Ler Uma noite só para dois. – Capítulo 50 Online

Modo Claro

Papai mostrou uma gentileza inesperada. Considerando que seu filho estava doente, ele decidiu levá-lo até Ain pessoalmente.

Naito viu um bar chique ao longe, localizado bem no centro da capital. O lugar parecia pequeno e luxuoso e quando contou ao pai o que Ain lhe disse sobre ser o lugar com a comida mais deliciosa, Elsie começou a rir.

— Acho que para os jovens a comida é boa em qualquer lugar.

Mais tarde, seu pai entregou-lhe o cartão de crédito e disse-lhe para ter muito cuidado. Naito abriu a porta do banco do passageiro, aceitando o cartão do pai e seus votos de boa sorte. No entanto, quando ele estava prestes a sair, seu pai o agarrou pelo ombro e automaticamente virou sua cabeça para compartilhar um beijo pequeno e encantador. Ele não tinha fumado hoje e também não tinha cigarro na mão. Na verdade, ele até o beijou de forma diferente do que fazia em casa. Era como se fossem amantes de verdade.

Quando Naito, que sentiu o leve calor do momento subindo por sua garganta, arregalou os olhos e até mostrou a língua, seu pai simplesmente riu. Ele disse ternamente, enxugando os lábios brilhantes de Naito com saliva usando o polegar.

— Essas coisas faremos em casa. — Em seguida, acrescentou: — Lembre-se, nada de álcool ou tabaco.

Ele sentiu que suas proibições iriam ficar mais longas se o deixasse continuar, então ele se apressou a falar também:

— Não venha me buscar. Posso ir para casa sozinho.

Estava tentando fechar a porta, mas, naquele momento, algo surgiu em sua cabeça como se fosse uma espécie de revelação. Naito abriu a porta que estava quase fechada, inclinou-se e olhou o pai diretamente nos olhos. O pai, que ainda estava estacionado no meio fio, sorriu ternamente ao ver o olhar estranho de seu filho:

— O que foi

— Você não fumou?

Em uma pergunta inesperada, seu pai bateu no volante do carro. Ele olhou para Naito e disse em um tom sério:

— Se meu filho me diz para parar de fumar, tenho que obedecer.

— Você fez bem.

Enquanto ele ria do pai e dizia algo como “bom trabalho”, seus olhos ficavam bonitos como a lua crescente. Então seus lábios se ergueram em um sorriso infinito que fez o coração de Naito apertar e bater rapidamente. Ele não poderia ver o rosto de Elsie por tanto tempo sem pensar em algo bobo, então Naito rapidamente fechou a porta e imediatamente caminhou ao encontro de seu amigo.

O bar ficava no porão. Enquanto descia, havia um homem enorme e corpulento verificando os IDs dos clientes, então, quando ele mostrou os seus e entrou, a primeira coisa que descobriu foi que, embora fosse relativamente cedo, o bar estava lotado.

Naito encontrou Ain, que estava olhando para seu celular, em um dos cantos da sala. O homem, vestido com um casaco de lã preto e um suéter marfim por baixo, estava parecendo incrivelmente bonito ultimamente. Ele estava bebendo licor âmbar enquanto o agitava entre uma de suas mãos e quando olhou para ele, sorriu tão lindamente como era seu costume. Seu sorriso também havia amadurecido.

Naito tirou o casaco e o colocou em uma cadeira ao lado dele. O funcionário se aproximou e deixou o cardápio. Então antes de falar, Naito ficou sério e começou a olhar o menu com uma cara bastante determinada:

— O que há de tão delicioso aqui? Estou com muita fome.

Quando Naito ergueu os olhos e perguntou, Ain pegou o cardápio.

— Eu gostei disso aqui.

O que Ain apontou foram pratos de batata amplamente consumidos em alguns países estrangeiros. Uma mistura de purê de batata e ovos com várias coberturas diferentes. Parecia mais uma salada. Naito pediu os mesmos pratos de batata e o licor que Ain tinha escolhido. Parecia que não haveria culpa se seguisse o fluxo do amigo, porque era um amante inveterado dos bons licores e da boa comida.

Observando Naito beber, Ain, como se estivesse muito intrigado, baixou a cabeça e perguntou.

— Está tudo bem para você beber?

— O que isso importa?

Seu pai lhe disse para não beber, mas ele não tinha intenção nenhuma de ouvir esse pedido. Ele costumava beber álcool antes e não iria parar só porque ele mandou. Além disso, ele já é um adulto. Um adulto pode beber, quem diria algo sobre isso?

Naito seguiu os mesmos movimentos de Ain e derramou gelo em seu copo. Em seguida, colocou o álcool e depois de sacudir com a mão, deu um gole. Primeiro era doce, depois o gosto amargo aumentou gradualmente até enchê-lo por completo. Tinha um gosto diferente da cerveja, então, quando os olhos de Naito se arregalaram com o novo sabor, Ain riu com a visão. Pegou o prato de batata recém-preparado e imediatamente o levou à boca de Naito. O jovem abriu os lábios para comer de sua mão repetidamente, rindo da estranha ação. Até tomar um copo de licor frio e batatas moderadamente quentes era uma combinação estranha, então ele riu disso também. E com aquele sorriso no rosto do amigo, Ain encostou a parte superior do corpo na cadeira.

— Por que você pediu apenas uma bebida?

Ain divertidamente respondeu à pergunta de Naito.

— Eu farei isso com o seu dinheiro.

Naito levantou uma bandeira branca diante do aviso de Ain, sorrindo. E ao fazer isso, seu licor diminuiu para menos da metade. O álcool era muito forte? Porque sua cabeça começou a ficar tonta e sua boca parecia estar dominada pelo gosto amargo. Ain, ignorando sua aparência, esperou o suficiente até que finalmente perguntou o que queria saber:

— Como você está?

—… De boa.

— Você não pensa mais em fugir? Você queria tanto fugir de casa antes e agora, vejo você bem… Passivo.

Não parecia estranho que ele perguntasse sobre isso. Naito pegou as batatas com uma colher e imediatamente as colocou na boca. Ele mastigou e mastigou, tentando neutralizar o gosto amargo do álcool dessa forma para que pudesse se concentrar. Naito pegou outra colherada e finalmente colocou sobre a mesa antes de olhar para o rosto dele.

Havia muitas coisas que ele queria dizer a Ain, mas, quando olhou para sua expressão, essas coisas simplesmente não conseguiam sair de sua boca. Ninguém jamais entenderia um homem que abriu as pernas do pai. Mas para viver neste mundo, ele necessitava do seu pai. Ele precisava deste lugar confortável criado pelo meu pai. Se ele o deixasse, se tentasse escapar, então ele iria cair em uma loucura ainda mais insuportável. Até tinha um traço óbvio de seu pai nele! Se enrolasse as mangas, todos naquele lugar viriam as impressões das mãos de Elsie. Suas mordidas e beijos… Era por isso que ele usava deliberadamente mangas compridas hoje.

Naito, que tocou seu pulso com a outra mão, riu e murmurou:

— Agora está tudo bem. Fiz uma espécie de aliança com meu pai.

— Sério? Estou feliz então.

Ain respondeu com um tom insensível e olhou para Naito depois de beber um pouco mais de seu copo. Certamente, algo havia mudado em seu estado de espírito porque no passado ele era como um cachorro abandonado que não confiava muito nas pessoas e agora ele era como um filhotinho pulguento abanando o rabo e mostrando a língua. Mesmo quando ele estava namorando Rayan, não podia soltar as cordas que estavam em seu coração. Ele mudou assim só porque tinha uma aliança com seu pai? Seguindo o Naito do passado, pensou que algo maior poderia estar acontecendo com ele.

Ain, que estava preocupado, perguntou, sorrindo com uma expressão bastante curiosa:

— Você está namorando?

— Desculpe?

Naito, que foi apunhalado com isso, quase começou a se engasgar pensando no seu pai. Ele ficou em silêncio, a boca bem fechada… Mas então olhou para Ain e respondeu com cuidado:

— Estou, mas…

— Ei, mano! Acho que seu namorado deve ser muito bom. Seus olhos mudaram.

— Bom? — Naito riu vagamente, tentando esfriar seu rosto quente com as mãos. — Não necessariamente.

Ain empilhou os pratos que já havia terminado e pediu algo novo. Desta vez, foi camarão amanteigado e outra bebida que combinou bem com o prato. Ain, que esperava a saída do funcionário, olhou para Naito com olhos furtivos e com o queixo na mão, como se esperasse mais uma parte daquela grande fofoca. Os olhos de Ain eram tão peculiares que Naito não conseguia olhar para ele por muito tempo.

— Foi antes ou depois de você terminar com Rayan?

— Oh… Para falar a verdade, foi antes.

Se dizia toda a verdade, pensou que Ain iria borrifar álcool em seu rosto e dar-lhe um tapa na cara. Ain, que não notou nada de estranho em seu semblante devido ao álcool, sorriu.

— Vocês dois namoravam há muito tempo! Mas não é estranho fazer isso quando você não se encaixa ou fica entediado com seu parceiro.

Honestamente, acho que você deu o seu melhor.

Ain parecia entender o motivo de sua separação e Naito não tinha intenção de corrigi-lo. Sozinho, ele olhou para a mesa em silêncio.

Ain continuou falando livremente:

— Honestamente, eu sempre pensei que vocês não poderiam durar muito por causa do teu pai. Não, não é apenas por causa do teu pai, era por causa de Rayan em geral. Mesmo quando eu pensava sobre a personalidade da mãe dele, eu só poderia dizer: Como é possível que os dois continuem namorando?

— Isso era tão ruim?

Naito finalmente levantou a cabeça e perguntou. Ain, que tirou um cigarro do maço e colocou na boca, de repente riu alto. Na verdade, foi um gesto bastante amargo. Ain, que lentamente absorveu a fumaça, falou novamente:

— Eu conheço muito pouco a mãe dele, mas ela é assustadora. Ela é uma bruxa cruel e sem coração. Ela não é como a pintam no noticiário. — Ain, que limpou as cinzas, piscou algumas vezes. — Pai mau, mãe mau, nenhum amigo. Má combinação. Realmente era hora de terminar. Mesmo que pudessem ter se casado ou algo assim, eu acho que vocês teriam ido direto para o divórcio.

Naito sorriu ligeiramente. Ain, que percebeu aquela expressão, de repente levantou a parte superior do corpo e abriu os dedos para apertar suas bochechas. Quando Naito franziu a testa porque estava desconfortável, Ain disse com um sorriso amigável:

— Ei, sorria um pouco mais alegremente, você não quer? Você tem 21 anos. Quer rir como um velhote?

Ain soltou sua mão quando Naito disse que iria tentar. Devido à embriaguez, seus dedos tinham muito poder e fizeram sua bochecha doer. Ele estava prestes a praguejar, mas a garçonete veio trazer um prato de camarão e mais bebida. Os camarões tinham um cheiro gostoso, então ele os picou com um garfo e os colocou cuidadosamente em um prato. Naito tentou esfriar os camarões girando-os enquanto Ain colocava gelo em dois copos para despejar cerca de metade do licor da garrafa.

Naito bebeu junto com Ain.

— Mas é uma coisa boa.

Naito ergueu os olhos com as palavras de Ain. Ain parecia à beira do colapso.

— Porque você parece confortável.

Naito bebeu álcool com urgência para acalmar seu coração. Esse era o problema. Naito talvez estivesse muito confortável com esse relacionamento.

— Eu acho que é porque… Umm…

— Hum?

De repente, Naito se levantou da mesa com um movimento realmente impressionante. Ele se inclinou para trás por um momento e então cobriu a boca enquanto mostrava a ele um rosto verdadeiramente pálido.

— Acho que vou vomitar…

Naito correu para o banheiro.

***

Naito, que vomitou tudo o que havia comido, pegou um táxi e foi imediatamente para casa.

Seu pai obviamente havia perdido as palavras. Ele franziu a testa com o cheiro de álcool no corpo de seu filho, embora o menino tivesse prometido inúmeras vezes que não tinha bebido muito. Elric e outros investidores, que estavam tendo uma discussão cara a cara com Elsie em casa, afastaram-se apressadamente diante da estranha discussão. O pai não se despediu de nenhum deles porque sua mente estava apenas girando em torno de seu filho sem noção. Naito recebeu um olhar penetrante dele, mas ele só conseguiu cobrir a boca com as duas mãos em vez de discutir. Aparentemente, a acidez do vômito havia lhe causado soluços.

— Naito.

— Sim.

Soluça.

Seu pai, irritado, tocou a testa devido aos soluços contínuos e irritantes, mas ele viu Naito pintar o rosto de branco, então ele deixou passar.

— Você é tão desobediente e tolo.

Apesar de se sentir mal devido a todo o acontecimento anterior, Naito respondeu em um tom profundo quando ouviu suas palavras horríveis:

— É porque eu sou como meu pai.

Elsie riu, agarrou o braço do filho e foi direto para o banheiro. E embora ele lutasse e lutasse para tentar escapar dele, Naito estava fraco o suficiente a fim de não conseguir superar a força de seu pai.

O pai encheu a banheira com água quente, mas Naito estava muito ocupado tentando não desmaiar, então se sentou com a cabeça encostada contra os azulejos da parede…

Olhando para seu filho, o pai suspirou pesadamente antes de carregá-lo junto a ele na banheira.

Ele ficou de joelhos e lentamente tocou sua bochecha para começar a inspecioná-lo. Naito lentamente abriu os olhos. Olhos azuis escuros que pareciam mais nebulosos do que nos outros dias. O pai, que olhou fixamente nos olhos do filho, balançou a cabeça e começou a tirar todas as roupas. Depois disso, ele pegou a escova de dente na mão e pediu que ele abrisse a boca.

— Você não vai colocar pasta de dente?

Seu pai não respondeu e, em vez disso, simplesmente inseriu a escova de dente. Naito piscou sem entender e então começou a rir de como isso era patético. Então, embora o pai finalmente tivesse colocado pasta de dente, Naito parecia completamente incapaz de notar e abrir a boca corretamente. Ele estava tão cansado que estava cochilando e quando parecia que ia cair para o lado, seu pai o segurou até que ele acabou em seus braços. Elsie não disse nada enquanto despejava lentamente a água quente sobre o corpo de Naito usando um pequeno balde.

Ele tentou levantá-lo.

— Você tem que dormir em outro lugar.

— Por que?

Naito perguntou, pegando a espuma com o dedo antes de inclinar a parte superior de seu corpo totalmente contra a banheira. Puxou sua franja e olhou para Elsie, observando-o atentamente com uma atmosfera muito mansa para ser real. O pai ficou em silêncio até que seu filho finalmente murmurou:

— Eu… eu não quero que você fique bravo comigo. Eu realmente não bebi muito e, também… eu vim assim que me senti mal. Eu disse toda a verdade, mas você me colocou no banheira então, eu pensei que você fosse tentar me matar.

Naito soluçou, lembrando quando seu pai agarrou seu cabelo e o forçou a ficar debaixo d’água por minutos que pareciam uma eternidade. O líquido, que ele não sabia dizer se era água ou lágrimas, encharcou seu rosto em um instante e escorreu para baixo até que se perdeu na água quente. Depois disso, Naito fechou os olhos e se abraçou. Seus dedos molhados tremiam muito, então Elsie estendeu a mão para acariciá-los. Naito abriu os olhos pela metade e olhou para frente. Os olhos roxos do pai pareciam tristes. As pontas dos dedos dele tocaram sua bochecha e deslizaram naturalmente antes de parar em seus lábios. Então ele agarrou o queixo de Naito e o ergueu.

— Sinto muito por tudo isso.

—… É culpa minha?

Naito parecia começar a sentir os efeitos do álcool e do estresse porque perguntou isso de uma forma um tanto desesperada. Seu rosto estava distorcido pela dor, e a queimação que havia se formado em seu peito parecia grudar em seus movimentos também. Naito agarrou o pulso de seu pai e fechou os olhos até que o número de lágrimas que escorreram aumentou. Ele deixou o rosto descansar na palma da mão de Elsie enquanto chorava tristemente. Desesperado.

 

É tudo minha culpa. O que eu fiz de tão errado? Todo mundo… Sofrendo por minha causa. Alto, Rayan. Só por minha causa.

Elsie ergueu as mãos em sua direção para poder abraçar o filho que chorava. Lentamente, como se estivesse falando um feitiço em seu ouvido, ele murmurou:

— Você é bonito quando chora, mas… Só quando fazemos sexo. Porque se você chorar assim em qualquer outra situação, eu não gosto disso. Odeio isso. Meu coração dói.

Elsie aliviou sua força e puxou Naito de sua parte superior do corpo para que ele pudesse secar suas lágrimas. Ao ouvir suas palavras, Naito se agitou como se fosse engolir o choro e então, o mar azul em seus olhos, com ondas terrivelmente fortes, começou a se acalmar aos poucos. Elsie, que esperava em silêncio, beijou-o na bochecha.

— Não chore. E se você chorar, você tem que fazer isso apenas por mim e por você mesmo. Não por outras pessoas.

— Por que…?

Naito perguntou estupidamente. Seu pai sorriu e se inclinou contra sua testa para começar a puxar seu cabelo.

— Porque é isso que faz seu pai se sentir bem. Não precisa se estressar com outras pessoas quando estou aqui do seu lado. Você entende, certo? Que eu te amo demais. Quem vai te amar assim além de mim? Quem pode entender você mais do que eu?

Naito balançou a cabeça lentamente, como se estivesse fascinado por palavras que cruzavam entre ternura e crueldade. Nesse estado, Naito era muito fácil. Assim que sua mente ficou fraca, ele também ficou fraco até que se apegar ao pai fosse a única coisa que fazia sentido. A única coisa permitida na vida de Naito era Elsie.

O pai acariciou suavemente o cabelo do filho. As pálpebras de Naito estavam pesadas.

— Vamos sair.

Naito, que ouvia atentamente o pai, saiu com ele. E como Elsie estava tratando Naito como um garotinho, ele o lavou delicadamente em todos os cantos e fendas antes de torcer seu cabelo com os dedos e secá-lo com uma toalha longa o suficiente para cobrir sua bunda.

O lugar para onde seu pai finalmente levou Naito foi para seu próprio quarto. Como se fossem recém-casados. Ele colocou Naito em uma cama que parecia aconchegante e luxuosamente decorada e disse a ele para dormir um pouco para que pudesse se sentir melhor. Naito fechou os olhos ao escutá-lo. Mas, ao ouvir o som do homem caminhando em direção a algum outro lugar, começou a se perguntar:

“Quando ele vai voltar? Se apenas esperasse ali, como quando deixou ele, a sua mãe e o Alto, ele voltaria?”

Naito, que estava lutando contra um recuo gradual da consciência, adormeceu sem poder evitar e ainda esperando por seu pai… Elsie, que fora buscar um remédio para ele, riu ao ver Naito dormindo com o corpo em posição fetal. Sorriu. Colocou as cápsulas na mesinha de cabeceira e deitou-se ao lado do filho. Em vez de dar-lhe um travesseiro, ofereceu-lhe o seu braço.

— Hum…

Naito virou o corpo e enterrou o rosto no peito de Elsie, fazendo um som fofo que o fez rir. Lentamente varreu o cabelo escuro que caía sobre seu rosto e olhou para aquele rostinho bonito até que começou a se sentir estranho. Ele tocou sua bochecha, mas embora não fosse tão suave como quando ele era uma criança, ainda parecia seda pura.

Naito.

Disse o seu nome com muito amor.

Naito inconscientemente reagiu, abraçando-o com mais força graças a um braço que havia em volta de sua cintura. Foi engraçado. No entanto, ele lentamente retirou a mão e começou a se afastar dele para se acomodar. Ele sempre sentia desejo sexual quando via seu filho, mas não queria perturbá-lo agora que ele estava dormindo tão pacificamente depois de se sentir tão mal.

Elsie, que beijou sua cabeça antes de descansar o rosto no seu ombro, lentamente fechou os olhos enquanto sentia o cheiro do corpo perfumado de Naito…

Então o sono veio.

Elsie não queria deixá-lo nem mesmo quando dormia, então se acomodou e adormeceu até tornar aquela noite tranquila para os dois.

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Continua…

 

 

Nota: essa tradutora tá muito boiola com esse capítulo      kkkk

 

 

Ler Uma noite só para dois. Yaoi Mangá Online

Os irmãos mais novos, Naito e Alto, que perderam a mãe, deixam suas famílias há muito tempo e partem para a capital em busca de seu único parente, seu pai. Lá, seu pai Elsie, que mora em uma mansão, cumprimenta os dois com olhos lânguidos, mas ameaçadores. Elsie mostra uma resposta morna a Alto, que se parece com ele, mas também mostra um interesse sutil por Naito, que se parece com sua mãe. Ele permite que duas pessoas vivam em sua mansão.
E é aí que começa a noite secreta dos dois….
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Elsie Benjamin Jedan: 38 anos. Bonito, charmoso, carismático, tem jeito para conseguir o que quer. Mas por trás dessa fachada de homem do mundo se esconde um monstro; calculista, estuprador, sem moral, obsessivo e perigoso.
Quando seus 2 filhos vão morar com ele, ele desenvolve uma obsessão incomum por seu filho Naito.
Sob 3 condições, ele aceita que eles vivam em sua mansão, mas na realidade essas são desculpas para ter Naito sob seu rígido controle. Quando Naito o desobedece, ele perde a paciência da pior maneira possível…..
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A novel inteira é incestuosa, contém estupro e todo tipo de abuso. Gatilho a cada capítulo. Então quem não se sente bem com esse tipo de temática, recomendo que NÃO LEIA ESSA NOVEL. Pois não vou ficar colocando avisos de gatilho a cada capítulo, já estou avisando aqui, então se você for lê-la, esteja consciente que lhe avisei desde a sinopse até aqui. A história inteira é ficção, nada é real.  
✓Beijos e boa leitura~
Nome alternativo: A Night Just For Two

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