Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 141 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 141

Depois disso, eles encontraram um casal caminhando sem rumo enquanto seguravam uma criança morta, um homem de meia-idade empurrando um carrinho de bebê cheio de itens diversos em vez de um bebê, e dois rapazes que pareciam estudantes do ensino médio cambaleando pelo caminho. Também viram alguém preso entre carros capotados, desesperado, e uma família cavando plantações, com um homem sem pernas se debatendo no campo, tentando colher.

Nenhum deles demonstrou qualquer interesse enquanto o carro de Taebaek passava. Não pediram carona, nem imploraram por comida. Estranhamente, isso só fez com que Taebaek prestasse mais atenção neles.

Cada vez que via essas pessoas debilitadas, Taebaek repetidamente levava o pé para perto do freio e depois o soltava. Ele lançava olhares furtivos para Shinu, que segurava sua arma sem qualquer expressão específica.

Incapaz de se conter, Taebaek perguntou baixinho: — Não podemos… ajudá-los?

— Não.

A resposta veio tão rápido que Taebaek achou quase constrangedor ter hesitado. Ele suspirou pelo nariz e girou o volante. O carro balançava como se estivesse em um brinquedo de parque de diversões, navegando por estradas bloqueadas, caminhos estreitos sem sequer uma linha central e trilhas suaves de montanha. Ele não sabia dizer se sua náusea era por enjoo de movimento ou pela desolação do mundo ao redor.

Quando Taebaek passou por outra placa que dizia [CCTV em Operação], Shinu o chamou suavemente.

— Taebaek-ah.

— Sim?

— As pessoas que passam por este caminho são diferentes das que conhecemos antes. Elas estão dispostas a qualquer coisa para sobreviver, e fizeram o que foi preciso para chegar até aqui.

— …

— Assim como nós.

— …

— Claro, pode haver pessoas boas entre elas, genuinamente desesperadas e com fome, mas não podemos compartilhar o que temos com todos.

Os lábios de Taebaek se comprimiram firmemente. As palavras de Shinu eram, como sempre, inegavelmente verdadeiras.

Assim como eles haviam encontrado todo tipo de pessoas perigosas, enfrentado perigos e lutado para abrir caminho, as pessoas aqui provavelmente tinham feito o mesmo. Mesmo que Taebaek não lhes oferecesse comida ou carona, elas encontrariam um jeito de sobreviver.

Ele entendia isso bem o suficiente, mas não conseguia se livrar da inquietude em seu coração.

Enquanto Taebaek assentia lentamente, Shinu deu um tapinha gentil em sua mão no volante.

— Se eu ainda fosse um soldado, provavelmente abriria mão de tudo para ajudá-los. Mas não sou mais um soldado — sou o parceiro do Taebaek. Você é mais precioso para mim do que qualquer outra pessoa. Mesmo que eles morram por circunstâncias inevitáveis, contanto que você viva, é tudo o que importa. Endureça seu coração.

— Hyung…

— Então espero que você também possa se tornar um pouco egoísta. Pelo menos até chegarmos a Mokpo, coloque sua segurança acima de tudo… por favor.

Taebaek olhou para Shinu e depois voltou a olhar para a estrada. Um leve sorriso surgiu em seu rosto. Era surpreendente como apenas algumas palavras de Shinu acalmavam seu coração inquieto.

Ele percebeu que se Shinu se machucasse ajudando os outros, ele provavelmente se sentiria da mesma forma — furioso, com a cabeça prestes a explodir. Shinu sentia o mesmo por ele. Então, pelo bem de Shinu, ele precisava ser um pouco egoísta — ou melhor, pessoal. Em qualquer caso, precisava priorizar a si mesmo.

Eles tinham que fazer isso, pelos dias comuns e normais que planejavam compartilhar no futuro.

Taebaek focou intensamente à frente. A estrada de quatro pistas se alargou, revelando um cruzamento. Embora ainda houvesse muitos carros capotados, a estrada mais ampla sugeria que poderiam ganhar velocidade. Justo quando ele pisou no acelerador—

Cabum!

Um sedã pesado atingiu o carro de Taebaek em velocidade máxima. O impacto foi imenso, lançando o carro pelo ar e fazendo-o capotar. O mundo girou junto com ele.

O rosto de Shinu se contorceu de dor. Sua cabeça latejava como se tivesse se partido ao meio. O gosto metálico de sangue subiu por sua garganta e um zumbido penetrante encheu seus ouvidos, um sinal claro de uma concussão.

O sangue escorria por sua têmpora, acumulando-se na ponta do nariz em vez do queixo, indicando que ele estava deitado de lado. Levou um momento para ele perceber que estava pendurado horizontalmente.

Assim que percebeu, os olhos de Shinu se abriram abruptamente. A fumaça nublava sua visão e o cheiro acre fazia seu nariz arder como se pimenta tivesse sido derramada nele.

Ele tossiu, tateando instintivamente ao seu lado, procurando por Taebaek antes de avaliar a situação. Seus dedos roçaram o tecido macio do airbag, depois sentiram a textura familiar da jaqueta jeans de Taebaek.

Forçando os olhos a se abrirem, Shinu vislumbrou a condição de Taebaek através da fumaça espessa.

Assim como Shinu, Taebaek estava pendurado de lado, seguro apenas pelo cinto de segurança, com o corpo inerte. Suas mãos, que geralmente agarravam o volante com facilidade, pendiam para baixo, seu cabelo amado flutuando sem peso com a gravidade. Seus olhos estavam fechados e seus lábios ligeiramente abertos.

Pelo menos não havia sangue visível. Isso não garantia segurança; hemorragia interna poderia ser muito mais perigosa. Dizem que ferimentos de acidentes de carro costumam doer mais depois de alguns dias.

Ranger os dentes, Shinu tateou em busca do cinto de segurança. Após alguma dificuldade, encontrou o botão de liberação. Com um clique, o cinto se soltou e seus ombros não estavam mais presos.

Seu corpo caiu, seu ombro atingindo o chão com um baque surdo.

Ignorando a dor, Shinu rastejou até Taebaek e gentilmente afastou o cabelo dele, chamando seu nome.

— Taebaek-ah.

— …

— Taebaek, abra os olhos.

— …

— Por favor…

Apesar de seus apelos, Taebaek não deu sinais de acordar. Shinu soltou o cinto de segurança de Taebaek, permitindo que ele caísse suavemente em seus braços. Shinu ajustou cuidadosamente as pernas de Taebaek para evitar que sua coxa ferida batesse no carro, chamando seu nome mais uma vez.

— Taebaek-ah.

Mas os olhos de Taebaek permaneceram fechados.

Mordendo o lábio, Shinu olhou ao redor e avistou uma garrafa de água de 500 ml caída em um canto. Ele a pegou e despejou a água no rosto de Taebaek.

A água fria encharcou o rosto de Taebaek e, finalmente,

— Gasp…

Taebaek inspirou profundamente, seus olhos se abrindo como um nadador emergindo da água. Shinu, encarando aqueles belos olhos castanhos, soltou um suspiro de alívio.

Você está bem? Algo dói? Consegue respirar? Sua cabeça está bem? Sabe quem eu sou? Como está sua coxa? Shinu tinha tantas perguntas, mas uma onda quente de emoção brotou dentro dele.

— Hyung?

Semicerrando os olhos, Taebaek agarrou o cotovelo de Shinu. Shinu o puxou para um abraço apertado, enterrando o rosto no pescoço de Taebaek, respirando seu cheiro repetidamente. Naqueles poucos segundos em que os olhos de Taebaek permaneceram fechados, ele temeu nunca mais senti-lo.

Esta já era a segunda vez que ele imaginava a morte de Taebaek. Ele não podia prever quantas vezes mais teria que suportar um pensamento tão horrível até chegarem a Mokpo.

Mas eles ficariam bem. Assim como fizeram até agora, sobreviveriam de alguma forma. Taebaek não sairia do seu lado.

Shinu se estabilizou com essa garantia e inspecionou a porta. A porta estava distorcida demais para abrir puxando a maçaneta. Depois de empurrar e chutar, ela permaneceu presa.

Shinu então voltou sua atenção para o para-brisa. O vidro frontal, já coberto de rachaduras brancas, parecia mais fácil de quebrar. Ele pegou a arma do encosto de cabeça e a apontou para o para-brisa.

Naquele momento, Taebaek, ainda piscando lentamente, conseguiu girar o corpo, chamando por Shinu.

— Hyung.

— Só um momento, Taebaek.

— Estou sentindo cheiro de gasolina.

Shinu congelou brevemente, então puxou o gatilho com urgência. A arma disparou, o som reverberando. Já rachado, o vidro se estilhaçou. Tanto ele quanto Taebaek chutaram os cacos restantes.

Felizmente, o para-brisa quebrou rapidamente. Shinu ajudou Taebaek a sair primeiro. Segurando-se no capô aberto, Taebaek subiu graciosamente e estendeu a mão para Shinu. Segurando sua mão, Shinu se impulsionou no volante e saltou para fora.

Taebaek limpou o sangue do rosto de Shinu com a mão.

Taebaek limpou o rastro de sangue no rosto de Shinu com as costas da mão. Parecia que a têmpora de Shinu estava cortada.

Olhando para ele com olhos preocupados, Shinu gentilmente afastou a mão dele, sinalizando que estava bem.

— Preciso pegar uma coisa no carro. Por favor, vigie os arredores.

— Sim.

Taebaek imediatamente sacou sua pistola do coldre. A cena ao seu redor entrou em foco.

Seu próprio carro havia derrapado e colidido com um poste de luz. A fumaça subia, misturada com o cheiro de gasolina. Peças do carro estavam espalhadas pelo asfalto. A bicicleta que ele havia embalado cuidadosamente na loja de camping agora era apenas um pedaço de metal retorcido.

Atraídos pelo barulho estrondoso do acidente, alguns saqueadores aproximavam-se cautelosamente, enquanto outros aproveitavam a chance para fugir para longe. E ali, o sedã preto que colidira com o carro de Taebaek.

O sedã estava tão amassado que era quase irreconhecível, o capô dianteiro achatado como se tivesse sido pressionado por maquinário.

Fazia sentido; o carro de Taebaek fora projetado para ser forte e seguro para uso fora de estrada. Se fosse atingido de frente em velocidade máxima, não havia como o outro carro permanecer intacto.

Taebaek encarou o carro intensamente. O que diabos o motorista estava pensando, correndo em uma área tão obstruída? Com tantos veículos capotados ao redor, por que bater no carro dele? Teria sido uma colisão intencional, talvez visando comida ou armas?

Quem quer que fosse o motorista, ele faria questão de lhe dar um bom soco. Enquanto rangia os dentes, ele notou dois pés saindo por cima da janela do motorista do sedã. Estavam manchados de sangue e a pele tinha um tom roxo perturbador.

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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