Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) – Capítulo 117 Online

↫─Capítulo 117
Taebaek envolveu gentilmente a mão de Shinu, que segurava o bolinho, e a beijou. Foi um gesto principesco, como se estivesse concedendo um beijo de honra — um gesto grandioso demais para um lanche que custava centavos. Um rubor de excitação subiu pelas bochechas de Shinu.
— Obrigado. Eu vou aproveitar. Mas… como você pode ser tão sem vergonha e, ao mesmo tempo, tão adorável?
— …
Era difícil dizer se aquilo era um elogio ou uma crítica. Mas, julgando pelo rosto radiante de Taebaek, não parecia ser uma crítica. Provavelmente significava apenas que, não importa o que Shinu fizesse, ele o achava adorável.
Shinu sorriu timidamente, seus olhos se curvando em um sorriso puro e infantil.
Ao ver aquele sorriso tão de perto, Taebaek sentiu como se alguém tivesse acabado de dar um soco em seu coração. Como um homem de 32 anos podia sorrir daquele jeito? Sério… O que está acontecendo com meu namorado? Como ele pode ser tão atraente e ainda assim tão fofo, tão bonito e tão charmoso?
— Ei, você sabe o que significa “quebrar a parede”?
Taebaek perguntou enquanto abria o bolinho de chocolate. Shinu piscou, confuso.
— Hein? Quebrar a parede? Por que você quebraria uma parede?
— É uma frase popular na internet. Significa que você está tão sobrecarregado de emoção porque alguém ou algo que você gosta é fofo ou bonito demais, e você não consegue conter a alegria, então sente vontade de quebrar uma parede.
— …
— Como quando um cachorrinho ou um gatinho é tão fofo que você quer apertar as bochechas dele, incomodar um pouco ou abraçar tão forte que parece que vai explodir.
Taebaek arrancou cuidadosamente um pedaço do bolinho amassado e deu na boca de Shinu. Shinu comeu rapidamente, e a doçura preencheu sua boca. A combinação de chocolate derretido, massa macia e recheio cremoso era deliciosa. Enquanto a doçura persistente cobria sua língua, ele tomou um gole de seu café.
— Ah… Quebrar a parede. Entendi.
— É como me sinto agora. Quero quebrar a parede porque você é fofo demais.
Taebaek inclinou-se para trás e colocou o resto do bolinho de chocolate na boca. Acabou em um instante — era tão pequeno, mal cabia na mão. Ele se arrependeu. Deveria ter saboreado mais, já que Shinu o tinha dado. Assim que esse pensamento passou por sua mente, Shinu subitamente estendeu os braços.
— Já que quebrar uma parede é difícil, apenas me abrace no lugar disso. Você pode me abraçar o quanto quiser, até o ponto em que eu esteja prestes a explodir.
Sobressaltado, Taebaek deixou cair a embalagem do doce. Quando ele apenas ficou ali, paralisado, Shinu balançou os braços, incentivando-o.
Sem perder um segundo, Taebaek mergulhou no abraço de Shinu, envolvendo seus braços com força em volta da cintura fina dele e enterrando o rosto no pescoço de Shinu. O aroma dele preencheu os sentidos de Taebaek — denso e rico, umedecido pela chuva.
A expressão de Taebaek suavizou-se com satisfação. Agora, sempre que quisesse, ele poderia inalar esse perfume. Chega de roubar lufadas de cheiro como antes. Ele era o namorado de Shinu agora. Ele tinha o direito de fazer isso. E isso o deixava indescritivelmente feliz.
Ele abraçou Shinu ainda mais forte e murmurou baixinho: — Eu amo muito você.
— É.
— Eu te amo mais do que qualquer coisa no mundo.
— É.
Shinu riu baixinho e acariciou o cabelo loiro de Taebaek. Os fios dourados deslizavam por seus dedos lindamente. Até a cabeça do Taebaek é bonita, ele pensou. Quebrar a parede… Ele sentia que estava começando a entender aquele sentimento.
Enquanto continuava a acariciar o cabelo de Taebaek, Shinu não resistiu e o abraçou de volta. O tamanho de Taebaek, que preenchia seus braços, o fez sorrir apesar de si mesmo.
Em um mundo que se tornara um inferno vivo, este momento parecia mais pacífico e alegre do que qualquer coisa que ele já tivesse vivenciado.
A chuva não parou, nem mesmo depois das duas da tarde. Se houve mudança, ela ficou ainda mais pesada. Durante um almoço tardio, Taebaek brincou: — Nesse ritmo, todos seremos levados pela enxurrada.
Shinu, preocupado, ligou o rádio do carro. Se a chuva estivesse tão ruim assim em Mokpo, certamente afetaria a capacidade dos navios de partirem. Aquela área precisava permanecer limpa. Esperançosamente, essas nuvens escuras não teriam coberto a última esperança deles.
— …Todos… fiquem em segurança…
Uma voz familiar chiou através da estática. Shinu franziu a testa e sintonizou manualmente a frequência, lutando contra o sinal ruim causado pelo mau tempo. Por sorte, ele encontrou uma estação clara.
— …Às 15h do dia 11, o 50º navio de resgate partiu com sucesso de Mokpo rumo à Ilha de Jeju.
— Reiteramos: Nenhum indivíduo infectado poderá embarcar nos navios.
— As forças da Coreia do Sul e da ONU estão atualmente estacionadas em Mokpo. Por favor, dirijam-se para lá rapidamente e permaneçam dentro da zona de segurança.
— Sobrevivam, todos vocês. Nos encontraremos novamente.
Mokpo parecia estar resistindo. Shinu, sentado no banco do passageiro, soltou um suspiro de alívio. Seria desastroso se o caminho de saída fosse bloqueado agora que tinham uma chance real de sobreviver. O pensamento de Taebaek ter que viver neste mundo infernal por mais tempo era insuportável.
Naquele momento, um pensamento ridículo cruzou sua mente: alguém não deveria estar correndo para salvá-lo, considerando que ele fora uma vez nomeado o bilionário mais bonito do mundo pelo New York Times?
Enquanto Shinu ria da absurdidade daquela ideia, Taebaek bateu na janela do carro. Shinu saiu e Taebaek lhe entregou um rifle. Ele também segurava uma pistola na mão. Os olhos de Shinu se arregalaram, imaginando se algo estava errado. Mas então Taebaek sorriu brincalhão.
— Ei, eu quero ir a um lugar.
— …Um lugar?
Shinu inclinou a cabeça. Taebaek assentiu, puxando gentilmente seu pulso. Shinu o seguiu sem questionar.
O lugar para onde Taebaek o levou foi uma drogaria no final do primeiro andar. Você conhece o tipo — uma loja jovem que vende cosméticos e outros itens variados. Shinu olhou para o letreiro apagado com uma sobrancelha erguida.
— …É aqui que você queria vir?
Estava a apenas dois minutos de caminhada. Depois de pegar as armas e se equiparem, Shinu pensou que eles estavam indo para o campo aberto. Ele se sentiu aliviado, mas também se sentiu um pouco bobo por estar tão tenso.
— Sim. Se eu viesse sozinho, você ficaria preocupado — Taebaek respondeu, agachando-se em frente à porta de enrolar. Ele estava usando um alicate para quebrar a fechadura.
Shinu sorriu de canto. Que doce. Parecia que Taebaek se lembrava dos avisos anteriores de Shinu para não sair vagando sozinho.
Depois de quebrar a fechadura, Taebaek levantou a porta. Shinu, preparando-se para o pior, destravou a segurança de seu rifle caso houvesse algum “Devorador” lá dentro. Com um rangido, a porta subiu, revelando o interior da loja.
Shinu e Taebaek perceberam rapidamente que não havia Devoradores lá dentro. Tudo estava organizado ordenadamente, desde os displays de batom até as fileiras de cremes em bisnaga perto da entrada. Nada estava fora do lugar e, em vez do fedor de carne podre, o cheiro suave de cosméticos os saudou.
Ainda assim, precisavam ter certeza. Com Taebaek parado atrás dele, Shinu verificou cuidadosamente os corredores, o pequeno depósito e até mesmo sob o balcão. Não havia sinal de vida, Devoradores ou cadáveres.
Shinu assentiu, sinalizando que era seguro. Taebaek correu em direção ao balcão com passos animados, apertando o interruptor de luz. A loja logo foi banhada por uma luz brilhante.
Taebaek, agindo como se estivesse em uma maratona de compras, pegou uma cestinha perto da porta. Ele entregou outra para Shinu.
— Eu não preciso realmente disso…
Shinu aceitou, embora estivesse um pouco confuso. Ele nunca havia colocado os pés em um lugar como aquele antes. Geralmente, ele comprava produtos de cuidados com a pele enquanto fazia compras no supermercado. Se visse xampu ou sabonete líquido em promoção, pegava alguns frascos. Ele não sabia muito sobre marcas ou o que era bom e o que não era.
Tendo crescido de forma rude e difícil, não importava o que ele passasse na pele — ele nunca notava diferença.
Taebaek, por outro lado, estava intensamente focado enquanto inspecionava os cosméticos. Ele pegava itens diferentes, lendo as letras miúdas antes de colocá-los de volta ou adicioná-los à sua cesta.
Shinu ficou parado, observando Taebaek se mover com determinação. Ah, isso explica. Com razão a pele dele sempre parece tão refinada. Aquela pele impecável não veio naturalmente, ele pensou.
Depois de um tempo, Shinu vagou cautelosamente para longe. Ele acabou na seção de cosméticos femininos, cercado por fileiras de batons coloridos, sombras e BB creams. Sua boca ficou entreaberta enquanto passava pelo corredor.
Ele passou pela seção de máscaras faciais e se viu no corredor de fragrâncias. Parou por um momento, pegando frascos e borrifando-os no ar. Os aromas artificiais o fizeram franzir o nariz.
Curioso, ele continuou experimentando, borrifando diferentes perfumes no ar. Então olhou para o lado e viu uma placa que dizia “Produtos de Saúde e Higiene”. Intrigado, Shinu seguiu naquela direção.
As prateleiras estavam repletas de todos os tipos de itens — escovas de dente, pasta de dente, compressas térmicas, bolas de massagem, ferramentas de acupressão, meias de compressão e muito mais. Shinu pegou lenços umedecidos antissépticos e soro fisiológico, colocando-os em sua cesta.
— Um lenço específico para coriza… eles inventam de tudo hoje em dia…
Ocasionalmente, ele pegava algo curioso para inspecionar de perto. Depois de se agachar e examinar vários itens, Shinu levantou-se, lançando um breve olhar para Taebaek à distância para garantir que ele estivesse bem antes de passar para a próxima seção — a seção de [Alimentos].
Estava cheia de itens inesperados — chips de batata-doce de baixa caloria, petiscos de proteína, amêndoas, vários suplementos dietéticos, cereais de emagrecimento em embalagens individuais, além de chocolates e doces que Taebaek amava e shakes e barras de proteína que Shinu preferia.
— Então, lojas de cosméticos não vendem só cosméticos, hein…
Shinu pendurou o rifle que carregava sobre o ombro como uma bolsa transversal. Então, com um olhar hipnotizado, começou a jogar tudo em sua cesta de compras. Quando a cesta transbordou, ele pegou uma caixa debaixo do balcão e carregou tudo nela.
Ele continuou guardando itens ali, tão ocupado quanto um esquilo se preparando para o inverno.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Vamos nos Encontrar Vivos (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
Um vírus zumbi se espalhou na pacífica Seul.
A Coreia deu aos zumbis o nome de ‘Meogbo/Comedores’, e, após uma luta, eles falham em erradicar os meogbo.
– Caros coreanos, no dia 30 de setembro, nosso governo e Seul decidiram abandonar a Península Coreana.
– Venham para Jeonnam.
– Os militares estão esperando no Porto de Mokpo, em Mokpo, Jeollanam-do.
– Queridos cidadãos. Vamos todos nos encontrar vivos.
Shin-hoo: um bodyguard bruto, das forças especiais.
Han Tae-baek: um chefe brincalhão, de rosto frio e estômago fraco.
Han Tae-baek precisa sobreviver, Shin-hoo precisa salvar Tae-baek.
Juntos, os dois navegam por um mundo em caos.
– Se você achar que sua vida vai correr perigo para me salvar, então me abandone. Eu não quero ir para lá.
Tae-baek tentou falar com calma.
– Não vou te deixar sozinho. Não importa o que aconteça, não vou embora.
Shin-hoo respondeu com seu tom calmo característico.
Os dois se aproximam à medida que passam tempo juntos.
Tae-baek descobre a ternura escondida na indiferença de Shin-hoo; Shin-hoo se encharca do afeto imprudente de Tae-baek.
– Você gosta de mim? Acho que vou me apaixonar em alguns dias. É o que estou sentindo.
– …
– E talvez você também me ame.
Tae-baek confessa seu amor com orgulho, sorrindo como um garoto que acabou de viver seu primeiro amor.
Shin-hoo ri baixinho, sem responder.
Os ‘Comedores’ se aglomeraram ao redor dos dois.
Não morra, não desista. Vamos todos nos encontrar vivos.
Nome alternativo: Vamos Nos Encontrar Vivos Stay Alive Lets Meet Alive