Ler Salt Society (Novel) – Capítulo 32 Online


Modo Claro

↫─Capítulo 32

— Solte.

— …

Jo Yeon-oh não respondeu. Como Gi-hyeon estava inteiramente consumido por seu próprio estado anormal, ele não havia percebido, mas a condição de Yeon-oh estava claramente tão descontrolada quanto a sua. Sentindo que algo estava profundamente errado, Gi-hyeon finalmente se virou para olhar para o Alfa.

— Você…

Ele imediatamente engoliu as palavras que morriam em sua garganta. O colarinho da camisa polo que Yeon-oh estava vestindo estava completamente rasgado. Os botões pendiam frouxos por alguns fios, parecendo que ele mesmo os havia arrancado violentamente. Seus músculos peitorais maciços e espessos arquejavam visivelmente a cada respiração irregular que dava. Veias grossas e pulsantes saltavam violentamente contra a coluna grossa de seu pescoço.

So Gi-hyeon sentiu como se tivesse acabado de travar os olhos com uma fera selvagem à queima-roupa. Ele sentiu exatamente a mesma ameaça primordial nos músculos masseteres protuberantes da mandíbula que Yeon-oh estava trancando com força suficiente para quebrar os dentes. Apesar de seu porte físico imenso, Yeon-oh sempre possuiu um rosto refinado, quase delicado, mas agora, uma ferocidade evidente e crua havia dominado completamente aquelas feições. Sem nem mesmo tentar, Gi-hyeon percebeu intrinsecamente que a emoção sombria que se infiltrava naquele rosto perfeitamente esculpido era puro e genuíno desejo.

Era a primeira vez que ele sentia esse tipo de energia aterrorizante irradiando de Jo Yeon-oh. Sem perceber, Gi-hyeon parou completamente de respirar. Foi uma rebelião patética e fútil para evitar que o aroma pesado do Alfa afundasse profundamente em seus pulmões, mas não durou muito. Porque a pele do lado interno do pulso que Yeon-oh estava segurando estava começando a coçar enlouquecidamente.

— Eu disse para soltar.

Ele tentou puxar o braço em um espasmo frenético, mas foi inútil. Sempre que eles disputavam queda de braço ou lutavam no passado, Gi-hyeon geralmente vencia pelo menos uma a cada três disputas. Mas agora, Jo Yeon-oh nem sequer se moveu um milímetro, mantendo Gi-hyeon preso em um aperto de ferro.

Sinais de alerta começaram a gritar no cérebro de So Gi-hyeon mais uma vez. Ele nem sabia exatamente contra o que eles o estavam alertando desta vez. Ele apenas sabia, com uma certeza aterrorizante, que aquilo terminaria muito mal.

Inicialmente, seu único pensamento coerente tinha sido esconder sua condição de Jo Yeon-oh. Ele queria desesperadamente ocultar o fato de que sua parte traseira estava encharcada e que alguma substância escorregadia estava ativamente escorrendo por suas coxas. Mesmo que ele não tivesse ideia do que realmente era.

…Se ele descobrir, ele vai… Seus pensamentos haviam se cortado ali, e ele tinha simplesmente concluído que precisava fugir do quarto. Mas agora, o perigo parecia inteiramente diferente. Ele não podia ficar ali nem mais um segundo. O aroma sufocante de flores desconhecidas ficou tão denso que realmente constringiu suas vias nasais, queimando com uma dor aguda.

Gi-hyeon estava completamente inconsciente de que suas pupilas haviam se dilatado ao máximo, totalmente focadas e sem direção. Jo Yeon-oh ainda não havia dito uma única palavra, e Gi-hyeon sentia que faria absolutamente qualquer coisa apenas para sair daquele quarto neste exato segundo. Mas seu amante e amigo mais antigo, o homem que o conhecia intimamente demais—

— So Gi-hyeon.

— …

Com aquela única pronúncia de seu nome, ele comprou toda a resistência de Gi-hyeon por um preço de banana. Tendo entregado até mesmo sua capacidade de recusar ao Alfa, Gi-hyeon se arrependeu violentamente de ter se vendido de forma tão barata, mas não teve escolha a não ser tropeçar para frente enquanto era arrastado.

Ironicamente, o destino final deles não foi a cama.

— O que você está…

Confuso quando Yeon-oh o arrastou abruptamente em direção à penteadeira no canto do quarto, Gi-hyeon gaguejou a pergunta. Prendendo Gi-hyeon entre seu próprio corpo e o móvel de madeira, Yeon-oh agarrou sua cintura. Como a penteadeira foi empurrada com força, o grande espelho fixado na parede balançou violentamente.

— Que porra você está… Ei…!

Ele não pôde deixar de gritar em choque. Jo Yeon-oh havia enfiado repentinamente uma das mãos direto para dentro de suas calças.

Era a primeira vez em sua vida que a mão de outra pessoa invadia aquela área. Quando ele era jovem, seus relacionamentos não passavam de brincadeiras infantis, e como adulto, ele nunca havia olhado para ninguém além de Jo Yeon-oh. O choque puro de ter um lugar tão íntimo tocado — uma sensação que ele não havia experimentado sequer durante o treinamento manual de fisioterapia — apagou completamente seu pânico em relação ao seu estado físico anormal.

A mão invasora cavou implacavelmente na fenda escorregadia das nádegas de Gi-hyeon. Ele engoliu um suspiro agudo e desesperado. Era impossível compreender o que estava acontecendo com ele agora.

Chapinhar. Um som obsceno e viscoso ecoou enquanto uma poça de líquido espesso se acumulava na fenda estreita antes de escorrer. O fato de tal som estar vindo de seu próprio corpo era a coisa mais horripilante que ele já havia experimentado. Sem conseguir acreditar, os olhos de Gi-hyeon tremeram descontroladamente. Segurando a borda da penteadeira, as articulações de seus dedos ficaram mortalmente brancas.

— Tire isso agora mesmo, seu filho da puta.

— …

Mas o Alfa permaneceu completamente em silêncio. Mesmo enquanto Gi-hyeon se debatia contra ele, Yeon-oh apenas apertou ainda mais o aperto esmagador em seus quadris. Algo pesado e rígido pressionou firmemente contra a parte superior de suas nádegas. Sem saber exatamente o que era, Gi-hyeon continuou a lutar, esfregando inadvertidamente sua bunda direto contra aquilo. Yeon-oh estalou a língua. Estreitando os olhos em fendas escuras, o bastardo finalmente falou.

— Você não é So Gi-hyeon.

— …O quê?

Ouvindo a acusação totalmente absurda, Gi-hyeon congelou por completo. Com um ruído escorregadio, Yeon-oh puxou a mão de dentro de suas calças. Como a mão estava encharcada, o líquido espesso se prendeu à barra da camiseta de Gi-hyeon, criando uma sensação nauseantemente molhada ao bater contra a parte inferior de suas costas.

Mesmo vendo aquilo no espelho, Gi-hyeon não conseguiu acreditar em seus próprios olhos e virou a cabeça rapidamente. Jo Yeon-oh estava olhando fixamente para ele enquanto deslizava a própria língua entre os dedos indicador e médio — dedos que pingavam com o fluido que havia encharcado Gi-hyeon — e lentamente os limpava com lambidas.

— O que… que porra você está fazendo, seu bastardo louco!

O xingamento rasgou sua garganta. Gi-hyeon começou a lutar de volta com um desespero selvagem. Completamente indiferente depois de provar o lubrificante desconhecido, Yeon-oh deu um tapa ardido na bunda de Gi-hyeon com sua mão molhada antes de amassar a carne impiedosamente.

A nuca de Gi-hyeon queimou em um vermelho brilhante e humilhante. Vergonha? Você poderia sequer chamar isso de vergonha? Sua espinha parecia estar sendo incinerada, e uma fúria congelante rasgou seu peito, mas ele não conseguiu formular uma única palavra. Vivendo a vida inteira como um homem Beta, So Gi-hyeon nunca havia experimentado uma emoção como aquela antes.

Yeon-oh pressionou abruptamente com força as costas de Gi-hyeon, como se jurasse garantir que ele nunca mais se levantasse. A bochecha de Gi-hyeon esmagou-se contra o topo da penteadeira. Com o choque frio da superfície contra seu rosto, Gi-hyeon piscou descontroladamente.

— O nosso Gi-hyeon não vaza coisas assim.

— …

— Mas você não é So Gi-hyeon, de qualquer forma.

Sem aviso, suas calças foram violentamente empurradas para baixo. O cós de sua cueca boxer prendeu-se no meio de suas coxas, restringindo suas pernas por completo. Algo continuava a escorrer firmemente por suas coxas internas. Recusando-se a acreditar na realidade, Gi-hyeon não conseguia fazer nada além de piscar continuamente em pura negação.

Rindo baixinho, Yeon-oh esfregou o polegar contra as covinhas logo acima da bunda de Gi-hyeon.

— Ter covinhas bem aqui é exatamente igual ao nosso Gi-hyeon também.

— …

— Você tem um cheiro bom para caralho também.

Totalmente boquiaberto, uma risada histérica realmente escapou de Gi-hyeon. Talvez ouvindo aquele deboche sutil, a mão que vinha amassando sua bunda impiedosamente disparou para frente e travou na mandíbula de Gi-hyeon. Aquela mão — ainda encharcada com o fluido que havia saído de Gi-hyeon — fedia a baunilha espessa e rum. Dominado pela onda estonteante de seu próprio aroma, Gi-hyeon só conseguiu fechar os olhos com força antes de forçá-los a abrir novamente.

Olhando para aquele rosto desesperado e em pânico, Jo Yeon-oh murmurou.

— O quê. Você também não sorri muito?

— …

— Bem, é melhor você começar a sorrir. Porque nós estamos prestes a fazer algo muito bom.

Ele não queria perguntar o que aquilo significava. Gi-hyeon conhecia a definição da palavra “sombrio”, mas esta era a primeira vez que as letras pareciam estar sendo fisicamente cravadas profundamente em seu esterno. Sombrio. O choque foi tão profundo que parecia que cada consoante e vogal da palavra estava sendo separada, mantida contra o osso de seu peito como um cinzel e martelada com força brutal.

A mão de Jo Yeon-oh varreu a fenda de suas nádegas. A ponta de um polegar rombudo pressionou com força o lugar exato no qual Gi-hyeon nem sequer queria pensar. Jo Yeon-oh sorriu. Esquecendo a realidade aterrorizante da situação, Gi-hyeon olhou fixamente para aquele sorriso.

Você sempre sorri tão facilmente. Você consegue fazer isso tão bem mesmo quando olha para mim… Yeon-oh. Em algum momento, eu perdi a capacidade de sorrir facilmente. Eu sou definitivamente quem ganhou mais com este relacionamento. Talvez minha consciência esteja apenas culpada, porque não acho nada disso engraçado.

Os pensamentos passageiros desapareceram tão rápido quanto vieram. Oprimido pelos feromônios estonteantes, Gi-hyeon fechou os olhos com força. Seu pulso foi puxado para trás. O próximo destino seria, sem dúvida, a cama. Mesmo com absolutamente nenhuma experiência, Gi-hyeon sabia inerentemente e com exatidão o que estava prestes a acontecer.

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Salt Society (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
So Gi-Hyeon decide confessar seu amor não correspondido de longa data ao seu amigo de infância, Jo Yeon-o, que despreza relacionamentos com betas.
O que recebe em troca não é nada além de uma repreensão cruel.
— Você ficou maluco, seu desgraçado…? Esqueceu que é um beta?
Yeon-o chega a sentir ânsia de vômito ao ouvir a confissão de Gi-Hyeon.
Gi-Hyeon quer encerrar seus sentimentos em silêncio, mas Jo Yeon-o não consegue simplesmente abandonar o amigo.
— Tudo bem. Vamos namorar, seu egoísta de merda.
Jo Yeon-o parece mais ferido do que qualquer outra pessoa.
A confissão tem gosto de sal.
É o início de um amor que já nasceu coberto por uma crosta de sal.

Gostou de ler Salt Society (Novel) – Capítulo 32?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!