Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 63 Online

↫─Capítulo 63
Shinu e Taebaek correram na direção do grito. Eles dispararam pelos salões de exposição labirínticos até chegarem ao Salão Conceitual, de onde o grito havia se originado. Abaixo de uma dezena de degraus, encontraram um vasto espaço decorado como se fosse outro mundo, muito maior do que qualquer uma das salas de exposição anteriores. O nome do salão se destacava.
[Salão do Almirante Yi Sun-shin]
Ao redor deles havia réplicas do capacete do Almirante Yi Sun-shin, armaduras, o Nanjung Ilgi (Diário de Guerra), retratos, manequins, sua espada e até um computador inteligente exibindo animações relacionadas. A peça central era um enorme modelo do Geobukseon (navio-tartaruga), dominando a sala.
Mesmo que tudo aquilo fossem apenas réplicas, a sala fora montada com grande cuidado. Alguém poderia facilmente passar horas ali se estivesse apenas visitando como turista.
Mas naquele lugar…
— Screeeeech…
— Kreeeek, kreeek, kreeek!
— Ka-gak, greeek, kreeek!
Estava repleto de Devoradores. O salão espaçoso estava lotado com pelo menos cem, possivelmente duzentos deles.
Shinu e Taebaek, parados no topo da escada, ficaram boquiabertos. De onde todos esses Devoradores surgiram de repente neste museu silencioso?
Shinu rapidamente examinou os arredores. Ele notou um grande buraco em uma das paredes. Perto dali, havia um martelo pesado e de aparência sólida que parecia ter sido tirado de uma exibição que explicava a história das ferramentas de ferro. Parecia que alguém o usara para arrombar a parede.
Os Devoradores estavam se espremendo pelo buraco aberto, empurrando-se para entrar. O buraco estava tão apinhado de corpos que estava quase bloqueado, o que era, de certa forma, uma sorte.
A fonte do grito era um homem de cabelo ruivo. Ao lado dele estavam um homem barbudo e um estudante do ensino médio. Os três haviam subido no navio-tartaruga e estavam pisoteando em pânico.
— Fiquem longe! Fiquem longe, seus monstros aberrações malditos!
— Aaaaah!
— Por que você quebrou a parede?!
— O quê, seu bastardo?! Você disse que era uma boa ideia!
Os Devoradores, ansiosos por sua primeira presa em algum tempo, balançavam a cabeça e mostravam os dentes. Alguns deles chegavam a cravar os dentes no corpo robusto do navio-tartaruga. Então, outro Devorador pisava no primeiro, subia mais alto e cravava os dentes ainda mais fundo.
Os Devoradores estavam gradualmente fervilhando sobre o navio-tartaruga como uma maré montante. O ruivo agitava uma tocha para eles, tentando espantá-los. Mas era inútil. Eles não tinham medo do fogo, e a luz bruxuleante apenas os excitava mais.
Os Devoradores ficavam cada vez mais frenéticos. Suas bocas escancaradas e presas expostas clamavam por carne e sangue humano. O salão ecoava com o ruído de suas orelhas vermelhas.
A cena aterrorizante fazia as três pessoas no navio-tartaruga gritarem ainda mais alto. O homem barbudo subiu na cabeça do navio, parecendo tentar adiar sua morte inevitável por um pouco mais de tempo.
Shinu soltou um longo suspiro diante da visão caótica. Taebaek murmurou um xingamento em frustração. Eles não esperavam ajuda, mas também não esperavam se encontrar em tamanha confusão.
— Não podemos simplesmente deixá-los e ir embora? — Taebaek sugeriu enquanto golpeava o pescoço de um Devorador que subia as escadas como uma criatura de quatro patas. O corpo caiu inerte, mas sua cabeça decepada continuou a ranger os dentes, tentando morder Taebaek. Ele enterrou a espada na testa da criatura, prendendo-a no chão.
— …Eu não sei — Shinu respondeu, considerando seriamente a ideia. Se demorassem mais, os Devoradores viriam pela frente e os membros do culto por trás. Idealmente, deveriam apenas deixar aquelas pessoas para trás e focar em encontrar Hye-in e Hyemin para escapar. Desperdiçar tempo tentando salvá-los poderia colocá-los em perigo também.
Enquanto Shinu hesitava, o estudante do ensino médio os notou. Ele acenou os dois braços freneticamente para Shinu e Taebaek. O ruivo e o barbudo gritavam e cacarejavam como patos em pânico, o medo evidente apesar de seus apelos desesperados por ajuda.
Shinu limpou a testa com as costas da mão.
Tudo bem. Vamos salvá-los. Como ser humano, como ele poderia simplesmente abandonar pessoas vivas à própria sorte? Estava claro que morreriam se fossem deixados sozinhos, e um deles era apenas um garoto que nem era adulto ainda.
— Vamos salvá-los — Shinu murmurou, sua voz baixa. Taebaek o observou por um momento, então assentiu sem dizer uma palavra.
Shinu , que havia assinado um cartão de doador de órgãos aos trinta e dois anos, sabia que seria ainda mais errado deixá-los morrer. Mesmo que tivesse dezoito anos ou estivesse apenas entrando no exército quando assinou, abandoná-los não seria do seu feitio.
Shinu examinou os arredores em busca de uma maneira de ajudar.
Deveria atear fogo? Não, isso não funcionaria. Mesmo que fizesse isso, não haveria uma explosão como na loja de ferragens — não havia gás aqui. Sem uma chama imensa, uma simples tocha não seria suficiente. Para queimar todos os Devoradores, o museu inteiro teria que ser consumido pelo fogo. E então, mais Devoradores simplesmente viriam do lado de fora.
Então o que ele deveria fazer? Como poderia desviar a atenção de tantos Devoradores e levar os reféns para a segurança?
Enquanto Shinu quebrava a cabeça, Taebaek estava ocupado decapitando os Devoradores que subiam as escadas ou rastejavam de quatro.
Os olhos de Shinu varreram o museu. O interior escuro, as vitrines de vidro grosso, manequins encenando batalhas entre invasores japoneses e soldados de Joseon, modelos de navios grandes e pequenos, o Nanjung Ilgi, cartas escritas por Yi Sun-shin…
Apesar de seus melhores esforços, ele não conseguia decidir o que fazer.
Lutar em um mundo pós-apocalíptico era difícil. Na época das Forças Especiais, ele tinha granadas presas à cintura, um rifle de última geração nas mãos, especialistas e aliados em seu ponto de ouvido, e uma situação controlável à sua frente.
Mas sobreviver nesta situação, como quando ficaram presos na oficina de pneus, era inacreditavelmente difícil.
Enquanto Shinu fazia uma careta com uma dor de cabeça latejante,
— Salve-nos! Droga, salve-nos! O que vocês estão fazendo?!
— Por que estão aí parados? Façam alguma coisa! Aaah, eles estão subindo!
O homem barbudo e o ruivo gritavam freneticamente de longe. Shinu mordeu o lábio inferior.
— Ugh, droga, eles são muito mais irritantes quando não ficam quietos — Taebaek rosnou, cerrando os dentes. Era enfurecedor que as mesmas pessoas que causaram essa bagunça estivessem agora exigindo que outros a limpassem.
Taebaek golpeou a mandíbula de um Devorador que saltava em sua direção com a boca escancarada. A mandíbula, cheia de dentes ameaçadores, caiu no chão com um baque. A cabeça da criatura, agora apenas com os dentes superiores, deu um solavanco para baixo, tentando morder.
Taebaek acabou com ele cravando a espada em sua cabeça, partindo-a na diagonal.
Naquele momento, ouviram o som rápido de passos se aproximando. Shinu e Taebaek instintivamente apontaram suas armas, uma espada e uma serra, para a fonte do barulho. Felizmente, não era um Devorador ou um membro do culto.
Eram Hye-in, Hyemin e dois outros sobreviventes: o de óculos e o gordinho. Eles também pareciam ter vindo em resposta ao tumulto. Cada um carregava uma arma diferente, além de duas tochas — um machado, uma lança e até um arco e flechas. Eles haviam escolhido armas notavelmente eficazes.
Os quatro rapidamente avistaram os reféns no navio-tartaruga. Naquele momento, um Devorador escalou os outros e cravou os dentes no convés do navio-tartaruga. Hye-in, vendo isso, armou seu arco. O arco de madeira antigo rangeu ao ser vergado.
Logo, a flecha segurada entre os dedos indicador e médio de Hye-in disparou pelo ar, perfurando a têmpora do Devorador com um estalo agudo! O Devorador, de olhos arregalados, ficou inerte com os dentes ainda cravados no convés.
Um tiro perfeito. Shinu e Taebaek ficaram boquiabertos. Acertar um alvo assim com uma arma seria difícil, mas com uma flecha… Isso não era uma habilidade qualquer. Shinu rapidamente se voltou para Hye-in.
— Você sabe atirar com arco?
— Todo coreano não aprende arco e flecha? Como todos aprendemos piano e taekwondo — disse Hye-in, puxando a corda do arco novamente.
— Ah… piano e taekwondo… — Shinu repetiu as palavras dela, sentindo uma estranha sensação de inadequação. Ela aprendeu arco e flecha como as pessoas aprendiam piano e taekwondo. Era surpreendentemente humilhante. Taebaek praticara kendo, e Hye-in e Hyemin praticaram arco e flecha.
Era realmente comum aprender todas essas coisas?
Shinu , que nunca frequentara nenhuma aula durante sua infância pobre, sabia que kendo e arco e flecha não eram habilidades comuns. Era raro alguém manusear uma espada longa real e um arco tradicional coreano com tanta perícia.
Shinu inclinou a cabeça em confusão, e Hyemin, parada ao lado de Hye-in, falou enquanto mirava sua flecha entre as sobrancelhas do monstro faminto.
— É brincadeira. Nossa mãe era da equipe nacional de arco e flecha.
— Oh…
Isso era ainda mais surpreendente. Shinu perdeu-se momentaneamente, lembrando-se da equipe nacional de arco e flecha que havia conquistado todas as medalhas de ouro nas últimas Olimpíadas. Justo então, o de óculos de armação de chifre ajustou seus óculos e apontou para os reféns presos no navio-tartaruga.
— E aquelas pessoas? Se ficarmos aqui por mais tempo, podemos ser comidos por esses Devoradores também.
Como ele disse, cada vez mais Devoradores estavam voltando a atenção para nós. Era uma sorte que o ruivo com o barbudo estivessem gritando e agitando uma tocha para atrair atenção, mas era incerto quanto tempo isso duraria.
Shinu examinou os arredores novamente. A chegada de Hye-in e Hyemin abriu muitas possibilidades. Arcos, machados, lanças e seis pessoas. O que poderíamos fazer com tudo isso?
Enquanto Shinu piscava rapidamente, o navio-tartaruga entrou em seu campo de visão. O navio-tartaruga, robusto, grande e pesado, tinha oito remos estendendo-se de cada lado. Abaixo dele, havia um bloco de madeira em forma de travesseiros de madeira, como os vistos em saunas, escorando o navio. O casco provavelmente era arredondado na parte inferior, impedindo que fosse colocado de pé.
Shinu olhou fixamente para o bloco de madeira.
Poderia haver… um jeito.
— O que tem nesse fardo?
Shinu apontou para o fardo que o de óculos carregava debaixo do braço. O de óculos desamarrou o fardo, revelando uma rede de pesca, uma faca cega, um cachimbo, uma enxada e um sino de xamã.
Shinu inclinou a cabeça em confusão ao ver o sino.
— Por que você pegou isso…?
— É barulhento, não é? Pensei que poderíamos usar para atrair os Devoradores.
O de óculos explicou enquanto ajustava os óculos. Shinu olhou para o sino, depois para a rede e, finalmente, para a flecha na mão de Hyemin.
— É possível atear fogo nessa flecha?
Shinu perguntou a Hyemin, que assentiu.
— Sim, é feita de madeira.
— Então você poderia incendiar aqueles manequins?
Shinu apontou para os manequins do lado oposto, que encenavam uma batalha entre soldados japoneses e de Joseon, com suas cabeças completamente carecas.
— Sim, eu posso.
A afirmação confiante dela trouxe um leve sorriso aos lábios de Shinu.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive