Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 176 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 176

— O Presidente Park sabe que eu também estou aqui?

Taebaek perguntou novamente. Shinu assentiu com uma expressão sombria. Diante disso, Taebaek escorregou pela barra de elevação e sentou-se no chão. Shinu juntou-se a ele, sentando-se ao seu lado. Seus olhos caíram sobre o campo de esportes irregular e cheio de sepulturas — uma imagem em forte contraste com o céu claro e ensolarado.

Taebaek pegou uma pedra solta, rolando-a entre os dedos.

— É complicado. Ele é uma pessoa ruim, mas não ruim o suficiente para eu desejar que ele simplesmente caia morto. É difícil odiá-lo de todo o coração.

— …

— Sincero ou não — provavelmente era mentira —, mas quando minha mãe estava doente, foi ele quem aliviou a solidão e a dor dela, as coisas que o filho dela não conseguia preencher.

— …

— E ele estava comigo quando ela faleceu.

Shinu ouviu em silêncio o monólogo de Taebaek . Ele não tinha nada a oferecer em resposta. Seu conhecimento sobre a relação de Taebaek com o Presidente Park era fragmentado, na melhor das hipóteses, e ele não conseguia mensurar a turbulência que Taebaek estava sentindo agora.

Tudo o que Shinu podia fazer era compartilhar da raiva de Taebaek se ele estivesse com raiva, compartilhar de sua dor se estivesse triste e respeitar qualquer decisão que ele tomasse. Isso era o melhor que Shinu podia fazer.

Taebaek pressionou a pedra com firmeza usando o polegar. As pontas de seus dedos alternavam entre o branco e o vermelho sob a pressão.

— Embora ele soubesse que esse tipo de mundo estava chegando, não me disse uma única palavra. Mas, pensando bem, não é como se ele tivesse algum motivo para isso.

— …

— No papel, somos família, mas, na realidade, somos estranhos.

— …

— Ah, o que eu faço…

Taebaek apoiou a cabeça no ombro de Shinu. Shinu endireitou as costas, querendo que Taebaek descansasse de maneira mais confortável contra ele.

Taebaek olhou fixamente para os montes de sepulturas, ainda mexendo na pedra em sua mão. Após um longo silêncio, ele finalmente moveu os lábios secos.

— O Presidente Park ainda deseja que eu esteja morto?

Shinu inspirou abruptamente, com as pupilas trêmulas.

— …Não.

Ele negou rapidamente, mas era tarde demais. Taebaek soltou uma risada curta e sem vida.

— Mentiroso. Você é péssimo em mentir.

Shinu franziu a testa de leve, como se estivesse derrotado. Conversas como essa não eram o seu forte, e ele tinha dolorosa consciência disso. Ele só podia admirar como as palavras pareciam fluir sem esforço de Taebaek .

Incomodado com a pedra que causava dor a Taebaek , Shinu a arrancou da mão dele e a arremessou longe. Taebaek não pareceu chateado por perder o brinquedo. Em vez disso, segurou a mão de Shinu, brincando com seus dedos esguios e bonitos.

Ele achava infinitamente fascinante que aquelas mãos delicadas pudessem espancar pessoas até deixá-las inconscientes e disparar armas.

Observando o perfil de Taebaek , Shinu sugeriu gentilmente: — Se é tão difícil, que tal apenas ignorá-lo?

— Ignorá-lo?

— Sim. Você não precisa ser aquele que decide o destino dele. Se você o odeia o suficiente para matá-lo, eu farei isso por você agora mesmo. Mas se não for o caso, apenas deixe-o em paz.

— …

— Deixe que a vida ou a morte sigam o próprio destino do Presidente Park.

Taebaek piscou lentamente, como se estivesse lutando para compreender as palavras de Shinu. Destino? Vindo de Shinu, geralmente tão pragmático, soava quase absurdo.

Então Shinu entrelaçou os dedos deles, com o polegar roçando suavemente sobre a mão de Taebaek .

— Não posso dizer com certeza, mas não acho que aquele homem vá chegar ao Porto de Mokpo facilmente.

— …

— Mesmo que você não faça nada, ele é o tipo de pessoa que vai caminhar em direção a um penhasco por conta própria.

— …

— Então por que não apenas ficar de longe e assistir?

Exatamente como o Presidente Park havia ficado de longe assistindo Taebaek . Conforme Shinu terminou, Taebaek soltou um breve suspiro de compreensão. Ele não precisava ser o responsável por decidir o destino do Presidente Park. Se deixado sozinho, ele naturalmente caminharia em direção ao seu próprio futuro.

Tudo o que Taebaek tinha que fazer era, de vez em quando, rezar para que o futuro dele não fosse muito feliz, para qualquer divindade que estivesse assistindo — ou não. Esse tipo de vingança pacífica era bom o suficiente.

Um sorriso astuto curvou os lábios de Taebaek .

— Você tem razão. Quer ele viva ou morra, não é problema meu.

Shinu era tão inteligente e sensato. Taebaek sentia-se sortudo por tê-lo como namorado. Ele resolveu nunca mais deixá-lo ir. Assim que escapassem daquele lugar infernal, ele o beijaria todos os dias, lavaria seus pés e o trancaria em uma casa de 100 pyeong se ele tentasse ir embora. Ele o mimaria com comidas deliciosas até que ficasse fofinho e irresistível.

Taebaek de repente abraçou Shinu com força, roçando a bochecha contra a dele como um cachorrinho brincalhão.

— Hyung, eu gosto de você. Você sabe disso, não sabe? Hum? Eu realmente gosto de você.

Shinu sorriu de leve enquanto acariciava as costas de Taebaek .

O olhar de Shinu vagou para o céu. Enquanto observava as nuvens flutuarem lentamente, seus olhos ficaram mais frios.

“Não faça nada. Não se envolva. Eu cuidarei de tudo.”

Ele sussurrou as palavras em silêncio.

Os dois se abraçaram por um tempo. Naquele mundo caótico, o único santuário deles eram os braços um do outro. Seus corpos aquecidos e cheiros reconfortantes pareciam derreter toda a tensão.

Quanto tempo se passou assim? Shinu eventualmente se afastou.

— Há mais notícias ruins.

— …Mais?

Antes mesmo de ouvir, Taebaek parecia exausto, com as sobrancelhas caídas. Shinu passou o polegar suavemente pelas sobrancelhas franzidas de Taebaek .

— Mísseis.

— …Mísseis?

— Os ataques com mísseis foram antecipados em uma semana. Eles vão começar no dia 23.

Diante disso, a boca de Taebaek se abriu.

Shinu informou aos refugiados que o bombardeio de mísseis havia sido antecipado e que eles precisavam partir imediatamente, a partir de hoje. A resposta esteve longe de ser favorável.

— Hoje não é um pouco cedo demais?

— É cedo, e a noite é perigosa. Mesmo em plena luz do dia, é difícil dizer o que é humano e o que é um Devorador…

— Um helicóptero não vai vir…?

— Certo, talvez hoje ou amanhã. Ele ainda pode chegar.

— Nós ainda temos algum tempo restante, não temos? O Porto de Mokpo não é tão longe. Não podemos esperar um dia ou dois antes de decidir?

— Anunciar isso desse jeito parece um pouco desrespeitoso. Especialmente quando vocês só chegaram hoje…

Resmungos e reclamações derramaram-se uns atrás dos outros. Shinu limpou a garganta. A menção aos helicópteros… Sim, era uma esperança difícil de abrir mão. Afinal, a razão principal pela qual ele e Taebaek vieram a este abrigo era a remota possibilidade de embarcar em um.

Mas agora, com os bombardeios antecipados, aquela esperança era tão boa quanto lixo inútil. Era frustrante que os refugiados não conseguissem enxergar isso.

No entanto, Shinu não tinha intenção de persuadi-los ou consolá-los. Tudo era escolha deles, e as consequências daquelas escolhas eram deles para carregar. Shinu não precisava assumir esse fardo por eles.

Shinu olhou além dos refugiados que murmuravam para onde Jingyeom e o lutador estavam. Jingyeom parecia arrogante, erguendo o queixo como se desafiasse Shinu a admiter que ele estava certo.

Shinu lançou um olhar de soslaio para Taebaek , que permanecia com os braços cruzados, o olhar direcionado para longe, como se não pudesse sequer se dar ao trabalho de olhar Jingyeom nos olhos. Estava claro que ele não tinha desejo de se engajar naquilo.

Shinu sentiu a urgência de encerrar aquele confronto desconfortável e sem sentido o mais rápido possível.

— Façam como quiserem. Nós estamos indo embora.

Com isso, Shinu pegou a mochila que havia colocado perto de seus pés. Taebaek seguiu o exemplo, colocando a própria mochila no ombro. Sem hesitação, eles se viraram e partiram.

Os refugiados, incluindo Jingyeom, arregalaram os olhos diante da abruptosidade da partida deles. Seus olhares nervosos uns para os outros denunciavam o desconforto. Eles assistiram aos dois homens se afastarem, alguns mordendo os lábios como se debatessem se deveriam chamar por eles. Mas, no fim, ninguém o fez.

Shinu e Taebaek saíram do ginásio sem olhar para trás. Eles precisavam planejar como cruzar o Rio Devorador e depois seguir caminho em direção ao Porto de Mokpo. O sol já estava se pondo, espalhando seus tons pelo céu. O tempo estava se esgotando.

Enquanto os dois discutiam os próximos passos a caminho da escola, um homem no traje de proteção veio correndo na direção deles, sem fôlego.

— Vocês não podem simplesmente ir embora assim! Vocês estão dizendo para os refugiados morrerem?

Suas palavras instantaneamente pintaram Shinu e Taebaek como indivíduos sem coração e egoístas. Taebaek ergueu uma sobrancelha, aproximando-se do homem de maneira ameaçadora. Seu físico enorme projetou uma sombra sobre a figura menor no traje de proteção.

— Então o que nós devemos fazer? Carregá-los nas costas se eles se recusam a vir?

— N-Não, eu não quis dizer isso…

O homem sacudiu as mãos como se para afastar o mal-entendido, encolhendo a cabeça entre os ombros como uma tartaruga recolhendo-se no casco. Ele murmurou sem jeito.

— Não há necessidade de partir hoje. Vocês não podem dar a eles um pouco mais de tempo para aceitarem isso?

A sugestão tranquila fez a boca de Shinu se contorcer em um sorriso amargo. Tempo? Que indulgência. Julgando pela fileira de sepulturas alinhadas no parquinho, não era como se eles tivessem vivido vidas protegidas. E, no entanto, a ingenuidade deles era exasperante.

Espiando por trás do braço de Taebaek , Shinu falou com uma voz tingida de irritação.

— Não há tempo.

— Mas—

— Você ouviu a transmissão. O cronograma foi antecipado em uma semana. O que impede de ser antecipado ainda mais?

— …

— E se a transmissão de amanhã de manhã disser que o Porto de Mokpo caiu, que ninguém mais pode deixar a península, e eles apenas pedirem desculpas? E então?

— Bem, quero dizer, isso é improvável…

Diante da resposta persistentemente sem noção do homem, Taebaek bateu o calcanhar no chão, com o impacto ressoando alto. O homem estremeceu, com os ombros dando um sobressalto para cima.

— Ahjussi, ‘improvável’ não significa mais muita coisa neste mundo. Eu nunca imaginei que algo como um vírus zumbi apareceria na Coreia.

— …

— Zumbis deveriam ser uma coisa da Califórnia, certo? Quem diria que eu veria um na Teheran-ro em Gangnam? Inferno, eu vi eles mastigando o carrossel no Everland em Yongin. Aposto que os Devoradores já comeram a Torre de Seul também.

Taebaek abaixou a cabeça levemente, com a voz calma e deliberada, mas friamente séria.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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