Ler Uma noite só para dois. – Capítulo 36 Online
Seu pai levou Naito, que estava com a perna dolorida, para o quarto e o colocou lá. Como sempre, parecia que ia atacá-lo, mas inesperadamente, o pai calmamente tirou o remédio da cômoda e colocou-o na palma de sua mão.
— Tome isso e durma.
Naito olhou para o pai sem responder e se enterrou no cobertor. Seu pai acariciou sua cabeça lentamente e logo o filho descobriu que não importava o quanto pensasse sobre isso ou o quanto quisesse fingir que não, aquelas mãos eram realmente doces e macias. Ele fechou os olhos e acomodou a cabeça um pouco melhor na lateral do travesseiro até parecer uma criança frágil.
Papai beijou Naito brevemente na testa e lhe disse palavras de despedida bastante carinhosas. Antes de sair do quarto, seu pai ligou para Contor. Era uma forma de chamar a atenção de Naito, que ficaria com medo ou ansioso se outros soubessem. E quando ele finalmente saiu do quarto, a casa começou a parecer incrivelmente grande.
No silêncio que parecia suprimir todo o seu corpo, abriu os olhos. Pensou que definitivamente faria qualquer coisa para mostrar sua resistência uma vez que tivesse a chance, mas agora sua cabeça estava pesada e mais tonta do que poderia suportar. Ele não se moveu e começou a pensar que não haveria problema em evaporar daquele jeito. Mas então, quase instantaneamente, ouviu a porta se abrir… O som de madeira rangendo fez sua pele arrepiar. Ele estava com medo dos acontecimentos recentes, então olhou para cima em um instante. Felizmente, a pessoa que entrou era um homem conhecido. Naito, pálido, olhou para Contor, que o cumprimentou casualmente.
— Saia agora.
— O presidente ordenou que eu cuidasse de você.
— Então faça isso do lado de fora. Não fique aqui dentro.
Como se estivesse pensando cuidadosamente no que havia dito, Contor, que piscou várias vezes, ergueu os olhos e se curvou.
— Está bem.
Naito observou de perto como Contor estava indo para a saída novamente. No entanto, ao fazer isso, Naito perguntou em voz baixa:
— E quanto a Alto?
Contor parou. Ele olhou desconfortavelmente para o rosto preocupado de Naito e então riu.
— Ele está bem. É só que ele está em outro lugar agora.
—… Certo.
Alto era um idiota com ele na maior parte do tempo, mas ainda se importava porque era seu irmão mais novo. Por bem ou por mal, chegaram juntos até aqui, então não queria que o irmão se machucasse, embora não quisesse vê-lo feliz, queria que pelo menos estivesse longe de tudo isso.
Naito, deitado em posição fetal no cobertor, abriu os olhos pela metade. ‘Agora o que eu deveria fazer? Como devo agir?’
Quando ele pensou sobre isso, seu coração doeu como se estivesse revestido de concreto. Tudo era confuso e assustador. Ele já havia chegado à conclusão de que não poderia amá-lo porque aquele homem é o seu pai, mas cada vez que o beijava, sua mente ficava branca e suas mãos se pegavam agarrando a camisa dele. Naito odiava esse vínculo que os ligava para sempre.
A ironia de tudo isso foi que conseguiu fugir, mas mesmo antes de ser pego, ficou pensando em seu pai todas as noites antes de dormir e se tocar. Ele se sentia como se estivesse vagando por um labirinto sem saída.
Naito estava tonto. Ele agarrou a cabeça dele, levantou-se e olhou ao redor da sala iluminada. Este lugar parecia ter sido decorado com bastante esforço, afinal, parecia um quarto de recém-casados, então não podia acreditar que agora era um quarto para pai e para o filho.
Naito pegou o cobertor com suas mãos brancas e úmidas, e o colocou sobre si. Tropeçou e caminhou até onde a pintura em aquarela estava pendurada.
Originalmente, devia haver uma janela bem aqui, mas não era exagero dizer que seu pai estava realmente preocupado com a possibilidade dele fugir novamente.
Naito caiu na gargalhada enquanto parecia indiferente à enorme pintura em aquarela. Elsie tinha estado na frente dele, pedindo confiança com os olhos cheios de lágrimas e aquele rosto entristecido, mas que também era muito bonito. Seu coração batia forte quando ele pensava nisso, e até mesmo a dor de cabeça piorou significativamente.
Naito se deitou como se estivesse caindo sobre a cama. Ele estava terrivelmente cansado, então fechou os olhos. E logo depois caiu em águas profundas e teve um sonho.
Estava convencido de que era um sonho porque seu pai tinha um rosto que ainda era muito jovem. Ele e o pai estavam em um quarto degradado e fedorento.
“Eu disse a você que eu não queria ter filhos!”
Ao lado de seu pai estava Alto, que acabara de nascer e agora chorava tão alto quanto os gritos de seu pai. Naito franziu a testa e tentou não chorar também. Ele tinha medo de seus pais quando eles brigavam, mas tinha mais medo de que seu único irmão chorasse tanto. Naito subiu na cama e envolveu Alto em um cobertor. O pai, que estava olhando para ele, olhou para sua mãe e disse ferozmente.
“Eu disse para você abortar essa criança. Por que você não fez o que eu disse?”
Papai ficou zangado, apontando para Alto o tempo todo antes de mamãe correr e abraçar o bebê em seus braços, gritando:
“É o seu filho! Como você pode dizer isso para o seu próprio filho?”
“Porque Naito já foi um erro o suficiente!” O pai olhou para Naito, que estava apavorado, e zombou dele abertamente. “Sim, é hora de você saber. Eu teria sido mais feliz se você não tivesse nascido, filho!”
Mamãe gritou para que ele ficasse quieto, mas papai dizia a Naito o tempo todo o quanto se ressentia por ele. Até acrescentou com força enquanto olhava para ele:
“Você é o maior erro da minha vida!”
Naito, que pela primeira vez na vida teve um sonho baseado no passado, sacudiu os ombros lentamente. ‘Deus, de onde veio isso?’ Além disso, se ela o tivesse abortado daquela vez, ele definitivamente não teria uma dor tão intensa como agora.
— Naito.
Ele ouviu a voz do pai, aquele que era mais maduro do que quando ele era jovem. A voz não parecia tão áspera como antes, na realidade foi bem suave… E ele não conseguia lidar com isso porque sentia uma coceira estranha dentro de si.. Era como se várias borboletas estivessem se movendo em seu estômago.
Naito escapou da voz de seu pai e afundou-se em seu cobertor, no entanto, papai rapidamente removeu o cobertor e levantou a parte superior do corpo de Naito. Até que Naito colocou as mãos na cabeça e fez um som doloroso.
— Isso dói…
— Eu disse para você tomar seus remédios e ir dormir.
Papai tocou a bochecha quente de Naito e o colocou de volta na cama. Naito abriu os olhos suavemente e começou a piscar por causa da luz do quarto excessivamente iluminado. E no meio de tudo isso, seu pai estava sentado elegantemente em frente a ele, cheirando a vento de rua, como se tivesse acabado de voltar do trabalho. Enquanto olhava para seu pai, Naito com um rosto pálido por causa de uma dor de cabeça terrível, abriu a boca e disse:
— Você me disse que eu fui o maior erro da sua vida.
— Eu disse?
Papai perguntou, apontando para si mesmo. Naito acenou com a cabeça. E seu pai, ao notar que ele ainda parecia bastante doente, acomodou-o suavemente na cama e acariciou seu rosto. Tirou o paletó e a gravata colocando-as sobre a cadeira. Papai se sentou ao lado dele, finalmente varrendo o cabelo suado de Naito até que estivesse todo penteado para trás. Naito moveu seus olhos azuis brilhantes de um lado para o outro e terminou olhando para seu pai.
— Obviamente foi você. Você disse que teria sido mais feliz sem mim…
— Você está se referindo a coisas do passado?
Seu pai sorriu gentilmente e Naito franziu a testa. Quando era apenas uma criança, ele ficou muito magoado com aquelas duras palavras, para que agora seu pai falasse que isso era coisas do passado, como se não fosse grande coisa. Isso machucou ainda mais Naito, que estava calado vendo a reação do pai. E como se realmente entendesse do que o filho estava falando, os olhos e as emoções de seu pai parecem vacilar de repente.
— Isso… Isso é o que eu pensava naquela época.
Seu pai murmurou, colocando uma mecha do cabelo de Naito atrás da orelha observando-o estreitar os olhos.
O olhos seus estavam sérios, talvez fosse por causa disso que as cócegas em seu estômago foram aliviando pouco a pouco.
— Eu te odiava tanto naquela época. Você era irritante. O fato é, entenda, não era como se eu realmente amasse Jan apaixonadamente.
— Por que você estava morando com a mamãe, então?
— Porque o sexo com ela era incrível. E por isso trabalhei duro na contracepção, mas você e Alto decidiram vir assim mesmo.
Naito sorriu desamparado e viu a mão dele pousando sobre a sua.
‘Quão assustadora era essa mão quando eu era mais jovem?’ Agora, ele estava completamente dominado pelo prazer que esta mão lhe dava, então não podia fazer nada. Afinal é uma mão que o assusta de um jeito diferente. Inconscientemente, a segurou olhando para ele cara a cara.
Os olhos de seu pai ficaram ligeiramente maiores, surpresos com o ato voluntário do filho.
— Se você achou que era um erro, então deveria ter nos apagado.
— Eu sei disso. Mas Jan não queria abortar.
Seu pai, encolhendo os ombros, abaixou a cabeça e finalmente beijou a testa de seu filho. Naito fechou os olhos porque o rosto de seu pai estava muito próximo ao dele. Sentiu seu hálito quente, seu cheiro, a temperatura corporal…
— Mas agora é diferente.
— Porque eu sou mais do que um filho?
Ele respondeu exatamente o que seu pai havia lhe dito antes, e riu, tocando a testa. A mão do pai entrou nas roupas de Naito e segundos depois, subiu em cima dele. Quando um corpo, maior e mais pesado que o seu, o dominou, ele não pôde deixar de ofegar. Quando Naito se remexeu, seu pai disse, pressionando sua testa com o dedo indicado.
— Sou grato por ter você. Você é o melhor presente da minha vida, Naito.
Seu pai agarrou o rosto de Naito e abaixou a cabeça. Percebeu que seu pai iria beijá-lo, então fechou os olhos, esperando. Mas ao invés de ser beijado na boca, seu pai depositou os lábios na bochecha de Naito e então se retirou rapidamente. Quando Naito arregalou os olhos diante de um beijo que pousou suavemente como uma pétala, seu pai riu puxando seu cobertor e sussurrou:
— Eu não tenho o hobbie de pegar pessoas doentes. Vá dormir.
A razão de seu pai ser tão doce com ele agora provavelmente era porque ele não podia escapar.
Pensar assim o fez se sentir confortável em algum canto da sua mente. Essa relação entre pai e filho não fazia sentido. Não, isso jamais poderia ser um relacionamento que poderia ser correspondido. Por ora, o melhor era viver em linhas paralelas que não podem ser alcançadas.
— Quando você acordar…
O pai afagou sua cabeça e disse algo, mas não conseguiu entender direito. Porém, o que era certo é que o toque de seu pai era muito quente.
…
Em algum lugar soprou um cheiro bom e uma brisa fresca. Era um cheiro que ele não sentia há muito tempo, então seu coração, que estava excitado, começou a disparar através do álbum de suas memórias. Até mesmo a sensação de ser segurado por aqueles braços largos e acolhedores era como uma criança em busca de proteção. Era um abraço de adulto que frequentemente o envolvia. Foi bom abraçar esses braços quentes, então o abraçou inconscientemente. Ele se sentia muito bem, e logo sussurrou “Por favor, não vá” em seus sonhos e reforçou seu aperto. A outra pessoa também ficou feliz em ser abraçado, então soltou uma pequena risada estridente. Era uma voz familiar. Um som terno e amigável que o fez erguer os olhos…
Mas quando ele começou a lentamente piscar, a pessoa que o segurava cobriu seu rosto com a mão grande. Ele queria que Naito continuasse dormindo.
— Durma um pouco mais, você fica tão fofo enquanto dorme.
Oh, esta era a voz.
Naito empurrou aquela mão, e imediatamente depois disso colidiu com impressionantes olhos roxos que estavam olhando para ele. A parte superior do corpo de seu pai, que não vestia nada, também foi vista. Quando Naito percebeu que ele havia sido mantido naquele abraço apertado, Naito deu um passo para trás com raiva. Embora ele estivesse nu e seu pai também, isso raramente acontecia, e agora só aconteceu realmente porque ele foi abraçado com tanta ternura. Normalmente seu pai era quem o abraçava primeiro, porque Naito nunca o abraçou.
Naito não conseguia levantar o rosto porque ficou surpreso ao encontrar-se nos braços de seu pai sem ter percebido antes. Quando ele se afastou para trás envergonhado e se escondeu embaixo do cobertor, seu pai se levantou com uma risada alta.
Quando puxou o futon de Naito com força, ele parecia pálido e cansado. Depois o papai, que penetrou na mente do filho com muitas palavras bonitas, curvou a cabeça com um sorriso relaxado ao redor da boca.
Naito tentou se mover, mas seu pai o bloqueou com os braços fortes.
Naito ficou preso sobre a parte superior do corpo de seu pai e não
teve outra escolha a não ser olhá-lo diretamente. Quando o cheiro do corpo de seu pai ficou mais espesso, Naito escorregou para trás.
— Você é realmente muito fofo.
Naito abaixou a cabeça e tentou enterrar o rosto no lençol novamente. Ele murmurou:
— Não me olhe assim.
— Por quê não?
O pai estendeu a mão e tocou o pescoço de Naito. As mãos subiram gradativamente e tocaram o cabelo tingido de preto. O pai franziu a testa ao ver a textura de seu cabelo que não era tão suave como antes.
— Seu cabelo está duro.
— Porque eu pintei.
Naito respondeu, ainda com o rosto no lençol. Quando seu pai levantou a parte superior do corpo, como se não pudesse evitar, Naito sentou-se encostado na cabeceira da cama. Quando ainda estava atordoado com o rosto sonolento, seu pai bagunçou seu cabelo de brincadeira. Naito ficou irritado e arrumou os cabelos espalhados, aceitando o copo que seu pai lhe entregou. Ele lentamente foi se despertando enquanto bebia a água moderadamente fria. Colocou o gelo na boca e rolou sobre a língua. O pai, que estava assistindo a cena, disse com uma voz indiferente.
— Acho que seria bom colocar gelo no seu ânus mais tarde.
Naito, que havia mastigado o gelo, franziu a testa com suas palavras de falsa preocupação.
— Poisé né. Às vezes tem que pensar sobre os danos físicos que você ocasiona no corpo do seu filho.
— Penso nisso sempre.
Com o rosto cansado, Naito, que olhava para o pai o tempo todo, entregou-lhe o copo. O pai o pegou e se levantou para levá-lo à mesa. Embora usasse calças simples de algodão, seu pai ainda parecia um super modelo de uma capa de revista importante. Sua franja havia caído a ponto de cobrir metade de seus olhos, então aquela atmosfera aterrorizante se acalmou visivelmente ao ponto de ele parecer uma pessoa dócil.
O pai olhou para Naito com uma das mãos apoiadas na cintura. A pele que parecia fraca e o corpo cheio de vestígios, foi enterrada debaixo do cobertor branco. Era uma imagem limpa, mas lamentável, então seu pai riu de uma forma satisfatória.
— Você tem que tomar café da manhã.
— Eu não quero comer.
Naito disse isso com uma voz fraca. Desde que estava preso nesta casa, ele vinha perdendo força significativamente. Quanto mais falava, menos se movia, e o apetite finalmente desapareceu completamente. Ele tinha pesadelos e parecia sofrer constantemente de uma dor silenciosa.
Na frente de Naito, que hoje se recusava a comer de novo, seu pai preparou alimentos moles. Era Naito quem gostava muito de carne, mas recentemente, parecia que ele não conseguia nem sentir o cheiro, então o pai mandou preparar comida que pudesse se digerida sem muita dificuldade. Pão fresco, manteiga, mirtilos, sopa de cogumelos. Mas mesmo depois de ver alimentos que combinavam com seu gosto, Naito apenas suspirou. Ele não tinha apetite. Naito olhou para o pai, que estava esfriando a sopa, e perguntou:
— Quando posso sair daqui?
O pai levou a colher à boca dele. Quando Naito separou os lábios, seu pai colocou lentamente e um cogumelo moderadamente maduro que foi mastigado e engolido de forma satisfatória, embora isso não fosse o suficiente para convencer o pai, que começou a passar manteiga no pão para ele.
— Eu te disse. Vou te dar liberdade quando me sentir seguro. Além disso, sua perna está machucada. Aonde você pensa que iria assim?
— A pessoa que deixou minha perna assim foi meu pai.
— É por isso que te tranquei aqui e tenho cuidado de você enquanto melhora. Não gosto de ver meu filho doente.
Papai enfiou pequenos pedaços de pão em sua boca aberta, e ele mastigou sem dizer uma palavra. Se ele não comesse bem, pensou que seria obrigado a forçá-lo a comer como antes. E quando viu Naito, que estava comendo exatamente como um passarinho, falou de repente com uma expressão séria:
— Se você estivesse grávido, eu ficaria aliviado.
— O que?
Seu apetite, que mal existia, sumiu de vez. Mas papai apenas sorriu e ergueu o queixo, olhando para Naito ainda muito sério.
— Pelo menos assim, você teria meu bebê aí dentro e pensaria duas vezes antes de me deixar.
— Você é louco?
Naito deu um passo para trás com um rosto incrivelmente pálido. Papai largou a colher sobre a mesa, limpou as mãos e boca com um guardanapo limpo e se aproximou com frieza como se não tivesse mais intenção de alimentá-lo. Quando Naito se assustou e deu um passo para trás, seu pai o dominou quando ele retrocedeu em reação. Naito tentou empurrar a parte superior do corpo de seu pai o máximo que pôde, mas seu peitoral firme, armado com músculos rígidos, nem mesmo tremeu ou se moveu alguns centímetros para longe.
O pai riu um pouco enquanto alisava a barriga de Naito, que havia ficado mais plana porque ele não comia direito há algum tempo. Naito encolheu os ombros, sentindo um calafrio desconhecido percorrer pela sua espinha dorsal, pressentindo um medo de antecipação daquele sorriso de aparência suave.
— Agora você diz não, mas quando você levar meu bebê aqui, você vai gostar. — Papai abaixou a cabeça por um momento e perguntou novamente. — Gostaria que fosse seu filho? Você pode escolher. Pode ser seu irmão ou seu filho… Ou que tal ambos?
Naito disse, olhando para seu pai.
— Não se preocupe. Eu nunca vou engravidar de qualquer maneira.
— Você quer que eu descubra? Se um homem pode engravidar?
Naito cerrou o punho e olhou o rosto de seu pai, que era sério demais para isso ser só uma piada de mal gosto. Ele não aguentou e tentou dar um soco no rosto do pai, mas Elsie rapidamente agarrou o pulso de Naito. Naito, cujo pulso foi preso, desistiu rapidamente, dizendo, exausto.
— Estou cansado… pai, estou cansado de você.
— Mas você foi bem ontem, querido. Me chupando com vontade.
Seu pai agarrou sua bunda, falando palavras vulgares com uma cara inexpressiva. Naito empurrou a mão dele, então levantou o cobertor para cobrir seu corpo inteiro. Então disse friamente:
— Vá trabalhar! Você disse que tinha uma cerimônia de apresentação.
— Você está preocupado com a apresentação do seu pai? Você é tão fofo.
Disseram-lhe que as coisas relacionadas à cerimônia foram adiadas por causa do incidente em que ele tentou matar seu pai. Agora, quase todos os dias, seu pai estava ocupado trabalhando nessas coisas. Apesar dessa situação, ele visitou Naito, que foi encarcerado por ele, o alimentou, deu banho nele e até fortaleceu o relacionamento. Como o médico havia lhe dito para ter cuidado porque sua perna estava ferida, seu pai fez tudo o que podia, mas sem violência.
Naito corou, lembrando que ontem ele o deitou de lado e o acariciou com cuidado. Seu corpo todo ficou quente quando pensou na boca de seu pai que passeou sobre a sua várias vezes.
O pai olhou atentamente para Naito, que estava encolhido com as orelhas vermelhas, depois se sentou ao lado dele e acariciou sua cabeça.
— Eu sou todo seu, filho. Então você também deveria se tornar inteiramente meu.
— E daí? Eu não posso sair de qualquer maneira, e você impôs condições ridículas sobre como devo viver. Então do que adianta ser seu ou não?
O pai, ouvindo o desamparo na voz de Naito, inclinou o rosto novamente. Baixou tanto o cobertor dele que, quando finalmente conseguiu ver a cabeça de Naito, beijou-o na bochecha pálida e sussurrou:
— E se sairmos de férias após a cerimônia de apresentação?
— Não, não quero.
— Você não aproveitou suas férias naquele dia. Vamos apenas nós dois dessa vez.
—… V-você confia em mim?
— Pareço alguém que vai ser esfaqueado duas vezes? Já foi o suficiente ser apunhalado uma vez até sangrar, — seu pai sussurrou, beijando as bochechas e orelhas de Naito. — Mas eu sei que você realmente não queria que eu morresse. Se você quisesse me matar, não teria me apunhalado com uma faca tão mediocre em primeiro lugar.
Ele não queria ouvir sobre nada disso. Seus verdadeiros sentimentos deveriam ficar enterrados ali, no passado.
— Pare de falar sobre isso.
— Uma faca de manteiga…
— Papai!
Naito, que estava tentando evitar contato visual por um tempo, saiu do cobertor e viu seu pai. Ambos se olharam e depois de segundos se encarando, gargalharam ao mesmo tempo. Naito ficou de boca aberta tentando dizer qualquer coisa, mas logo desistiu e virou a cabeça.
Estava em um quarto sem janelas, então seu coração estava oprimido.
— Você não pode nem me deixar sair para o jardim?
— Quando sua perna sarar.
Seu pai murmurando o beijou na bochecha descendo os lábios com ousadia, e como não estava usando roupas, era muito fácil percorrer até os mamilos. Os lábios tocaram a área macia e dolorida que seu pai brincou à noite toda, então a carne macia agora parecia descascada. Estava formigando e doía mesmo que o tocasse levemente… Ele não conseguia nem usar roupas. Os mamilos originalmente rosados passaram de rosa escuro para vermelho ardente.
Naito gemeu: “Ah.” Os dedos do pé se curvaram e o lençol foi empurrado. Elsie afastou o cobertor. Quando seus lábios beliscaram e mordeu o mamilo avermelhado, Naito fechou os olhos e sua cabeça foi esquentando gradualmente. Ele ofegou e agarrou o cabelo do pai. Aqueles cabelos finos e macios escaparam por entre seus dedos.
— Ha, uh……. Ah bom.
O pai riu com o mamilo entre os lábios assim que o ouviu dizer “oh, sim” automaticamente. Um som úmido emanou de ambas as auréolas fazendo com que o pênis de Naito gradualmente ganhasse força e ficasse ereto. O pai sugou continuamente os mamilos e foi descendo a mão, passeando pelo abdômen plano até agarrar o pênis duro feito pedra. O pai, erguendo a cabeça e olhando para o rosto corado de Naito, perguntou:
— Você quer que eu te chupe?
Naito mordeu os lábios. Quando ele não respondeu, seu pai agarrou o pênis com força para induzi-lo a uma resposta rápida.
— Se você não responder, eu não vou chupá-lo. É isso que você quer?
Seria uma mentira dizer que seu corpo não queria um estímulo mais forte, então Naito, que fechou os olhos e conteve seus gemidos, cobriu o rosto e falou com uma voz levemente úmida:
—… Por favor, me chupe.
A risada vibrante e o hálito úmido tocaram os genitais rosados. Isso fez cócegas…
— Claro, meu filho é um bom menino.
Seu pai colocou o pênis na boca enquanto o elogiava, o que não foi bom para sua estabilidade mental. Quando as membranas mucosas, que são úmidas e quentes até certo ponto, envolveram o pênis, o prazer correu como uma maré alta em um instante. Naito, tremendo e suando, gemeu com um forte prazer que afastou o resto de suas emoções. Ele não aguentava mais. O queixo de seu pai tremia enquanto o chupava avidamente a ponto das bochechas dele ficarem côncavas.
Com os olhos fechados, sua mente em branco estava nublada. Seu pai suga o pênis com força lambendo ao redor do membro, mas alguém, justamente nesse momento, bateu na porta.
— Presidente, você tem uma ligação do arquiduque Alassis.
O pai, que acariciava concentradamente o pênis do filho, franziu a testa e retirou o membro da boca. Naito, que estava encharcado de prazer e derramava lágrimas, olhou para o pai com uma cara estranha. O pai levantou o cobertor puxando e cobrindo o corpo do filho.
— Entre.
Como um pai que odeia que outras pessoas vissem o corpo nu de Naito, ele o envolveu firmemente com um cobertor. Contor entrou e cumprimentou pai e filho. Imediatamente ele se aproximou de Elsie e colocou o celular no ouvido dele. Quando recebeu o celular de Contor, o pai respondeu com calma.
— Alô?
Mas logo, a expressão do pai que ouviu as palavras do grão-duque tornou-se sutil. Enquanto falava ao telefone com o grão-duque, seu pai tocou o rosto em chamas de Naito. Conter ficou em silêncio apesar das ações dos dois homens, que não pareciam estar em uma relação saudável de pai-filho. Apenas Naito abaixou a cabeça porque a situação era difícil de suportar. Seu pai continuou a falar ao telefone, acariciando a cabeça de Naito.
— Se não foi o duque Jodrick, quem foi?
Naito ergueu a cabeça. Quando seu pai viu o rosto de Naito, ele sorriu brilhantemente.
— Você está dizendo que a cerimônia deve ser adiada por esse motivo? Estou bem, mas….
Ele podia ouvir seu pai rindo enquanto continuava a conversa de uma forma elegante. Logo depois que ele respondeu “Sim, entendo” ao grão-duque, finalizou a ligação e entregou o celular a Contor. O pai tirou a mão que acariciava a cabeça de Naito. Seus olhos roxos brilharam ameaçadoramente.
— Teremos que sair de férias na próxima vez.
— O que aconteceu?
Queria perguntar desde o momento em que o duque Jodrick foi mencionado, mas papai apenas suspirou e abaixou a cabeça até que ambos colidiram os narizes.
— Aconteceu algo na família real e temos que adiar a cerimônia.
Seu pai colocou a mão sob o cobertor e tocou sua pele nua. Contor já havia partido rapidamente. Uma atmosfera misteriosa e estranha fluiu profundamente entre os dois.
— Você está animado porque ouviu o nome ‘duque Jodrick’?
— Não é assim. Eu já te disse que nós terminamos.
Naito estendeu a mão e tocou a bochecha de seu pai. Os olhos de Elsie se arregalaram, depois se estreitaram gradualmente até que os fechou e pousou sua cabeça completamente na palma da mão dele. A mão de Naito começou a formigar com um beijo de seu pai, e então ele lentamente o observou abrir suas pálpebras. Seus olhos eram muito atraentes.
— Você sabe que não tenho mais nada com Rayan.
O pai sorriu satisfeito com a resposta de Naito, que já estava cansado de tudo isso. Depois o colocou lentamente na cama. Se colocando entre as pernas de Naito, acariciou suas orelhas, mordeu seus lábios lhe deixando uma sensação sutil, depois puxou o lábio inferior de Naito como se não fosse mordê-lo.
— Eu gostaria de ser o único em sua vida.
— Isso já é o suficiente.
Foi uma palavra sincera. Afinal, a única pessoa que restou em sua vida foi seu pai, que não o deixou ir para a faculdade, que o confinou em um quarto sem janelas. Era isso que seu pai queria e foi assim que realmente aconteceu.
Apenas seu próprio coração estava amargo e vazio. Naito esticou os braços, puxou o pescoço do pai e o abraçou. Os olhos do pai brilharam com a mudança tímida de atitude de Naito. Ele já havia feito isso um tempo atrás, mas ainda assim gostava que o tocasse, pois parecia um cachorro grande esperando pela mão do dono. Naito tocou o cabelo bagunçado do pai e falou com uma voz solitária.
— Meu pai me fez assim.
— É verdade — seu pai, que respondeu imediatamente, sorriu feliz para Naito. — Então, isso me deixa feliz.
___________________ Continua…
Ler Uma noite só para dois. Yaoi Mangá Online
Os irmãos mais novos, Naito e Alto, que perderam a mãe, deixam suas famílias há muito tempo e partem para a capital em busca de seu único parente, seu pai. Lá, seu pai Elsie, que mora em uma mansão, cumprimenta os dois com olhos lânguidos, mas ameaçadores. Elsie mostra uma resposta morna a Alto, que se parece com ele, mas também mostra um interesse sutil por Naito, que se parece com sua mãe. Ele permite que duas pessoas vivam em sua mansão.
E é aí que começa a noite secreta dos dois….
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Elsie Benjamin Jedan: 38 anos. Bonito, charmoso, carismático, tem jeito para conseguir o que quer. Mas por trás dessa fachada de homem do mundo se esconde um monstro; calculista, estuprador, sem moral, obsessivo e perigoso.
Quando seus 2 filhos vão morar com ele, ele desenvolve uma obsessão incomum por seu filho Naito.
Sob 3 condições, ele aceita que eles vivam em sua mansão, mas na realidade essas são desculpas para ter Naito sob seu rígido controle. Quando Naito o desobedece, ele perde a paciência da pior maneira possível…..
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A novel inteira é incestuosa, contém estupro e todo tipo de abuso. Gatilho a cada capítulo. Então quem não se sente bem com esse tipo de temática, recomendo que NÃO LEIA ESSA NOVEL. Pois não vou ficar colocando avisos de gatilho a cada capítulo, já estou avisando aqui, então se você for lê-la, esteja consciente que lhe avisei desde a sinopse até aqui. A história inteira é ficção, nada é real.
✓Beijos e boa leitura~
Nome alternativo: A Night Just For Two