Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 116 Online
As duas se encararam por um instante, o choque estampado no rosto de Eileen. Ela sabia bem que Michelle era de temperamento explosivo.
Normalmente, Michelle mantinha uma postura educada perto de Eileen, falando baixo e usando uma linguagem formal. Mas agora, pela primeira vez, Eileen via Michelle se comportando como uma delinquente de rua.
Eileen ficou boquiaberta, sem saber como reagir. Michelle, que havia se esforçado tanto para manter sua fachada composta diante de Eileen, de repente se sentiu exposta. Ela lançou um olhar fulminante para Senon, que estava ao lado de Eileen, xingando-o silenciosamente com os olhos.
Senon tentou cobrir a boca com a mão, tentando abafar o riso. Lotan e Diego, finalmente entendendo a situação, morderam os lábios para segurar a própria diversão.
Enquanto todos lutavam contra o riso, Michelle, como um soldadinho de brinquedo com defeito, aproximou-se desajeitadamente de Eileen.
— Ah, Senhora, quer dizer… que coincidência encontrar a senhora aqui. Mas que… coincidência.
Michelle suava frio de nervoso. Eileen, ainda em choque, finalmente encontrou sua voz.
— Michelle…
— A-Aquilo… aquilo foi só um susto! Foi um erro, juro! A senhora sabe como é quando alguém leva um susto… uns palavrões simplesmente escapam, não é?
Então Michelle repentinamente deu uma cotovelada no lado de Senon.
— Irmão! Se você ia trazer a Senhora, podia ter me avisado!
Senon, confuso por ser chamado de “irmão”, gemeu de dor e se agachou, segurando o lado do corpo como se tivesse sido perfurado.
Ignorando o teatro de Senon, Michelle rapidamente voltou sua atenção para Eileen, fazendo uma expressão suplicante que lembrava um gatinho abandonado. Ela se curvou para ficar na altura do olhar de Eileen.
— Eu não sou assim normalmente. Hoje, eu só estava preocupada e chateada por não ter conseguido comprar o remédio.
Como um gatinho dando leves patadinhas, Michelle puxou de leve a manga de Eileen, avaliando sua reação. Enquanto isso, Lotan e Diego, tendo finalmente conseguido controlar o riso, se aproximaram para cumprimentá-la.
— Vossa Graça, a senhora chegou!
— É uma verdadeira honra testemunhar a criação do seu novo medicamento — disse Lotan, fazendo uma reverência respeitosa enquanto Diego entrava na fila.
— Eu estava planejando esperar quietinho e comprar só um frasco como lembrança. Só um.
Ao comentário de Diego, os olhos de Michelle se arregalaram de incredulidade enquanto ela o encarava.
— Você está tentando me fazer parecer a única idiota aqui?
Sem conseguir conter a frustração, Michelle disparou a frase e logo percebeu o erro, cobrindo a boca.
— Ah, que vergonha. Por favor, esqueça que eu disse isso, Senhora…
Ela mais uma vez vestiu seus olhos de gatinho pidão, mas Eileen já tinha percebido tudo. Com os olhos arregalados, Eileen soltou uma risadinha.
Inicialmente chocada, agora achava os esforços sinceros de Michelle para impressioná-la adoráveis. Eileen não tinha medo de Michelle; sabia que ela não era realmente uma figura ameaçadora.
Ao ver Eileen sorrir, Michelle relaxou visivelmente, como se tivesse escapado por pouco de uma situação perigosa. Com confiança renovada, se gabou, claramente satisfeita por Eileen favorecê-la no fim das contas.
— Devíamos ir para outro lugar.
Lotan deu um passo à frente, posicionando-se para bloquear Eileen da vista. Foi então que Eileen percebeu que a atenção da multidão havia se voltado para elas.
Os soldados já tinham reconhecido a identidade de Eileen, mas não se aproximaram, respeitando a presença dos cavaleiros. Enquanto isso, as pessoas na fila espreitavam curiosamente a confusão.
Eileen ajustou os óculos que não usava há um tempo. Os cavaleiros, altos e imponentes, atraíam atenção onde quer que fossem. Mesmo que Eileen conseguisse se misturar à multidão sozinha, passar despercebida seria impossível com eles ao lado.
Seguindo a sugestão de Lotan, os cavaleiros decidiram que apenas um deles escoltaria Eileen enquanto os outros permaneceriam na fila.
— Vocês não precisam ficar na fila; posso dar o remédio como presente.
— Não. É importante para nós compramos; isso torna tudo mais significativo e memorável.
Michelle, cheia de determinação, agarrou-se firmemente a Eileen enquanto falava:
— Então, vocês entenderam, certo, irmãos? Precisam comprar o meu também.
— Não era pra tirar na sorte? — protestou Diego, mas Michelle curvou seu corpo alto e fingiu se esconder atrás de Eileen.
— Eu preciso ganhar pontos com a Senhora hoje, então relevem. Ou você pode ir lá e xingar na frente dela como um babaca também.
A lógica dela era irrefutável, não deixando espaço para discussão. No fim, ficou decidido que Michelle escoltaria Eileen. Sorrindo abertamente, ela conduziu Eileen para longe, deixando os cavaleiros na fila.
— Vamos sair daqui primeiro.
Enquanto Michele a guiava, Eileen olhou para trás várias vezes, ainda incapaz de acreditar na fila de pessoas esperando para comprar o medicamento que ela havia feito. Era uma cena que jamais teria imaginado quando preparava seus remédios em um pequeno quarto no segundo andar da estalagem.
Eileen beliscou levemente o braço para confirmar se era real, só para ser pega no flagra por Michelle, que sorriu como se achasse aquilo extremamente fofo.
— Senhora, eu sempre soube que um dia como este chegaria.
Enquanto tudo ainda parecia um sonho para Eileen, Michelle agia como se aquele momento fosse apenas natural.
Conforme se afastavam da farmácia lotada para uma área mais quieta, pequenos grupos de pessoas que tinham comprado o remédio se reuniam, segurando seus sacos de papel e conversando. Entre eles estavam alguns soldados, que imediatamente saudaram Michelle ao vê-la. Com um grande sorriso, ela retribuiu a saudação.
— Ah, sim, vocês estão indo bem. Vão descansar um pouco, ok?
Os soldados, brevemente confusos com o tom amigável dela, logo perceberam Eileen espiando por trás de Michelle. Suas expressões mudaram para reconhecimento.
Mesmo que Eileen usasse seus óculos, o que não fazia há muito tempo, os soldados a reconheceram imediatamente. Eles a tinham visto assim por anos, enquanto Eileen agora se sentia estranha de óculos, mexendo nervosamente na franja.
— Vamos tomar um café numa cafeteria? — Michelle cantarolou enquanto conduzia Eileen, caminhando lado a lado.
— …Ah.
De repente, Michelle soltou um som curto. Seu rosto ficou inexpressivo por um momento enquanto encarava algo, seu nariz se enrugando de irritação.
— Fala sério.
Resmungou frustrada, como se estivesse xingando entre dentes, e então olhou ao redor. Ao avistar um grupo de soldados por perto, acenou irritada.
Os soldados, alarmados com a expressão aborrecida dela, correram até lá e saudaram novamente, cada um carregando sacos de papel da farmácia.
Michelle bateu no braço de um dos soldados e fez uma série de sinais com a mão. Eileen, não familiarizada com aquela forma de comunicação, supôs que fosse algum tipo de código militar.
Depois de dar as ordens, Michelle rapidamente apagou a irritação do rosto e voltou-se para Eileen com expressão calma.
— Senhora, poderia esperar aqui com esses rapazes por um momento?
— Está acontecendo alguma coisa?
— Haha, não, nada com que se preocupar.
Michelle tranquilizou a ansiosa Eileen antes de se afastar. A princípio, ela andou calmamente, mas assim que saiu do campo de visão de Eileen, disparou numa corrida.
Correndo pelos becos, Michelle sacou a arma da cintura. Rapidamente destravou a segurança, o dedo posicionado no gatilho, e saltou por cima de uma cerca usando uma mão para se equilibrar. Seus olhos brilhavam com foco e determinação.
— Seus merdinhas! Parem enquanto eu ainda estou sendo boazinha! Eu estou ocupada para caralho hoje!
Embora Michelle não soubesse quem eram aqueles caras, eles claramente tinham alguma habilidade. Aparentemente, estavam seguindo a Arquiduquesa Erzet depois de ouvirem sobre sua saída, e Michelle estava pronta para lhes dar uma lição séria — rápida e brutal.
Correndo como um cavalo selvagem, ela parou abruptamente ao avistar um grupo de figuras de mantos negros no meio do beco.
— Deviam ter parado antes. Agora, preparem-se para uma surra…
— Michelle.
O homem à frente do grupo puxou o capuz e chamou seu nome.
— …Hã.
Quase deixou a arma cair. Ela rapidamente baixou a arma quando o homem de cabelo loiro-escuro sorriu sem jeito. O coração batendo forte no peito, Michelle gaguejou, a voz trêmula.
— Eu saúdo o Imperador.
Diante dela estava Leone, o Imperador de Traon.
Continua …
Tradução: Elisa Erzet
Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online
Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
Sinopse
Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui