Ler Roses And Champagne – Capítulo Side Story 03 – Parte 3 Online

❬ Side Story 03 – Parte 3 ❭
⌽ Roses and a Kiss ⌽
Talvez seja o clima que faz das saunas russas – banya – uma parte tão duradoura da cultura. Seria uma suposição justa, com certeza. Mas mesmo quando não está realmente um frio do caramba, as pessoas correm para as banyas e fontes termais aos montes.
(Banya = Sauna Russa)
A concorrência por reservas nos resorts mais famosos é acirrada, e todos estão sempre lotados de banhistas.
Por sorte do destino, um dos clientes de Won tinha uma pequena banya mantida no quintal, e, em troca de Won cobrar tão pouco por seus serviços, disse a ele que poderia usar a banya sempre que quisesse.
Assim, de vez em quando, quando Won tinha um tempo livre, ele visitava seu antigo cliente, e os dois desfrutavam de um momento masculino, tomando algumas cervejas enquanto o vapor fazia sua mágica.
Portanto, quando Mikhail convidou Won para um resort, a ideia que Won tinha do que era uma banya vinha, em grande parte, do banho privado do cliente e dos banhos públicos que ele usava na cidade. Ele esperava que o resort fosse um pouco maior, como tendia a ser a arquitetura russa, mas era só isso. Talvez encontrasse uma folha de ouro na moldura do teto, se alguém tivesse se empolgado durante a construção.
Na verdade, sua mente estava tão focada na ideia de se enfiar em água fervente até virar uma ameixa gigante que quase nada mais parecia digno de consideração. Mesmo quando Mikhail foi buscá-lo e durante toda a viagem até lá, o cérebro de Won estava completamente dedicado a imaginar o quanto se sentiria maravilhosamente bem em breve.
Por isso, quando o resort apareceu no campo de visão, Won precisou de um momento.
Era muita coisa. Muita coisa MESMO.
Com certeza era maior. E havia folha de ouro. Em quantidades absurdas, na verdade.
Então, Won acertou uns dois pontos, mas falhou miseravelmente em prever o resto. O lugar era gigantesco, para começo de conversa, subia até o céu à distância, mas de algum modo ocupava toda a vista do lado direito do carro. Devia ter pelo menos vinte andares, e o prédio se estendia sem fim, Won não conseguia ver o outro lado. A pequena parte de seus neurônios que ainda funcionava rotulou aquele colosso como barroco, mas poderia muito bem ser gótico, ou até rococó, por tudo o que ele sabia. Não era especialista em arquitetura histórica.
(Estilos de arquiteturas = Barroco (1600-1750) -“Drama e Luxo” Pesado, emocional/ Gótico (1150-1500) -“Deus e Altura” Sombrio, religioso/ Rococó (1730-1780) – Leve, divertido)
O prédio queria dar a impressão de Idade Média, com grotescos e relevos em qualquer espaço disponível da fachada, vitrais espaçados entre eles, e claro, muito dourado. Porque nunca se pode ter ouro demais.
Os telhados em forma de tenda se curvavam para formar torres vertiginosas, e agora que seu olhar estava lá em cima, Won finalmente notou a pièce de résistance no centro do telhado: uma estátua gigante.
De quem, Won preferia não saber.
Aquilo tudo o deixava meio enjoado, aproximando-se cada vez mais, com cores demais, formas demais para compreender.
Era perturbador, francamente.
Won umedeceu os lábios. — Essas são as fontes termais…?
— Um pouco pequenas, né? — Mikhail sorriu para ele. — Por fora não parece muito, mas até que é bom para uma estadia rápida.
Won piscou, mandíbula afrouxada. Seus olhos foram para o prédio, depois voltaram para conferir se estavam falando da mesma coisa. Talvez o enjoo estivesse fazendo ele ver coisas. Mas não, Mikhail estava mesmo falando daquele palácio gigante que Won também estava vendo.
Won precisou de mais um momento para absorver isso.
Uma parte vaga e ainda funcional de sua mente foi lembrada de seus primeiros anos na Rússia. Se perguntassem o que a Coreia e a Rússia tinham em comum, Won diria: maior é melhor. Provavelmente foi a primeira semelhança que ele notou depois de emigrar, porque era algo essencial nas duas culturas. Tornar algo mais chamativo e esticar até proporções absurdas resolvia todos os problemas.
Esse hotel não era exceção.
Mesmo assim, Won ficou atordoado com o tamanho e a ostentação do lugar. E, no fim das contas, era apenas um banho público, e esse fato simplesmente não se encaixava na mente dele, então Won ficou preso em um loop mental, encarando pela janela sem dizer nada.
Sua única outra referência eram os jjimjilbang coreanos, tirar uma soneca, petiscar, ter metade da pele esfregada fora, em um repouso tranquilo, e isso definitivamente não era isso.
(Jjimjilbang (찜질방) é um tipo tradicional de sauna/coreana e espaço de bem-estar)
— Estou feliz por termos vindo. — Mikhail lhe lançou um sorriso suave, puxando Won de volta de seu espanto. — Queria viver isso com você pelo menos uma vez.
Foi então que Won percebeu que qualquer gentileza que aceitasse do pai seria assim.
No passado já era demais, e agora continuava sendo demais, mas não havia nada que Won pudesse fazer além de sorrir e ser grato, por mais que sua alma estivesse se encolhendo por dentro.
O carro parou, e um porteiro os ajudou a sair do banco de trás. Carregadores começaram a mover as malas e alguém que Won presumiu ser algum tipo de concierge se aproximou com elegância.
— Bem-vindo, Sr. Lomonosov. É bom vê-lo novamente.
A concierge os conduziu para dentro, Won ficando um pouco para trás enquanto olhava em volta, pasmo. O interior era de algum modo ainda mais extravagante e maior do que ele havia antecipado. Com a concierge guiando-os pelo vasto saguão de entrada, Won se sentiu grato por sua orientação. Caso contrário, se perderia no primeiro andar e nunca mais sairia. Talvez pudesse sobreviver dos farelos encontrados no carpete.
Ele se sacudiu e apressou o passo para alcançá-los.
Mikhail e a concierge sorriram para ele quando ele entrou no elevador, que por si só já era uma maravilha.
Won examinou os detalhes intrincados, o arabesco, se perguntando como um elevador, de todas as coisas, ainda conseguia gritar “Rússia Imperial”, quando a cabine passou do prédio principal e uma extensão infinita de inverno cristalino surgiu através do vidro. Era de tirar o fôlego, todo o mundo cintilando e puro no crepúsculo que se esvaía, e Won ficou encantado com a qualidade quase luminosa acolhida no silêncio da neve.
— Tanto nossas banyas quanto as fontes termais estão disponíveis como piscinas internas ou externas, e nossos hóspedes são bem-vindos a aproveitar o que preferirem.
A concierge havia falado durante toda a subida, naquele tom conhecedor e cordial que pessoas em funções públicas costumam ter. Distante, recatada, mas profissional e segura de si. Agora falava sobre besoms.
Algo sobre absinto e carvalho; Won não estava prestando muita atenção, estava sobrecarregado e só queria mergulhar logo em água quente.
Logo que chegaram ao andar deles, que era o último andar, Won percebeu vagamente, a voz da gerente assumiu um tom um pouco mais severo.
— Para a segurança dos nossos hóspedes, o consumo de álcool em qualquer uma de nossas áreas de banho é estritamente proibido pela política do hotel. Por favor, tenham isso em mente durante a estadia.
Mikhail assentiu com um murmúrio, claro, mas virou-se ao sair do elevador e piscou para Won.
Won não sabia como se sentir em relação àquilo, então apenas os seguiu e se viu parado na suíte da cobertura.
“Ah.”
Eles estavam em uma ampla sala de estar, a decoração tão grandiosa quanto o resto do lugar, e havia mais portas levando a outros cômodos do que Won queria reconhecer naquele momento. Mesmo depois do choque da chegada, ele ainda pensava que estariam em um quarto duplo simples. Eram só os dois; não precisavam de tanto espaço.
Foi uma suposição estúpida da parte dele, mas isso não tornava a realidade mais fácil de engolir.
Mikhail estava determinado a se aproximar e essa era a única forma que ele conhecia. Era… constrangedor, e Won decidiu que o caminho menos penoso seria fingir que não percebia as intenções óbvias de Mikhail.
Ainda assim, ele sentiu aquele peso da obrigação se instalar no fundo do estômago.
— E então? O que achou?
A concierge havia desaparecido enquanto Won refletia sobre os muros entre ele e o pai, e ele demorou um segundo extra para se virar e responder, porque era impossível mentir do jeito que Mikhail queria. Ele não era desse tipo, e já estava bem longe da fase infantil de fingir entusiasmo.
— É… ótimo. — Seu olhar percorreu o cômodo antes de encontrar o de Mikhail e oferecer um pequeno sorriso. — Confortável.
Diante da recepção contida, uma rachadura surgiu na fachada de Mikhail.
Won viu a decepção escorrer pelo rosto do pai.
— Só estou surpreso, — Won explicou. Ainda era verdade, mesmo que omitisse parte dos sentimentos. — Não achei que ficaríamos em acomodações tão boas. Obrigado.
A mágoa ainda estava no semblante de Mikhail. Won mudou o peso entre os pés.
Bom, isso saiu pela culatra maravilhosamente.
Won umedeceu os lábios, sentindo o espaço entre eles se tornar um abismo. Estavam começando com o pé esquerdo, mas Won estava determinado a consertar, nem que fosse só por si mesmo, porque a tensão constrangedora estava se tornando insuportável.
— E o jantar? A comida daqui deve ser boa, né?
Ele disse a última parte como uma pergunta, tentando puxar Mikhail para uma conversa mais leve. Um volume absurdo de estresse escapou dele quando Mikhail sorriu.
— De morrer. Francesa ou italiana?
— Vou confiar na sua experiência. — Won lançou a Mikhail um sorriso torto. Animado, Mikhail pareceu contente por poder ser útil. Na verdade, Won não se importava nem um pouco com o que comeriam, mas ficou satisfeito por melhorar o humor de Mikhail.
— Italiano, então, — disse Mikhail com um aceno. — Há um restaurante excelente aqui, criado originalmente por um mestre chef italiano. O curioso é que o homem é, na verdade, da Inglaterra — e todos sabemos como a culinária britânica é horrenda.
Ele riu e começou a conduzir Won até a porta.
— Como é que tantos chefs ingleses são tão talentosos, o mundo talvez nunca descubra. Ah, mas estive em Londres há alguns anos…
Mikhail entretinha Won com histórias de suas viagens durante todo o caminho até o restaurante. Depois de duas horas agradáveis de jantar, Mikhail levou Won até o bar do hotel, segundo ele, apenas para um drinque de encerramento da noite. A essa altura, Won já havia ajustado suas expectativas, então ao entrar no lounge, não se surpreendeu com o tamanho ou a extravagância, mas ficou surpreso ao encontrá-lo vazio.
Havia serviço de quarto, além de uma série de restaurantes disponíveis para os hóspedes, então ele ignorou a ausência de clientes no restaurante, mas ao entrar ali, ficou dolorosamente claro que eram as únicas pessoas no local, além dos funcionários. Quase parecia pior serem os únicos dois clientes naquele espaço imenso do que se o lugar estivesse completamente vazio.
Won pigarreou quando se sentaram e fez uma careta ao ouvir o eco.
— Não deveria haver… mais visitantes? — Won se inclinou, uma tentativa de impedir que sua voz se espalhasse. Não foi muito eficaz. — Você disse que era exclusivo, não disse?
Tudo o que Won havia encontrado até aquele momento era de primeira linha, sem despesas poupadas, pelo que tinha visto; ainda assim, o hotel inteiro parecia deserto, e ele não podia evitar achar isso estranho. Como ainda estavam funcionando? Por mais bobo que fosse Won se preocupar, a conta simplesmente não fechava.
— Ah, o lugar inteiro está reservado, — comentou uma atendente, aproximando-se para anotar os pedidos de bebida. — Pelo que me disseram, a maioria chega amanhã. — Ela sorriu para os dois.
— Que pena, — Mikhail retribuiu o sorriso. — Quase tivemos o lugar inteiro só para nós. A atendente soltou uma risadinha educada, mas Won não deixou de notar como seus olhos percorreram Mikhail de cima a baixo, avaliando-o. Eles trocaram algumas palavras, ela anotou os pedidos e depois desapareceu nos fundos.
— Ela era bem bonita.
Won estava ocupado examinando um fio solto em seu suéter e não percebeu o olhar direto que Mikhail lhe lançava.
— Você devia chamá-la para sair; ela provavelmente diria sim.
Seu pai era mais velho, claro, mas havia envelhecido com graça e tinha aquele ar de estadista maduro que algumas mulheres mais jovens achavam atraente e a atendente com certeza tinha olhado. Assim como Mikhail.
Mas quando Won ergueu os olhos, Mikhail parecia absolutamente escandalizado.
— Como é?
Won deu de ombros.
— Você está sozinho há muito tempo, e ela pareceu interessada. Devia tentar.
Mesmo que os dois fossem próximos, o que não eram, Won já tinha passado da idade de se importar com novos casamentos ou madrastas.
— Não seja ridículo. Sua mãe foi a única mulher de que precisei. Só voltaria a namorar se um milagre acontecesse e ela voltasse pra mim…
Ele deixou a frase no ar, com o olhar desfocado, depois se recompôs e estalou a língua.
— De qualquer forma, tenho quase certeza de que só há uma pessoa nesta mesa que precisa desesperadamente de um encontro, e não sou eu.
Um som semelhante ao de um gato morrendo quase escapou da garganta de Won antes que ele o disfarçasse com uma tosse.
Mikhail, impassível, continuou:
— Já está na hora de você se aquietar, não acha? Diria até que você já passou da hora. Muitos homens da sua idade já têm um ou dois filhos correndo por aí.
O brilho nos olhos de Mikhail tornou-se carinhoso.
— Você puxou tanto à Susya; seus filhos serão adoráveis.
Won abriu e fechou a boca, depois repetiu o gesto, parecendo um peixe dourado particularmente desprovido de inteligência.
— Mas muita gente casa mais tarde hoje em dia, pelo que ouvi, — acrescentou Mikhail. Soava mais como um comentário de última hora do que uma concessão real. — Você sabe o que é melhor pra você.
No tempo em que conhecia Mikhail, Won havia sido decididamente neutro em relação ao relacionamento deles. Era velho demais, independente demais, para se apegar de verdade; ao mesmo tempo, também não sentia animosidade. Mikhail insistia em se aproximar, mas da parte de Won, era muito um tanto faz.
No entanto, ouvir Mikhail insistindo sobre casamento fez o peito de Won se encher de alívio por eles não compartilharem uma relação típica de pai e filho. Imagine se fossem mais próximos, as cobranças seriam intermináveis até ele finalmente se casar.
Felizmente, a atendente retornou com as bebidas, oferecendo distração suficiente para que Won conduzisse a conversa para águas mais seguras e assuntos mais mundanos.
O que começou com uma ou duas taças virou uma amostra bem completa do cardápio do bar, e ao final, ambos estavam completamente bêbados. Russos têm fama de aguentar bem o álcool, mas infelizmente, Won não herdou essa característica e, em vez disso, puxou ao seu lado coreano. Mesmo assim, era um péssimo bebedor: uma dose já o deixava tonto, duas o empurravam para o território do julgamento comprometido, mais ou menos.
Assim, após os primeiros drinques, Won já estava bêbado demais para reconhecer seu próprio estado de embriaguez e não viu problema em tomar mais um pouco.
Era mais do que um pouco, mas como uma mente alcoolizada saberia disso?
Foi assim que Won se viu em uma interação arrastada com a atendente, dizendo para colocar a conta no quarto porque o mundo girava demais para ele tentar qualquer coisa com dinheiro, e depois cambaleando para fora do bar em direção aos elevadores, com o braço de Mikhail pendurado em seu ombro, já que Mikhail estava, de algum modo, em estado ainda pior que ele.
Naquele momento, parecia que Mikhail estava bebendo com o único propósito de não se lembrar de absolutamente nada depois. Won notou, mas foi só um lampejo em seu cérebro enevoado pelo álcool, escapando antes que pudesse significar algo.
De qualquer forma, com muito tropeço e mais de um ou dois tombos deselegantes, os dois conseguiram entrar no elevador. Won apertou o botão do último andar e suspirou ao se encostar contra a parede mais próxima, fechando os olhos mas ainda sustentando Mikhail.
Alguns andares se passaram antes que Won notasse que Mikhail estava murmurando para si mesmo. Quando olhou para ele, Mikhail inclinou a cabeça para encará-lo.
— Synulya moy. — Mikhail segurou o rosto de Won, o toque desajeitado pela embriaguez. Ele sorria, rugas profundas marcando a pele ao redor dos olhos. — Quem fez isso com você, meu menino bonito?
(Synulya moy = Palavra Russa para “Meu querido filho” ou “Meu filhinho”)
Seus dedos tocaram alguns dos cortes e hematomas no rosto de Won, que era os vestígios da briga do dia anterior, olhos vidrados transbordando preocupação. Ele não tinha dito nada antes, mas Won deveria saber que ele estava preocupado. “Eu também estaria, se os papéis fossem invertidos.”
Mikhail soltou um suspiro cansado.
— Tentei manter… manter você seguro. Você deveria estar seguro…
— Eu estava seguro. Tive uma boa infância.
— É. Teve. — Mikhail sorriu de novo para ele e continuou encarando-o com uma expressão boba de carinho. Won sabia que sempre que Mikhail o olhava daquele jeito, na verdade estava vendo sua mãe. Ele via isso na forma como os olhos de Mikhail se avermelhavam, marejados de lágrimas não derramadas.
— Você deve me odiar… Mas eu sei… eu sei que fiz a coisa certa… deixando vocês dois… — Ele já estava delirando, bêbado. — Tinha que viver uma… uma vida melhor que a minha… um bom homem e uma boa esposa. Fi-filhos. Apenas um homem. Era isso que eu queria… pra sua mãe e pra mim…
Won subitamente se sentiu muito sóbrio e desesperadamente desejava não estar.
O elevador fez um som “Ding” e as portas se abriram. Tudo soava alto demais para os ouvidos de Won. Ele ajudou Mikhail a se levantar e entrou no corredor. A jornada até seu quarto foi mais difícil, porém, com Mikhail cambaleando e fazendo-os seguir um caminho sinuoso até a porta. Finalmente, chegaram ao quarto de Mikhail e Won o deitou na cama, tirando seus sapatos e vestindo-o com um pijama. O tempo todo, Mikhail resmungava.
Mesmo quando Won fechou a porta e voltou para a sala de estar, Mikhail ainda tagarelava. Won tentou não ouvir.
Arrastando-se mais para dentro da sala, Won encarou sua própria porta, do outro lado da suíte. Ele deveria estar cansado, sonolento pelo álcool, mas não estava. Sentia-se acordado, insuportavelmente sóbrio.
Ele olhou para sua porta por mais alguns momentos antes de se virar, refazendo seus passos até a entrada da suíte.
Ele precisava relaxar.
As fontes termais estavam tão vazias quanto o resto do hotel, e Won ficou grato pela privacidade. Estava exausto e considerou-se muito sortudo por desfrutar de uma piscina de águas termais daquele tamanho sozinho. Havia uma pequena parte dele que se sentia mal por Mikhail não poder experimentá-la, mas ele estava desmaiado na cama, e Won não se importava de ficar sozinho. A partir de amanhã, duvidava que qualquer uma das piscinas estaria vazia, mesmo tarde da noite como agora.
Tirando as roupas, ele se enxaguou e saiu, contornando até a outra extremidade da piscina. Testou a água com o pé, só para ver, e o calor enviou os mais maravilhosos arrepios por seu corpo.
Ele tomou seu tempo para entrar no banho, saboreando a sensação enquanto afundava cada vez mais, até que apenas sua cabeça permanecesse acima da água. Deixando seu corpo relaxar, encostou-se na lateral da piscina e soltou um longo suspiro satisfeito.
“Finalmente.”
Won fechou os olhos e simplesmente permitiu-se existir na água quente por um tempo.
Logo, porém, os arranhões e a pele sensível em seu rosto começaram a latejar no calor, e Won fez uma careta, arrancado de seu descanso.
Naturalmente, com sua mente de volta ao presente, seus pensamentos voltaram-se para seus problemas mais imediatos.
Como o casamento.
Ele soltou outro suspiro, decididamente menos sereno desta vez. Desde aquela primeira conversa sobre presentes de casamento, Caesar inseria referências oblíquas ao casamento como se fosse apenas uma questão de tempo. Mikhail, por outro lado, havia sido menos insistente, mas muito mais direto sobre isso do que Caesar.
De qualquer forma, Won não gostava da pressão, não importa quão sutil, mas não conseguia pensar em uma maneira melhor de lidar com isso do que evitar a discussão completamente. Deixou sua cabeça bater contra a borda da piscina. Mikhail e Caesar, de todas as pessoas, eram as mais teimosas que ele conhecia.
“Não.” Ele não ia deixar isso afetá-lo. Won veio aqui para relaxar, e era isso que ele faria. Mikhail sem dúvida continuaria perseguindo-o conforme envelhecesse; o que Caesar faria era qualquer um palpite, mas Won não tinha poder para mudar isso, então era melhor não se preocupar.
Guardando todos os pensamentos de matrimônio e felicidade conjugal para outra hora (esperançosamente nunca, mas Won duvidava que fosse tão sortudo), ele tentou perder-se novamente no calor escaldante. Realmente parecia divino contra sua pele nua.
“A concierge disse algo sobre não dormir nas termais, não foi?”
Won não conseguia lembrar. As engrenagens em sua mente giravam em círculos sonolentos enquanto ele tentava localizar a memória, mas foram interrompidas pelo aparecimento de outra pessoa.
Mantendo os olhos fechados, Won recusou-se a deixar essa nova presença perturbá-lo ou desapontá-lo. Ele teve sorte de ter as termais só para si; outro hóspede aparecer era inevitável. Eles se juntariam a ele na piscina a qualquer momento agora, e sua solidão terminaria. Simples assim.
Mas, esse momento nunca chegou. Nenhuma ondulação. Nenhum deslocamento de água. Nenhum respingo, ou correntes estranhas no vapor.
“Hmm.” Ele deve ter se enganado. Seu olhar percorreu a piscina, mas não encontrou sinal de vida. “Ah, bem, é irritante ficar agitado novamente quando eu só queria me deleitar na piscina, mas tudo bem.” Ele estava sozinho. Nada poderia impedi-lo de se tornar um com o vapor agora.
Ele ficou zen por um tempo, mas-…
“Casamento…”
Seu cérebro parecia determinado a insistir nisso. Todas as coisas que Mikhail disse antes, sobre uma vida normal, e um casamento perfeito para uma mulher gentil…
Qualquer que fosse a reação de Mikhail ao descobrir a verdade – que seu filho não teria nada daquilo – Won só podia ter certeza de que não seria bonita. Mikhail não havia deixado Won e sua mãe todos aqueles anos atrás para as coisas terminarem assim. Para Won acabar apaixonado por Caesar.
Won gemeu e esfregou a mão no rosto ao pensar em apresentar Caesar como seu pretendente.
Não apenas Caesar não era uma mulher, ele era… bem, O Caesar. Ele e Mikhail eram tão bons quanto arqui-inimigos, ou o mais próximo que se podia chegar nos dias modernos. Claro, Mikhail queria que Won se casasse, mas ele tinha certeza de que Mikhail só abençoaria essa união sobre seu próprio cadáver. Ou mais provavelmente, sobre o cadáver de Caesar. Ele provavelmente voltaria para a Bratva apenas para ordenar o assassinato de Caesar. Won estremeceu, seus dedos indo até o estômago para cutucar sua cicatriz, como frequentemente fazia quando estava estressado. Não, Mikhail nunca poderia saber. Era um segredo que Won levaria para o túmulo.
Ele olhou para um ponto distante, esperando – não, rezando – para que pudesse manter os dois homens em sua vida o mais longe possível um do outro, quando um toque de cor chamou sua atenção. Seu olhar se reorientou para o outro lado da piscina; havia alguém lá. Won deve tê-lo perdido nas nuvens de vapor.
“Há quanto tempo ele estava ali?” Won estava um pouco perturbado com a forma como o homem estava ali. Era bastante alto. Provavelmente de idade similar e apenas ficava parado, imóvel, encarando.
Uma voz no fundo da mente de Won supôs que ele deve ter rotulado o estranho como uma estátua muito realista e o dispensado como parte da decoração, mas isso não tornava sua imobilidade antinatural mais palatável.
Uma pequena mudança na brisa, o vapor dissipando-se o suficiente para fornecer clareza. Won percebeu que os olhos do homem estavam se movendo e que eram de duas cores diferentes.
“Heterocromia.” O peso do olhar do estranho pousou sobre Won, e ele arfou.
✦ ✦ ✦ // ✦ ✦ ✦ (Lembrança de Mikhail)
Um jovem Mikhail inclinou a cabeça para trás, estudando os bancos de nuvens que ocultavam o céu. Ele havia terminado o almoço, e os relógios haviam acabado de marcar a meia hora, mas ninguém saberia disso; a massa de cinza pairando sobre a cidade filtrava toda a luz do dia em uma única incandescência sombria, uma hora indistinguível da outra. Muito provavelmente, a neve cairia daquela tempestade revolta, apesar do tempo claro que havia predominado pela manhã, por mais jovem que fosse, até crianças sabiam que não se podia esperar outra coisa senão neve no inverno.
Mas havia algo no ar; algo que parecia rico em possibilidades. As névoas de sua própria respiração se espalhando à sua frente, Mikhail sorriu e se preparou para a caminhada de volta ao escritório. A inevitável nevasca dos dias anteriores agora estava congelada, transformando ruas e calçadas familiares em armadilhas traiçoeiras. Mikhail manteve um ritmo calculado, mas seus passos eram estreitos para compensar a falta de tração. Quando levantou o olhar, os transeuntes faziam o mesmo: passos minúsculos e apressados para evitar cair.
A caminhada de volta foi sem incidentes, até que uma rajada de vento gelado o fez parar no meio do caminho. Tardiamente, percebeu que o ar não era natural, mas deslocado por um homem que passou correndo por ele, a toda velocidade, direto pela rua.
Mikhail só pôde arregalar os olhos. Que loucura! Ele estava implorando por um pescoço quebrado, correndo daquele jeito. No entanto, o motivo da pressa do homem logo ficou claro.
— Peguem ele! Alguém pare esse homem! Ele roubou minha bolsa!
O sotaque era um pouco confuso e, quando Mikhail virou-se para olhar, deparou-se com uma mulher visivelmente acabada. Parecia estar no limite, ofegante, roupas sujas, a expressão marcada pelo desespero.
Ao notar seus traços, juntamente com o russo titubeante, ele assumiu que ela era estrangeira. “Provavelmente do Leste Asiático” pensou consigo mesmo, e voltou a olhar para frente. O batedor de carteiras ainda estava à vista e, agora que sabia o que procurar, Mikhail notou uma bolsa desgastada e abarrotada, quase estourando nas costuras, bem no momento em que o homem se desequilibrava, braços agitando-se num movimento ridículo para evitar que sua cabeça batesse no gelo.
— Barra pesada!!
Mikhail teve que se perguntar onde aquela mulher tinha aprendido gírias tão datadas, mas o pensamento não durou muito porque ela passou correndo por ele.
E caiu de cara no chão.
Um lamento horrível de desespero encheu os ouvidos de Mikhail, seguido pelo som de unhas raspando o gelo, numa tentativa de se levantar, falha devido ao seu estado de angústia. Sem querer perder a oportunidade, o ladrão saltou de volta aos pés e desapareceu.
— Espera! Para! Alguém pega ele, por favor! Minha-minha carteira!
Mikhail permaneceu onde estava, mãos nos bolsos. Aquela rua raramente era usada e, naquele horário, estava praticamente deserta, então os gritos da mulher ecoaram sem resposta. Ela ficou caída no chão por um longo momento, braço estendido na direção por onde o homem havia sumido. Por fim, deixou o corpo cair, a miséria evidente nas linhas de seu corpo mesmo quando lutava para se sentar.
Mas ela se sentou. Por um instante, estudou seu casaco, manchado de lama e úmido, e mordeu o lábio. Então, se levantou e encarou Mikhail.
Ele se sobressaltou; a fúria nos olhos da mulher era cortante, e agora ela vinha direto em sua direção.
— Seu bastardo inútil do caralho!
E ela tentou acertá-lo com um soco no rosto. Ou tentou. Mikhail recuou um passo antes que o golpe o alcançasse.
Seus testículos, não tiveram a mesma sorte.
Não esperando nada depois do primeiro soco, ele falhou em desviar do pé que a mulher cravou diretamente em sua virilha.
Com um gemido sufocado, caiu de joelhos. A mulher olhou para ele de cima e bufou.
— Isso é por ser um merda completo, hmph!
Então virou nos calcanhares e saiu pisando duro. Mikhail a observou se afastar, os olhos marejando de dor. Forçou-se a respirar fundo entre os dentes cerrados.
“Mulheres asiáticas não deviam ser meigas e dóceis?”
Aparentemente não. Aquela ali, pelo menos, não era. Ele estremeceu ao tentar se levantar, segurando o local golpeado.
Por volta da hora do jantar, os primeiros flocos começaram a cair. Mikhail estava esperando do lado de fora do escritório e afastou alguns da roupa no momento em que Leo parou com o carro.
— Parece que vai ser forte — comentou Leo enquanto partiam, olhando o céu escurecendo.
Mikhail assentiu em reconhecimento, grato por ter conseguido encerrar tudo um pouco mais cedo naquele dia. Precisariam voltar para casa antes que o tempo piorasse. Do jeito que estava agora, no dia seguinte haveria uma nevasca de verdade. Mas ele não falou mais nada, havia coisas demais em sua mente para se distrair com conversa fiada. Mais cedo, seu pai o chamara ao escritório para informá-lo sobre o casamento de Sasha.
Aparentemente, o pai de Sasha havia encontrado uma mulher adequada, filha de outro mafioso, para unir as famílias.
“Isso é uma ameaça direta à nossa estabilidade”, seu pai dissera.
E era verdade. Com essa outra organização absorvida pela Sociedade, os Sergeyev tinham acumulado poder suficiente para ameaçar a posição da Bratva no topo. Nunca houve dúvida sobre qual organização tinha mais influência na cidade, mas Mikhail sentia que isso estava prestes a mudar. Sua única consolação era que seu pai ainda estava com boa saúde e continuava como o don. Ao contrário de Sasha, Mikhail ainda tinha alguma liberdade em sua vida.
Mas, daqui para frente…
O pensamento nunca foi concluído, porque Mikhail avistou alguém pela janela.
— Leo, pare o carro por um momento, por favor.
Leo olhou para trás. — Parar, senhor?
Mikhail percebeu a confusão na voz de Leo. — Explico depois — disse ele, olhos fixos na pessoa do lado de fora da janela. — Só me deixe descer.
Perturbado, mas obediente, Leo desacelerou o carro e encostou no meio-fio. O olhar de Mikhail não vacilou.
“Bom, isso é fantástico, não é?”
Suyeon soprou uma mecha de cabelo do rosto e chutou uma pedra no chão. Em questão de minutos, tinha passado de esperançosa e determinada a completamente arrasada. Tudo o que tinha estava naquela bolsa. Todo seu dinheiro, todas as suas posses no mundo.
E por quê? Por nada. Absolutamente nada.
Ela tinha vendido tudo na Coreia, feito aulas de russo por meio ano, batalhado para conseguir todos os vistos, documentos e carimbos…
E tudo isso tinha sido inútil.
Só porque um babaca roubou sua bolsa, enquanto outro babaca assistia.
Ela parou de andar por um instante, murchando de angústia. “Deve existir algum tipo de recorde para a maior quantidade de desgraça em um dia e com certeza eu acabei de roubar o primeiro lugar.” Suyeon supôs que era isso o que recebia por deixar sua vida nas mãos do destino. Tinha jogado um dardo num globo, deixando que aquele pequeno gesto decidisse seu destino.
Na verdade, as chances de acabar na China, na Rússia ou no Canadá eram bem altas, mas ela gostava da ideia romântica de tudo isso.
Agora só se sentia uma idiota.
Ela queria enfrentar o mundo e o mundo venceu, esmagando-a antes mesmo que pudesse começar. Mesmo que tivesse ido para a China ou o Canadá, ela teria acabado no fundo, ela simplesmente sabia disso.
Encontrando um canto sob a marquise de um prédio que oferecia um mínimo de abrigo, ela se agachou e tentou se aquecer. “Talvez fosse melhor ser tola e viver em ignorância feliz…”
A ponta de um oxford bem engraxado interrompeu sua angústia. Ela piscou para ele; havia algo familiar, por algum motivo. Talvez o tivesse visto no aeroporto. Flocos pousavam sobre o couro, cobrindo o brilho rico com uma camada opaca, e ela o observou por alguns instantes, cansada demais, deprimida demais para fazer qualquer outra coisa; mas então lhe ocorreu que deveria haver alguém dentro daqueles sapatos, bem à sua frente, então seus olhos subiram, por pernas longas, passando por um casaco de pele luxuoso e finalmente, até um rosto.
Seus lábios estavam entreabertos e tudo o que conseguiu fazer foi encarar.
O homem sorriu, tão caloroso e perfeito quanto o resto de sua aparência.
— Nos encontramos novamente.
Encolhida como estava, esticando o pescoço para encarar um homem tão alto, ela devia estar uma visão, com certeza. Especialmente depois que o reconhecimento brilhou e ela arregalou os olhos ao lembrar quem era aquele homem.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou o Babaca nº 2. Mas sua voz era suave e Suyeon se deixou levar por um instante.
— Não tenho onde ficar… — ela admitiu.
O homem inclinou a cabeça. — Por que não?
Ele parecia genuinamente confuso e Suyeon o encarou, a raiva reacendendo no estômago.
— Ah, sei lá, talvez porque todo o meu dinheiro foi roubado! — sua voz aumentava a cada palavra. — E você podia ter pegado ele! Pegado e recuperado tudo!
Ela perdeu a força no final, a tristeza engolindo qualquer raiva. Seu rosto caiu e ela encarou o chão.
— E agora estou aqui… e eu não sei…
Antes disso, Suyeon achava que já tinha enfrentado muitas provações, mas aquilo era o verdadeiro fundo do poço. Nem um kopek no bolso, sem-teto, sem perspectivas, sozinha em um país estrangeiro. A embaixada devia ser seu destino, mas com certeza já estava fechada, não que ela tivesse dinheiro para a passagem. Seu futuro parecia sombrio.
(Kopek = menor unidade monetária da Rússia)
Abraçando os joelhos, Suyeon manteve a cabeça baixa, encarando os próprios sapatos.
Um murmúrio pensativo veio de cima dela.
— Se você não tem para onde ir — murmurou a voz gentil, — gostaria de vir comigo?
Foi tão rápido que não deveria ter notado, mas o estranho pareceu perceber o modo como ela se enrijeceu, o suspiro agudo diante da proposta. Seus olhos vasculharam o chão por mais um instante, traçando a linha onde a neve parava, bem à sua frente. Ela ergueu a cabeça, observando os flocos envolverem o homem sob a luz do poste.
— Você é cafetão?
O homem riu. — Algo assim. — Suyeon estreitou os olhos.
— Mas você — ele lançou-lhe um olhar significativo — eu preferiria manter.
Suyeon o encarou, confusa. Ele estava falando sério? Mas ele apenas retribuiu o olhar, o sorriso ainda curvando os lábios, e ela não sabia o que pensar. Seus olhos brilhavam sob a luz e ela não fazia ideia, mas Mikhail estava encantado com o modo como os olhos escuros dela brilhavam como estrelas gêmeas, um brilho radiante sob o resplendor misterioso.
“Aquilo daria uma pintura linda”, ele pensou, esse pequeno quadro.
— Vamos? — Mikhail ofereceu a mão.
Os olhos da mulher consideraram a mão antes de subir até seu rosto. Arisca, como uma corça. Seu olhar voltou à mão e, muito lentamente, ela estendeu a sua para encontrá-lo.
Mikhail a segurou firme, tão pequena em sua palma, e ajudou-a a se levantar. Só então percebeu que ela estava tremendo.
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Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
Ler Roses and Champagne Yaoi Mangá Online
Ler o Manhwa Roses and Champagne Completo em Português Grátis Em um mundo de alto risco, Lee Won, um advogado lutando para sobreviver, se vê enredado em uma teia de intriga e perigo. Quando ele cruza o caminho de Caesar, um formidável chefe da máfia, descobre uma conexão oculta entre o Conselheiro Municipal Zdanov e o crime organizado. À medida que Lee Won se aprofunda no caso, desvenda uma conspiração sinistra que ameaça despedaçar o frágil equilíbrio da cidade. Preso entre a lei e o submundo, ele deve navegar por um jogo mortal de poder, decepção e desejos proibidos. A cada passo, o mundo de Lee Won se entrelaça com o de Caesar, enquanto ambos enfrentam seus próprios motivos ocultos e tentações proibidas. Em meio a noites regadas a champanhe e o aroma de rosas em flor, uma atração perigosa surge entre eles. À medida que os riscos aumentam e o perigo se intensifica, Lee Won deve escolher entre seus princípios e o fascínio do proibido. Em um mundo onde lealdade e traição se confrontam, ele precisa encontrar uma maneira de expor a verdade e proteger a si mesmo e aqueles que ama. Nesta envolvente história de amor, traição e a intoxicante luta pelo poder, Roses and Champagne explora a intricada dança entre desejo, dever e a frágil linha entre o bem e o mal.
Nome alternativo: Rosas Y Champagne Rosas E Champanhe Roses