Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 159 Online

↫─Capítulo 159
Shinu e Taebaek chegaram em frente ao Templo do Monte Baekryong pouco antes de a noite cair completamente.
Seus corpos inteiros estavam encharcados pela chuva incessante. Seus sapatos estavam cobertos de lama, e a temperatura corporal fria os fazia tremer mesmo parados, com os dentes batendo. O frio era tão intenso que até o hálito quente que escapava por entre os dentes cerrados parecia uma perda preciosa.
Eles queriam correr para dentro do templo imediatamente, mas não iam trocar a segurança de suas vidas por calor.
O templo ficava no fim de um caminho de subida. Era um local pequeno e humilde, composto por apenas dois edifícios, provavelmente o santuário principal e os alojamentos.
Ao contrário da imagem habitual de um templo, este era um tanto decadente. Os pilares de madeira que sustentavam o telhado estavam inclinados, o degrau onde se tiravam os sapatos estava cavado, as maçanetas das portas estavam enferrujadas e a placa com caracteres chineses estava gasta demais para ser decifrada. Um sino de vento que provavelmente antes balançava com a brisa para emitir um som suave estava imóvel junto ao degrau.
Alguém poderia ter pensado que era um templo abandonado, mas o pátio estava excepcionalmente limpo. Apesar do vento, não havia uma única folha no chão liso e plano, como se alguém o tivesse varrido naquele mesmo dia.
O templo estava silencioso. Não havia sinais de vida ou manchas de sangue. O único movimento era a chuva implacável que caía e as folhas que farfalhavam sob as fortes gotas de chuva.
Depois de observar o templo por cerca de dois minutos, Shinu começou a subir a encosta lentamente, com Taebaek seguindo de perto, checando os arredores com frequência.
Ao contrário da floresta densa e fechada, o chão do templo era liso e bem cuidado. Havia sido varrido tão minuciosamente que mal havia lama, mesmo com a chuva forte.
Shinu começou a pressentir que poderia haver alguém no templo, mas ele não podia voltar atrás. Os lábios de Taebaek estavam ficando roxos, seus músculos, tensos nos últimos dois dias, começaram a ter espasmos, e a chuva que atingia sua cabeça ficou mais forte. Eles não tinham energia para procurar outro abrigo.
Eles se moveram para trás do templo, onde encontraram uma pequena horta de vegetais e alguns potes de barro organizados ordenadamente.
Shinu acendeu a lanterna tática acoplada à sua arma. Um feixe de luz nítido se estendeu, e ele cobriu parcialmente a ponta com o polegar para deixar vazar apenas a luz suficiente para iluminar seus pés.
Com a arma firmemente encostada ao corpo, Shinu minimizou seus passos, e Taebaek também andou na ponta dos pés.
Shinu não tinha intenção de saquear o templo. Qualquer lugar abrigado, fosse sob um beiral ou em um canto da cozinha, serviria. Ele esperava passar a noite sem alertar o proprietário do templo sobre a presença deles, escondidos pelo som da chuva.
Enquanto os olhos de Shinu buscavam rapidamente por um lugar para descansar, um som suave de respingo, como se um pé tivesse pisado em uma poça rasa, chamou sua atenção. O som era claro em meio à chuva torrencial.
Não era o passo de Taebaek — ele estava logo atrás dele. O som vinha de cerca de cinco passos de distância.
Shinu tirou a mão da lanterna tática e apontou a arma na direção do som, com a mente fervilhando com vários pensamentos: “Tomara que não seja um Devorador. Ou talvez seja. Ou talvez seja uma pessoa. Ou tomara que não seja ninguém.” Os caminhos sinuosos nas montanhas claramente haviam desgastado seus nervos.
O feixe de luz revelou a origem do som.
A figura estava vestida com uma túnica cinza-escura encharcada de chuva, que caía como uma saia. Uma postura curvada, bochechas encovadas e uma cabeça careca brilhante mesmo na escuridão. O rosto, marcado pela idade, exibia rugas profundas ao redor dos olhos.
— A chuva deve ter tornado a jornada de vocês difícil.
A voz era calma, inabalável pelo clarão repentino da luz.
— Parece que vocês tiveram um dia difícil. Há um quarto vazio aqui, então por que não ficam para passar a noite?
Com um gesto para um dos lados do templo, a figura, um monge segurando um pequeno guarda-chuva, ofereceu-lhes um lugar para descansar, fitando Shinu e Taebaek com olhos serenos.
O monge não tinha armas e não demonstrava hostilidade, mas Shinu e Taebaek não baixaram a guarda. Eles não podiam — tendo encontrado tantas pessoas que não eram o que pareciam.
Mesmo assim, o monge, sem se abalar, subiu na pequena varanda de pedra dos alojamentos. Ele fechou o guarda-chuva, colocou organizadamente seus sapatos de borracha molhados ao lado da varanda e abriu a velha e rangente porta de papel.
Shinu apontou rapidamente a arma para dentro. Taebaek manteve a arma mirava no monge.
O quarto iluminado pelas luzes deles estava vazio. Havia apenas um tapete amarelo cobrindo o chão, um pequeno guarda-roupa, uma mesa baixa e uma pequena estátua em cima.
De fato, era um quarto vazio, sem sangue, corpos ou pessoas.
Depois de convidá-los a entrar, o monge calçou os sapatos novamente e desceu da varanda, lançando um olhar calmo para os dois que estavam rígidos de tensão, quase quebradiços de desconfiança.
— Aquilo com que vocês estão preocupados não virá aqui.
— ……
— Pode ser porque não há nada para comer, ou talvez porque não há som.
O monge parecia se referir a “aquilo” como o Devorador. Shinu e Taebaek não disseram nada, e o monge apontou para os fundos, explicando a disposição do templo.
— A fornalha fica nos fundos à direita, e há um banheiro simples ao lado. Não há água quente, mas vocês podem esquentar água no caldeirão.
Com isso, o monge juntou as mãos em um gesto de despedida e se virou, partindo sem medo, como se estivesse em um simples passeio noturno.
Taebaek , ainda boquiaberto, voltou-se rapidamente para Shinu.
— Er, obrigado, Monge.
Ele se curvou levemente, juntando as mãos desajeitadamente com a arma ao lado do corpo. O monge sorriu fraco e retribuiu o gesto.
— É um templo antigo, então, por favor, cuidem bem dele.
— Sim.
Taebaek curvou-se novamente, enquanto Shinu manteve o dedo no gatilho, observando até que o monge desaparecesse completamente. Seus nervos estavam tão tensos que suas têmporas latejavam. Taebaek o ajudou gentilmente a se sentar na varanda, ajoelhando-se para tirar os sapatos cobertos de lama de Shinu.
Apenas tirar os sapatos fez Shinu sentir uma estranha sensação de libertação, como se estivesse livre de algemas. Seus espíritos abatidos pareceram um pouco mais leves.
Ele puxou Taebaek para se sentar na borda da varanda e, assim como Taebaek fizera por ele, tirou os sapatos dele e retirou a mochila que pesava em seus ombros. Taebaek soltou um suspiro profundo, uma nuvem branca de fumaça escapando, fazendo-o parecer ainda mais frio. Isso deixou Shinu ansioso.
Shinu prendeu a arma novamente, calçou os sapatos e falou.
— Seria melhor você se aquecer primeiro. Descanse aqui, coma um chocolate e tire as roupas molhadas.
— Por quê? Onde você vai?
— Esquentar água no caldeirão.
— Eu vou com você.
— Está frio demais.
— E você não sente o frio?
— Eu estou bem—
— Seus lábios estão roxos. O que você está dizendo? Vamos juntos; será mais rápido.
Teimosamente, Taebaek enfiou o pé nos tênis, mas as feridas nos pés tornaram o esforço insuportável. Ele jogou os sapatos de lado e foi descalço, parando ao lado de Shinu. A terra macia fazia cócegas agradáveis em seus pés.
Shinu abriu a boca para protestar, mas parou, sabendo que nenhuma palavra mudaria aquele rosto determinado.
Retirando as jaquetas molhadas, os dois foram até onde o monge havia indicado. A fornalha ficava do lado de fora, não para cozinhar, mas aparentemente para aquecer o piso dos alojamentos. Já havia um pouco de graveto queimando na fornalha, e o caldeirão estava cerca de um terço cheio de água morna.
Shinu despejou a água da chuva de uma bacia de plástico no caldeirão, e Taebaek adicionou mais lenha, mexendo nela com uma barra de ferro.
Eles se escoraram perto do fogo, sentindo o calor retornar aos seus corpos gelados.
Shinu não foi longe; ele apenas pegou a bacia de plástico colocada sob o beiral para coletar a água da chuva e despejou tudo no caldeirão com pressa. Taebaek empurrou mais lenha para dentro e mexeu nela com um espeto de ferro.
Os dois sentaram-se bem em frente ao fogo. Estava tão frio que eles estavam tremendo, mas conforme se aqueciam diante das chamas ardentes, sentiram-se vivos. À medida que seus corpos congelados descongelavam, a pele começou a formigar.
Sem muita conversa, eles sentaram-se ombro a ombro. Sentindo-se um pouco revivido pelo fogo quente, Taebaek enfiou a mão no bolso da calça e tirou uma bala de limão. Ele desembrulhou uma e colocou na boca de Shinu, depois desembrulhou outra para si mesmo.
Eles se aqueceram perto do fogo até que as balas de limão derretessem completamente em suas bocas. O cabelo úmido em suas testas secou. A parte de trás de suas cabeças ainda estava úmida, mas isso não importava.
Quando a água começou a ferver vigorosamente, os dois pegaram o caldeirão e foram para o banheiro.
O banheiro era exatamente como o monge havia descrito — simples demais. O mofo havia se infiltrado em cada canto, apesar da limpeza diligente, e uma torneira sem chuveiro gotejava um fio fino de água.
— Você acha que o monge treina sob a cachoeira do vale quando toma banho?
O banheiro era humilde o suficiente para Taebaek fazer uma pergunta tão boba enquanto se despia. Mas ele não estava enojado ou desconfortável. Pelo contrário, parecia divertido. Ficava claro que ele sabia que deveriam ser gratos apenas por terem a chance de se lavar.
Shinu correu rapidamente de volta para o quarto deles, pegou um kit de higiene e roupas íntimas limpas, e não se esqueceu de trazer uma lanterna.
Taebaek entrou para se lavar primeiro. Ele misturou água quente com a fria para lavar o cabelo, que ainda cheirava a água do lago, e limpou o rosto, que ardia por causa do frio. Ele lavou o corpo, pegajoso de suor, água e chuva.
Shinu montou guarda com uma arma do lado de fora da porta do banheiro até que Taebaek terminasse e saísse com uma toalha sobre a cabeça, e então finalmente entrou ele mesmo para se banhar na água morna.
No passado, eles poderiam ter brincado, lançado alguma piada de duplo sentido ou dado tapinhas amigáveis um no outro como garotos do ensino médio, mas nenhum deles brincou desta vez. Isso mostrava o quão exaustos estavam. Há apenas alguns dias, quando ficaram em uma casa isolada, tinha sido pura diversão. A diferença que um carro fazia era gritante.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive