Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 50 Online

↫─Capítulo 50
— Então, por que vocês terminaram?
— Diferenças de personalidade.
Beom-hee cuspiu, espalhando o gole de cerveja que tinha acabado de tomar, e lançou-lhe um olhar que comunicava claramente: Mentira. Pegando um lenço da caixa sobre a mesa, Gi-hyeon entregou a ela com um dar de ombros indiferente.
— Certo, entendi. Mas por que você apareceu com Damon Kim mais cedo?
Ele nem tinha dado ao homem um destino antes de assumir agressivamente o volante, ainda assim, Damon o seguiu sem uma única palavra de reclamação. Gi-hyeon dirigiu direto para a casa de Beom-hee. Foi incrivelmente rude — ele sabia disso muito bem —, mas simplesmente não estava com vontade de se explicar e, para o crédito dele, Damon não fez uma única pergunta. Foi uma graça silenciosa pela qual Gi-hyeon fora grato o suficiente para se curvar repetidamente após sair do carro. Beom-hee, que tinha descido de seu luxuoso prédio sob o pretexto de visitar a loja de conveniência, tinha visto os dois. Gi-hyeon lançou-lhe um olhar de aviso, exigindo silenciosamente que ela fingisse não conhecê-lo, antes de se virar para se despedir do homem.
— Estou profundamente em dívida com você.
— Não, de jeito nenhum. Eu deveria ser o único a pedir desculpas.
Gaguejando em sua resposta, Damon hesitou antes de pedir seu número sem jeito. Após um breve debate interno, Gi-hyeon entregou o contato, imaginando que pouco importava, já que planejava mudar seu número em breve de qualquer maneira. Damon encarou a tela exibindo as informações de contato de Gi-hyeon, enquanto Gi-hyeon lhe deu um último aceno antes de virar as costas para Beom-hee, que ainda estava ali parada, olhando fixamente para a cena.
Então o nome dele era Damon, refletiu Gi-hyeon, não oferecendo nenhuma resposta. Tomando seu silêncio como uma recusa, Beom-hee balançou a cabeça em derrota. Ela amassou sua lata de cerveja vazia em seu punho — tendo-a esvaziado em apenas dois goles — e abriu uma nova.
— Mas falando sério, você não vai beber? Desde quando um beberrão como você recusa uma gelada?
— Desde que fiquei grávido.
— Quem engravidou para você de repente estar se abstendo? Jurando ficar longe do álcool para torcer por um parto seguro? Uau, a lealdade do Dr. So é verdadeiramente inigualável.
A conversa parecia um disco quebrado.
Gi-hyeon manteve a boca fechada, bebendo silenciosamente o suco de maçã que Beom-hee tinha servido para ele em vez de cerveja. Ela o pressionou novamente, exigindo saber quem estava esperando um bebê. Nem mesmo uma genia como Lee Beom-hee conseguia conectar os pontos entre a palavra gravidez e um homem como So Gi-hyeon. Olhando para cima, Gi-hyeon esperou até que ela engolisse seu gole de cerveja antes de jogar a verdade.
— Eu. Sou eu quem está grávido.
— Que tipo de besteira é essa? Sim, eu também estou grávida. Tenho comido como uma porca ultimamente, olha só essa barriga. Você não teve aulas de nutrição? Me arruma um programa de dieta, Dr. So.
Ele esperava choque, mas ela estava tratando aquilo como uma piada completa. Não que ele a culpasse; a situação toda parecia uma piada de mau gosto também para ele. No entanto, quanto mais ele refletia sobre as últimas semanas, mais tudo se alinhava perfeitamente com os sintomas clássicos de gravidez. Seu desejo repentino por frutas que ele nunca costumava tocar, sua reação intensa aos feromônios de Jo Yeon-oh no quarto do resort — os sinais tinham sido gritantes. Foi um milagre ele mesmo não ter notado. Relembrar a linha do tempo em sua cabeça depois de deixar o hospital tornou o impossível inegável, mas convencer Beom-hee era outra história.
Soltando um suspiro suave, ele acrescentou:
— Eles disseram que meus traços sofreram mutação. Agora sou um Ômega.
— Que?… Ômega?
A realidade estava finalmente amanhecendo para ela. Prevendo um desastre, Gi-hyeon gentilmente empurrou a lata de cerveja dela para longe antes de explicar:
— Aparentemente, a exposição prolongada a feromônios de Alfa dominante pode desencadear uma mutação. É incrivelmente raro, já que os Alfas dominantes são muito escassos, então não existem muitos casos documentados. Você nunca ouviu falar de nada parecido?
— Que tipo de absurdo… espere. Jo Yeon-oh é um Alfa dominante, então talvez não seja totalmente impossível… Mas eu não me especializei nessa área, então como diabos eu saberia os detalhes?
Parecendo que poderia cair no choro, Beom-hee agarrou Gi-hyeon pelos ombros e o sacudiu violentamente. Ele a deixou sacudi-lo para frente e para trás como uma boneca de pano até que ela finalmente desabou para trás, segurando a cabeça em agonia absoluta. Sem se abalar, Gi-hyeon nem sequer lhe lançou um olhar, simplesmente levantando seu copo para tomar outro gole de suco de maçã. O sabor doce e ácido desceu por sua garganta com uma facilidade surpreendente. Ele andava desejando frutas ultimamente, mas achar deliciosa uma bebida que ele geralmente detestava era uma sensação bizarra. Bebendo aos poucos, logo se viu encarando o fundo de um copo vazio.
— Você tem mais disso? — perguntou ele, desapontado.
— Espere, se você está realmente grávido… Aaaah, So Gi-hyeon! Me diga a verdade agora! Qual filho da puta te engravidou?!
— Abaixe o tom. O bebê pode te ouvir.
O queixo de Beom-hee praticamente caiu. Ela parecia pronta para chorar, totalmente perplexa.
— Isso não faz sentido. Meu pobre bebê, como você acabou sendo um trágico pai solteiro… Não, espere um minuto. De quem é o filho, na verdade?
Gi-hyeon não respondeu com palavras. Ele apenas se virou para olhá-la, sua expressão dizendo claramente: De quem mais poderia ser? O rosto dela se contorceu em uma careta bizarra.
— …Você está me dizendo que é filho daquele cretino do Yeon-oh?
— Um cara como eu, com quem mais eu estaria dormindo?
Com quem mais, de fato.
Um homem como So Gi-hyeon, que tinha se dedicado por mais de uma década a um amor dolorosamente não correspondido, apenas para acabar grávido do filho de sua paixão sem a menor intenção de contar-lhe. Não, era por causa dessa devoção que ele se recusava a dizer uma palavra. Este filho seria dele e somente dele. Jo Yeon-oh nutria um nojo profundo por relacionamentos íntimos com Betas. Gi-hyeon dificilmente poderia chegar até ele agora e anunciar que tinha sofrido uma mutação milagrosa para Ômega e que estava carregando seu filho.
Ironicamente, mesmo no momento em que estava lançando insultos vis contra Jo Yeon-oh, Gi-hyeon o amava. Ele provavelmente continuaria a amá-lo por muito, muito tempo. No entanto, So Gi-hyeon não pintava mais um futuro com Jo Yeon-oh nele. Amor era amor, e a realidade era a realidade. Ele finalmente tinha conseguido extirpar cirurgicamente o homem de sua vida. Tudo o que restava era a verdade fria e dura de sua situação atual.
Vestindo uma expressão perfeitamente composta, Gi-hyeon expressou o pedido que ele vinha ruminando durante a viagem:
— Então, me faça um favor. Recomende um bom ginecologista e um especialista em feromônios. E mantenha isso em segredo absoluto de Jo Yeon-oh.
Parecendo compreender toda a trágica história envolta naquelas poucas palavras, Beom-hee soltou um suspiro pesado:
— …Você realmente não vai contar a ele?
— Por que eu contaria? O bastardo nem sabe que sou um Ômega.
Sua resposta foi notavelmente indiferente.
Uma picada de lágrimas ameaçou surgir, mas rapidamente recuou para as profundezas de seu coração impossivelmente calmo. Essa tranquilidade era inteiramente diferente da fúria explosiva que ele tinha desencadeado em Jo Yeon-oh do lado de fora do hospital. Parecia que toda a injustiça, a raiva fervente e a tristeza esmagadora tinham sido exauridas há muito tempo. Gi-hyeon ferozmente fez uma lavagem cerebral em si mesmo para acreditar que apenas a realidade permanecia. E, em certa medida, era a verdade. Sua lista de responsabilidades tinha acabado de crescer exponencialmente.
Ele não era mais o solteiro desimpedido, livre para vagar para onde o vento o levasse. O abismo entre ontem e hoje era impressionante. O peso recém-descoberto em seu peito não era totalmente desagradável, mas isso dificilmente significava que ele estava livre de ansiedade. O único lado positivo era sua estabilidade financeira. A herança que sua mãe tinha deixado para trás poderia ter sido uma ninharia aos olhos da elite chaebol, mas, para um cidadão comum, era uma fortuna avassaladora, mais do que suficiente para viver confortavelmente.
Seus pensamentos vagaram para uma villa em Ilsan, uma das propriedades incluídas no espólio de sua mãe. Com um hospital universitário nas proximidades, seria o ambiente perfeito para criar uma criança. Ele até tinha ouvido elogios de um médico sênior que costumava trabalhar na área, exaltando-o como um bairro tranquilo e idílico. Se ele se mudasse para lá e alugasse seu lugar atual, ele e o bebê não precisariam de nada. O verdadeiro problema era seu próprio temperamento inquieto; ele sabia muito bem que a ociosidade facilmente gerava depressão.
Aproveitando a oportunidade, ele fez login no portal da Associação de Fisioterapia e filtrou as listas de empregos para Ilsan, encontrando um número surpreendentemente alto de posições lucrativas.
— Eles estão procurando principalmente por terapeutas mulheres — murmurou ele, percorrendo as postagens. — Espere, sou um Ômega agora, então talvez isso não importe mais?
Observando essa demonstração de pragmatismo, Beom-hee estalou a língua em pura descrença:
— Olha só para você, já completamente adaptado ao seu status de Ômega. Se eu te deixasse em uma ilha deserta, você estaria abrindo cocos em menos de uma hora, seu bastardo maluco. Suas habilidades de sobrevivência são assustadoramente boas, hein?
— Um homem precisa ter alguns talentos úteis — respondeu ele secamente. Transformar-se em um Ômega era certamente absurdo, mas a realidade imediata de sua situação tinha prioridade. Mudando de assunto, ele fez uma pergunta que estava queimando em sua mente: — Ei, eu lembro vagamente disso da aula de fisiologia, mas é verdade que seu pênis encolhe quando você se torna um Ômega?
— Pare com a besteira, Dr. So. O tamanho do seu pau é realmente o problema aqui? Você me apavora quando age assim. Por favor, entre em pânico um pouco. Estou fazendo todo o pânico pelos dois aqui!
— Agradeço o esforço, mas o encolhimento peniano é, na verdade, um problema enorme. O orgulho de um homem está em jogo aqui.
— Aaaah, seu bastardo maluco, pare de brincar!
Beom-hee franziu a testa, sua irritação finalmente transbordando. Sabendo a hora de parar, Gi-hyeon sabiamente fechou a boca. Sem relaxar seu olhar feroz, ela virou a lata e esvaziou as últimas gotas de sua cerveja. Uma sobriedade pesada se estabeleceu sobre suas feições:
— Vou entrar em contato com um colega sênior amanhã. Vamos à clínica de feromônios primeiro e depois iremos ao ginecologista para obter um diagnóstico adequado.
Gi-hyeon ofereceu um aceno dócil antes de se levantar:
— Estou saindo.
— …Você realmente vai esconder isso de Jo Yeon-oh para sempre? Aquele bastardo é a razão de você ter se transformado em um Ômega em primeiro lugar.
— Não é como se ele tivesse feito de propósito — respondeu Gi-hyeon calmamente.
Ele não sabia.
No início, provavelmente tinha sido apenas um desejo passageiro — um pensamento fugaz de que seria bom se So Gi-hyeon fosse um Ômega em vez de um Beta. E esse desejo de alguma forma se materializou, distorcendo sua biologia inteiramente. Havia apenas uma razão pela qual Yeon-oh teria desejado tal coisa: o fato simples e imutável de que Gi-hyeon era um homem Beta. Isso não era um crime; não era culpa de ninguém. Ele conhecia todos os riscos, mas era ele quem tinha sido ganancioso primeiro. Se houvesse culpa a ser atribuída, ele tinha que apontar o dedo para si mesmo. Mas Gi-hyeon estava exausto. Ele estava tão incrivelmente cansado de odiar a versão patética de si mesmo que sofrera infinitamente ao lado de Jo Yeon-oh — o homem que se revirava em noites agonizantes, apenas para acordar em manhãs miseráveis. Ele só queria parar de se odiar.
Como se lesse os pensamentos tumultuados fervendo por trás de sua máscara estoica, Beom-hee balançou a cabeça lentamente:
— Você é impiedoso demais, Gi-hyeon-ah.
Um compasso de silêncio se estendeu entre eles antes que ela acrescentasse suavemente:
— Aquele bastardo provavelmente estava aterrorizado com o quão impiedoso você pode ser.
Vindo da brilhantemente perceptiva Lee Beom-hee, sua avaliação tinha peso, mas Gi-hyeon não conseguia concordar.
Temer alguém significava reconhecer o poder que essa pessoa tinha sobre você.
Gi-hyeon tinha entregado a Jo Yeon-oh todo o poder no momento em que se apaixonou por ele. Foi por isso que, mesmo depois de ter seu próprio gênero reescrito contra sua vontade, tudo o que ele conseguiu reunir foi uma única sequência de maldições antes de seguir em frente. Ele tinha entregado voluntariamente o cabo da lâmina a Jo Yeon-oh. Se a culpa fosse medida, ela cairia sem dúvida setenta por cento sobre seus próprios ombros, e meros trinta sobre os de Yeon-oh. Ele se recusou a gritar e xingar, chamando o homem de filho da puta ou bastardo por causa de míseros trinta por cento, quando a maior parte da culpa era inteiramente sua.
E ainda assim, apesar de tudo, So Gi-hyeon nunca tinha recebido sequer uma lasca desse poder em troca. Jo Yeon-oh sempre fora ferozmente impenitente em sua presença. Ele tocava Gi-hyeon com confiança descarada, puxando-o para seu abraço e enterrando o rosto na curva do pescoço de Gi-hyeon antes de cair no sono. Em contraste gritante, Gi-hyeon nunca tinha conhecido uma única noite de descanso tranquilo naqueles braços. O terror paralisante do abandono, o pavor agonizante de que sua conexão frágil pudesse se romper — esse fardo tinha sido apenas de Gi-hyeon para carregar.
Mas se, por algum milagre, Jo Yeon-oh tivesse genuinamente temido ele…
— Então suponho que só signifique que éramos inteiramente incompatíveis desde o início — murmurou Gi-hyeon.
Por sete longos anos, eles tinham forçado impiedosamente peças de quebra-cabeça incompatíveis, suportando teimosamente o atrito até que as bordas fossem pulverizadas e as próprias peças estivessem arruinadas. Yeon-oh deve ter sofrido também. Pesando tudo, Gi-hyeon decidiu considerar como um empate. As cicatrizes que Jo Yeon-oh tinha esculpido nele estavam agora pagas integralmente. Nada mais importava realmente. Todo o seu foco mudaria exclusivamente para o futuro — para sobreviver à gravidez e criar a criança que crescia dentro dele. Ele ia construir sua própria família.
— Lee Beom-hee, me empreste um carro — exigiu ele abruptamente.
— De jeito nenhum. Todos os carros que possuo são conversíveis. Esse é algum tipo de veículo para um futuro pai dirigir por aí?
— Vou usar apenas temporariamente e trazer de volta assim que meu próprio veículo for entregue. Vou direto para a concessionária assinar um contrato para um novo.
Beom-hee se virou rapidamente, olhando para ele em absoluto horror. Vê-lo planejar calmamente seu futuro, completamente indiferente à sua súbita mutação em um Ômega e sua gravidez inesperada, parecia tê-la abalado profundamente. Ela balançou a cabeça lentamente:
— Quando seu tornozelo foi estilhaçado… você escondeu isso de Jo Yeon-oh até o amargo fim também.
Gi-hyeon não ofereceu resposta.
— Definitivamente gosto mais de você do que daquele bastardo do Yeon-oh, mas honestamente? Você é um bastardo terrivelmente cruel.
Uma risada pequena e genuína escapou dos lábios de Gi-hyeon. A pura absurdidade de dois bastardos terríveis torturando um ao outro implacavelmente antes de finalmente se separarem era dolorosamente divertida.
— Sim, sim, eu entendi. Agora passe as chaves do Mustang. Aquele carro é lindo.
— Vaá se ferrar! Você tem ideia de quanto aquilo custa?! — Beom-hee gritou indignada.
Ignorando seus gritos desesperados, Gi-hyeon caminhou casualmente até a caixa de chaves dela. Fazendo ouvidos moucos aos seus pedidos patéticos para pegar literalmente qualquer outro carro, ele pegou o chaveiro adornado com o icônico emblema do cavalo galopante. Jogando um aceno casual por cima do ombro, ele se despediu dela alegremente, prometendo vê-la amanhã.
Risadas intermitentes escapavam dele enquanto caminhava pelo corredor. Mas no momento em que as portas pesadas do prédio de Beom-hee se fecharam atrás dele, o sorriso desapareceu inteiramente de seu rosto, deixando para trás uma máscara vazia.
— O que vamos fazer com você… — sussurrou ele, acariciando suavemente seu baixo ventre.
Tinha sido um dia excepcionalmente, agonizantemente longo.
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online
Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.