Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 135 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 135

Shinu e Taebaek desarrumaram as coisas e descansaram um pouco. Sentados próximos, de mãos dadas, eles encerraram o dia longo e exaustivo. Mas a paz não durou muito — o chão estava frio como gelo, e apenas sentar nele fazia os quadris ficarem dormentes.

Shinu olhou para Taebaek com preocupação. Ele conseguia dormir em qualquer lugar, até mesmo no chão, mas Taebaek, que crescera no conforto, teria dificuldade com aquilo.

Quando estavam no outlet, tinham uma barraca e um colchonete, então o chão não era tão frio. Shinu quisera trazer aqueles itens, pensando que seriam úteis, mas agora provavelmente estavam enterrados sob pilhas de terra.

Contrariando as preocupações de Shinu , Taebaek estava mexendo em um rádio antigo e coberto de poeira. Um som cheio de estática chiou e, logo, uma transmissão familiar começou a tocar.

— …As forças sul-coreanas e da ONU estão estacionadas em Mokpo. Por favor, venham rapidamente e fiquem dentro da zona de segurança.

— Cidadãos, vamos todos sobreviver e nos encontrar novamente.

— No dia 12 de outubro, às 19h, o 54º navio de resgate partiu com sucesso do Porto de Mokpo rumo à Ilha de Jeju.

— Repetindo: não é permitida a entrada de indivíduos infectados.

A transmissão não estava clara, como se o locutor estivesse falando atrás de uma barreira de vidro. O rádio no carro de Taebaek era muito mais nítido, mas aquele parecia ser velho demais.

Taebaek desligou o rádio. Nesse momento, Shinu acariciou gentilmente o joelho de Taebaek.

— Você não está com frio?

— Eu aguento.

— Precisamos tomar banho. Tem muita sujeira… vou verificar a caldeira.

— Vamos juntos.

— Sua perna ainda dói, não dói? Eu vou sozinho. Se algo acontecer, é só me chamar.

Shinu finalmente conseguiu dissuadir Taebaek e alcançou a maçaneta da porta.

— Ahhh! O que está acontecendo, hyung? — Taebaek de repente soltou um grito claramente exagerado.

— …

Shinu virou-se, completamente perplexo. Mas que diabos…? Seu rosto era uma mistura de choque, confusão e irritação enquanto olhava para Taebaek, que tinha uma expressão sem vergonha.

— Você disse para gritar se algo acontecesse.

— …E então? O que aconteceu?

— Você está me deixando aqui sozinho — esse é o problema.

— Quando foi que eu—

— Quando estou com você, não sinto dor. Mas quando estou sozinho, dói. Então vamos juntos, tá bom?

Taebaek estendeu as mãos em direção a Shinu , resmungando de forma brincalhona. Com um suspiro profundo, Shinu aproximou-se dele. — É como se eu estivesse criando uma criança, honestamente… — Taebaek imediatamente envolveu a cintura de Shinu com os braços e esfregou a bochecha no ombro dele.

Ele é igual a um cachorrinho… Não tem como eu ficar bravo com ele.

Shinu riu baixinho e passou os dedos pelo cabelo de Taebaek. Embora estivesse tingido com tinta barata e tivessem lavado com sabonete para as mãos mais cedo, ainda era macio como sempre, deslizando facilmente entre seus dedos.

No fim, os dois saíram juntos. Shinu carregava seu rifle e Taebaek estava com sua pistola. Eles também ligaram uma pequena lanterna.

Como era inverno, o sol havia se posto cedo. A combinação da brisa do rio com o ar da montanha tornava tudo ainda mais frio.

Shinu seguiu em direção à sala da caldeira que havia inspecionado antes por segurança. Como esperado, a caldeira não funcionava. Se a casa não tinha sequer eletricidade, não havia como a caldeira rodar. Eles estavam fadados a se lavar com água gelada e dormir no chão frio. Nesse ritmo, com certeza pegariam um resfriado.

Shinu olhou sombriamente para a caldeira, mas Taebaek tocou em seu braço.

— Hyung, e aquilo ali?

Shinu olhou na direção que Taebaek apontava com a lanterna. Ao lado do quarto principal, em uma passagem que levava à cozinha, havia um pesado caldeirão de ferro sobre um fogão antigo.

As sobrancelhas de Shinu se ergueram com satisfação.

Uma parede estava empilhada com lenha. Embora a maior parte estivesse danificada pela chuva, ele escolheu os pedaços mais secos e os colocou no fogão. Ele também enrolou alguns jornais que estavam presos entre as toras e os enfiou entre a lenha.

Assim que tudo foi montado, Shinu olhou em volta. Ele arrastou um pequeno banquinho usado para ficar de cócoras em frente ao fogão e o colocou diante de Taebaek.

— Você acende o fogo, Taebaek.

— Espera, para onde você vai desta vez? — Os olhos de Taebaek se arregalaram em suspeita.

— Vou buscar água. Precisamos esquentá-la se quisermos nos lavar, certo? Está vendo aquela torneira? Não vou estar a mais de cinco passos de distância de você.

Shinu apontou para a torneira em um lado do quintal. Ela estava conectada a uma mangueira verde e, ao lado, havia uma barra de sabão de lavar roupa rachada e um balde de água. Os ombros tensos de Taebaek finalmente relaxaram. Ele acenou para Shinu , dando permissão para ele ir.

Shinu sorriu e foi em direção à torneira. Enquanto ele enchia uma bacia grande com água, Taebaek acendia o fogo com cuidado. Era a primeira vez que ele via um fogão daqueles de perto. Ele só os tinha visto algumas vezes em museus e, mais recentemente, em uma aldeia folclórica em Yongin.

Mas ali estava ele, realmente usando um. Quem diria — um cara como eu, que cresceu em Seul, em Jamsil, agora está acendendo fogo para usar um caldeirão. A vida realmente surpreende. E, estranhamente, era divertido, como se estivessem em uma viagem aconchegante, apenas os dois.

Enquanto Taebaek ria sozinho, Shinu voltou e despejou uma bacia de água no caldeirão. Ele era pequeno, então apenas cerca de um terço do caldeirão ficou cheio. Mais algumas viagens resolveriam o problema.

Quando Shinu se virou para buscar mais água, notou Taebaek sorrindo. Acender o fogo era tão divertido assim? Curioso, ele perguntou: — Por que você está sorrindo?

— Porque estou feliz.

— Feliz com o quê?

— Com você.

Taebaek piscou com um brilho brincalhão nos olhos.

— …

Shinu riu baixinho, balançando a cabeça. O charme dele nunca acaba, nem mesmo em uma situação como esta. De onde ele tira isso? Ele refletiu enquanto voltava para a torneira.

Depois de esquentar a água, Shinu ajudou Taebaek a se banhar. Poderia ter sido uma situação constrangedora, mas no quarto totalmente escuro, iluminado apenas pela pequena lanterna apontada para o teto, não foi tão embaraçoso.

Eles já haviam compartilhado momentos mais íntimos antes, mas, por algum motivo, ver o corpo nu um do outro em um contexto tão comum parecia estranhamente tímido e desajeitado.

Assim que Taebaek terminou, foi a vez de Shinu . Ele disse a Taebaek que ele poderia entrar e esperar, mas Taebaek teimosamente ficou ao seu lado.

Durante todo o banho, Shinu continuou se assustando enquanto Taebaek maliciosamente agarrava sua bunda, acariciava suas pernas e tocava sua cintura. Shinu cerrou os dentes para evitar lhe dar um soco.

Ele está doente. É um paciente. Se eu bater nele, ele ficará ainda pior. Devo ter dito isso a mim mesmo umas dezoito vezes.

Depois de lavarem toda a sujeira e lama, eles se secaram e vestiram os conjuntos de agasalho iguais que haviam pego no outlet. Eles usavam o mesmo modelo, mas em cores diferentes — roxo claro para Taebaek e cinza para Shinu . Mesmo já tendo se visto em posições muito mais comprometedoras, usar roupas combinando os fazia sentir estranhamente tímidos.

Eles puxaram um cobertor de algodão grosso de um guarda-roupa antigo. Tinha um cheiro forte, um pouco de mofo, mas era pesado e quente — melhor do que nada.

Antes de dormir, Shinu verificou novamente a coxa ferida de Taebaek, limpando o sangue seco e trocando as bandagens. Para evitar que Taebaek coçasse o ferimento durante o sono, Shinu enrolou cuidadosamente uma bandagem grossa em volta. Ele também lhe deu antibióticos e analgésicos.

Apesar da gravidade da situação, Taebaek achava difícil evitar que os cantos da boca se erguessem em um sorriso constante. Apenas o fato de Shinu estar cuidando dele daquela forma o fazia sentir-se mais do que feliz — ele era definitivamente um caso perdido.

Shinu gesticulou para Taebaek entrar debaixo do cobertor, e ele obedeceu. Mas, em vez de se deitar, Shinu , como de costume, pegou seu rifle e um mapa. Taebaek imediatamente se sentou.

— Eu ajudo.

Sobressaltado, Shinu rapidamente cobriu o mapa. Ele diminuiu a luz colocando um lençol branco sobre a lanterna apontada para o teto. O quarto ficou mais escuro. Ele então verificou novamente as trancas das portas e montou uma armadilha usando tigelas de latão antes de finalmente se deitar ao lado de Taebaek.

Taebaek sorriu e abraçou Shinu , empurrando seu próprio travesseiro para longe e ocupando metade do de Shinu . Claramente, ele pretendia dividir um único travesseiro novamente naquela noite.

Shinu , acostumado com essa rotina, aconchegou-se nos braços de Taebaek. O peito musculoso de Taebaek era tão confortável quanto qualquer travesseiro de luxo. Além disso, com o fogão queimando abaixo deles, o chão estava maravilhosamente quente.

Após um momento de silêncio, o vento noturno sacudiu a porta antes de desaparecer. Taebaek esfregou o nariz no de Shinu . O chão estava quente, mas o ar estava frio, dando-lhe a estranha sensação de enfiar apenas a cabeça dentro de uma geladeira.

— Uau, está realmente frio à noite agora.

— Sim. Quando chegarmos a Mokpo, provavelmente estará muito mais frio.

Shinu respondeu lentamente, piscando. Taebaek assentiu e enterrou o nariz no cabelo de Shinu .

— É, eu gosto.

— …O que você quer dizer? Você gosta do frio? Você gosta do inverno, Taebaek?

— Não, eu costumava odiar o frio, mas a partir de hoje, eu gosto. Porque estamos abraçados assim.

Taebaek se remexeu e abraçou Shinu ainda mais forte. Shinu olhou para o rosto de Taebaek, que ele mal conseguia distinguir na penumbra. Seus lábios bonitos estavam curvados em um sorriso constante. Não tinha sido um dia particularmente alegre — afinal, ele sangrara muito pelo ferimento na coxa — mas, por incrível que pareça, ele parecia estar de ótimo humor.

— …Você está estranhamente carinhoso hoje.

— Talvez seja porque eu quase morri. Cada momento com você parece tão precioso, tão maravilhoso.

Taebaek beijou a bochecha de Shinu repetidamente. Shinu soltou uma risada e deu tapinhas gentis nas costas de Taebaek.

Taebaek estava de bom humor, e apenas ouvir isso elevava o espírito de Shinu , como se estivesse flutuando em um balão. Seus lábios se curvaram em um sorriso suave.

Sim, apesar do deslizamento de terra, do ferimento na coxa e de tudo o mais que aconteceu, aqui estavam eles, deitados juntos em paz naquela noite. Isso, por si só, era algo tão precioso e extraordinário.

Shinu olhou para Taebaek, e Taebaek olhou de volta para ele. Na escuridão, seus olhos compartilharam um momento silencioso e íntimo. Conforme continuavam, as pálpebras de Shinu ficavam cada vez mais pesadas.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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