Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 39 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 39

Não foi difícil espalhar o gás butano dentro da loja vazia, sem pessoas ou Devoradores. Tudo o que precisaram fazer foi rolar as latas aleatoriamente pelo chão.

Antes de iniciarem o incêndio, prepararam uma bolsa com itens que julgaram necessários para depois: um pequeno maço, um conjunto de mini ferramentas portátil e um grampeador de tapeceiro. Claro, não esqueceram de levar um extintor de incêndio debaixo do braço também.

Taebaek e Shinu usavam duas camadas de máscaras industriais que haviam pegado na loja de ferragens. Então, perfuraram pequenos buracos nas latas de gás butano usando um furador. “Whoosh” — o gás começou a vazar rapidamente. Eles também abriram totalmente a válvula do tanque de GLP.

Os dois retornaram rapidamente para o depósito do segundo andar. O gás que passava pelas máscaras fazia suas cabeças girarem. Parecia uma embriaguez; a visão oscilava.

— Vá na frente.

Shinu enviou Taebaek primeiro. Era óbvio que Taebaek, que só vira guerra química na TV, teria mais dificuldade do que ele. De fato, Taebaek piscava repetidamente, lutando para se manter alerta.

Embora Taebaek cambaleasse, ele conseguiu atravessar a estrutura de aço sem cair. Shinu observou ansiosamente as costas de Taebaek até que ele alcançasse em segurança o telhado da loja de pneus. Então, ele o seguiu pela estrutura metálica.

Quando finalmente chegou ao telhado, Shinu acendeu o maçarico que havia guardado no bolso lateral da mochila. Uma chama azul brilhante disparou ferozmente em linha reta.

Shinu o arremessou pela janela da loja de ferragens com toda a sua força, como um arremessador de beisebol. Em seguida, mergulhou rapidamente na pilha de pneus previamente preparada.

Boom!

A loja de ferragens explodiu com um tremendo estrondo de chamas.

Foi uma explosão vermelha e violenta, como uma erupção vulcânica.

A explosão ecoou pelo mundo. O ar, o chão, o céu e os edifícios vibraram como se o próprio mundo estivesse enfurecido. Junto com aquele som, chamas vermelhas subiram ao céu. O fogo rugiu como um dragão ascendendo aos céus.

O calor da explosão fez com que seus corpos inteiros queimassem. Taebaek e Shinu instintivamente se encolheram, cobrindo as cabeças com as mãos, esperando que a explosão terminasse.

Fragmentos grandes e pequenos do edifício choveram. Ferramentas pesadas que haviam sido lançadas pela explosão caíram no chão, ecoando ruidosamente. Se não fosse pela pilha de pneus empilhada como um iglu, suas cabeças poderiam ter sido esmagadas. Uma chave inglesa ou um martelo cravou-se na cabeça de um Devorador que estava parado sem qualquer equipamento de proteção.

Atraídos pela explosão e pelas chamas crescentes, Devoradores que ainda não haviam explodido começaram a infestar a loja de ferragens, desencadeando segundas e terceiras explosões ao entrarem em contato com o gás butano ainda intacto. O fogo ardente os devorava enquanto rugia.

Os Devoradores, não sentindo dor nem medo, aproximavam-se das chamas mesmo quando envolvidos por elas. Eles passavam o fogo para outros Devoradores próximos antes de colapsarem e morrerem.

O fogo continuou a se espalhar. Como lava fluindo de uma erupção vulcânica, as chamas do edifício desceram, engolfando os Devoradores e espalhando-se até a rodovia.

O fogo iluminou a noite escura como breu, atraindo até Devoradores distantes. Eles corriam em direção ao incêndio como cães ávidos por comida, e o fogo se espalhava a partir de suas cabeças. O que antes era uma onda negra de Devoradores tornou-se uma onda vermelha.

Era uma visão espetacular, como demônios retornando ao inferno.

Os zumbis continuavam a mover suas bocas até que o fogo que queimava seus corpos atingisse seus cérebros. Eles se apertavam cada vez mais, tentando se aproximar das chamas, inconscientes de que estavam morrendo, como mariposas atraídas pela luz.

Após alguns minutos, as explosões pararam. O vulcão havia morrido. Tudo o que restava era a lava composta pelos corpos dos Devoradores.

Taebaek e Shinu rastejaram para fora da pilha de pneus. Eles apagaram os escombros em chamas no telhado com o extintor.

— Você acha que o fogo vai chegar até aqui? — Taebaek perguntou, esmagando uma pequena brasa com o sapato.

— Não se preocupe.

Shinu balançou a cabeça. O terreno entre a loja de ferragens e a loja de pneus era de asfalto, coberto com cascalho, e tinha um contêiner de metal no meio. O vento não estava forte e as explosões haviam cessado. As chances de o fogo se espalhar até ali eram extremamente baixas.

Após limparem todas as brasas do telhado, Shinu e Taebaek observaram em silêncio os Devoradores queimando lá embaixo. Mesmo com os corpos envoltos em chamas, os Devoradores não emitiam som algum, o que era sinistro e horrorizante.

Carne derretida pingava e respingava no chão. Alguns Devoradores, reduzidos a ossos, ainda se contorciam.

Pela primeira vez em algum tempo, Taebaek teve ânsia de vômito. O cheiro de carne queimada, combinado com a fumaça preta espessa que era visível mesmo à noite, deu-lhe dor de cabeça. Taebaek olhou para o céu para acalmar o estômago, mas eventualmente não conseguiu mais segurar e enterrou o rosto no ombro de Shinu.

Já acostumado com a carência de Taebaek, Shinu continuou a observar os Devoradores queimando, imperturbável.

— Quanto tempo você acha que eles vão queimar? — Taebaek murmurou.

— Não muito. Humanos… não queimam por tanto tempo assim.

Shinu respondeu com uma voz plana. Foi uma resposta distante, mas havia um tom sombrio que sugeria experiências passadas. Taebaek não perguntou mais nada, sentindo a tristeza na expressão de Shinu.

Talvez ele tivesse visto um camarada morrer queimado, ou um civil pego em um bombardeio, ou até testemunhado a queima de cadáveres. Provavelmente era algo desse tipo.

Taebaek aproximou-se um pouco mais de Shinu e segurou levemente seu pulso. Ele conseguia sentir o relógio que havia lhe dado.

Shinu e Taebaek continuaram a observar os Devoradores queimarem por um tempo. O brilho avermelhado das chamas oscilava em seus rostos.

❖ ❖ ❖

Às cinco da manhã, o céu escuro começou a se tornar azul. Shinu e Taebaek sentavam-se em um canto do telhado. Taebaek, incapaz de lutar contra a sonolência, havia cochilado há cerca de trinta minutos, e Shinu o deixara descansar em seu ombro.

As chamas haviam diminuído, e as únicas coisas que se moviam no mundo eram a fumaça preta espessa subindo dos cadáveres de Devoradores e as cinzas flutuantes.

Shinu girava um cigarro entre os dedos indicador e médio. Era um hábito sem sentido.

Eles precisavam partir logo. Taebaek acabara de adormecer, e Shinu sentia pena de acordá-lo. Talvez ele devesse dirigir e deixar Taebaek dormir no banco do passageiro. Ele ponderava isso enquanto pressionava o filtro do cigarro com a unha.

Nesse momento, Taebaek virou a cabeça e puxou a máscara para baixo. O tecido pressionando a ponte alta de seu nariz parecia incomodá-lo. Shinu notou e puxou a máscara de volta para ele. O lugar estava cheio de vírus e bactérias, e eles não podiam ter certeza de como o vírus “D” sofreria mutação quando exposto ao calor. Era melhor ser cauteloso.

Taebaek pareceu achar o toque de Shinu irritante, pois abriu levemente os olhos. Seus olhos injetados estavam pesados de sono.

— …Que horas são?

— Cinco horas.

— Devemos ir?

— Sim. Acho que está seguro agora.

Taebaek assentiu e levantou-se. Shinu também se levantou, recolhendo sua arma e pertences. Mesmo que Taebaek estivesse visivelmente cansado e sonolento, não havia outra opção. Eles não podiam mais ficar naquele campo de batalha desolado. Embora não precisassem chegar a Mokpo hoje, precisavam se mover para algum lugar.

Os dois empurraram rudemente os pneus que bloqueavam a porta do telhado. Após respirarem fundo, abriram a porta.

Ainda havia alguns zumbis vagando dentro da loja de pneus, intocados pelas chamas. Shinu empurrou Taebaek para trás de si e, sem se mover muito, abriu buracos nas testas dos zumbis. O som da arma com silenciador ecoou suavemente.

Taebaek encostou-se na parede, observando as costas de Shinu.

— Você não está com sono, hyung?

— Estou bem.

— Não tem como você estar bem.

— O quê?

— Você também não dormiu ontem.

— ….

As costas de Shinu ficaram rígidas. Ele pressionou os lábios com força. Como ele sabia? Ele achava que Taebaek estivesse dormindo… Estaria ele acordado o tempo todo? Shinu debateu como responder enquanto ainda puxava o gatilho.

Em menos de dois minutos, todos os Devoradores dentro da loja de pneus estavam mortos. Shinu baixou a arma que estava sob seu braço.

— No combate, não é incomum passar uma semana sem dormir. Um dia ou dois não é nada.

— …

Taebaek levantou uma sobrancelha. Se ele dizia que estava bem, não havia muito mais a dizer, mas era desconfortável de assistir. Ele precisava descansar, mesmo que fosse apenas um pouco. Não havia garantia de que algo como hoje não aconteceria de novo. Ele deveria descansar enquanto pudesse.

Enquanto Taebaek ponderava como persuadir Shinu a descansar, Shinu verificava as condições do carro. Felizmente, o carro estava intacto. Além de alguns respingos de sangue escuro e pegajoso aqui e ali, não havia nada de errado.

Taebaek, que se aproximara sem ser notado, começou a inspecionar várias partes do carro com facilidade praticada. Ele checou o motor, examinou os pneus e até deu partida no veículo. Enquanto isso, Shinu recostou-se no banco do passageiro, adicionando casualmente proteína em pó a uma garrafa de água. Após fechar bem a tampa, sacudiu a garrafa e ligou o rádio.

— …Atualmente, tanto as forças coreanas quanto as da ONU estão posicionadas em Mokpo. Por favor, procedam rapidamente e permaneçam dentro da zona de segurança.

— …Cidadãos, vamos sobreviver e nos encontrar novamente.

— …3 de outubro, 5 da manhã. O 18º navio de resgate com destino à Ilha de Jeju partiu em segurança do Porto de Mokpo.

— …Indivíduos infectados não têm permissão para embarcar no navio. Repito, indivíduos infectados não têm permissão absoluta para embarcar.

Mokpo ainda parecia mergulhada no caos durante o tempo em que estiveram presos no telhado. Shinu desligou o rádio e entregou o shake de proteína densamente misturado para Taebaek.

— E você, hyung?

— Vou fazer um novo.

Com uma expressão convencida, Shinu pegou uma nova garrafa de água. Somente após ver Shinu adicionar o pó à água é que Taebaek virou o shake e o bebeu. Seu pomo de adão moveu-se rapidamente enquanto ele engolia. Em menos de um minuto, a garrafa estava vazia.

Enquanto Shinu sacudia sua própria porção do shake, ele levantou uma sobrancelha. Anteriormente, Taebaek mal comia mesmo quando oferecido. Mas fazia sentido, considerando que não comiam nada além de alguns chocolates desde ontem — ele devia estar morrendo de fome.

— Você devia estar com fome.

Diante dessas palavras, Taebaek piscou lentamente as pálpebras, depois arregalou os olhos.

— Oh… Ah… Uau… É verdade. Isso é fome. Não lembro da última vez que realmente senti fome.

Taebaek esfregou o estômago distraidamente. O vazio em suas entranhas, o revirar interno — agora que pensava nisso, aquilo era fome. Ele soltou uma risada seca. Pensar que alguém como ele, que sempre estivera cercado por comida deliciosa e cara, estava agora sentindo fome.

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

Gostou de ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 39?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!