Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 119 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 119

Meu namorado… Ele não é gentil e doce demais? Ele é incrivelmente bonito, tem um pau enorme, é ótimo na cama e, além disso, é gentil e doce.

Como tive tanta sorte de conhecer Taebaek…?

Pela primeira vez em sua vida, Shinu sentiu-se grato a um deus a quem nunca havia agradecido antes.

Shinu quase trocou de roupa ali mesmo no meio da loja, mas pensou que, embora eles já tivessem visto tudo um do outro, ainda era antes do encontro deles, então foi até o provador para se trocar.

As roupas que Taebaek escolhera para ele eram uma camisa social branca casual, um suéter de tricô macio na cor azul-petróleo e calças pretas com a barra dobrada. Ele até lhe entregou tênis brancos. Tudo ficou ótimo. Embora custassem 29.900 ou 39.900 won, talvez porque Taebaek as tivesse escolhido, elas pareciam de alta classe por algum motivo.

Shinu deu uma volta na frente do espelho de corpo inteiro. O reflexo parecia desconhecido, mas também satisfatório.

Após passar um longo momento em frente ao espelho, Shinu saiu do provador e descobriu que Taebaek também havia se trocado. Ele agora usava um moletom azul-marinho com um grande urso de pelúcia estampado, jeans azul-claro e um boné bege usado para trás. Ele parecia o estudante mais popular do campus.

Shinu ficou maravilhado.

— Uau… Taebaek, você está tão fofo.

— Sério?

Taebaek sorriu amplamente, com os lábios se esticando para os lados. Até aquele sorriso juvenil combinava perfeitamente com a roupa. Shinu olhou para ele em transe enquanto Taebaek se aproximava.

— Você também está fofo. Parece um estudante universitário.

Shinu riu sem jeito das palavras de Taebaek. Embora se sentisse envergonhado, não era desagradável. Enquanto ele mexia nervosamente na barra de seu suéter, Taebaek segurou gentilmente a mão de Shinu.

— Vamos ao nosso encontro agora.

— …Tudo bem.

Shinu assentiu e parou ao lado dele. Taebaek lhe entregou um rifle, que Shinu pendurou no ombro. Taebaek guardou uma pistola no bolso de trás. Eles trocaram um breve olhar e sorriram antes de saírem caminhando casualmente.

Havia muitos lugares para um encontro dentro do outlet.

Eles começaram escolhendo sapatos em uma loja, agindo como se estivessem realmente fazendo compras. Embora Shinu não fosse muito ligado em moda ou compras, ele levou a sério a escolha dos tênis, já que costumava comprá-los com frequência no passado. Se o tamanho não estivesse disponível, eles procuravam no estoque. Trocaram recomendações e debateram sobre o que parecia bom, o que servia bem e qual era o melhor tamanho.

Depois de escolherem um ou dois pares de que gostaram, carregaram sacolas de papel com o logotipo da marca esportiva, sentindo-se realmente como se tivessem ido às compras.

Em seguida, experimentaram óculos em uma ótica. Taebaek usou óculos redondos de armação dourada, que ficaram incrivelmente bem nele. Shinu ficou surpreso com o modo como os óculos podiam se tornar um acessório de moda.

Taebaek recomendou óculos de armação de tartaruga para Shinu e, embora tenha parecido estranho no início, ele os colocou. Ele nunca tinha usado óculos antes, pois tinha uma visão perfeita e não usava muito computadores ou celulares.

Os óculos estranhamente combinavam com seu rosto limpo, fazendo-o parecer um estudante modelo aplicado ou talvez o presidente do conselho estudantil que era próximo dos professores. Taebaek não parava de dizer o quanto ele estava fofo, chegando a lhe dar um beijo profundo.

Eles passaram muito tempo experimentando várias coisas antes de finalmente saírem da loja, cada um usando um par de óculos de sol.

Depois, relaxaram com um café e um chocolate quente na sala de descanso. Enquanto bebiam e saboreavam as sobremesas que encontraram na farmácia, observavam a chuva cair lá fora.

Mais tarde, foram a uma loja de louças porque Taebaek queria escolher pratos bonitos para um jantar sofisticado. Shinu levou seu tempo escolhendo, mas toda vez que trazia um prato, Taebaek fazia uma careta ligeiramente estranha.

Os que Shinu escolhia tinham nomes grandiosos como “Prato Rosa Real”, “Prato de Flores Retrô” e “Prato Jardim de Flores”, com flores vermelhas e folhas verdes berrantes e emaranhadas. Ele achou as flores bonitas.

Enquanto isso, os pratos que Taebaek escolheu eram simples, porém elegantes, com nomes como “Tigela de Massa Preta”, “Prato Redondo Minimalista”, “Prato Oval de Jantar” e “Prato Redondo Coleção Nórdica”.

Sem dizer uma palavra, Shinu desistiu de suas seleções.

Ao saírem da loja de louças, começaram a preparar o jantar. Como de costume, cozinhar era responsabilidade de Taebaek, enquanto Shinu lavava os pratos e arrumava a mesa de acordo com as instruções de Taebaek.

Eles trouxeram uma mesa de exposição da loja, limparam a poeira com lenços umedecidos e organizaram perfeitamente os pratos e talheres. Nas taças de vinho, serviram suco de uva da farmácia. Também colocaram uma lanterna elegante, encontrada em uma loja de camping, no centro da mesa.

Enquanto Shinu olhava orgulhosamente para a mesa de jantar montada, Taebaek trouxe a comida.

Havia “macarrão com almôndegas”, com almôndegas sobre massa de tomate instantânea, “risoto de peito de frango”, um refogado de frango cozido em molho de creme, junto com batatas-doces assadas com queijo congeladas e pizza Margherita congelada da farmácia.

Para Shinu, parecia uma refeição incrível, mesmo que Taebaek não visse dessa forma. Na verdade, mesmo em Seul, ele nunca tivera uma refeição assim.

Eles comeram com elegância, usando garfos e facas, brindando com suas taças de suco de uva. Compartilharam suas opiniões sobre o que estava gostoso, riram sobre como o encontro deles fora bobo, mas o quanto estavam felizes, e discutiram animadamente o que fariam no próximo encontro, bem como o que comeriam se chegassem à Ilha de Jeju.

Eles sorriram timidamente um para o outro, com os rostos iluminados pela luz suave.

Assim que terminaram a refeição e arrumaram tudo, passaram para a parte seguinte do encontro: assistir a um filme.

Foram a uma loja de eletrônicos, apagaram todas as luzes, exceto a da TV, e Taebaek mexeu no computador da loja, logo iniciando um documentário. Era um daqueles documentários sobre a Amazônia que costumam passar em lojas de TV.

Depois de ajustar o volume e o brilho, Taebaek sentou-se no sofá. Na frente do sofá havia uma mesinha onde eles haviam colocado a pipoca e o refrigerante que encontraram na farmácia.

Era um ambiente não muito diferente de um cinema.

Os dois sentaram-se perto o suficiente para que seus braços se tocassem e começaram a assistir ao documentário. Não assistiram por muito tempo porque Taebaek lentamente deslizou a mão por baixo da camisa de Shinu, começando a acariciá-lo.

Shinu não o afastou. Em vez disso, sorriu levemente e puxou a cabeça de Taebaek em sua direção.

Ignorando as cenas de caça de crocodilos na tela, eles se beijaram apaixonadamente, mordendo a língua um do outro e engolindo a saliva um do outro. Quando terminaram de se beijar e seus lábios já estavam dormentes, o documentário havia acabado.

Achando graça, eles riram juntos. Deixaram a TV ligada com a mensagem de “Sem sinal” exibida e, praticamente deitados no sofá, dividiram um pouco de pipoca. Taebaek passou o braço pelo ombro de Shinu, comendo casualmente a pipoca que Shinu lhe dava na boca. Mas ele não parecia comer com muito entusiasmo.

— Não está bom?

Shinu perguntou enquanto mastigava a pipoca. Para ele, tinha um gosto levemente salgado e torrado, mas talvez Taebaek não tivesse gostado.

— Não é doce. Eu gosto de pipoca de caramelo.

Taebaek respondeu, tomando um gole de seu refrigerante. Shinu riu consigo mesmo, fascinado por quão claramente Taebaek expressava seus gostos e desgostos.

Por um momento, ambos desfrutaram do silêncio juntos, embora a calma não fosse totalmente silenciosa. A proximidade física tornava audível o subir e descer suave de seus peitos e suas respirações leves.

Foi Shinu quem falou primeiro. Ele lambeu os lábios secos, depois mordeu o lábio inferior enquanto refletia sobre algo, finalmente falando em voz baixa.

— Taebaek.

— Sim?

— Aqueles homens que encontramos ontem durante o dia…

— Sim?

— Você não se arrepende de tê-los matado… arrepende?

O assunto repentino fez Taebaek estreitar os olhos. Ele não pareceu pensar muito antes de responder.

— …Na verdade, não.

De fato, Taebaek quase se esquecera deles.

Pouco depois de lidar com eles, a chuva caiu, eles vieram para cá e, após compartilhar conversas com Shinu e confirmar seus sentimentos, ele não teve a chance de pensar em mais nada. Ele estava imensamente feliz.

Na verdade, ele não gostou muito de Shinu trazer à tona aqueles idiotas no meio daquela atmosfera.

Mas Shinu estava falando sério. Acariciando a mão que estava em volta de sua cintura, ele perguntou novamente.

— Você não hesitou nem um pouco quando os matou…?

— Acho que não.

— …

Shinu ficou em silêncio. Lá no observatório em Yongin, Taebaek relutava em tirar a vida de alguém. Ele tinha até descartado a ideia de abater todos os membros do culto. Mas agora, discutir a morte parecia perturbadoramente leve e fácil.

— É… é por minha causa?

— O quê?

— Porque eu… eu mato as pessoas com tanta facilidade… E porque eu disse que me mataria… A morte se tornou fácil demais para você também?

Taebaek, que estava recostado no sofá, sentou-se ereto de repente. Sobressaltado, Shinu interrompeu a frase e ficou em silêncio. Taebaek levantou-se do sofá. Embora Shinu sentisse falta de seu calor, não disse nada.

Taebaek afastou a bagunça sobre a mesa e sentou-se ali. Como a mesa era baixa, seus joelhos estavam dobrados e a parte superior de seu corpo se inclinava para frente. Ele olhou fixamente nos olhos de Shinu.

— Hyung.

— Sim.

— Aqueles caras cujas cabeças eu explodi mereciam morrer.

— Isso é… verdade, mas…

Shinu baixou um pouco o olhar. Eles eram claramente caras maus. Se tivessem sido deixados vivos, definitivamente teriam prejudicado outros. Homens que viam este mundo como uma oportunidade para satisfazer seus desejos distorcidos.

Mas ainda assim… ainda assim…

Enquanto os olhos de Shinu afundavam em um abismo profundo, Taebaek subitamente agarrou ambos os seus pulsos e o puxou para si.

— Hyung. A morte não é fácil para mim.

— ……

— Se fosse, eu teria deixado você ir quando disse que queria morrer.

— Então por que você fez aquilo?

— Porque eu estava com raiva.

Taebaek olhou fixamente para Shinu enquanto falava.

Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.

Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive

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