Ler Uma noite só para dois. – Capítulo 38 Online
Soprava um vento frio que o fazia sentir como se tudo ao seu redor estivesse afundando. Ele realmente não podia suportar a sensação, então levantou o cobertor e o enrolou com força em volta de seu corpo. Quando sua mente ficava em branco e logo se elevava ao ponto máximo, só aí parecia ter a força necessária para abrir os olhos.
Suspirou…
Ele estava sozinho, em uma cama grande cheia de travesseiros. Quando olhou em volta, notou que havia água e os remédios que seu pai havia preparado. Na semana passada havia um suplemento nutricional e agora um frasco de vitaminas. Naito, que estava cansado de tomar remédios regularmente, se jogou na cama e se cobriu novamente. Olhou para o teto. Naito de repente se lembrou dos amantes de seu pai. Indo de Ely para Keshan. Havia homens, havia mulheres, mas não ficou com eles por muito tempo.
Então, e se cansasse dele também, iria descartá-lo? E o que aconteceria quando fizesse isso? Pois nem sequer tinha suportado ficar longe dele por um mês. Naito, pensando sobre aquele período, tremeu fortemente. Mesmo tendo escapado, não se sentiu nada bem e tinha que ser honesto e dizer que até mesmo lembrar da sensação era assustador. Uma sensação estranha. No passado, havia pensado que se seu pai o abandonasse, isso tornaria as coisas mais fáceis para os dois. Agora já não poderia dizer o mesmo. Realmente poderia viver sem seu pai? Ele poderia ser capaz de viver corretamente?
Tinha se perguntado várias vezes, mas nunca houve uma resposta definitiva. Estava duvidando. Amava quando a mão de seu pai o tocava e por isso mesmo sua rejeição não era muito severa. Na verdade, desabou quando ouviu ele dizer que o amava e o tratou tão gentilmente. Com olhos que lhe diziam que realmente o queria. No entanto, mais tarde, sua razão começava a gritar com e dizer-lhe que não podia pensar romanticamente nele porque era seu pai. E, claro, agora se odiava por estar tão confuso.
— Naito.
Sentiu um abraço carinhoso tocando suas costas. Se perguntava se ele percebeu que estava tremendo… O segurou em seus braços e deu um beijinho no pescoço de Naito até que ele relaxou gradualmente. Elsie era o culpado. Foi ele quem o fez assim, porque o abraçava e o beijava justamente quando seus pensamentos estavam incrivelmente confusos.
Conflitantes.
Talvez ele até estivesse feliz por ser assim porque, sem ninguém ao seu lado, definitivamente teria caído na loucura. Naito ergueu a cabeça silenciosamente e o olhou com uma expressão vazia. Seu pai sorriu, suspirou e então beijou seus lábios novamente, fazendo com que o filho não tivesse escolha a não ser fechar os olhos e aceitar o gesto. Havia línguas entrelaçadas, saliva e muito calor. Respirações misturadas e mãos subindo pelo seu pescoço. Naito, que estava compartilhando um beijo complicado, afastou levemente sua boca da dele. Papai se inclinou o suficiente para chupar seu lábio inferior, mas Naito o parou a tempo, colocando a mão em seu ombro:
— Tenho uma pergunta.
— Sobre o que?
— Por quanto tempo você planeja me querer?
Quando Naito se afastou, seu pai riu e disse.
— Para fazer sexo?
Seu pai parecia saber exatamente o que Naito queria dizer, mas ainda se deu ao luxo de brincar um pouco com os sentimentos de seu filho.
— Pai…
— Não quero te deixar ir, você entende? Eu não posso…
— Mas Keshan e Eli Lee… Você terminou com eles rapidamente.
— Como pode se comparar a eles?
Um dedo começou a esfregar a delicada pele de Naito. Ele parecia estar cuidando de uma pessoa muito importante, então os olhos do menino estremeceram. O pai sussurrou com um sorriso amigável.
— Não percebeu ainda? Keshan não era nada mais do que um substituto para você. Todos com quem eu estive não são nada…
Os olhos roxos de seu pai brilharam profundamente, então Naito olhou para baixo. Não conseguiu olhá-lo diretamente por mais de dois minutos inteiros. Naito, na tentativa de pensar em outra coisa, brincou com os dedos e olhou para as coxas apertadas de seu pai envoltas em um terno caro. Um sorriso amargo apareceu na boca de Naito…
— Papai tem um gosto muito peculiar. Quer que eu acredite que esperou tanto tempo por mim?
— Claro. Às vezes tem que ser paciente o suficiente para conseguir o que deseja.
Elsie olhou para Naito com uma expressão que parecia incrivelmente sincera. Seu olhar era mais ardente do que de costume.
Queria perguntar a ele: “Por que você é assim? Eu posso realmente acreditar em você?” Mas não disse nada.
— Se no final eu puder te ter, então sou capaz de esperar por mais 6
anos.
— Você realmente me ama?
Finalmente, Naito tirou isso de seu peito. O pai sorriu sem se importar e logo abraçou Naito com força e sussurrou:
— Eu te amo muito.
Naito se queixou. Queria que seu pai o deixasse, mas também tinha medo de deixá-lo ir. A cabeça de Naito doía por causa de seus sentimentos contraditórios. Estava tomando remédios justo agora e, no entanto, não parecia mais estar funcionando nem um pouco. Seu pai era a fonte de toda sua dor. Tanto que ele até se perguntou se a agonia melhoraria se evitasse seu pai por mais tempo.
Obviamente, seria em vão. Seu pai estava lá o tempo todo, perseguindo-o como um fantasma e agarrando o pulso de Naito todas às vezes.
Naito estremeceu e olhou para seu pai. Era como se suas pupilas passassem através da dele. Aqueles olhos estavam em sua pele, em suas mãos, fazendo cócegas em seu estômago. Era tão quente, sério e puro, como o sentimento de um adolescente. Seu pai disse que o amava. Não parecia falso, mas Naito ainda não conseguia suportar. Ainda queria escapar das garras de seu pai, mas mesmo se contorcendo, Naito, cuja força havia enfraquecido, não conseguia mais escapar.
Elsie acariciou a cabeça de Naito. O tocou e disse em voz baixa:
— Já estava muito comprido, e assim você fica ainda mais bonito. — A mão de seu pai tocou os lábios de Naito desta vez. — Que tal fazermos algo novo? Já que você está se comportando tão bem.
Os dedos desceram, se movendo e acabaram pousando nas costas
de Naito. O amoroso pai de Naito era incrivelmente assustador quando começava a agir dessa maneira. Enfiou a mão em sua camiseta e tocou a carne macia de seu peito e logo acima de seus quadris. Passando os dedos pela púbis, o pai disse com um sorriso:
— Eu quero que você carregue meu nome.
—… O que?
O rosto de Naito endureceu.
Quando ele levantou sua camisa, seus quadris e costas foram revelados. Tinha poucos pêlos no corpo, então Elsie, que havia tocado sua pele todo esse tempo com a ponta dos dedos, o tocava agora com a ponta do nariz. No corpo de Naito, tinha um cheiro que seu pai adorava. Os sais de banho, sabonete e loção favoritos do pai… Foi graças a Elsie que o borrifou da cabeça aos pés com suas próprias coisas. Já estava se tornando totalmente do agrado de seu pai, e era hora de estigmatizar esse fato.
— O que quer dizer?
Naito perguntou, olhando para trás. Sua voz estava cheia de ansiedade.
— É literalmente o que eu disse. Faça uma tatuagem com o meu nome.
— Por que eu deveria fazer isso?
— Você é meu.
— Deus, eu já disse que não vou fugir. Já disse que também terminei com Rayan!
Naito virou as costas e gritou, mas seu pai fingiu não ouvi-lo. Esfregou suas costas e os quadris de Naito e cada vez que ele passava sua mão para cima e para baixo, o rosto de Naito ficava excepcionalmente branco… Já que seu pai nunca havia dito uma mentira, parecia não ter escolha a não ser aceitar.
— Então me diga onde você quer?
— Para.
— Fazer uma tatuagem em algumas partes pode ser doloroso. Como seria se fosse na garganta?
Como se já tivesse decidido, estava sentindo aquela área com os dedos. Naito empurrou a mão de seu pai.
— Você já fez tantas coisas, e agora você vai…
— Você continua pensando em sair da minha vida.
Papai riu. Naito deu um passo para trás. Seu coração estava assustado e de repente parecia estar batendo de uma forma muito excitada. Não conseguia controlar como seu pai o fazia se sentir, às vezes era como uma brisa de primavera em seu coração. Amigável e fresco, e nesse momento empurrava Naito para o chão como um furacão selvagem. Então papai abriu a boca e falou, com um olhar afetuoso diferente de seu tom cruel.
— Se eu fizer isso, você também vai fazer?
—… É sério?
— Sério. Você quer fazer isso? Acho que seria bom gravar cada nome.
O pai brincava com o dedo de Naito. Seu olhar estava no dedo anelar da mão esquerda.
— O anel é algo que você não gosta. Também não quer um colar…
Seu pai parecia querer usar um anel de casal ou um colar. Mas não combinava com sua personalidade e não queria usá-los, então parecia que havia decidido fazer uma tatuagem em seu corpo. Naito riu da maneira simples de pensar de seu pai. Na realidade esperava que depois de ser preso dentro de casa e segurado por ele, agora pudesse sair com o nome dele gravado em sua pele?
— Está realmente ansioso por algo assim?
Quando Naito olhou para seu pai seriamente e lhe perguntou isso, ele sorriu:
— Sim…
— Papai vai ter meu nome também?
— Sim.
— Onde vai gravar?
Com a pergunta de Naito, seu pai, colocou a mão no coração dele e disse:
— Eu vou fazer isso aqui.
Naito virou a cabeça e murmurou.
— Faça isso em outro lugar. Odiaria ver meu nome quando fazermos sexo.
Quando ouviu isso, seu pai deu uma gargalhada depois de muito tempo mantendo uma aura meramente terna e séria. Juntou seus olhos, como uma lua crescente, e suas bochechas pareceram corar em um segundo. O rosto do pai, sorrindo brilhantemente, com as esquinas dos lábios voltadas para cima, parecia tão puro que seu peito foi ligeiramente tocado por isso.
Ele estava muito feliz.
— Bom, vou fazer isso em outro lugar. Onde não possa ver.
Seu pai, falando em voz baixa, beijou Naito no dorso da mão. A primeira reação de Naito foi franzir a testa, obviamente. Odiava essa sensação de ser amado assim por ele. Naito removeu a mão de seu pai e se virou para o outro lado. Precisava de tempo para pensar, mas seu pai não era uma pessoa tão amável. O que ele quisesse fazer, está feito, o que ele quisesse ter, ele tem. Mesmo se Naito dissesse que não gostava dele, era um homem que o forçaria a gravar seu nome.
Naito olhou para a parede que originalmente tinha várias janelas. Naito não sabia quantos dias ou meses haviam se passado e também não entendia como as coisas estavam indo lá fora ou o que estava acontecendo de interessante. Ele tinha estado preso ali todo esse tempo e seu pai não o deixava dar cinco passos além da porta. Na verdade, a única coisa que restava nesse quarto para ele, era apenas esperar pelo pai, um único trabalho que se transformou em uma vida baseada em fazer as coisas da maneira que Elsie queria. Curiosamente, isso estava ficando muito chato. Quando o pai não aparecia, tremia de solidão e ansiedade, mas isso não significava que gostava de ficar isolado da sociedade. Teria sido melhor se seu pai fosse violento e coercitivo do início ao fim, porque isso tornaria as coisas mais fáceis. Quando de repente pensou sobre isso, ele riu. Seu sorriso foi gradualmente distorcido com lágrimas e no segundo seguinte, Naito já estava chorando tristemente como se sua alma estivesse saindo do peito.
Depois de viver debaixo de sua custódia pela primeira vez, Naito chorou honestamente por estar apaixonado por seu pai. Elsie o abraçou, e o deixou encostar a cabeça em seu peito e também deixou que chorasse. Naito olhou para ele com um brilho indiferente… A mão de seu pai ergueu seu rosto. Então ele se afastou com força.
— Me deixe…
— Não é hora de parar de se preocupar com isso? Eu não quero mais que você chore ou se sinta miserável na minha frente.
Seu pai pressionou a mão de Naito, que estava cobrindo seu rosto, e disse tudo isso com muita calma. Olhou para ele e abriu a boca novamente.
— Já disse que não posso viver assim com você, como meu pai. Eu não suportaria quando… Sou apenas uma pessoa comum!?
— Não. Você é forte o suficiente — o pai disse isso quando o
abraçou. — Se fosse fraco, não teria resistido por um segundo. Na verdade, você teria cometido suicídio. Mas não foi assim.
Naito olhou para o seu pai sem entender. Elsie lentamente acariciou a bochecha do filho.
— Você é forte, meu amor.
— Como meu pai sabe sobre meu estado mental?
Ficou com raiva e se rebelou contra a atitude do pai, como se o incomodasse terrivelmente que ele falasse sobre sua condição. O pai riu e amavelmente deu um tapinha na bochecha dele.
— Te vejo sendo forte todos os dias.
Naito abaixou a mão de seu pai. Estava cansado de falar com ele e
tentar fazê-lo entender quando era obviamente impossível. No momento em que as lágrimas pararam e seu pai deu um tapinha nele, com um sorriso sincero, perguntou:
— Está bem então, qual é o plano para o seu futuro?
Foi uma zombaria para ele dizer isso. Mesmo sair de casa era algo que exigia a permissão de seu pai. Naito sorriu. Como Elsie disse, sua mente era forte. Mesmo neste caso, ele não estava totalmente louco e ainda se perguntava como viver de forma realista. Neste quarto, enquanto estava preso, tinha estado olhando para a parede que já conhecia perfeitamente depois de estar dentro dele por tanto tempo. Como não havia janela, não sabia se lá fora fazia sol ou não. Queria sair. E este quarto o fazia sentir tão fodidamente doente que poderia até vomitar… Seu pai se aproximou um pouco mais de Naito, quando percebeu que algo estava errado. Ele grudou em sua orelha e quando o menino virou a cabeça, viu o lindo sorriso de seu pai.
— Você não quer ir para a faculdade?
—… Vai deixar eu ir?
— Se ao menos você me mostrasse que é um bom ouvinte.
Os olhos de Naito balançaram ligeiramente. O pai cuidou bem de Naito, como ele poderia acreditar em palavras tão levianamente?
— Se não me abandonar, você pode fazer qualquer coisa.
— Não minta. No começo você disse que me mandaria para a faculdade, mas não o fez.
Os olhos de Naito se estreitaram. Seu pai tocou os lábios de Naito algumas vezes antes de dizer:
— Foi porque você estava tentando escapar com outro cachorro macho. Eu deixei que crescesse durante 6 anos, era uma criança e te deixei se desenvolver como tal… Mas isso não significa que posso te deixar ir.
Era uma frase que demonstrava obsessão e loucura, mas a emoção que contida nela o entristecia. Era doce. A cabeça de seu pai foi se aproximando lentamente e quando os lábios do homem finalmente se tocaram, ele esperou e fechou os olhos como se estivesse aceitasse seus lábios. Era muito fraco diante de seu pai. Fraco toda vez quando ele chupava seus lábios e o beijava suavemente até que parecia acalmá-lo. Prazer violento, possivelmente. Era diferente do beijo que lhe dava quando faziam sexo… Naito agarrou a camisa do pai, e o pai, segurando sua mão branca, disse em voz baixa, deixando um último breve beijo em seus lábios.
— Não me deixe. Isso é tudo o que preciso para que façamos um acordo.
________________________ Continua…
Ler Uma noite só para dois. Yaoi Mangá Online
Os irmãos mais novos, Naito e Alto, que perderam a mãe, deixam suas famílias há muito tempo e partem para a capital em busca de seu único parente, seu pai. Lá, seu pai Elsie, que mora em uma mansão, cumprimenta os dois com olhos lânguidos, mas ameaçadores. Elsie mostra uma resposta morna a Alto, que se parece com ele, mas também mostra um interesse sutil por Naito, que se parece com sua mãe. Ele permite que duas pessoas vivam em sua mansão.
E é aí que começa a noite secreta dos dois….
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Elsie Benjamin Jedan: 38 anos. Bonito, charmoso, carismático, tem jeito para conseguir o que quer. Mas por trás dessa fachada de homem do mundo se esconde um monstro; calculista, estuprador, sem moral, obsessivo e perigoso.
Quando seus 2 filhos vão morar com ele, ele desenvolve uma obsessão incomum por seu filho Naito.
Sob 3 condições, ele aceita que eles vivam em sua mansão, mas na realidade essas são desculpas para ter Naito sob seu rígido controle. Quando Naito o desobedece, ele perde a paciência da pior maneira possível…..
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A novel inteira é incestuosa, contém estupro e todo tipo de abuso. Gatilho a cada capítulo. Então quem não se sente bem com esse tipo de temática, recomendo que NÃO LEIA ESSA NOVEL. Pois não vou ficar colocando avisos de gatilho a cada capítulo, já estou avisando aqui, então se você for lê-la, esteja consciente que lhe avisei desde a sinopse até aqui. A história inteira é ficção, nada é real.
✓Beijos e boa leitura~
Nome alternativo: A Night Just For Two