um jogo mortal de poder, decepção e desejos proibidos. A cada passo, o mundo de Lee Won se entrelaça com o de Caesar, enquanto ambos enfrentam seus próprios motivos ocultos e tentações proibidas. Em meio a noites regadas a champanhe e o aroma de rosas em flor, uma atração perigosa surge entre eles. À medida que os riscos aumentam e o perigo se intensifica, Lee Won deve escolher entre seus princípios e o fascínio do proibido. Em um mundo onde lealdade e traição se confrontam, ele precisa encontrar uma maneira de expor a verdade e proteger a si mesmo e aqueles que ama. Nesta envolvente história de amor, traição e a intoxicante luta pelo poder, Roses and Champagne explora a intricada dança entre desejo, dever e a frágil linha entre o bem e o mal.
Nome alternativo: Rosas Y Champagne Rosas E Champanhe Roses