Ler Uma noite só para dois. – Capítulo 54 Online
Naito vestiu o manto na frente de seu pai. Ele também tentou colocar a gravata, mas Elsie, que cruzara as pernas na cama, se aproximou e disse que faria isso, então, evidentemente, o rosto do pai começou a se aproximar perigosamente. Naito abriu os olhos e observou cuidadosamente enquanto suas mãos se moviam suavemente para dar um nó. E como uma pessoa que usava gravata inúmeras vezes, ele a ajustava quase com os olhos fechados.
No final, seu pai fez Naito se virar completamente no espelho de corpo inteiro para ver-se melhor. Seu pai tinha a fixação de fazer sexo enquanto se olhava no espelho e, portanto, optou por colocar um dentro do quarto. Naito evidentemente não sabia que ele iria usá-lo para algo tão obsceno, então, lembrando de seu passado vergonhoso, ele tocou seu rosto vermelho e prendeu a respiração. Mas mesmo que Naito se olhasse no espelho com um pequeno espírito tímido, seu pai estava sorrindo tão abertamente como sempre. Ele levou os lábios à bochecha dele, como as pétalas de uma árvore pousando suavemente em sua pele, e então ergueu lentamente a cabeça para dizer:
— Você não acha que combinamos bem?
— Sim.
O pai se encostou nas costas dele para levantar a franja do rosto, revelando uma testa branca e redonda.
— Seria melhor se você fosse com o cabelo bem penteado. Isso não é apropriado para uma festa tão elegante.
— Eu sei.
Naito saiu dos braços de seu pai, falando em um tom direto e forte. O manto que ele tinha por cima era desconfortável e as mangas de seu terno tinham botões estranhos que pareciam estar pendurados. Quando estava tentando arrancá-los para jogá-los ao redor, seu pai pegou seu celular, colocou-o no alto e “click”, ele apertou o obturador. Seu pai tinha tirado uma foto dele e agora estava mostrando a tela para que ele olhasse como ficou. Naito, que recebeu metade da luz do sol diretamente da janela, estava ereto com o cabelo caindo todo para a frente. Seu rosto, que estava cheio de sombras, pareceu frio e um pouco duro por um momento, mas se desse uma boa olhada, era brilhante e com uma aparência mansa e boa. Era uma foto que parecia conter um fundo duplo. É assim que seu rosto é visto normalmente? Naito se perguntou isso enquanto olhava para a foto, mas decidiu simplesmente abaixar a cabeça.
Seu pai pediu permissão para usar seu rosto como papel de parede. Naito disse que odiava, então ele teve uma ideia diferente para isso:
— Por que você não usa uma foto do seu pai como plano de fundo?
— Por que eu deveria fazer isso?
— Não é isso que os amantes fazem?
— Não gosto desse tipo de coisa.
— Então, que tal tirar uma foto juntos?
O pai pegou a mão de Naito e o levou para a cama. Eles se sentaram lado a lado até que Elsie, que colocou os braços de Naito em volta de seus próprios ombros, sorriu amigavelmente antes de pedir:
— Sorria.
— O quê?
Enquanto Naito perguntava, seu pai se dedicou a erguer seu celular para capturar uma nova imagem. Bastou um único clique, e então o pai, que tirou a foto, verificou por conta própria se estava boa e, sem dizer mais nada, levantou-se do colchão ao perceber que horas eram.
Naito havia ficado sozinho no quarto, confuso e com muitos pensamentos sobre o quão estranho seu pai era, finalmente soltou um suspiro e tirou o manto. Vestiu uma camisa um pouco mais confortável e deitou na cama enquanto desabotoava as calças. Ele estava assistindo desenhos animados no tablet de seu pai em um momento e no segundo seguinte, estava dormindo. Ele não teria sido capaz de acordar se a secretária não o tivesse sacudido, dizendo que ele tinha que se arrumar porque Elsie queria que fosse pontual.
As festividades são um elemento muito importante para este país. Era um dos padrões que usavam para se gabar de sua riqueza, por isso davam festas escandaloss com frequência. Quanto mais tempo durava, quanto mais grande fosse, maior era a quantidade de dinheiro que eles tinham e também maior era o seu poder.
A grande festa dos reis da capital era tão luxuosa que sempre conseguia deixar metade dos convidados de boca aberta. Ocupavam toda a secção do norte norte e não foi permitido o acesso a ninguém que não apresentasse a identificação e o convite personalizado. As pessoas comuns só podiam ver quatro torres e paredes incrivelmente altas, mas dentro da parede tudo era um terrível caos de luzes e celebridades. Quando ele pensou que iria entrar lá, seu coração disparou e suas mãos começaram a tremer. Sempre foi bom explorar lugares desconhecidos e sair um pouco da rotina.
Sua túnica era um dos preparativos mais básicos. Além disso, ele o obrigou a usar anéis, relógios, sapatos e todos os tipos de joias exageradas que o obrigaram a se preparar por cerca de duas horas.
Enquanto caminhava em direção ao estacionamento, ele percebeu que Alto, seu irmão, estava caminhando exatamente na mesma direção que ele. Naito, que o cumprimentou levemente, assumiu a liderança e se moveu muito mais rápido para não colidir com ele. Em frente ao chafariz, que seu pai mandara construir, uma limusine já esperava os dois, então Naito subiu as escadas e Alto fez o mesmo. Já fazia um tempo considerável desde que se falaram e a conversa nunca fluiu de qualquer maneira. Alto estava deliberadamente ignorando Naito e Naito também estava desconfortável com sua presença. Ele não queria falar com seu irmão mais do que o necessário, então apenas se contentou em olhar para fora com o queixo apoiado na mão.
Depois de passar por uma dúzia de árvores desorganizadas, entraram na estrada que levava diretamente ao castelo. O motorista, que tinha dirigido mais lento possível, permitiu que eles contemplassem uma densa parede de pedra que fechava a área onde ficava o castelo. Os pinheiros, que haviam sido plantados perto da parede, estavam cobertos de neve e galhos nus com fitas e insígnias coloridas. Naito endireitou a cintura, que já havia se curvado lentamente, e ajustou seu olhar um pouco mais adiante. Não eram pinheiros comuns, mas árvores que representavam plenamente a família real deste país. E certamente olhar para aquela árvore à distância era diferente de olhar para ela de baixo. Uma sensação estranha.
Eles chegaram a um portão principal onde alguns guardas bloquearam a entrada do carro. O homem, com um rifle, aproximou-se para verificar as placas, escaneou-as com uma máquina de detecção de armas feitas exclusivamente em Wangseonge então ele recuou como se quisesse dizer a eles que era seguro. A limusine entrou lentamente… Além das árvores plantadas em intervalos, havia altas torres de centenas de anos e as estátuas de ouro do rei e da rainha que governavam o país. No entanto, o destaque do castelo era um rio criado artificialmente que era iluminado de todas as direções. Às vezes, se o rei e a rainha estavam entediados, eles faziam uma pausa na floresta e perto do rio, onde costumavam ver animais correndo. Depois de passar a ponte chegava-se a um caminho reto onde o castelo real se erguia ao longe e, embora houvesse obviamente mais palácios, não podiam ser vistos em detalhes porque era como estar na selva.
A limusine corria a uma velocidade constante e, ao passar pela estrada superior agora, o jardim central se apresentava diante deles em um tamanho exagerado. As flores, símbolo do país, se juntavam e agitavam-se como um buquê gigantesco, deslumbrando com as mesmas cores do céu durante a tarde. Foi bonito. Naito e Alto, que viveram toda a riqueza da capital em menos de 5 minutos, não conseguiram tirar os olhos daquele lugar…
Um dos guardas que guardavam o jardim mandou que fossem para a esquerda para que o carro corresse conforme as instruções e, depois de uma longa corrida, chegaram ao chamado “Palácio da Luz”, projetado e ordenado corretamente para ter uma enorme Festa. Na frente, havia uma fonte com a inscrição dos reis fundadores e os nomes de outros governantes famosos. Eles tiveram que escalar um caminho criado a partir de uma espécie de pedras que só eram encontradas neste país e passar sob algumas luzes que haviam sido construídas na estrada para simbolizar a realidade do agora e do passado convivendo. O palácio era decorado com gramados, nem uma única flor fora do caminho, e tudo tingido por uma coleção de luzes sutis de marfim imaculado.
Quanto mais escuro era, mais parecia um palácio de luz.
Eles entraram por uma porta que já estava escancarada e apareceram em um espaço maior que o pátio da escola. Era lindo e cheio de decorações que não pareciam fora deste mundo. Naito, que estava animado, caminhou para tentar encontrar seu pai. Ele estava cara a cara em uma festa elegante que provavelmente cheirava o odor de dinheiro, e obviamente se sentia terrivelmente deslocado sem companhia. Ele caminhou por aqui e ali novamente, e então encontrou o homem que queria.
O homem era tão bonito que por um momento pareceu que podia parar de respirar só de olhá-lo. Neste espaço que parecia ter toda a beleza do mundo, Elsie teve a presença mais nobre entre todos os presentes.
Os lábios que havia beijado dezenas de vezes se moviam, as mãos que abraçavam sua cintura e penetravam em seu buraco, estendiamse para alcançá-lo e suas pernas caminhavam em sua direção.
Queria estar com ele então parecia que poderia abraçá-lo de um momento para o outro… Mas eles não podiam fazer isso lá. Era seu verdadeiro pai e ele era seu próprio filho. Reprimido, Naito se aproximou de Elsie lentamente e mal estendeu alguns dedos para tocá-lo. Ele não conseguia dar uma boa olhada em seus olhos, pois estavam cobertos por seu sorriso, mas tinha certeza de que ele estava feliz.
Elsie colocou o braço em volta do ombro de Naito e abaixou um pouco a cabeça para sussurrar:
— Você está lindo.
Mas sua garganta estava bloqueada e nada parecia sair direito. Naito corou, se afastou de suas mãos e se aproximou do assento que já havia reservado. Quando se sentou, Alto, que vinha andando atrás, se acomodou na frente dele em uma mesa onde apenas três pessoas podiam estar. Uma mulher com um vestido brilhante se aproximou e despejou uma boa quantidade de álcool em seus copos antes de se virar e dizer que a comida viria em breve.
Naito desfrutava beber apenas o suficiente para molhar os lábios, então recusou a tentar mais do que o necessário e virou a cabeça para se concentrar em outros aspectos da festa. Elsie estava olhando para ele com olhos brilhantes, algo que certamente nenhum pai fazia por seus filhos e que seria o suficiente para interpretar mal o relacionamento de ambos. Naito tentou fingir que não tinha notado e então muito lentamente colocou sua mão sob a mesa. Seus dedos estavam secretamente presos pelos de seu pai. A mesa estava tão baixa que talvez fosse possível que ninguém notasse mas, mesmo assim, havia também uma parte do seu coração que estava preocupada. Talvez porque não quisesse dizer a ele para parar. Ele gosta da mão de seu pai, e o quão adulto se sentia fazendo isso.
Quando estava ao lado dele, de repente parecia que não havia motivo para se assustar se fossem pegos ou qualquer motivo para que permanecessem em silêncio. Mesmo se alguém começasse a dizer que era nojento e repugnante, não parecia algo terrível o suficiente para se importar.
Devido a essa confiança, Naito tomou coragem e apertou a mão do pai com muito mais força. Papai, como se estivesse surpreso com isso, estreitou os olhos .
—… Depois de um tempo, vá para o terraço para conversarmos.
Naito abriu a boca diante disso.
— Eu vou te beijar lá.
O filho baixou muito a voz para que ninguém ouvisse o que ele dizia:
— Sabe que não devemos…
— Então você não deveria ter segurado minha mão.
Naito ficou nervoso. Era evidente que a forma de segurá-lo estava ficando muito evidente em esse momento, então ele começou a olhar em volta por um longo tempo em busca de olhares suspeitos. As pessoas estavam esperando o início da apresentação principal porque o vocalista mais famoso do país iria cantar no centro do palco. Ele supôs que, como a conversa deles era incrivelmente tranquila, ninguém realmente podia ouvi-los.
Erguendo os olhos e olhando diretamente para o rosto de seu pai, Naito se aproximou dele desta vez. Disse silenciosamente contra o ouvido dele:
— Eu quero estar onde outras pessoas não podem nos ver.
A ponta dos lábios de seu pai havia se erguido. Naito recuou e corou, mas ainda não conseguia soltar sua mão… Agora mais do que nunca, ele se sentia incapaz de soltar.
A festa avançou rapidamente, em completa ordem e sem contratempos. Quando o rei disse uma palavra para anunciar que o bar estava livre e que esperava que todos pudessem aproveitá-lo pelo resto da noite, gritos e aplausos explodiram por toda parte. Seu pai, naturalmente, havia se metido no meio de um grupo de nobres para iniciar sua conversa e então, conforme solicitado, Naito se levantou para caminhar direto para o terraço…
Estava bebendo há alguns minutos, o braço apoiado no parapeito do terraço e a cabeça toda inclinada para a frente. No entanto, ele imediatamente se virou ao som de sapatos vindos do lado direito…
Seu pai havia se afastado para se encostar no terraço e então, ele o olhou diretamente nos olhos:
— É muito quente aqui.
— O ambiente é bom.
Naito deu um gole em sua bebida e se aproximou para puxá-lo pela gravata. Então, olhando rapidamente em todas as direções, ele ficou na ponta dos pés devido à diferença de tamanhos e roubou um pequeno beijo na boca. Ele teve que aguentar todo esse tempo para beijá-lo, então quando finalmente o fez, ele parecia tão tímido que papai riu.
Elsie o agarrou pela cintura e puxou-o enquanto abaixava a cabeça para beijá-lo um pouco mais ansiosamente. Ele e o pai beberam licor, então, com os lábios ainda úmidos, o som que fizeram ao se separarem foi poderoso e pegajoso. Naito olhou em volta novamente. Era o ponto cego mais interno do terraço, as cortinas tinham sido fechadas com antecedência, então certamente ninguém os veria a menos que entrassem diretamente. Naito suspirou, experimentou os lábios de Elsie corajosamente graças a esses pensamentos e quando a força na mão que segurava a gravata aumentou, o pai colocou os dedos atrás do pescoço dele para aproximá-lo um pouco mais…
Os abraços e beijos do lado de fora foram incríveis e ele tinha se sentindo muito bem. Naito abriu os olhos pela metade e mostrou pupilas azul-escuras cobertas por cílios longos e tentadores. O pai beijou-o com ternura na ponta do nariz e por fim libertou-o dos braços para que pudesse respirar. Naito estava olhando para o pai com uma expressão difícil de decifrar: entre suas roupas, que eram perfeitas, estava uma gravata incrivelmente bagunçada que Naito havia puxado segundos atrás.
Em pé contra a escuridão roxa que representava seus olhos, seu filho, olhando para baixo, sentiu-se como se estivesse na presença de um deus masculino. Ele acabou ajustando a gravata novamente, batendo no peito do pai duas vezes como se dissesse era melhor parar por enquanto. Ele gesticulou para dentro do palácio com um gesto do queixo, ergueu o copo da grade do terraço e se afastou dele.
Seu pai agarrou o braço de Naito.
— Você não quer fazer mais?
Era uma tentação bastante óbvia. Naito riu sem ficar chateado e tocou a bochecha de seu pai com as palmas das mãos. Depois de ler o desejo ardente daquele homem, ele parecia não ter escolha a não ser beijá-lo novamente.
— Depois disso, podemos fazer em casa. — Naito, que segurava fracamente a mão do pai, disse:
— Aqui temos que ser como pai e filho normais.
— E em casa?
Perguntou o pai novamente. Naito soltou sua mão e abriu a porta. O interior estava barulhento e todos estavam agrupados no meio da pista. Naito olhou para os nobres e sorriu novamente para o pai:
— Quer saber? Pode fazer o que quiser.
Ele ouviu seu pai rir alto como se estivesse feliz com isso.
Continua…
Ler Uma noite só para dois. Yaoi Mangá Online
Os irmãos mais novos, Naito e Alto, que perderam a mãe, deixam suas famílias há muito tempo e partem para a capital em busca de seu único parente, seu pai. Lá, seu pai Elsie, que mora em uma mansão, cumprimenta os dois com olhos lânguidos, mas ameaçadores. Elsie mostra uma resposta morna a Alto, que se parece com ele, mas também mostra um interesse sutil por Naito, que se parece com sua mãe. Ele permite que duas pessoas vivam em sua mansão.
E é aí que começa a noite secreta dos dois….
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Elsie Benjamin Jedan: 38 anos. Bonito, charmoso, carismático, tem jeito para conseguir o que quer. Mas por trás dessa fachada de homem do mundo se esconde um monstro; calculista, estuprador, sem moral, obsessivo e perigoso.
Quando seus 2 filhos vão morar com ele, ele desenvolve uma obsessão incomum por seu filho Naito.
Sob 3 condições, ele aceita que eles vivam em sua mansão, mas na realidade essas são desculpas para ter Naito sob seu rígido controle. Quando Naito o desobedece, ele perde a paciência da pior maneira possível…..
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A novel inteira é incestuosa, contém estupro e todo tipo de abuso. Gatilho a cada capítulo. Então quem não se sente bem com esse tipo de temática, recomendo que NÃO LEIA ESSA NOVEL. Pois não vou ficar colocando avisos de gatilho a cada capítulo, já estou avisando aqui, então se você for lê-la, esteja consciente que lhe avisei desde a sinopse até aqui. A história inteira é ficção, nada é real.
✓Beijos e boa leitura~
Nome alternativo: A Night Just For Two