Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 34 Online

↫─Capítulo 34
Olhando fixamente para a ereção corada de Gi-hyeon, Yeon-oh lambeu o lábio inferior. Sua voz caiu para um tom rouco e grave. — Você é um Beta.
— Ahng, ah—! Não, Yeon-oh, não… hng—!
— Eu realmente não deveria estar sonhando com você desse jeito.
O tom sussurrado permaneceu devastadoramente gentil. Gi-hyeon reuniu até a última gota de sua força de vontade apenas para evitar que seus quadris empurrassem instintivamente para cima, contra a mão de Yeon-oh. Era talvez o último fio de racionalidade que ele possuía.
— Nós não deveríamos estar fazendo isso.
— Pare, eu odeio isso—! Hng… ah, mng…!
— Mas eu ainda tenho esses sonhos às vezes.
Yeon-oh murmurou a confissão principalmente para si mesmo. As palavras falharam completamente em alcançar Gi-hyeon, cuja visão estava ativamente se tornando um borrão branco por causa do prazer cegante. Veias grossas, como cordas, ramificavam-se pelas costas da mão e pelo antebraço que bombeavam impiedosamente seu membro. Por trás do lóbulo da orelha de Yeon-oh, o aroma sufocantemente pesado de uma flor de floração noturna irradiava para fora. Em um momento de pura loucura, Gi-hyeon quis violentamente enterrar o nariz contra aquele ponto de pulsação e inalá-lo. Ele desejou isso de forma tão intensa que pareceu humilhante. Uma onda de profunda tristeza o lavou. Ele se sentiu injustiçado e exausto até a medula dos ossos.
Completamente alheio à devastação interna de Gi-hyeon, Yeon-oh olhou fixamente para um canto da cama com um olhar inexplicavelmente vazio antes de abrir os lábios mais uma vez.
— …De qualquer forma.
— Hng…!
— Já que estou tendo o sonho, é melhor eu aproveitar. Além disso, você é bonito.
Era a primeira vez que ele ouvia tal palavra vinda dele. Cada uma das pessoas com quem Jo Yeon-oh já havia saído tinha sido uma Ômega feminina. Gi-hyeon estava dolorosamente ciente das vastas diferenças físicas entre elas e ele mesmo. Atordoado pelo elogio inesperado, os olhos de Gi-hyeon se arregalaram.
Mas Jo Yeon-oh não estava olhando para So Gi-hyeon. Ostentando uma expressão tão absolutamente desolada que desafiava descrições, ele continuou a bombear mecanicamente o membro de Gi-hyeon como uma tarefa obrigatória. Seus olhos, completamente submersos em uma profunda letargia, permaneciam fixos em algum ponto invisível do quarto. Uma percepção congelante surgiu para Gi-hyeon: Yeon-oh não estava verdadeiramente ali. No mínimo, o que quer que Yeon-oh verdadeiramente desejasse não estava nesta cama. A pessoa com quem ele estava misturando os corpos atualmente não era So Gi-hyeon.
No momento em que a verdade o atingiu, Gi-hyeon não conseguiu respirar. Por que apenas eu. Por que é sempre, sempre eu. Mas as perguntas devastadas nunca passaram de seus lábios. Entre seus mamilos inchados e dolorosamente sensíveis, seu períneo ingurgitado, a coceira enlouquecedora em seu membro que ele desejava desesperadamente coçar sozinho e o vazio aterrorizante que se contraía profundamente dentro dele — ele estava inteiramente consumido por suspiros ofegantes e desesperados, incapaz de se adaptar a um corpo que já não parecia seu.
Parecia que Jo Yeon-oh, o homem que consistentemente fornecia exatamente o conforto necessário para evitar que So Gi-hyeon morresse sempre que sofria, planejava fazer exatamente o mesmo hoje. Liberando seu aperto punitivo no membro de Gi-hyeon, Yeon-oh ergueu-se sobre os joelhos no colchão. Olhando para Gi-hyeon, que arfava freneticamente abaixo dele, o Alfa finalmente falou.
— Vamos pular a preparação da parte de trás. É apenas um sonho mesmo, eu quero que você receba tudo sem camisinha.
Gi-hyeon mal registrou as palavras. Um som muito mais aterrorizante já estava estraçalhando seus nervos. O som do zíper sendo aberto ecoou como um trovão pela cama. Para libertar a ereção presa contra sua coxa, Yeon-oh empurrou violentamente as calças e a cueca para baixo de suas pernas em um único movimento rápido.
Involuntariamente, uma lembrança passou pela mente de Gi-hyeon — uma noite em que um Yeon-oh pesadamente embriagado ficou diante de uma tábua de passar vestindo nada além de sua cueca boxer. Mesmo flácido, o dote de Yeon-oh havia espiado pela barra, a glande carmesim escura tão grossa quanto uma noz, fazendo Gi-hyeon engolir em seco inconscientemente.
Agora, despido de toda a racionalidade, Gi-hyeon só conseguia olhar impotente enquanto Yeon-oh descartava suas roupas. O membro que antes meramente espiava pelo cós da boxer agora estava aterrorizantemente rígido, brutalmente grosso e pendia em um comprimento que desafiava completamente qualquer comparação com aquela noite.
— Urgh—!
Gi-hyeon não conseguiu suprimir o gemido animalesco que rasgou sua garganta. Mais precisamente, ele não conseguiu suprimir o desejo selvagem e agonizante de lamber a ereção do Alfa. Era uma arma grotesca, brutalmente masculina, que entrava em conflito fundamental com o rosto perfeitamente esculpido e bonito de Yeon-oh. No entanto, olhando para a densa área de pelos pubianos, a glande maciçamente ingurgitada, a haste grossa projetando-se com veias agressivas e a costura que descia pelo escroto tenso, Gi-hyeon sentiu um desejo avassalador e aterrorizante de enterrar o rosto ali e inalar profundamente. Ele estava inteiramente inconsciente de que aquele era o exato epicentro onde os feromônios de um Alfa dominante estavam concentrados em sua espessura mais absoluta.
Um impulso depravado e rápido como um raio o rasgou. Ele mordeu o lábio com força, mal contendo o desejo de cair de joelhos e implorar para chupá-lo. Totalmente inexperiente, Gi-hyeon achou aquele desejo cru e consumidor tão profundamente estranho que mal conseguia tolerá-lo. Era um desejo carnal e vil, diametralmente oposto ao seu eu usual, calmo e racional. Pensar que ele estava genuinamente enlouquecendo com a necessidade de chupar o pau de Jo Yeon-oh… A humilhação pura gerou uma sensação de desolação absoluta. No final, quando ele finalmente liberou seu lábio mordido e ensanguentado, o impensável aconteceu.
— Ah…
— …
Ambos os homens olharam simultaneamente para a metade inferior de Gi-hyeon. Percebendo instantaneamente o que seu próprio corpo tinha acabado de fazer, Gi-hyeon só conseguiu olhar para sua ereção com olhos nadando em absoluto desespero.
Cordas grossas de sêmen dispararam para cima, espirrando violentamente contra o próprio peito de So Gi-hyeon. A letargia esmagadora pós-ejaculação pareceu engoli-lo por inteiro. Jo Yeon-oh sorriu um sorriso brilhante e imaculado.
— Gi-hyeon-ah.
— …Cale a boca.
Gi-hyeon ergueu as duas mãos, enterrando o rosto nas palmas. O auto-ódio puro e sufocante era insuportável. Ele queria evaporar da face da terra. Olhando para Gi-hyeon — cujo rosto, orelhas, pescoço e clavículas estavam corados em um carmesim violento e humilhante —, Yeon-oh soltou uma risada sombria. Gi-hyeon falou com um rosnado de aviso perigosamente baixo.
— …Por favor, cale a porra da boca, Jo Yeon-oh.
Mas o bastardo se recusou terminantemente a ouvir. Estendendo a mão, Yeon-oh agarrou o membro de Gi-hyeon que ainda se contraía e ejaculava, rindo alto. As próximas palavras vindas de sua boca fizeram Gi-hyeon querer ativamente morrer.
— Você… acabou de gozar só de olhar para o meu pau?
O bastardo riu. O som claro e ecoante de sua diversão apenas amplificou a raiva cegante de Gi-hyeon. Esquecendo completamente seu tornozelo arruinado, Gi-hyeon balançou a perna para cima, mirando uma joelhada letal diretamente no pescoço do bastardo. Com um suspiro falsamente surpreso, Yeon-oh segurou sem esforço o tornozelo de Gi-hyeon no ar.
— Você precisa se mover com cuidado. Essa coisa já está uma bagunça desfigurada, lembra?
E de quem é a culpa? Gi-hyeon não tinha intenção de realmente expressar a culpa em voz alta, mas ver o bastardo segurando seu tornozelo arruinado enquanto exibia um sorriso incomumente relaxado fez seu sangue ferver.
O que o enfureceu ainda mais foi o som obsceno e molhado de chapinha de suas próprias coxas encharcadas de lubrificante se abrindo cada vez que Yeon-oh manipulava sua perna. Ouvir um som tão vil originar-se de seu próprio corpo era absurdo, mas o fato de ele ser fisicamente incapaz de reunir qualquer resistência genuína contra o que quer que Yeon-oh fizesse com ele era ainda mais inacreditável.
— Solte…
A voz horrivelmente rouca e quebrada arranhou seu caminho para fora de sua garganta. Parecia que Gi-hyeon era o único nesta cama ativamente agonizando com o horror desta situação. Ele percebeu com absoluta certeza que o Jo Yeon-oh diante dele estava completamente fora de si. Se não estivesse, ele nunca se comportaria dessa maneira em relação a Gi-hyeon. Desde o início, Gi-hyeon sabia que o relacionamento deles era fundamentalmente proibido de alcançar esse nível de intimidade física.
E por causa disso, uma epifania aterrorizantemente clara o atingiu: entre os dois, Gi-hyeon era o único que estava permanentemente impedido de alcançar o outro. Aquela balança desesperadamente inclinada finalmente fez Gi-hyeon rir.
— Por que você está rindo?
Jo Yeon-oh observou a risada vazia com atenção, instigando a pergunta. Instável para suprimir sua amargura, Gi-hyeon rebateu.
— Por que você pergunta? Quer eu ria ou não, que porra isso importa para você?
Ele cuspiu as palavras finais com uma expressão violentamente distorcida, parecendo um homem forçado a engolir bile. Até fazer a pergunta era agonizante. Quanto mais quente seu corpo queimava, mais fria sua mente se tornava. Forçar as palavras passarem por suas cordas vocais parecia engolir vidro quebrado, simplesmente porque ele estava se forçando a dizer as mesmíssimas coisas que desejava desesperadamente deixar não ditas.
Fingindo profunda contemplação sobre a hostilidade de Gi-hyeon, Yeon-oh cantarolou, uma vibração baixa ecoando em sua garganta.
— Hmm…
E então, ele sorriu um sorriso de tirar o fôlego de tão lindo. O arco perfeitamente curvado de seus lábios era tão devastadoramente belo que Gi-hyeon genuinamente queria morrer.
— Porque você nunca sorri para mim. Não importa o tipo de merda de palhaçada que eu faça, você nunca me dá um único sorriso.
— …
— Você mudou, So Gi-hyeon.
Era o exato tom de um amante carente resmungando durante uma crise no relacionamento, e fez a caixa torácica de Gi-hyeon doer com uma pressão fantasma. Deixando a voz cair para um registro baixo e rouco, Yeon-oh falou como se estivesse genuinamente magoado.
— Você tem alguma ideia de quão duro eu me esforço por você? Me fazer dizer merdas como essa… é vergonhoso para caralho.
— …
O bastardo soltou um suspiro pesado e silencioso. Gi-hyeon simplesmente olhou para ele em silêncio.
As palavras de Jo Yeon-oh eram inteiramente verdadeiras. Sua reclamação era perfeitamente válida. O homem tinha genuinamente derramado seu sangue, suor e lágrimas para proteger Gi-hyeon. Assim como Gi-hyeon ocultava meticulosamente seus sentimentos, sabendo que namorar um Beta se tornaria uma fraqueza política letal para seu amante, Jo Yeon-oh havia exercido um esforço inimaginável em múltiplas frentes para garantir que eles nunca se tornassem um prejuízo um para o outro.
Gi-hyeon sabia exatamente o que Yeon-oh havia sacrificado. Ele sabia que Yeon-oh havia transformado seus próprios primos sarcásticos em inimigos de sangue, obedientemente engolido as ordens humilhantes de seu avô e se arrastado por todo o caminho de Seul até a distante Namhae todo santo fim de semana, armado com caixas de maçã estufadas com notas de 50.000 wons e engradados de Bacchus. Ele sabia que a única razão pela qual o Alfa estava atualmente cavando buracos na terra com tacos de golfe que valiam centenas de milhões de wons era inteiramente pelo bem de Gi-hyeon.
Jo Yeon-oh estimava So Gi-hyeon. Ele o adorava. Ele constantemente se exauria tentando minimizar qualquer desconforto na vida de Gi-hyeon. Gi-hyeon compreendia esse fato até a medula de seus ossos. Tinham sido sete longos anos; seria impossível não enxergar isso.
Pelos últimos anos, Gi-hyeon tinha vivido sua vida se debatendo impotente, afogando-se nessa profunda afeição que imitava perfeitamente o amor. Uma realidade absurda para um peixinho dourado que só podia abrir suas guelras na água. Apenas porque a gelatina viscosa que o cercava estava molhada, ele a confundia com água e nadava desesperadamente, apenas para constantemente arfar e sufocar à medida que o oxigênio diminuía lentamente.
Un peixinho dourado preso em gelatina sólida. Uma orquídea criando raízes em terra de isopor. O amante mais antigo de Jo Yeon-oh, So Gi-hyeon. Eram todos títulos para coisas forçadas em posições às quais não pertenciam, existindo puramente por uma questão de aparência. So Gi-hyeon estava lentamente esquecendo como respirar ao lado de Jo Yeon-oh. Apesar do fato inegável de que ele era profundamente amado.
Portanto, a acusação de Jo Yeon-oh estava correta. O amor de So Gi-hyeon havia sofrido uma mutação. Era fundamentalmente diferente de como havia começado.
No primeiríssimo início, seu amor tinha sido simplesmente uma manifestação de seu desejo de permanecer ao lado do garoto. Durante a juventude deles — quando So Gi-hyeon era cronicamente solitário e Jo Yeon-oh estava perpetuamente na defensiva —, as duas feras jovens e cicatrizadas haviam lambido as feridas uma da outra, acreditando genuinamente que o outro era a única coisa que lhes restava no mundo.
So Gi-hyeon tinha sido quem iniciou a tragédia. Ele havia cometido o pecado capital de se apaixonar por um Jo Yeon-oh que não tinha absolutamente nenhuma intenção de retribuir o sentimento. Para Yeon-oh, foi a traição suprema. Ele claramente acreditava que Gi-hyeon era quem havia derramado água sobre o castelo de areia impecável que tinham construído juntos.
Mas no começo, Gi-hyeon só tinha começado a amá-lo porque o estimava profundamente. Seu desespero para nunca deixar Yeon-oh sozinho, seu desejo feroz de se tornar um pilar no qual Yeon-oh pudesse se apoiar — isso naturalmente evoluiu para o amor romântico.
Consequentemente, o primeiríssimo início do relacionamento deles não cheirava a esse mofo sufocante. Naquela época, So Gi-hyeon sorria facilmente e tratava seu lugar ao lado de Yeon-oh como um direito natural. Mas todo mundo cresce. À medida que os anos se acumulavam, o So Gi-hyeon mais velho foi deixado com absolutamente nada. Ele eventualmente percebeu que estava agarrado a um pedaço de amor completamente oco, como um fantoche.
Gradualmente, Gi-hyeon parou de sorrir.
Lentamente, pedaço por pedaço, ele se tornou profundamente infeliz. No final, ele viveu sua vida permanentemente atado à depressão. Havia apenas uma razão pela qual ele nunca deixava isso transparecer: você não podia desabar e chorar na frente de alguém apenas porque não sorria para essa pessoa. Ele sabia perfeitamente bem que essa era a realidade miserável de seu amor, e que Jo Yeon-oh o estava estimando da mesmíssima maneira distorcida.
Aquela percepção agonizante era precisamente o que conduzia So Gi-hyeon ao desespero absoluto.
— Sorria para mim. Eu estou fazendo o meu melhor aqui. Eu não sou bonito?
↫─☫ Continua….
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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna
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Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.