Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 117 Online

Modo Claro

Um fraco miado ecoou pelo beco enquanto Diego acariciava suavemente a cabeça do gato com suas mãos grandes. O gatinho ergueu o rabo e esfregou-se na perna de Diego.

— Este aqui é o gato chefe da Rua Venu. Olha só o tamanho das patas e a cabeça — enormes, não são?

Diego se gabava como se o gato fosse seu, apontando orgulhosamente seus traços avantajados. Lotan, que estava por perto fumando, comentou de forma seca, em seu tom monótono: 

— Fofo.

Enquanto Diego continuava fazendo carinho no gato, que havia se virado de barriga para cima diante dele, logo se viu coberto de pêlos.

— Ah, droga.

Percebendo que não podia aparecer diante de Eileen parecendo uma bola de pêlos, Diego se arrependeu do entusiasmo e começou a retirar meticulosamente os pêlos grudados em seu uniforme.

Os cavaleiros, com suas aparências marcantes, eram difíceis de passar despercebidos mesmo quando não estavam fazendo nada. Para não chamar muita atenção, foi decidido que Senon ficaria na fila sozinho para comprar o medicamento.

Lotan e Diego planejavam se juntar a Eileen, mas por enquanto estavam de prontidão, aguardando o sinal de Michelle. Poderia ser necessária mais ação depois de confirmar quem estava seguindo a Arquiduquesa Erzet.

O que Eileen não sabia era que Traon vinha enfrentando várias ameaças. Após a bem-sucedida conquista de Kalpen por Cesare, os países vizinhos o parabenizaram publicamente, mas em particular temiam as implicações. Eles não sabiam ao certo onde a espada do Império Traon poderia atacar em seguida.

Enquanto Cesare se concentrava em eliminar os nobres de Traon um por um, esses países vizinhos enviavam espiões para o império, causando intermináveis problemas à família Erzet. Ele até mesmo enfrentava dificuldades para contratar novos funcionários devido à situação tensa.

Naturalmente, Eileen e Cesare também eram alvos de diversos perseguidores, a maioria resolvida pelos cavaleiros. Ainda assim, incidentes ocasionais como o de hoje aconteciam.

— Lotan. Minhas costas.

Diego virou-se para Lotan, mostrando-lhe as costas. Lotan, com o cigarro entre os lábios, removeu habilmente os pêlos do uniforme dele. Diego, agora segurando seu próprio cigarro, resmungou:

— Se aqueles bastardos nobres tivessem disparado um único tiro na guerra, teríamos metade dos espiões.

Isso o enfurecia — ver os nobres se afundarem em dinheiro, mulheres e poder enquanto cooperavam com o inimigo em vez de ajudar.

Durante a campanha de Kalpen, o Exército Imperial de Traon nem sequer recebeu suprimentos adequados. Tudo por causa da interferência dos nobres, que se recusavam a gastar dinheiro com soldados que consideravam condenados e daqueles que trabalhavam como espiões para Kalpen. Ninguém queria apoiar o exército imperial.

Cesare financiou pessoalmente a campanha, mas mesmo assim as rotas de suprimento estavam tão comprometidas que levar materiais ao campo de batalha era quase impossível. Apenas quando a vitória já estava praticamente garantida é que os nobres começaram discretamente a enviar suprimentos.

Até então, o exército imperial sobrevivera puramente pela fé em Cesare e em seu patriotismo.

— Bastardos, todos eles — murmurou Lotan antes de cair em silêncio novamente. Diego deu uma tragada e então falou de repente:

— Não falta muito. Iremos todos juntos desta vez? Com a senhora Eileen?

— A Senhora Eileen está ocupada. Não há necessidade de incomodá-la. Posso ir sozinho.

— Nós também queremos ir.

Diego deu de ombros, mencionando que Eileen já havia insinuado que gostaria de se juntar a eles, Lotan permaneceu fumando em silêncio.

Recostado na parede do beco, Diego virou-se ligeiramente para encarar Lotan, soprando fumaça no ar. Riu ao ver o rosto marcado por cicatrizes e parcialmente coberto por queimaduras de Lotan se contorcer em resposta.

— É só uma desculpa para nos reunirmos, sabe? Pelo aniversário. A Senhora Eileen, e nós também.

Lotan permaneceu calado, mas não negou. Confiante de que todos estariam juntos no dia, Diego tomou a decisão sem esperar confirmação. Lotan assentiu em silêncio, aceitando o plano implícito.

— Ha, ha, que droga… merda…

Michelle irrompeu no beco quase se arrastando, ofegante, misturando palavrões a cada respiração. Seu rosto estava pálido e encharcado de suor.

Antes que Lotan e Diego pudessem perguntar o que acontecera, instintivamente sacaram as armas, carregando-as com rapidez e eficiência. Michelle gesticulou freneticamente para que parassem.

— Não… guardem as armas… merda, não…

Mal conseguindo falar entre suspiros, conseguiu forçar algumas palavras:

— Era… o Imperador…

Ao ouvir aquele nome inesperado, os olhos de Diego e Lotan se arregalaram. Michelle explicou apressadamente seu encontro com Leone.

No início, ela estava certa de que estavam simplesmente seguindo Eileen. Seu plano era confrontá-los, entregá-los aos soldados e depois aproveitar seu tempo com Eileen.

Mas o que aparecera diante dela era ninguém menos que o Imperador de Traon, Leone, acompanhado por seus guardas pessoais. Ele a cumprimentou com um sorriso irônico e disse:

“Eu agradeceria se pudesse manter isso em segredo por enquanto.”

O tom era gentil, mas era inconfundivelmente uma ordem. Michelle congelou no lugar e respondeu instintivamente:

“Isso… é impossível.”

Só depois de falar é que percebeu que acabara de recusar uma ordem direta do Imperador. Em pânico, ela rapidamente tentou se explicar:

“O-o relatório provavelmente já foi enviado… e Sua Graça, o Arquiduque…”

“Ah, entendo. Mesmo eu sendo o Imperador, é claro que você priorizaria Cesare. Compreendo perfeitamente.”

Leone suspirou levemente e a liberou. Confusa sobre o motivo de o Imperador estar seguindo a Arquiduquesa, ela correu imediatamente até os companheiros.

— Precisamos buscar o Senon — disse Lotan decididamente após ouvir a história, emitindo ordens rápidas a Diego e Michelle. — Vocês dois, voltem imediatamente para perto da Arquiduquesa.

Michelle desaparecera de repente, deixando Eileen com os soldados, que tentavam manter uma atmosfera alegre e descontraída.

No início, os soldados ficaram em posição de sentido, tensos e silenciosos demais para dizer qualquer coisa. Eileen, sentindo-se estranha, ficava ajustando os óculos, sem saber como quebrar o gelo. Aqueles não eram soldados com quem ela estivesse familiarizada, então iniciar um diálogo parecia assustador. No entanto, permanecer em silêncio parecia rude, então finalmente se forçou a falar.

— Hum, obrigada por virem até a farmácia…

Assim que abriu a boca, os soldados arregalaram os olhos em uníssono.

— Por favor, fale conosco livremente!

A exclamação alta chamou atenção de quem estava por perto, e, sentindo-se envergonhada, Eileen ajustou o tom.

— Ah, hum, obrigada… por virem comprar o remédio…

Embora suas palavras fossem tímidas e hesitantes, sua expressão sincera fez os soldados corarem, cada um segurando um saco de papel com o medicamento. Vendo suas reações envergonhadas, Eileen não pôde deixar de corar também, e por um momento, ficaram todos parados desajeitadamente, corando juntos.

Eventualmente, foram os soldados que falaram primeiro. Um jovem, parecendo envergonhado, virou-se para Eileen e disse: 

— Estamos esperando desde que soubemos do novo medicamento que a senhora estava desenvolvendo, Vossa Graça.

Eileen ficou curiosa. Eles não pareciam particularmente interessados em medicina, nem tinham ligação direta com ela. Perguntou-se por que estavam tão ansiosos para comprar, ainda mais esperando na fila. Percebendo sua curiosidade, os soldados revelaram hesitantes:

— Bem… dentro do Exército Imperial, Vossa Graça é considerada um símbolo de boa sorte. Então alguns de nós compraram o remédio como uma espécie de amuleto.

— Um símbolo de boa sorte?

Era novidade para Eileen. Apesar de anos convivendo com soldados, nunca ouvira algo assim. Queria perguntar mais, intrigada sobre como passara a ser vista dessa forma, mas antes que pudesse, Diego e Michelle surgiram de repente.

Ambos os cavaleiros estavam ligeiramente ofegantes, como se tivessem corrido para chegar até ela. Suas expressões sérias criaram uma atmosfera tensa atrás de Eileen. Enquanto ainda processava a mudança de clima, um homem com um manto preto se aproximou lentamente.

Os olhos de Eileen se arregalaram ao reconhecê-lo. O homem inclinou o capuz o suficiente para revelar o rosto.

— Vossa Majestade…?

A voz de Eileen saiu em choque, e Leone, o Imperador, sorriu sutilmente, levando um dedo aos lábios para sinalizar que ela permanecesse quieta. Diante dela, ele a observou por um momento sem falar.

— Tem um momento? — ele finalmente perguntou.

Surpresa com a aparição repentina, Eileen conseguiu responder com um trêmulo – Sim. Leone estendeu a mão, e, quando ela a segurou, ele a conduziu suavemente para longe, falando em voz baixa:

— Você já ouviu Cesare mencionar a mãe dele?

Eileen não compreendeu de imediato. Percebendo a confusão em seus olhos, Leone reformulou:

— Quero dizer, a nossa mãe.

A clareza das palavras trouxe uma nova onda de surpresa a Eileen.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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