Ler O Marido Malvado(Novel) – Capítulo 97 Online
A mão de Eileen tremia enquanto era segurada, e ela mordeu o lábio, assentindo levemente. Sempre que Cesare se referia a si como seu marido, uma onda de constrangimento a atingia. Não que ele estivesse errado, mas o termo ainda a deixava envergonhada.
— Sim…
Percebendo que havia apenas concordado com a cabeça, Eileen finalmente falou em voz baixa. Após um momento de hesitação, acrescentou:
— Não há necessidade de fazer isso por obrigação, se você não quiser.
Cesare sempre foi gentil com Eileen, atendendo a seus desejos com paciência. No entanto, ela nunca esperou que o homem estendesse essa gentileza para o relacionamento íntimo deles.
A ideia de Cesare suportar seus pedidos por intimidade enquanto escondia seu próprio desconforto era profundamente humilhante. Eileen conseguiu esboçar um sorriso forçado, lutando para conter seus sentimentos de infelicidade.
Ao ver o sorriso constrangido dela, Cesare inclinou levemente a cabeça e perguntou:
— Obrigação?
Ele parecia confuso com o termo, encarando-a sem entender. Eileen, forçando o sorriso, respondeu:
— Sim… me desculpe. Eu não percebi como você poderia se sentir.
Assim como ele lhe dera doces e palavras gentis em sua juventude, ela tentou transmitir que não havia necessidade de fazer sexo apenas para confortá-la.
Aceitar que não despertava atração física no marido não foi tão doloroso quanto imaginara. Na verdade, trouxe uma sensação de alívio.
‘Só preciso ser mais cuidadosa daqui para frente.’
Ela reuniu pensamentos positivos, sentindo-se aliviada por ter chegado a essa conclusão. Enquanto se ocupava com suas próprias preocupações, Cesare soltou uma risada leve.
Ele guiou sua mãozinha até seu pênis.
— …!
Os lábios de Eileen entreabriram ao sentir a textura dura e nítida na palma. Cesare guiou sua mão, deixando-a sentir o formato longo e firme contra seus dedos, e sussurrou:
— Isso parece uma obrigação?
Sentindo a rigidez, Eileen lutou para encontrar uma resposta.
— N-não, de forma alguma.
— Então?
— Porque você está gostando…?
Incerta, ela terminou a frase com um tom ascendente, o que fez o olhar de Cesare se suavizar.
— É algo sério você ter tão pouca confiança em mim, Eileen.
Cesare puxou o sutiã, revelando um de seus seios. Eileen estremeceu quando o seio ficou exposto à luz do dia.
— O que devo fazer para você acreditar? — Ele se inclinou e chupou o seio exposto, foi profundo e demorado, deixando uma marca em sua pele. Em seguida, disse em voz baixa: — Que tal passarmos uma semana na cama?
— U-uma semana?
A ideia parecia fisicamente impossível para Eileen. No entanto, ela mal teve tempo de processar a sugestão antes que ele continuasse suas ações.
Cesare envolveu seu seio com a mão grande e lambeu o mamilo. Cada vez que a língua úmida roçava o mamilo, ele endurecia. Logo, começou a chupar e a mordiscar delicadamente.
— Aah…
Eileen gemeu involuntariamente enquanto a sensação fazia seu corpo queimar. Ela rapidamente cobriu a boca com a mão, ciente dos soldados e de Senon do lado de fora. A velha porta de madeira não seria capaz de abafar seus gemidos efetivamente.
Enquanto Eileen entrava em pânico internamente e cobria a boca, Cesare continuou a sugar com tranquilidade. Ele fez um mamilo se destacar antes de finalmente se afastar.
Ele tocou o mamilo gentilmente com os dedos, enviando sensações de formigamento por ela. Cesare olhou para Eileen, que ainda cobria a boca, e perguntou:
— Você não quer fazer barulho?
Eileen, destampando a boca levemente, confessou honestamente:
— É porque estou preocupada que possa ser ouvido lá fora. Se você me tocar… eu não conseguirei me conter…
Teve dificuldade até com esse pequeno gesto, temendo que, se as coisas avançassem mais, pudesse perder o controle e emitir sons indesejados.
Ainda assim, não queria encerrar aquele momento prematuramente. Eileen hesitou quando uma possível solução lhe ocorreu — uma que poderia satisfazer tanto a ela quanto a Cesare.
Embora se preocupasse que pudesse parecer muito ousada, seu desejo de passar esse tempo com Cesare deu-lhe coragem para falar.
— Cesare, eu posso… te tocar?
Ela o tocara brevemente na noite de núpcias, mas desde então nunca assumira um papel mais ativo na intimidade deles. Sempre no papel de quem recebia afeto, agora desejava tocá-lo também. Saber que as ações de Cesare eram movidas por desejo, e não por obrigação, a deixava ansiosa para mostrar que também podia lhe dar prazer.
‘Eu também quero fazer ele se sentir bem.’
Talvez isso o aproximasse ainda mais dela.
Sua curiosidade de explorar o corpo de Cesare em detalhes era inegável. Queria sentir e examinar cada centímetro de sua forma esculpida. No fundo, ansiava por memorizar o formato e o número de cicatrizes em seu corpo, pois sempre quisera saber tudo sobre ele.
Tentando disfarçar o desejo intenso, aguardou a resposta dele. Os olhos do homem se arregalaram levemente em surpresa diante do pedido inesperado, mas logo ele abriu um sorriso genuinamente satisfeito.
— Como desejar, minha senhora. — Ele a incentivou com voz suave. — Me toque, Eileen.
Eileen piscou rapidamente, enquanto engolia em seco nervosa. Apesar de sua pergunta ousada, a permissão a fez sentir tensa e apreensiva.
Compreendendo sua hesitação, Cesare guiou a mão de Eileen até sua camisa, ajudando-a a desabotoar. À medida que a camisa branca se abria, revelando o peito sólido, Eileen se sentiu sobrecarregada. A cena íntima fez sua cabeça girar.
Respirando fundo, tentou imitar as ações de Cesare. Lembrando-se de como ele a tocou, começou a explorá-lo de maneira similar.
Pressionou os lábios ao longo do pescoço do homem, lambendo levemente o músculo proeminente. Cesare ajustou a postura, inclinando-se um pouco para a frente para facilitar que ela o tocasse.
Eileen colocou suas mãos gentilmente em seu peito, sentindo a pele lisa sob seus dedos. O ato de tocar, especialmente com a intenção de ser íntima, parecia estranho e desconhecido. Cada carícia trazia uma curiosa mistura de tensão e excitação.
Enquanto deslizava suas mãos trêmulas sobre seu abdômen firme e cintura, Cesare soltou um gemido baixo. Assustada, Eileen rapidamente retirou as mãos e olhou para ele, aliviada ao ver nenhum sinal de descontentamento.
Temendo tê-lo tocado incorretamente, Eileen soltou um suspiro silencioso de alívio.
Cesare, percebendo seu nervosismo, gentilmente afastou seus cabelos despenteados para trás da orelha e deu-lhe um sorriso tranquilizador.
— Faça o que você quiser.
As palavras sugeriam uma percepção mais profunda de suas ações. Embora estivesse claro que Cesare não fora afetado negativamente pelo que fizera, a afirmação ainda carregava um grau de risco.
Eileen continuou a explorá-lo, os dedos traçando de leve as cicatrizes espalhadas por seu torso. Ela até tentou apertar seu peito como ele fizera com o dela. Cesare respondeu com um leve sorriso, cuja razão permaneceu incerta. Não querendo quebrar o clima, Eileen se absteve de fazer perguntas e continuou.
À medida que Eileen o tocava, o sorriso de Cesare se alargou em uma gargalhada.
— Eileen.
— …Sim?
Com um tom brincalhão e afetuoso, Cesare acariciou gentilmente como se estivesse encantado por sua presença e perguntou:
— Você queria chupar o peito do seu marido todo esse tempo?
Continua…
Tradução: Elisa Erzet
Ler O Marido Malvado(Novel) Yaoi Mangá Online
Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
Sinopse
Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui