Ler Second Half – Capítulo 25 Online

Capítulo 25
Ele levantou a mão, fazendo um punho com o polegar inserido entre o indicador e o dedo médio – um gesto equivalente a mostrar o dedo do meio tanto na Coreia quanto na Espanha. Mas Aaron respondeu calmamente, como se nem tivesse notado o insulto.
— Eu acho que te mostrei com bastante frequência na sua frente. Ah, sentiu saudade de ver depois de tanto tempo? Mas que pena. Infelizmente, não estou muito no clima de te mostrar meu pau agora.
— Seu bastardo psicopata do caralho…
Jerim sentiu agudamente, mais uma vez, que não era páreo para esse oponente. Longe de conseguir uma resposta para sua pergunta, parecia que isso terminaria apenas com ele sendo submetido a mais piadas vulgares. Como se o lembrasse de algo, Aaron escovou lentamente a bochecha pálida de Jerim com as costas da mão.
— Relaxa. Eu não disse que não tinha essa intenção? Na verdade, você está me encarando tão intensamente que estou ficando com um pouco de medo de você pular em cima de mim.
— É, claro. Na verdade, estou me segurando para não pular em cima de você e esmagar seu pau em pedaços agora mesmo.
— Essa é uma piada e tanto.
— Por que… você acha que é piada?
— Você gostava do meu pau, lembra?
Diante dessa acusação totalmente injusta que o pintava como um pervertido, a paciência de Jerim se esgotou completamente. Ele agarrou o pulso de Aaron como se fosse quebrá-lo e gritou com raiva.
— Quando foi que eu! Você é quem era o obcecado, sempre dizendo merda como “Como essa sua parte é tão bonita…”!
No meio da frase, Jerim, caindo em si de repente, apertou as duas mãos sobre a própria boca. Foi mais um golpe do que um gesto de cobrir, resultando em um som estalado e nítido que ecoou alegremente.
Os dois homens envergonhados ficaram em silêncio, interrompendo suas ações como se tivessem cortado deliberadamente uma cena problemática de um filme. O rosto de Jerim ficou vermelho vivo de novo, e Aaron também desviou o olhar, parecendo desconfortável. Mas isso também não durou muito; Aaron, que recuperou a compostura primeiro, riu baixo e perguntou.
— Você ainda o mantém bonito?
— Porra!
Jerim chutou o objeto em que tropeçou com toda a sua força. Aaron, segurando a barriga de tanto rir, nem soltou um gemido quando a bolsa voadora atingiu sua perna diretamente. O som da risada, como se ele estivesse engasgando, encheu o quarto que estava em silêncio absoluto momentos antes.
Ouvindo aquela risada alegre, Jerim desejou desesperadamente que o bastardo engasgasse e morresse agora mesmo, que se dane a Big Ear . Não era esse o exato momento em que o amuleto que sua mãe lhe deu deveria funcionar? Com a própria personificação de um relacionamento ruim do passado bem na sua frente, testando seus nervos implacavelmente.
Por favor, que uma faca voe e o esfaqueie. Jerim estava tão desesperado que recorria a superstições em que nem acreditava. Mas, claro, um desejo tão ridículo não poderia se tornar realidade. Aaron, tendo parado de rir, respirava perfeitamente bem enquanto limpava as lágrimas dos cantos dos olhos.
— Ha, eu não aguento. Jerim, por que você sempre dá uma reação tão boa? É exatamente por isso que eu me transferi para o Sefton.
— O quê?
Essas eram palavras inconsistentes vindo da boca de Aaron, que insistira teimosamente que não havia “nenhum motivo particular para a transferência” mesmo enquanto era eletrocutado. A expressão “é exatamente por isso” significava, em última análise, que havia sim um motivo para a transferência. E certamente não era apenas imaginação sua que o motivo parecia ser “porque achei que as reações do meu ex seriam divertidas”.
Se esse é o motivo de ele ter se transferido, em vez de esperar por um acidente, eu mesmo deveria matá-lo, Jerim jurou secretamente, e então perguntou de volta com ferocidade. Mas Aaron não se sentiu intimidado. Em vez disso, retrucou com uma atitude arrogante, como se estivesse lhe fazendo um favor.
— O motivo de eu ter me transferido. Você não estava curioso sobre isso?
— Não era você quem não queria me contar?
— Eu te disse, não é um assunto para discutir enquanto jogamos. Se você tivesse perguntado seriamente como agora, é claro que eu teria te contado. Eu não sou nenhum tipo de psicopata.
— Parece que você não tem autoconhecimento… você realmente é um psicopata…
— Aquilo era brincadeira, de antes.
Ele jurava que não tinha feito uma única piada desde cedo, mas em vez de discutir, Jerim apenas agarrou a própria nuca. Ele sabia que seria inútil discutir de qualquer maneira, então pensou que seria melhor relaxar seus músculos rígidos. Por alguma razão, desde que Aaron se transferira, seus ombros pareciam pesados e seu pescoço ficava travado com frequência.
— Mais importante, como capitão para colega de equipe, eu gostaria de ter uma conversa.
Foi quando ele estava esfregando o pescoço dolorido e seu dedo tocou a ferida que ainda carregava marcas de dentes, fazendo-o franzir a testa. O tom, agora completamente desprovido de brincadeira, o fez assentir sem pensar. Para ser preciso, foi o título que estimulou seu senso de responsabilidade, forçando-o a responder.
— Fale.
Mesmo após receber permissão, Aaron hesitou por um tempo antes de falar. Seu tom em si era diferente de antes, quando ele estava apenas fazendo piadas.
— Você ainda acha futebol divertido? Como quando era pequeno, seu coração dispara só de ver uma bola, quando vê um campo de grama você primeiro avalia se está tudo bem chutar uma bola ali, e mesmo depois de correr por 90 minutos, você fica animado pensando em pisar no gramado de novo amanhã?
Você não ia me dizer por que se transferiu? Pego de surpresa pela pergunta repentina e irrelevante, Jerim hesitou inesperadamente. Não importa o quanto tentasse mover a raiz da língua, uma resposta não saía, como se uma bola redonda estivesse enchendo sua boca.
Porque, seja quando criança ou agora, eu nunca pensei, nem uma única vez, que futebol fosse divertido.
Amar o Sefton e querer vencer jogos eram questões separadas de gostar do futebol em si. O motivo de amar o Sefton era porque gostava dos companheiros, do técnico, da equipe e dos fãs com quem jogava, e o motivo de querer vencer era porque era a melhor maneira de um jogador de futebol provar a si mesmo.
Ele sabia claramente que, se não o fizesse, seria deixado para trás e, como era humano, não poderia gostar de perder, então Jerim sempre dava o seu melhor. O motivo “porque futebol é divertido” não tinha lugar em parte alguma disso.
Tanto antes quanto agora, para Jerim, o futebol era simplesmente “o que eu faço de melhor”.
“Se você não colocar um garoto como o Jerim no futebol, é uma perda nacional. Você acha que eu ensino apenas um ou dois garotos? Consigo ver que o Jerim é um talento que jogará no Reino Unido no futuro. Você sabe quanto ganham os jogadores que são titulares lá? Você deveria pensar no futuro da criança em vez dos custos imediatos. Se vocês forem pais.”
Como costuma acontecer, Jerim começou a jogar futebol seriamente depois que Juhan, o técnico da academia de base que reconheceu seu talento cedo e que agora era o presidente de sua atual agência, convenceu seus pais. Seus pais, especialmente sua mãe, não pouparam apoio para o filho mais velho talentoso.
Ele cresceu monopolizando o apoio e a atenção que deveriam ter ido para seus dois irmãos mais novos, e seu pai, um funcionário de escritório comum, trabalhava como motorista de táxi substituto após o expediente para pagar as mensalidades da academia de futebol do filho.
Sua mãe, que se divorciou de seu pai contra a vontade dele e o seguiu até a Espanha, abriu um restaurante coreano mesmo sem saber nada de espanhol além de saudações. Isso porque as transferências internacionais de menores eram proibidas, a menos que os pais imigrassem para fins de subsistência.
Eles não apenas sacrificaram a família inteira — eles a levaram à ruína. Só isso já era motivo mais do que suficiente para Jerim fazer do futebol sua profissão. O único consolo era que seu talento inato não era tão passageiro a ponto de brilhar intensamente apenas na infância e depois desaparecer.
Jerim era bom no futebol. Muito bom.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Othello
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Sinopse:
— Não preciso da sua mão, então cai fora, seu filho da puta.
Após provar uma derrota amarga na final da Champions League pela segunda vez em sua carreira, Jerim rejeita a mão do atacante do time adversário e ex-companheiro de equipe na academia de base, Aaron, fazendo com que rumores de discórdia voltem a circular.
Na verdade, o relacionamento deles não era bom, então não eram apenas rumores — era discórdia de verdade. Como eles estavam em ligas diferentes de qualquer maneira, ele nunca tinha se preocupado particularmente com isso.
— Vamos tentar nos dar bem de novo, Jerim.
…Até que um mês depois, Aaron veio para o mesmo clube que ele através de uma transferência gratuita*.
Já era irritante o suficiente estar no mesmo time que o cara que o havia humilhado na final recente, mas para piorar as coisas, esse cara por acaso era seu ex de muito tempo atrás.
E eles haviam terminado da pior maneira possível.
*Transferência gratuita: quando o contrato de um jogador termina e ele se muda para um novo clube sem o pagamento de uma taxa de transferência.
[Benefícios para Aaron Reyes se ele se naturalizar coreano]
– Banir Jerim
– Camisa número 9 garantida na seleção nacional
– Cobertura gratuita com vista para o Rio Han em um complexo residencial (excluindo taxa de condomínio)
– Entrega direta dos frutos do mar mais frescos do dia do Mercado de Peixes de Noryangjin (uma vez por semana; caranguejo-rei/caranguejo-das-neves uma vez por mês)
– Entrada gratuita no Lotto World (inclui um acompanhante, uma vez por mês)
– Uso gratuito de bicicletas públicas para o resto da vida
⤷ Hum, usar as bicicletas de graça não é um pouco demais??
⤷ Droga, eles estão até jogando o Jerim no pacote? Se eu fosse o Aaron, nunca deixaria passar essa oportunidade.
Nome alternativo: Second Half Segundo Tempo