Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 180 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 180

A força do lutador era terrível, partindo metade do braço do Devorador em um único golpe. Com uma facilidade praticada, ele cortou o braço em três partes — pulso, cotovelo e ombro. Depois, decepou a perna logo abaixo da pelve, dividindo-a em seções: tornozelo, panturrilha, joelho e coxa, cada uma aparada em um tamanho apropriado.

— Você tem que começar pelos membros para esse tipo de coisa. Corte o corpo sobre o balde, senão o sangue e as entranhas se espalham por toda parte.

— …

— …

Taebaek e Shinu assistiram em um silêncio atônito enquanto o lutador trabalhava com uma experiência perturbadora. Shinu instintivamente deu um passo à frente de Taebaek, apoiando o dedo na proteção do gatilho.

Em pouco tempo, o lutador havia reduzido um Devorador a pedaços ordenadamente cortados. Agachado sobre um joelho, ele jogava casualmente pedaços de carne no balde.

— Ahjussi, qual era o seu trabalho antes disso? — Taebaek perguntou, segurando a espada com firmeza. O lutador riu baixo.

— Por quê? Eu pareço alguém que costumava matar pessoas?

— Bem, eu não quis dizer dessa forma, mas sim, passou pela minha mente.

— …

O lutador virou a cabeça lentamente, com o olhar frio enquanto observava Shinu e Taebaek parados próximos um do outro. Ele jogou distraidamente um braço decepado para o alto e o pegou antes de deixá-lo cair no balde.

— Eu costumava tomar conta de um açougue, seu moleque.

Ao contrário de suas suspeitas, a resposta direta fez Shinu e Taebaek relaxarem visivelmente, com os ombros tensos se descontraindo.

Shinu entregou uma lanterna a Taebaek antes de pendurar o fuzil no ombro como uma bolsa tiracolo. Ele tirou o relógio e a pulseira, guardando-os no bolso, e depois puxou um par de luvas de trabalho da jaqueta jeans de Taebaek. Ao vesti-las, colocou luvas descartáveis por cima delas antes de se aproximar do lutador.

Ele estendeu um par de luvas para o homem, dizendo: — Use estas. O sangue pode carregar o vírus.

— Se carregasse, eu já seria um deles a essa altura.

— …

Sem dizer mais nada, Shinu deixou o assunto de lado e sentou-se ao lado do lutador. Enquanto o homem cuidava da carne do Devorador, Shinu começou a revistar as roupas dele. Ocasionalmente, ele encontrava itens como carteiras ou cartões de identidade, mas fingia deliberadamente não notar.

Como os dois trabalhavam de forma eficiente para cortar e separar os restos sangrentos, Taebaek permaneceu a alguns passos de distância, segurando a lanterna. Ele deduziu que tentar ajudar apenas atrapalharia, e a visão já estava fazendo seu estômago revirar. Ele estava determinado a não demonstrar nenhum sinal de fraqueza depois de dizer com tanta confiança a Shinu que já era bem crescido.

Em vez disso, ele olhava discretamente para outro lugar — ou ocasionalmente espiava a retaguarda de Shinu enquanto ele estava agachado. Eventualmente, ele chamou o lutador.

— Ahjussi.

— O que foi agora?

— O Presidente Park realmente disse que lhe daria 100 milhões de woons se você o protegesse? Apenas isso?

— Sim. Ele disse que me pagaria 100 milhões se eu o levasse em segurança até o Porto de Mokpo.

— Nossa — que pão-duro.

— Bem, pode ser uma merreca para pessoas como você, mas para mim não é exatamente dinheiro de pinga. Além disso, eu tenho que ir para o Porto de Mokpo de qualquer maneira. Receber 100 milhões só para levar uma bagagem extra? Isso é basicamente dinheiro de graça.

Apesar de sua aparência rude, a mentalidade positiva do homem fez Taebaek enrugar o nariz com diversão. Ao mesmo tempo, ele olhou sutilmente para a expressão de Shinu.

Pensando bem, ele nunca havia prometido dinheiro a Shinu. Quando o surto do vírus começou, ele tentou impedir que Shinu o deixasse transferindo dinheiro para uma conta no exterior e oferecendo todo tipo de proposta. Mas Shinu agiu de forma tão madura, ignorando-o completamente, e seu plano falhou miseravelmente.

Mesmo agora, Shinu estava totalmente empenhado em protegê-lo. Às vezes, Shinu parecia mais um guarda-costas do que um parceiro. Taebaek dependia daquela proteção constantemente. Sem Shinu, ele não teria escapado de Seul e seria um dos Devoradores a essa altura.

Ele deveria compensar Shinu também?

…Mas ele realmente precisava?

Não seria mais fácil casar-se com ele?

Afinal, os bens de Taebaek se tornariam de propriedade conjunta com os de Shinu. Não haveria necessidade de dividirem centavos ou lidarem com pagamentos embaraçosos. Era uma quantia considerável — com certeza, Shinu ficaria satisfeito.

Por outro lado, Shinu nunca fora ganancioso por dinheiro. Talvez esse plano também não funcionasse.

Conforme a expressão de Taebaek escurecia com seus pensamentos em espiral sobre o casamento hipotético deles, o balde encheu-se de carne e sangue vermelho-escuro.

Quando os três voltaram para a escola com o balde, o homem no traje de proteção havia feito um excelente trabalho com a tarefa que Shinu lhe dera. As capas de chuva estavam pintadas com manchas pretas e vermelhas, e as máscaras tinham dentes pontiagudos e grosseiros, mas convincentes, desenhados nelas.

Shinu assentiu em aprovação, e o homem sorriu orgulhoso. Alguns sobreviventes, com as mãos sujas de tinta, olharam para Shinu com expectativa, aguardando suas próximas instruções. Apenas Jingyeom estava sentado em um canto, fumando um cigarro atrás do outro, com a frustração por ter perdido o helicóptero ainda evidente.

Ninguém prestava atenção nele. Taebaek mais tarde explicou a Shinu que esse tipo de comportamento era chamado de byeong-mok-geum — tratar alguém como se não existisse.

Shinu vestiu uma capa de chuva, máscara e luvas, pendurando a mochila no ombro. Os outros sobreviventes seguiram seu exemplo, vestindo-se com seus disfarces improvisados.

Respirando fundo, Shinu mergulhou as mãos enluvadas no balde de sangue, espalhando-o generosamente sobre a capa de chuva. A carne podre e o sangue decomposto grudavam em pelotas pegajosas, aderindo a cada pressão.

Os sobreviventes estremeceram e fecharam os olhos, enojados, mas não tinham escolha. A agitação do helicóptero havia atraído cada Devorador da região para a escola, e não havia como saber quando o Porto de Mokpo poderia cair — ou quando os mísseis poderiam chover. Eles tinham que partir imediatamente.

Assim que terminou, Shinu ajudou Taebaek a aplicar a podridão.

— Olhe para longe — ele aconselhou.

— Eu estou bem…

Apesar do protesto murmurado, Taebaek desviou o olhar, com arrepios subindo por suas bochechas conforme o fedor abria caminho através de sua máscara.

Um por um, os sobreviventes terminaram seus preparativos. Só então Jingyeom vestiu as pressas uma capa de chuva, claramente abalado com a perspectiva de ser deixado para trás. Taebaek o observou com um olhar de puro desdém. Como alguém podia ser tão patético e detestável? No escritório, Jingyeom parecia apenas mais uma pessoa ruim, mas agora lembrava Taebaek de um adolescente birrento. Ele queria dar um tapa na testa dele.

Como se adivinhasse os pensamentos de Taebaek, Shinu puxou-o gentilmente para mais perto pelo pulso. Então, dirigindo-se ao grupo, deu instruções com uma presença calma e de liderança. Os sobreviventes naturalmente se aglomeraram ao redor dele, esperando ordens.

Shinu acenou para o homem no traje de proteção, que distribuiu pequenos recipientes de tinta para os sobreviventes. Eles os aceitaram em silêncio.

Shinu falou, com a voz baixa, mas firme — um aviso mais do que uma orientação.

— Não percam de vista a pessoa à sua frente. Mesmo que percam, o Porto de Mokpo não está longe, então não será um grande problema.

— …

— Acima de tudo, não façam barulho. Mesmo que esbarrem em um Devorador, mantenham a cabeça baixa. Não corram, não importa o quão urgente pareça. Mover-se rapidamente só vai atrair a atenção deles.

— …

— E se alguém for pego… ignorem.

Embora não dito explicitamente, era um conselho que os sobreviventes provavelmente já entendiam. Eles adotaram expressões sombrias, como soldados indo para o campo de batalha.

Quando Shinu se virou para liderar o caminho, Jingyeom encolheu os ombros e abriu caminho pelo grupo para segurar o pulso de Shinu.

— Ei…

Antes que Shinu pudesse responder, Taebaek afastou a mão de Jingyeom com um tapa.

— O que você está olhando? — Taebaek zombou irritado.

Shinu rapidamente se posicionou entre eles para evitar uma discussão. Se esses dois se enfrentassem, isso poderia arruinar o plano que Shinu havia arquitetado cuidadosamente sem o conhecimento de Taebaek.

— Vamos conversar ali — Shinu disse, gesticulando para Jingyeom em direção ao corredor.

— Hyung— — Taebaek começou.

— Espere aqui, Senhor Han Taebaek — Shinu interrompeu secamente, com o tom intencionalmente formal. O rosto de Taebaek desabou, com as sobrancelhas se juntando. Doeu em Shinu ver aquilo, mas com Jingyeom assistindo, ele não tinha escolha. Jingyeom, alheio à tensão, sorriu de deboche para Taebaek.

Shinu deu um empurrão firme nas costas de Jingyeom para fazê-lo andar. Eles desapareceram pelo corredor.

— O que foi? — Shinu perguntou em um tom ríspido.

Jingyeom passou a mão trêmula pelo cabelo, puxando para trás o capuz da capa de chuva. — Aquela proposta de antes… Que tal 20 bilhões de woons? Funcionaria?

Shinu sorriu de leve e balançou a cabeça, virando as costas sem dizer uma palavra. Jingyeom agarrou seu cotovelo em desespero.

— Tudo bem, tudo bem! 30 bilhões! Eu lhe pago 30 bilhões!

— …Você está falando sério?

— Sim. Apenas me proteja. Me leve até o Porto de Mokpo.

A voz de Jingyeom tremia de seriedade. Shinu olhou para ele, com os lábios se curvando em um sorriso suave.

— Tudo bem.

— Ah, ótimo! Então a partir de agora—

— Mas, por enquanto, nós vamos sair separados.

— …Por quê?

— O Han Taebaek tem uma arma. Se eu declarar abertamente que estou protegendo você, não há como saber o que ele pode fazer. É por isso que vou cuidar disso discretamente, sob a proteção do anonimato, depois que sairmos da escola.

O rosto de Jingyeom endureceu. Ele claramente não gostou da sugestão de Shinu. Ele queria proteção imediata, alguém ao seu lado agora mesmo. Mas ele não podia protestar facilmente. Mesmo tendo prometido a quantia enorme de 30 biilhões de woons, Shinu tinha a vantagem naquela situação. E Shinu não estava errado — não dava para prever o que Taebaek faria.

No fim, Jingyeom teria que seguir em direção à escuridão infestada de Devoradores sozinho. Suas bochechas ficaram pálidas de medo.

— Como… como posso confiar em você quanto a isso? — Os olhos de Jingyeom se estreitaram em triângulos afiados, com a desconfiança evidente.

Em resposta, Shinu aproximou-se, com seus movimentos deliberados e calmos. Então, inclinando-se ligeiramente para a frente, estendeu discretamente algo na direção de Jingyeom.

Era pequeno, do tamanho de uma palma. Preto, sólido e pesado. Sua superfície brilhava fracamente sob a luz.

Uma pistola.

As sobrancelhas de Jingyeom ergueram-se em choque. Ele aceitou a arma com as duas mãos, segurando-a com reverência, como se fosse um decreto real.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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