Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 26 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 26

Havia apenas um Devorador que entrou. Não parecia muito difícil de lidar.

Assim que Shinu saiu do carro, ele caminhou até o Devorador e o golpeou na têmpora com sua faca. O Devorador desabou de cara no chão sem sequer notar a presença de Shinu e morreu instantaneamente.

Shinu golpeou o crânio do Devorador novamente para confirmar a morte. Após remover a faca, Shinu deu dois toques no vidro do carro. Só então Taebaek saiu do veículo.

Ele se aproximou da parede, onde um painel quadrado estava fixado. Quando Taebaek colocou a palma da mão sobre ele, uma luz azul piscou e, em seguida, os arredores foram iluminados intensamente.

O espaço era… bem diferente do que ele esperava. Era estreito, antigo e bagunçado com caixas e sacos plásticos empilhados aleatoriamente nos cantos. Não passava de um depósito que não era utilizado.

Shinu ergueu as sobrancelhas. Será que esse louco estava mentindo sobre ter uma arma? Se sim, ele teria que levar uma surra completa antes de ser deixado sozinho, pensou ele.

Taebaek aproximou-se de uma porta no canto. Parecia uma saída de emergência. Era de metal, e a ferrugem era visível através da pintura irregular. Taebaek tirou um molho de chaves do bolso e as usou para destrancar a porta, gesticulando para Shinu segui-lo.

— Venha aqui.

— ……

Shinu aproximou-se prontamente. Taebaek destrancou uma fechadura e então começou a abrir outra com uma chave diferente. Havia três fechaduras na porta, todas exigindo chaves. Shinu inclinou a cabeça.

— Você usou um sistema de reconhecimento de impressão digital para acender as luzes, mas precisa de chaves para esta porta? Não pensou no que há de diferente nisso?

— Né? Eu também pensei sobre isso, mas como já tinha conseguido as armas, não pude chamar o chaveiro.

Taebaek riu baixinho. Ele finalmente abriu a última fechadura. A porta se abriu, revelando sua “sala de jogos”. Taebaek estendeu a mão para dentro do cômodo com um sorriso amigável, como um mensageiro alegre.

— Bem-vindo. Você é o primeiro convidado, Gerente Han.

Shinu mofou e entrou.

O interior era completamente diferente do exterior. Depois de ver o estacionamento sujo que parecia um depósito, ele não esperava muito.

O lado de dentro era espaçoso. Não era grande como um campo esportivo, mas tinha mais ou menos o tamanho da sala de estar de Taebaek . No centro, havia uma mesa de mármore preto e um sofá grosso e pesado, itens que pareciam pertencer a um bar de luxo.

O chão era coberto por um tapete cinza escuro e as paredes eram inteiramente pretas. Havia várias luzes e, de acordo com Taebaek , existiam luzes infravermelhas separadas para o armazenamento de armas e luzes de montagem para montar o armamento.

Havia também uma mesa que parecia ser usada para trabalho, uma despensa perfeitamente organizada com vários sprays e peças, e um pequeno refrigerador que guardava dardos e cerveja.

Mas a parte mais impressionante era o suporte de armas, perfeitamente alinhado. Redes pretas estavam presas às paredes, e as armas eram exibidas verticalmente em intervalos iguais. No teto, luzes de trilho de estilo exposição lançavam um brilho suave sobre as armas. Parecia uma loja de luxo.

Era um espaço que exigiu um esforço considerável. Objetivamente falando, ou mesmo que fosse de mau gosto, era sem dúvida um espaço impressionante.

A escala era grandiosa. Criar algo assim no meio de Seul e não ser pego até agora era notável.

Shinu aproximou-se das armas meticulosamente mantidas. Ele então tocou levemente o suporte que segurava as armas com o dedo indicador. De longe, ele não havia notado, mas de perto…

— Foi você mesmo quem fez esta rede e este suporte?

— Sim. Eu não sei martelar ou soldar, mas me esforcei muito.

— Dá para notar que você não sabe.

De perto, a solda era uma bagunça. Estava apenas levemente grudada, com tinta preta aplicada por cima para esconder as falhas.

— …Ai, acho que fiquei um pouco magoado.

Taebaek deu tapinhas no peito com uma expressão amuada. Parecia que ele estava chateado por seu trabalho árduo estar sendo criticado.

Shinu, porém, continuou a examinar as armas.

A coleção incluía carabinas da série AR-15: M16A1, M16A2, M16A4 e M4. Shinu pegou o M16A4, o modelo mais recente. Era famoso por ser usado pelos militares dos EUA e frequentemente visto em filmes com forças especiais. Não era a arma principal, mas também era usada na Coreia.

Shinu examinou a arma com uma expressão satisfeita, já que não manuseava uma há algum tempo.

— Quanto você pagou por cada uma destas?

— Cerca de 300 milhões de won por essa que você está segurando.

— ……300 milhões? 300 milhões de won?

— Sim.

— Você sabe quanto isso custaria nos EUA? Por mil dólares, ou cerca de um milhão de won, você poderia comprar uma com muitos opcionais. Como acabou custando tudo isso…?

Quantas vezes o preço foi inflacionado? Uma coisa é ser cobrado a mais, mas 300 milhões de won? Esse é o preço de um apartamento em uma cidade do interior. Se esta custa 300 milhões, então quatro rifles da série AR seriam cerca de 1,2 bilhão de won. Shinu sentiu suas têmporas latejarem.

No entanto, Taebaek estava despreocupado.

— Bem, o que se pode fazer? Aqui é a Coreia, e armas precisam ser contrabandeadas. São necessários uns cinco intermediários para que esta arma chegue às minhas mãos. Então, você sabe, chefes de organizações, esse tipo de gente, cinco deles, e os subordinados são muito mais.

— ……

— É uma arma americana, comprada no México, desmontada lá, embalada em algum tipo de lata, metade enviada para as Filipinas e metade para Hong Kong. Então ela entra clandestinamente na Coreia e é remontada para chegar até mim. Pense em quantas pessoas a manuseiam.

— ……

— Além disso, há subornos para funcionários e para a polícia marítima de vários países, pagamentos aos corretores e seus subordinados, e assim por diante, para fazer com que 300 milhões de won não pareça um preço tão alto.

Fazia sentido quando ele explicava. Atividades ilegais envolvem muito dinheiro circulando. Esse valor é necessário para evitar a prisão e realizar atos ilícitos.

Shinu assentiu e olhou para outra arma. Havia MK18 CQB, M27 IAR e armas fabricadas pela Magpul e AAC. Havia também armas fabricadas pela Colt, junto com carregadores, miras e outros acessórios.

Mesmo se fosse para operar uma força de autodefesa, essa quantidade valeria a tentativa. Ele se perguntava quanto custaria desenvolver este espaço. Com trinta armas, estimava-se rudemente que fosse em torno de 10 bilhões de won.

Shinu balançou a cabeça e olhou para Taebaek .

— Você tem medo de Devoradores com uma coleção dessas?

— Eu te disse, são apenas brinquedos. Eu gosto de brincar com eles, mas não disparei nenhum. Não tenho desejo de matar ou caçar com isso.

— ……

Shinu mofou. Ter armas e dizer que não tem intenção de matar é um absurdo.

Shinu continuou a examinar as armas, sentindo-se um pouco animado ao manuseá-las após tanto tempo. Ele até sentiu vontade de encontrar errantes lá fora imediatamente. Então ele percebeu que algumas armas familiares estavam faltando.

Shinu virou-se para Taebaek , que estava organizando os carregadores, com um pirulito na boca.

— Não tem nenhuma K2.

— Aquela usada pelos militares coreanos?

— Sim. É barata e fácil de conseguir.

— Aquela é muito…

— Muito o quê?

— Muito feia. Não é bonita.

— ……

Shinu riu desta vez por um motivo diferente. Estava evidente que, para Taebaek , as armas eram realmente apenas brinquedos. Ele concordava um pouco com esse sentimento. Comparadas às armas de empresas de armamento profissional, elas pareciam um pouco menos estilosas.

— O Líder de Equipe Han parece gostar de armas com canos grossos. [1]

— Oh, como você soube disso?

— Porque, tirando algumas, você só colecionou dessas.

— É verdade. Eu não vou carregá-las por aí mesmo, e o visual pesado é bem impressionante.

— Um cano grosso não significa que seja mais pesado. A maior parte do volume do cano é apenas—

— Uma cobertura.

Taebaek terminou a frase. Shinu assentiu. Os olhos de Taebaek brilharam. Ele tinha a expressão de uma criança que acabara de andar em um carrossel pela primeira vez.

— Uau, eu nunca falei sobre armas com mais ninguém antes. Consigo entender por que as pessoas ficam empolgadas com fandoms e encontros.

Taebaek disse, mexendo nos carregadores. Shinu respondeu com um pequeno sorriso. Ele então continuou a olhar ao redor, escolhendo o que levar.

Dada a emergência, uma arma não seria suficiente. Talvez quatro ou cinco daquelas fossem compatíveis com os carregadores e balas. Também havia pistolas. Talvez duas por pessoa. Oh, e havia escopetas também. Escopetas são excelentes a curta distância, mas as munições são desajeitadas.

— Quantas balas de 5,56mm você tem?

Shinu perguntou enquanto colocava várias armas no chão. Ele planejava listar as que usavam as mesmas balas e escolher entre elas.

— …Um momento.

Taebaek arrastou uma caixa azul do canto. Parecia uma caixa usada para embalar mudanças. Era grande o suficiente para guardar quatro ou cinco cobertores e parecia bem pesada. Dentro havia inúmeras balas.

Taebaek puxou várias caixas de munição e uma caixa grande. As balas de 5,56mm para as armas da linha AR se espalharam. Algumas estavam perfeitamente embaladas como as de uma loja, e outras estavam enfiadas desordenadamente em plásticos como milho. Parecia haver milhares delas.

— …Tudo isso?

Taebaek segurou a caixa de balas com as duas mãos e depois a soltou. As balas tilintaram alto ao cair. Ele deu a Shinu um sorriso encabulado. Como não disparava as armas, ele não tinha controlado a munição, então Taebaek nem sabia que era tanto assim.

Shinu ficou perplexo com a cena, mas preferiu não comentar. Na situação atual, ter mais de cem cartuchos é definitivamente melhor do que ter poucos.

[1] Uma parte da arma feita de aço cilíndrico longo que ajuda a guiar a direção da bala.

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Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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