Ler Uma noite só para dois. – Capítulo 44 Online

Modo Claro

Foi o dia em que caiu a primeira neve na capital.

Liderado por um guarda, Ruscha Bordeaux foi ao escritório do duque para ter uma importante conversa com seu chamado “novo cliente especial”. Um homem que não tinha um único fio de cabelo fora do lugar e uma vibe elegante e clássica. Lindo, como um deus da mitologia romana. Ele tinha conseguido jogar um maço de dinheiro em Ruscha enquanto olhava para ele e mesmo que já tivesse seus títulos bem estabelecidos de antemão, essa quantia facilmente parecia exceder o dinheiro que Ruscha ganhou em 5 meses de trabalho duro.

Ruscha disse lentamente, escovando a grossa bolsa de dinheiro que havia sido jogada em seu colo com a mão:

— Que serviço deseja adquirir, meu senhor?

Elsie franziu a testa imediatamente, como se o título “meu senhor” fosse incrivelmente nojento quando pronunciado por alguém como ele.

— Duas identidades falsas, dois celulares em nome de outra pessoa e um barco para partir.

—… Esse é um pedido estranhamente familiar.

— Fico feliz que você disse isso. Sabe, eu acho incrível pensar que ainda há alguém que tem coragem suficiente para ajudar um homem que nem é um nobre puro a entrar em minha casa e sequestrar meu filho.

Era uma voz profunda muito boa que parecia vagar perfeitamente pelas memórias de que precisava. Um tom elegante que combinava com uma pronúncia realmente agradável de se ouvir. O homem estava lá, olhando para a frente, com a cabeça apoiada na mão e um semblante que o fazia parecer um contador de histórias lendo um livro de histórias de Edgar Allan Poe.

Não era nada ameaçador, para ser sincero… E então Ruscha gemeu diante da dor que começou a surgir de todas as direções. Como se quisesse arrancar o cabelo pela raiz, o novo cliente o segurou pela cabeça para que ele pudesse colocar seu rosto na altura dos olhos dele. Olhando para ele, muito atentamente, houve um assobio e um som ameaçador de motor vindo de seu lado direito. As orelhas de Ruscha pareciam eriçadas como as de coelhos e até suas sobrancelhas se franzem com um som irritante que mais parecia o zumbido de um favo de mel queimando.

— Eu não sei o que você está pensando, meu senhor! Eu nem sei o que você espera de mim!

Ruscha finalmente ergueu os olhos e viu que a identidade do som era de uma motosserra. Uma verdadeira motosserra elétrica!

O rosto de Ruscha ficou azul quando a motosserra começou a se aproximar ameaçadoramente. Parecia que sua perna seria cortada se ele não começasse a se mover imediatamente! Ruscha, completamente em pânico, virou o corpo para tentar obter um pouco de controle da situação. Ele pensou, e pensou novamente. O belo homem de cabelos pretos e olhos roxos… Aquele homem de terno que se gabava de mostrar seu lindo sorriso por toda parte era Elsie J. Altar. O cafetão que era popular por ter se estabelecido na capital com suas drogas a ponto de acabar se expandindo devido ao seu grande talento para os negócios. Vendo seu erro, Ruscha engoliu em seco.

— Eu entendo, entendo… Se você está procurando pelo seu filho, eu vou te ajudar. Vou te contar tudo que eu sei.

 

Vai mesmo?

Elsie ainda tinha um sorriso agradável, então Ruscha começou a se sentir desconfortável:

— Sim! Mas você não pode desligar a motosserra, senhor? Vou ajudá-lo, prometo que vou ajudá-lo, mas por favor desligue a motosserra. Estou com medo.

Quando ouviu a pessoa que aparentemente dirigia uma nova agência de investigação em massa se assustar com uma serra elétrica, Elsie começou a rir como se fosse algo muito engraçado de se olhar. Ele disse ao homem atrás dele para esperar alguns minutos e então o subordinado desligou a motosserra e a jogou no chão. Ruscha, sentindo-se melhor, soltou um longo suspiro de alívio e permitiu que seus ombros finalmente caísse para a frente:

— Obrigado.

Ruscha disse, com um sorriso maquiavélico. Elsie riu como se gostasse do comportamento dócil de Ruscha. O sorriso em seu rosto era mais bonito do que uma rosa em plena floração.

— Rayan e seu filho estão em uma cidade fora do cruzamento.

— Qual é o endereço?

— Oh, eu me lembro do endereço, então vou anotar.

Elsie entregou-lhe o celular e Ruscha anotou o endereço da casa onde estavam hospedados. Depois de confirmar, Elsie disse imediatamente ao subordinado atrás dele:

— Prepare o helicóptero.

Sim, senhor.

— E você… O que você vai querer por ser tão cooperativo?

Elsie perguntou, inclinando a cabeça para frente até que ele ainda estivesse a centímetros de Ruscha. Seu olfato ficará paralisado pelo cheiro de um perfume tão espesso e penetrante que o fez cruzar os braços, ainda sentado na poltrona, se permitiu torcer o nariz. Quando ele estava voltando para casa, um tubo de ferro voou do nada e o atingiu. Ele acordou e já estava rodeado de homens que o levavam a um escritório para falar com o duque, não era uma coisa paralisante? Ruscha não estava acostumado à violência implacável, então a motosserra também não tinha feito maravilhas por ele. Para o homem, que não podia nem ir ao hospital porque não gostava de ficar doente, essa tortura era muito cruel e ele estava honestamente apavorado. Ele sucumbiu à surra e à motosserra, vendendo Rayan de uma vez. Além do mais, até achou que tinha sentido que fosse muito lento.

— Eu só quero que você me deixe ir.

— Bom. Eu tenho o que preciso, então farei isso. Provavelmente.

Elsie concluiu todo o assunto com perfeição… Mas então ele pareceu abrir os olhos de uma forma mais exagerada do que no início e olhou Ruscha de cima a baixo como se quisesse comê-lo. Quando alguém como Elsie, que era enorme e, consequentemente, tinha uma cabeça maior do que a média, se aproximava assim, você obviamente não tinha escolha a não ser se sentir oprimido. Ele soluçou, então seu coração frágil pareceu voar e palpitar até fazê-lo ter um rosto choroso.

— O que eu fiz agora?

— Você sabe qual é a relação entre meu filho e eu?

Ruscha acenou com a cabeça, mas mal foi capaz de responder.

Sim, sim, eu sei. A… Amor. Vocês se amam. É um relacionamento que eu não deveria ter me metido, então não direi nada sobre isso. Nunca direi. Não direi nada de forma alguma.

— Como posso acreditar? Não somos nem amigos.

Elsie olhou para Ruscha com uma expressão falsamente preocupada. Ruscha decidiu derramar muitas lágrimas enquanto segurava Elsie.

— Não, Sr. J. Altar! Isso nunca vai acontecer!

“Você é o cara mais assustador que já vi na vida. Com quem vou querer falar depois disso?” Essas palavras grudaram em sua garganta e subiram como ondas enormes implorando para serem cuspidas, mas Ruscha engoliu tudo e abaixou a cabeça como uma ovelha gentil na frente de seu pastor.

O homem ficou enojado com Ruscha e mostrou que a tolerância anterior tinha sido um luxo completo. Ele suspirou, caminhou até a porta com as duas mãos no bolso da calça e levou os dedos ao queixo.

Elsie, que deu as costas para a escuridão da nova sala, disse, olhando para Ruscha ainda tremendo de medo:

— Tudo bem. Se sua vida é uma preocupação real, então cuide bem da sua boca. Se eu descobrir alguma coisa a ver com meu filho, pelo menos a menor coisa do mundo, vou cortar sua língua imediatamente e jogá-la fora para os cães comer.

— Sim, absolutamente sim!

Elsie levantou suavemente o canto da boca em uma atitude estranha. Desde o trabalho do Duque a Ruscha, tudo era muito

 

pesado e parecia que era a vontade de Deus, pedindo para tirar seu filho rapidamente por causa de todos os pecados que havia cometido com ele. O destino que queria tirá-lo. Elsie subiu ao telhado, murmurando um monte de palavras incompreensíveis sobre o amor sendo tirado de seus dedos e então, observou o helicóptero esperando…

Elsie vestia orgulhosamente um casaco de lã entregue a ele por seus subordinados. Luvas, um chapéu. Ele caminhou para frente. Se o celular não tivesse tocado, Elsie teria entrado no helicóptero imediatamente.

Agora ele estava olhando para um número desconhecido em seu celular. A sensação era muito assustadora. Elsie desceu das escadas, subiu e abriu a porta do telhado para falar lá dentro.

[Pai.]

Uma voz quebrada o chamou tristemente. Doeu… A respiração de Elsie parou com o tom fraco do filho chorando. O nome de uma emoção mal conseguia entrar em sua mente para descrever o quão triste o fez se sentir naquele momento…

— Naito.

[Vem por mim.]

Naito estava esperando por ele. Uma voz chorando, um homem chorando como uma criança que perdeu o pai. Elsie fechou os olhos diante da voz que parecia desaparecer, deixando uma dor que se intensificou gradualmente em seu lugar.

Foi a primeira vez que sentiu tanta angústia. Quando ouviu a voz de seu filho, a emoção, o prazer, a tristeza, a raiva e a felicidade, era como se tudo o consumisse em um instante. O filho sofria pelo amor que o pai o fizera receber…

Por causa dele.

Elsie abriu lentamente os olhos e subiu as escadas. Caminhou pela escuridão, pressionando o botão de seu casaco de lã com os dedos.

***

‘O que tenho que fazer?’ Se perguntou inúmeras vezes. ‘O que diabos eu tenho que fazer?’

Naquele momento, estava com medo do amor de seu pai, que corria como uma violenta tempestade sobre seu peito a ponto em que percebeu que terminou se corroendo completamente…

Sim, pode-se dizer que tinha medo de si mesmo. Medo de amar verdadeiramente seu pai biológico. Por isso se perguntou inúmeras vezes qual deveria ser seu próximo movimento e até mesmo abriu espaço para escapar por conta própria. Não tinha a coragem de amar, não queria amá-lo e começou a evitá-lo. Porém, toda vez que tocava em seu pai, o homem ria e lhe mostrava um sorriso que confundia seu peito. Quando seu contato visual aumentava, começava a se sentir envergonhado e ansioso e então seu pai começava a lhe mostrar aquele sorriso deslumbrante do qual ele não conseguia tirar os olhos. Enquanto suas pupilas roxas, manchadas de afeto por ele, se curvava, tremia com uma estranha sensação de felicidade que consumia seu corpo. Gostava da mão que o tocava com ternura, gostava da sua voz, da sua boca. Isso realmente o fazia se sentir amado e quando sua mão não o alcançava, o fazia se sentir doente. Nos dias em que não conseguia suportar ficar sem ele, se aproximava sem pedir permissão ao seu bom senso e começava a abraçar o pai. Então o homem parecia tão emocionado que o abraçava com força. E, finalmente, sendo sustentado por braços largos e sólidos, ele se sentia tão confortável que não conseguia nem abrir os olhos na manhã seguinte.

Quando os lábios de seu pai se envolviam ao redor dos lábios dele e o mordiam, não conseguia pensar em nada além dele. E no mundo que tinha construído com seu pai.

Naito percebeu muitas coisas durante sua curta estada com Rayan. Em primeiro lugar, possivelmente a confusão e a dor que o deixava louco tinham sido causadas por ele mesmo. Era verdade que houveram momentos de confusão e sofrimento no passado, mas os traços de dor sempre foram cobertos pelas novas marcas feitas por seu pai.

Quando  começou a pensar assim? Que Elsie era melhor do que Rayan… Nem queria pensar muito sobre isso. A existência de seu pai era tão grande agora que ele nem havia se dado conta. Gostava do prazer que lhe dava, do calor que o deixava viciado, e quando a mão dele o esfregava, adorava sentir o coração emocionado que batia por ele.

Naito inconscientemente chamou seu nome, e abriu os olhos… E quando suas pálpebras, que tremiam no ar, se abriram, então descobriu que tudo estava desolado diante dele. Era um quarto fechado sem janelas e Naito, no canto, estava sentado em um sofá de uma só pessoa. Estava vestindo um casaco de lã cinza por cima…

No fundo, aos pés de seu pai, o corpo de Rayan estava completamente coberto de sangue. Tão exagerado que até os sapatos de couro reluzentes que se moviam de um lado para o outro haviam ficado vermelhos. Olhando para ele, parecia que seu pai havia derrotado Rayan no final.

Havia guarda-costas, muitos guarda-costas e movimentos desordenados, então Naito levantou a parte superior do seu corpo para poder observar melhor o panorama. O corpo que foi golpeado por Rayan estava gravemente fraco agora. Seus ombros, onde tinha escutado o som de ossos se desprendendo, ainda estavam rígidos e com muita dor, então Naito, se sentou com dificuldade, suspirou ao olhar para ele e finalmente reclamou. Parecia bastante consciente da realidade quando abriu a boca.

— Rayan é filho do duque…

— Está tudo bem, tenho permissão de sua mãe. Ela nos ajudou.

Naito tocou sua testa com tal resposta. Era uma situação indesejada e até um tanto irreal. A condição de Rayan parecia muito mais séria do que pensava. Como iria voltar algo assim para seu pai? Na verdade, quando o viu em detalhes, se sentiu muito triste e arrependido. Foi uma reação inevitável porque era um amante ao qual amou muito no passado, então mesmo que tivesse chegado ao fim, Naito não queria que Rayan morresse.

Estava tudo bem para ele voltar à capital para viver sua própria vida. Queria que ele fosse feliz outra vez…

Naito olhou para Rayan com olhos escuros. Seu pai, percebendo isso, colocou os sapatos no queixo de Rayan e se levantou até que ele abriu os olhos e soltou um pequeno gemido. Naito não foi capaz de reconhecer o rosto original do Rayan.

Quanto havia lhe espancado? Estava inchado, roxo e ensanguentado. Naito se levantou do sofá e, cambaleando como um zumbi, aproximou-se de seu pai como se quisesse começar a pedir explicações sobre o que acabara de acontecer. Era uma cabeça mais alta do que ele. Mais musculoso e mais maduro… Naito, olhando para o pai, deixou que ele abrisse as mãos e cobrisse seu rosto para que pudesse abraçá-lo. E quando o rosto de seu pai finalmente se aproximou dele, ficou tão atraído que parou de respirar.

Naito olhou para o rosto de seu pai com olhos brilhantes. Tinha um rosto bonito. Era um rosto que estava completamente desprovido de emoções e ainda assim, Naito sentiu que seu coração batia muito forte. Havia se aproximado dos lábios de seu pai pela primeira vez, por sua própria vontade… A boca dele era suave, então aproximou a cabeça e enfiou a língua entre os lábios de seu pai como se o tivesse ordenado. Chupou o lábio inferior e grosso do pai e, quando mordeu o de cima, Elsie finalmente o agarrou e o empurrou para baixo.

— Hum… Hum!

O pai cobiçava sua boca com avidez. Suas línguas saíram e se entrelaçaram e, embora fosse óbvio que outros estavam observando o que acontecia entre os dois, não houve tempo suficiente para pensar sobre isso. O beijo do pai era incrível. Um beijo intenso que pareceu derreter seu cérebro e o fazia desaparecer…

Naito então agarrou a bainha do casaco do pai, estremeceu, ofegou e murmurou enquanto ainda tocava seus lábios “Papai…” Ao escutar o som de prazer de seu filho, a ponta dos lábios de seu pai se ergueu.

O homem tinha se aproximado para beijar Naito desesperadamente. Como se o tivesse perdido por um mês inteiro em vez de três dias.

O pai sorriu com a mudança de seu filho completamente domesticado.

Para conseguir o que queria de seu filho, deliberadamente removeu os lábios. Limpou a boca de Naito, encharcada de saliva, e então sussurrou em seu ouvido:

— Você tem que dizer a Rayan o tipo de relacionamento que nós temos.

— Não, Rayan já sabe.

Naito se agarrou ao corpo dele com a emoção ainda inalterada. Papai levantou a camisa fina de Naito e tocou sua pele nua para conseguir dizer secretamente:

— Saber e ver são duas coisas diferentes.

O abraçou com força e disse outra vez:

— Podemos fazer como antes. Podemos mostrá-lo como fizemos antes.

Os olhos de seu pai estavam serenos. Como um comandante dando ordens, não havia misericórdia em suas palavras nem no tom de sua voz. Naito mordeu o lábio…

Seu olhar caiu para o chão e então correu rapidamente na direção de Rayan. Ele não conseguia usar as pernas dele direito porque inclusive pareciam que estavam quebradas. ‘Papai fez isso também?’ As juntas dele estavam dobradas de uma maneira estranha. Era perigoso e assustador, então  inconscientemente teve a mesma velha ideia de salvar Rayan e fazê-lo ir para a capital. Mesmo se ele tivesse que desistir de sua razão para fazê-lo.

O pai acariciou a cabeça de Naito e murmurou, saboreando a textura de seu cabelo.

— Devo quebrar o braço dele também?

Naito balançou seus ombros. Papai estava falando como se fosse uma piada, mas entendia perfeitamente que era algo real. No final, com os olhos bem abertos, ele encontrou os olhos pequeninos de Rayan… Seus olhos não eram tão vermelhos como no início, mas estavam especialmente nublados, como se tudo fosse nebuloso.

Naito fez uma confissão que Rayan não conseguiu ouvir: “Sinto muito, Rayan. Sinto muito por ter te machucado assim, mas não posso evitar”. Então olhou em volta… No começo foi Keshan, então Alto e o guarda-costas. Já havia sido segurado na frente de outras pessoas inúmeras vezes, então, quando se lembrou, tremeu de vergonha. Era hora de decidir. Não podia se dar ao luxo de adiar mais porque as raízes de seu relacionamento já haviam se tornado violentamente emaranhadas até se tornar um desastre. Assim que, no final, Naito acabou tirando o casaco de seu pai.

Lentamente, desabotoou o paletó que vestia e afrouxou a gravata até jogá-la contra o chão. E enquanto Naito estava tirando a roupa de seu pai, os subordinados se aproximaram e acordaram Rayan para mantêlo ereto na cadeira. Rayan tinha uma perna quebrada, havia sido espancado, estava sangrando, amordaçado e chorando também. Estava tão mau que a camisa branca que vestia era vermelho sangue agora. No entanto, apesar disso, Rayan olhou diretamente para frente. Ele viu Naito se ajoelhar e abrir a boca. Naito tinha estendido as mãos para desabotoar a calça de seu pai, hesitou… Haviam umas 20 pessoas assistindo então, corando e tremendo, os olhou e disse:

— Você não pode pedi-los para sair, pai?

Os olhos de Elsie pareceram ficar tristes:

— Eu odeio mostrar seu corpo desse jeito, mas Rayan poderia fugir, então não quero que os guardas saiam. Não se preocupe, nem mesmo olharão para você.

Em primeiro lugar, o corpo de Rayan foi destruído para que não pudesse escapar. No entanto, era óbvio que tinha que continuar com isso. Lhe estavam forçando a fazer sexo na frente de Rayan e era óbvio que não iria se livrar da ideia tão facilmente.

Naito mordeu o lábio. Teria que acariciar o pênis de seu pai na frente de outras pessoas e era óbvio que não iria parar por aí… Naquele momento pensou com cuidado, mas mesmo assim Naito desfivelou o cinto e a fivela do pai e abriu o zíper até o topo. Naito engoliu em seco e baixou as calças até ver um pênis que ainda não havia se levantado. Mesmo sem uma ereção, tinha que dizer que era um tamanho assustador.

Naito se ajoelhou, fechou os olhos e engoliu o pênis do papai. Elsie franziu a testa com a sensação da mucosa úmida do menino envolvendo seu pênis. Fechou os olhos… Naito, que estava nervoso, abriu mais a boca e logo engoliu mais da metade. Como se tivesse se tornado um hábito seu estender a garganta à vontade. Mais ainda, porque era um tamanho que as prostitutas não podiam engolir. Engoliu a raiz e depois lambeu a cabeça como se estivesse chupando um doce delicioso. Era quente e fazia um som úmido que estava começando a ecoar exageradamente em uma sala fechada e silenciosa.

Enquanto chupava com força, a boca de seu pai se abriu e um gemido que rapidamente flui para baixo. O pênis se enrijeceu e aumentou de tamanho em sua língua, fazendo com que respirar se tornasse muito difícil para ele. Ficou difícil, mas foi paciente. Lágrimas brotaram ao redor de seus olhos vermelhos de dor, então balançou a cabeça por um momento e respirou fundo. Já fazia um tempo considerável desde que tinha feito tal coisa e agora sua mandíbula doía.

— Já posso quebrar o braço dele agora?

Enquanto Naito estava descansando, seu pai o agarrou pelos cabelos e disse isso, rindo como se fosse uma piada que ele não podia deixar de lado. Naito olhou para cima… Enquanto se movia, estava observando a glande de seu pai todo esse tempo, brilhando com fluido pré-seminal e muita saliva. Podia sentir as veias vividamente com a ponta da língua. Marcadas e grossas. O puxou para fora e logo engoliu o pênis do pai o suficiente para encher sua garganta.

Sua úvula foi apunhalada até a doer e as lágrimas correram novamente por seus olhos. Uma grande mão agarrou sua nuca e o puxou para frente. Sentiu que não podia fazer com que o pênis entrasse mais, mas só conseguiu mantê-lo abaixando e preenchendoo até que deixou de respirar. Os cílios de Naito se contraíram e no entanto, quer se sentisse bem ou mal, Naito disse:

— Umm. — Na forma de um doce gemido. Seu pai pressionou o pênis com força contra sua úvula e liberou todo o sêmen contido contra ele na forma de um disparo impressionante… A atitude de Naito de engolir o sêmen, mesmo que ele não tivesse pedido, fez seu pai se sentir tão bem que parecia estar em um imenso em um estado de êxtase.

Rayan estava tremendo. Esse tipo de situação era muito para suportar, seus olhos se arregalaram de espanto e horror e parece inclusive ter começado a sentir náuseas. Naito não tinha confiança para continuar a vendo ele assim, então se separou e deitou de costas sem se preocupar com o estado do solo ou o quão machucado seu corpo certamente ficaria quando esfriasse. O pai se acomodou em cima dele, olhou para baixo e quando a mão macia do filho finalmente o tocou, logo um fogo impressionante atingiu seus olhos até que o fez pintar cada centímetro da pele do rosto…

Naito examinou o rosto de seu pai com um olhar trêmulo, tocou seus lábios e desabotoou a camisa dele enquanto dizia estranhamente:

— Pai, por favor… me faça esquecer tudo isso.

A mão de papai deslizou por sua cintura até parar em suas nádegas.

— Como?

— Por favor, coloque. Eu não quero pensar em nada além de você.

Os lábios de seu pai haviam mordido desesperadamente os de Naito. Ele estava dolorido, chorando e seus ombros tremiam sutilmente. O abraço parecia que não poderia suportar se não segurasse nele, além disso, estava gostando tanto do beijo de seu pai que não parecia mais se importar com as pessoas que ainda os estavam observando. Sentiu que por um instante, apenas se tratava dele e de seu pai. E do seu mundo.

Papai fez Naito se inclinar para Rayan. E tirou sua calça e a cueca e esfregou o pênis com a sua própria saliva para fazer o mesmo com o buraco na sua bunda. O lugar estava vermelho e inchado e tinha as pegadas de Rayan em todas as direções. Os olhos de seu pai mudaram abruptamente por causa disso. Estava zangado, como no início, mas o penetrava lentamente para não lhe causar mais dor. Naito encolheu os ombros, seus braços se juntaram e envolveram as costas de Elsie.

— Papai!

— Você fez sexo com esse filho da puta, Naito?

— Ah, ah, pai, dói quando você faz isso.

Naito abaixou a cabeça e estremeceu. Papai estendeu a mão e ergueu seu queixo.

— Não, abra seus olhos. Preciso de você de olhos bem abertos.

O pai empurrou seu pau e disse isso com bastante frieza. Naito estava cheio de lágrimas e foi pior quando soltou um gemido assustador:

— Ah, ah! Pai, pai, é bem aí. É bem aí! Ah!

— Naito, vamos. Tem que me responder, querido. A cadela fez isso com você?

— Sim… Ah, Rayan… Ele… Oh meu Deus!

Quando os pelos púbicos e testículos de seu pai o tocaram e lhe fizeram mover sua cintura para frente, Naito começou a ofegar e gemer de prazer. Amavelmente respondeu à pergunta que fez e então teve um orgasmo que foi forte o suficiente para paralisar sua cabeça. Não achava estranho, seu pênis comprido e grosso havia batido na parede interna dele várias vezes e agora não podia suportar nem uma pequena carícia sem gozar.

O prazer de Naito fez seu corpo se retorcer e o som de engolir a saliva inclusive parecia até um pouco agonizante. Não suportou a emoção, então não abriu os olhos nem uma só vez, nem quando ouviu o som de sapatos batendo no chão ou quando começaram as reclamações dos guardas de seu pai.

Especialmente apesar do fato de que Rayan o via com olhos vazios e um sorriso claramente resignado. Naito estava completamente perdido com seu pai. Cada vez que o pênis do papai se metia entre suas nádegas, era como se um raio o atingisse na cabeça várias vezes. Seu corpo inteiro se agitava, suas coxas tremiam de prazer e mesmo que não tocasse em seu pênis, havia conseguido colocá-lo de pé e acabou gozando de novo.

Naito, no chão, chorava enquanto seguravam sua cintura e esfregava seu corpo. O pênis de papai parecia mover-se impiedosamente, por isso chegou muito mais fundo do que da última vez. Sentiu como se sua membrana mucosa interna estivesse colada ao do pai.

Doía como se estivesse colado no papai! Além disso, tinha tirado o suficiente para que, ao enfiar novamente, fizesse um som realmente alto.

— Ahhhhhhhh!

Um gemido saiu da boca de Naito. Seu corpo branco ficou vermelho e chorou com uma cara incrivelmente bagunçada. Parecia muito mais sexy do que um ator pornô. Seu cabelo escuro estava molhado de suor e grudaram em suas bochechas e no meio, a pele exposta parecia ficar completamente vermelha. Mesmo que não estivesse mordendo, seus lábios haviam ficado mais vermelhos e mais encantadores, sua úvula se movia violentamente quando gemia ou inspirava, e suas costas, que se moviam com o orgasmo, era tão bonita quanto a de um animal selvagem…

O pai rapidamente tirou o pênis do corpo de Naito e o colocou sobre as coxas. Seus lábios estavam bem abertos, então as gotas de saliva começaram a escorrer e todo o seu corpo se endureceu com o movimento violento do pênis vindo de baixo. Seus olhos nublam e então ele chorou como se estivesse muito ferido.

Rayan estava em branco. Teve que ver claramente o pênis enorme e feio do duque desaparecendo nas nádegas do garoto. Abrindo caminho por um buraco estreito cheio de esperma. Foi uma visão horrível. Uma cena obscena! Naito, entretanto, parecia incapaz de suportar a velocidade de seu pai, então deixou a cabeça cair para o lado.

— Você gostou, bebê? Gostou mais do que quando fez isso com aquela vadiazinha?

Naito escutou a pergunta, mas com a cabeça fervendo de prazer, não conseguiu responder da maneira correta. Em vez disso, ele disse o que seu pai queria tanto ouvir.

— Papai… Ah, eu te amo. Eu te amo…

O pênis de seu pai parou diante da palavra“amor”. Naito sentia um prazer perigoso, olhando para o pai com os olhos arregalados… O pai acabou sentando Naito entre suas pernas e depois começou a masturbar habilmente o pênis que segurava entre os dedos. Já havia passado muito tempo desde que o pau rosado de Naito tinha endurecido tão formalmente e também, tinha passado muito tempo desde que soltou um jato de esperma tão grande. Seu sêmen ricocheteou no rosto de seu pai, então Naito cobriu o rosto e chorou.

— Diga de novo… O que falou a pouco.

Os olhos de seu pai estavam tremendo de pura emoção. Naito estendeu as mãos até o pescoço do papai, colocou os braços em torno dele, como um doce amante, e então levantou a cabeça e disse com voz rouca:

— Eu te amo pai. Eu realmente te amo ♡.

Quando ouviu a acalorada declaração de seu filho, Elsie finalmente enlouqueceu.

Enfrentando os gritos de Rayan, começou a penetrar o corpo de

Naito inúmeras vezes. A parede interna estava mais lisa agora, então o pênis dentro de seu filho parecia menos tenso. Seus subordinados não tinham sido capazes de suportar tanta luxúria reprimida e começaram a se masturbar de excitação enquanto assistiam ao sexo entre pai e filho.

Porém, apesar da cena suja, o pai estava vendo apenas o filho. Só conseguia concentrar- se nele. Que o abraçava, chorava… O homem era realmente encantador e bonito e foi totalmente feito para ele. Sob medida.

Papai acabou enfiando os dedos em seu buraco para raspá-lo e fazer o esperma escorrer até as coxas. Naito havia perdido toda a energia a alguns segundos atrás, então, agora que estava caído, o pai abriu as pernas de seu filho e mostrou a Rayan a maneira como o drenava. As lágrimas caíram dos olhos vazios de Rayan, mas o papai, obviamente, olhou para ele com um sorriso vencedor. Virou o corpo do filho e apontou para a parte de trás, onde estava o seu nome.

— Ele é meu filho. É isso que te incomoda?

Rayan, que estava amordaçado, não podia dizer nada. O pai pegou seu próprio sêmen e esfregou o lugar onde estava a tatuagem. E disse:

— Eu entendo o seu coração… Porque meu filho é muito lindo. Eu no seu lugar estaria morrendo.

Havia envolvido o corpo de seu filho com seu casaco, e agora estava olhando para Rayan como se estivesse zombando dele. As pupilas cor de água ficaram escuras. Aparentemente, não havia razão para continuar salvando o que restava de sua sanidade depois do que acabara de acontecer.

— Certifique-se de preservar sua patética vida, porque eu estou fazendo isso como um favor ao meu filho. Você não terá uma segunda chance.

O pai, que cuspiu essa violenta ameaça, pegou seu filho nos braços e saiu. Enquanto subia, finalmente presenciou uma manhã perfeita. Uma luz do sol brilhante que combinava perfeitamente com o que estava sentido dentro de seu peito. Seu filho tinha cílios longos o suficiente para tremer cada vez que respirava e isso o fazia parecer muito frágil e charmoso.

— Eu te amo ♡.

Estava muito emocionado com o que o ouviu lhe dizer, então  inclusive se sentiu um pouco triste por tê-lo tratado tão rudemente. No entanto, ele não se arrependia. Seu pai deu um passo rápido em direção à calçada onde a escuridão havia desaparecido e então entrou no carro. Elsie disse ternamente, esfregando suas bochechas pálidas:

— E hora de voltar para casa com o papai.

Como se Naito estivesse aliviado com as palavras do papai, acenou com a cabeça e colocou seu rosto completamente no peito de Elsie. Fechou os olhos e caiu em um sono profundo que terminou com o homem, depositando um beijo em sua testa pálida…

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⟨Fim do volume 2⟩

Continua…

 

 

 

Ler Uma noite só para dois. Yaoi Mangá Online

Os irmãos mais novos, Naito e Alto, que perderam a mãe, deixam suas famílias há muito tempo e partem para a capital em busca de seu único parente, seu pai. Lá, seu pai Elsie, que mora em uma mansão, cumprimenta os dois com olhos lânguidos, mas ameaçadores. Elsie mostra uma resposta morna a Alto, que se parece com ele, mas também mostra um interesse sutil por Naito, que se parece com sua mãe. Ele permite que duas pessoas vivam em sua mansão.
E é aí que começa a noite secreta dos dois….
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Elsie Benjamin Jedan: 38 anos. Bonito, charmoso, carismático, tem jeito para conseguir o que quer. Mas por trás dessa fachada de homem do mundo se esconde um monstro; calculista, estuprador, sem moral, obsessivo e perigoso.
Quando seus 2 filhos vão morar com ele, ele desenvolve uma obsessão incomum por seu filho Naito.
Sob 3 condições, ele aceita que eles vivam em sua mansão, mas na realidade essas são desculpas para ter Naito sob seu rígido controle. Quando Naito o desobedece, ele perde a paciência da pior maneira possível…..
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A novel inteira é incestuosa, contém estupro e todo tipo de abuso. Gatilho a cada capítulo. Então quem não se sente bem com esse tipo de temática, recomendo que NÃO LEIA ESSA NOVEL. Pois não vou ficar colocando avisos de gatilho a cada capítulo, já estou avisando aqui, então se você for lê-la, esteja consciente que lhe avisei desde a sinopse até aqui. A história inteira é ficção, nada é real.  
✓Beijos e boa leitura~
Nome alternativo: A Night Just For Two

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