Ler Roses And Champagne – Capítulo Side Story 03 Online

❬ Side Story 3 – Roses and a Kiss ❭
— Que porra é essa?
Won nunca havia retrocedido tão rápido na vida. Colando as costas contra o prédio, ele arfou por ar e fez o possível para se tornar invisível. Seus olhos deviam estar pregando peças nele. “Por favor.”
Movendo-se lentamente de volta para o canto, Won inclinou-se o suficiente para espiar além da parede e recuou imediatamente ao perceber que, não, sua visão estava perfeitamente normal. “Puta merda.”
Agora ele tinha uma mão esmagada contra o próprio rosto, abafando o grito que fervia em sua garganta. “Porque porque porque porque—”
Do outro lado do canto, parado na calçada, um homem absurdamente alto e desconcertantemente bonito segurava um buquê gigantesco com um braço enquanto ostentava uma expressão homicida.
Caesar Aleksandrovich Sergeyev.
Com quase dois metros de altura, cabelos branco-loiros caídos artisticamente sobre a testa e olhos cinzentos impenetráveis, ele atraía olhares aonde quer que fosse –até agora, pedestres quase tropeçavam enquanto o encaravam. Era simplesmente assustadoramente belo.
Won, por sua parte, ainda achava que Caesar era a reencarnação moderna de Lúcifer. Belo, poderoso, caído. Um anjo expulso do céu.
Claro, nenhum dos pedestres sabia disso. Não faziam ideia de que Caesar seria tão capaz de apontar uma arma para suas cabeças quanto de ignorá-los por completo como fazia agora.
Se perguntados, provavelmente diriam que Caesar era ator, modelo ou algum outro tipo de rico e famoso. Bem… ele era rico, isso era fato.
Infame talvez fosse o epíteto mais adequado. Caesar estava tão imerso no submundo russo que Won duvidava que ele soubesse algo tão mundano quanto modelagem.
Ser o chefe de uma das organizações criminosas mais poderosas da Rússia fazia isso com um homem.
Mesmo assim, lá estava Caesar, aguardando a chegada de Won, com um número ridículo de rosas equilibradas no braço.
Won curvou-se em derrota. Caesar tinha uma presença impossível de ignorar, com rosas ou não. “Devia agarrá-lo e fugir? Ou virar e correr?” Não conseguia decidir qual opção levaria ao resultado menos desastroso.
E, graças à sua hesitação, já estava trinta minutos atrasado. “Por que não podiam se encontrar em algum lugar mais privado?”
No fundo da alma, Won desejava que Caesar pudesse ser um pouco mais discreto – considerasse como isso parecia, nem que fosse por educação – porque, para o bem ou para o mal, eles estavam juntos, e esse relacionamento não ia a lugar nenhum.
História longa, mas o fato de estarem namorando era parcialmente ideia de Won e parcialmente uma teimosia obstinada de Caesar. Enfim, acabou sendo assim. Melhor não entrar em detalhes.
De qualquer forma, seu coração já não parecia querer escapar a marteladas do peito, e um resquício de racionalidade voltara, então ele começou a planejar como lidar com o problema atual.
Pode parecer, mas Won não estava preocupado em ser visto romanticamente com um homem. Nem com o status de Caesar na máfia. Nem mesmo as habilidades sobrenaturais concedidas (leia-se: forçadas) a ele pelo pai o perturbavam. Caesar seria assim mesmo se abandonasse o posto.
Não, o pânico de Won vinha de uma única coisa: O buquê.
Havia muitos caules ali, supunha, mas observações irreverentes não o ajudariam agora.
Um gemido miserável, semelhante aos estertores de um animal selvagem, escapou-lhe da garganta. As rosas eram, sem dúvida, para ele.
Isso, por si só, não era tão notável. Presentear o parceiro com rosas num encontro era normal. O gesto seria bem-vindo em outras circunstâncias. Talvez até causasse ciúmes pela romântica cena.
E se Won não fosse o destinatário, estaria entre os que achavam aquilo adorável e planejando presentear seu próprio par com flores.
Infelizmente, eram para ele. > Won <
Won, que também era homem. E não um homem pequeno. Um homem consideravelmente grande. Quase 1,86m, para ser exato. Isso, somado a ombros largos, corpo atlético e pernas extremamente longas, fazia dele… um cara, simplificando. Não que isso definisse gênero, mas sua aparência estava longe de ser andrógina, e ele não tentava ser. Portanto, embora não fosse tão alto ou musculoso quanto Caesar, Won era inegavelmente e inexoravelmente muito bonito e muito masculino.
Resumindo: Won detestava a ideia de Caesar, um homem adulto, presentear ele, outro homem adulto, com rosas no meio da calçada em plena luz do dia. Só de pensar, queria terminar ali mesmo.
Como se fosse combinado, uma dor antiga em seu estômago pulsou. Won fez uma careta. Não havia razão para aquelas cicatrizes doerem tanto tempo depois de curadas. Era como se Caesar soubesse que ele pensava em terminar e fizesse o ferimento latejar só para que a ideia nunca lhe ocorresse.
Won estremeceu. Não tinha ilusões: qualquer conversa sobre isso terminaria com seu crânio estilhaçado.
E ele não pretendia morrer ainda. Era muito jovem. Talvez, com um plano infalível e mil contingências, fugindo para… o outro lado do planeta, talvez sobrevivesse.
Mas isso não era um risco que Won estava disposto a correr.
Especialmente quando sabia que Caesar arrasaria a Rússia inteira para encontrá-lo. Seu pai, Mikhail, estaria seguro o suficiente, pois tinha sua própria organização mafiosa para protegê-lo. Mas os outros? Sra. Ivana, Nikolai, Anna, seus filhos… Won não suportaria colocá-los em tal perigo.
Porque Caesar iria querê-lo de volta, e o que Caesar queria, ele conseguia. Assassinato seria o mínimo, se Won fugisse.
Foi até onde sua mente chegou antes que Won se interrompesse, percebendo que toda essa linha de pensamento era ridícula e nem era uma possibilidade iminente – apenas conjectura aleatória.
“O que… por favor, diga, o que eu fiz em minha vida passada para merecer um relacionamento onde eu surto assim?”
“Quer saber? Não vou aceitar isso. Não vou ter medo. Porque não há nada a temer.”
Exceto o buquê gigante.
Firmando os ombros, Won avançou pela esquina, cabeça erguida, ignorando deliberadamente qualquer coisa em formato de flor.
Caesar virou-se para encará-lo assim que ele entrou em vista completa, a tensão ao redor de seus olhos e a boca sutilmente suavizando.
“Won.”
Caesar não havia dito em voz alta, mas mesmo assim tirou o fôlego de Won. Aquele olhar no rosto de Caesar – para a maioria, seria quase neutro, mas Won sabia, pela suave curvatura de seus lábios, pelo brilho conhecedor em seus olhos, que Caesar estava feliz em vê-lo.
E Won levou um momento para se recompor e começar a andar novamente.
Ele não sabia se algum dia se acostumaria com a beleza de Caesar. Toda vez que se encontravam, havia sempre aquele momento de descrença e admiração que nunca deixava de desfazer sua alma.
No próximo passo, aquela bolha de ternura ao redor deles estourou, e uma pequena ruga apareceu na testa de Caesar.
Certo. Eles estavam em público.
O buquê chegou tão perto que Won não podia ignorá-lo, o aroma avassalador formigando em suas narinas.
Com uma rapidez só vista em situações extremas, Won prendeu o braço em volta do pescoço de Caesar no que só poderia ser descrito como um mata-leão vertical e jogou ambos no banco traseiro do carro.
✦ ✦ ✦
Existe um fenômeno que alguns erroneamente chamam de “trauma bonding” no linguajar popular. Soa apropriado, mas o nome mais preciso é efeito da ponte suspensa.
Bem, se quisermos ser técnicos, é a “má atribuição da excitação”, mas isso não vem ao caso.
De qualquer forma, se o Sr. Bob estivesse atravessando uma ponte suspensa, digamos com ventos fortes balançando-a de forma desconfortável, ele estaria – compreensivelmente – experimentando os efeitos do medo: batimentos cardíacos acelerados, respiração pesada, tremores.
Agora, se o Sr. Bob conhecesse uma mulher nessa ponte com seu sistema nervoso em sobrecarga assim, algo curioso aconteceria. Muito provavelmente, ele sentiria uma forte atração por ela e desenvolveria um apego romântico instantâneo.
Porque – e quem diria? – todas essas respostas ao medo são extremamente similares com o sentimento de nos apaixonarmos.
Assim, em vez de reconhecer que está experimentando alta ansiedade, o Sr. Bob “má atribuirá” sua reação à excitação romântica.
Won não sabia se isso se aplicava a um homem conhecendo outro homem nas mesmas condições, mas imaginava que não seria muito diferente. Todos eram humanos, afinal.
Claro, aquele com quem ele compartilhava uma ponte suspensa era Caesar, o que significava que ele sentia essa emoção toda vez que estavam juntos, não apenas no primeiro encontro.
— Sabe — Caesar arrastou as palavras, tirando Won de seus pensamentos. Estava massageando o pescoço. — Eu preferiria que você guardasse seus experimentos com asfixia erótica para o quarto.
— Onde que… Espera, eu posso te estrangular? — A cabeça de Won girou para encarar Caesar com olhos enormes e muito confusos. Caesar tinha problemas com o local, não com o ato em si? Então ele ficaria bem com Won sufocando-o se estivessem em casa?
Caesar lançou lhe um sorriso satisfeito. — A mais doce das mortes, não é? Morrer de prazer?
Won observou o homem ao seu lado. Não era a resposta que esperava. Embora as chances de Caesar morrer durante o ato fossem decididamente pequenas, então fazia sentido que ele fosse tão irreverente sobre isso.
Won, por outro lado, já tinha a vida regularmente fodida para fora dele por Caesar, então se alguém fosse morrer na cama, seria ele.
Um calafrio sinistro percorreu sua espinha. Esse pensamento chegou perto demais da realidade.
Won decidiu que era melhor focar em outra coisa, só para evitar remoer.
Com um humidor em uma mão, os dedos elegantes de Caesar pairaram sobre os charutos até que ele pegou um da caixa. Won observou os movimentos habilidosos, pensando que deveria inventar uma razão para seu atraso.
Ambos eram pessoas ocupadas com pouco tempo livre. Mesmo assim, reservavam esse tempo um para o outro. No entanto, Caesar, especialmente, dava grande valor a como direcionava suas energias diariamente, e Won sabia que até um minuto de atraso era inaceitável em seu livro. Ele tinha visto o brilho de desdém nos olhos de Caesar, mesmo que Caesar não dissesse nada.
Cristo, ele estava encrencado agora. Trinta minutos – uma meia hora inteira.
Mas, Won se corrigiu, quinze desses minutos eram culpa de Caesar, então apenas quinze minutos de atraso, realmente.
Tranquilizado por essa lógica e com o buquê zombando dele de onde estava no console central, Won preparou um pequeno discurso explicando seu atraso e pedindo desculpas por sua falta de pontualidade. Então ele poderia dizer a Caesar para nunca mais lhe dar flores.
— Isso não será necessário.
Won inclinou a cabeça. Caesar cortou a ponta de seu charuto.
— O que quer que você esteja prestes a dizer — Caesar esclareceu. — Eu não quero ouvir.
O clique do isqueiro pareceu especialmente alto aos ouvidos de Won. Ele pensou que Caesar estaria zangado, mas sua voz era plana, sem vida.
— Já estou ansioso por nosso próximo encontro, onde você obviamente também chegará atrasado.
Os lábios de Caesar curvaram-se em um sorriso sem humor enquanto levava o charuto à boca, mas Won não conseguiu reunir disposição para sorrir de volta.
Ele preferiria que Caesar estivesse zangado.
Isso era… algo diferente, e fazia a pele de Won arrepiar. Que diabos Caesar queria dizer? Ele estava chateado? Sereno? Won não conseguia decidir se estava desesperadamente curioso ou desesperado para enterrar esse tópico no fundo do corpo d’água mais próximo.
Antes que pudesse escolher, o carro virou em uma entrada muito familiar.
— O quê? — Won engasgou. — Não íamos jantar fora?
Caesar era pura indolência enquanto soltava uma longa baforada de fumaça branca.
— Ah, eu tenho planos. Não se preocupe. — Ele sorriu para Won. Não alcançou seus olhos. — Vamos levar nosso tempo hoje. Aproveitar de verdade.
Desta vez, Won não precisou debater se queria que Caesar desse detalhes ou não. Ele veementemente não queria saber. Caesar, no entanto, deixaria claro independentemente dos sentimentos de Won, e faria isso em breve.
A mansão já dominava a vista naquele lado do carro e ficava maior a cada segundo.
Com a mente acelerada, os olhos de Won saltaram pelo carro enquanto tentava encontrar uma saída.
Caesar olhou para ele e soltou uma risada. — Não se machuque. — Seu pequeno advogado estava pensando tão intensamente que ele esperava ver vapor saindo de suas orelhas a qualquer momento.
Ele soltou outra nuvem de fumaça e sorriu, mas Won não poderia se importar menos. Estava ocupado tentando montar um plano para convencer um maldito íncubo a não levá-lo para seu calabouço sexual por uma semana.
Apesar do sarcasmo mordaz, o estômago de Won torcia-se sobre si mesmo. Sua expressão caiu e ele torceu as mãos no colo. Por que Caesar não podia ter uma libido normal?
Caesar era pura indiferença indolente ao seu lado.
Mais espirais de fumaça flutuavam no ar quando a cabeça de Won ergueu-se bruscamente. — Poderíamos fazer outra coisa.
Caesar arqueou uma sobrancelha, mas Won continuou antes que ele pudesse falar.
— Fazemos as mesmas poucas coisas o tempo todo. Pensei que poderia ser bom tentar algo novo.
Caesar estudou-o por tempo suficiente para deixar Won nervoso, mas sua boca eventualmente se curvou em um sorriso.
— Tudo bem.
Sua mão levantou-se, dedos longos entrelaçando-se ao redor da garganta de Won e aplicando leve pressão.
— Devo fazer o estrangulamento? Ou você fará as honras?
✦ ✦ ✦
O tempo estava cinzento e soturno – aquela espécie de melancolia que pesa no ar, abafando qualquer som…
Se não fosse pelo carro esportivo que buzinava sem parar, ziguezagueando no trânsito e espalhando os outros veículos como pinos de boliche.
— Saiam, porra! Tirem essa merda da pista se não sabem dirigir!
A cada oportunidade, Dmitri acelerava mais e mais pelas ruas, alheio ao caos que deixava para trás. Ele bateu no volante novamente quando um carro velho à sua frente não saiu do caminho rápido o suficiente. O alarme de seu relógio ecoava mais alto que qualquer barulho externo de qualquer forma.
“Que porra está acontecendo?” Os batimentos cardíacos de Caesar estavam disparando, sua pressão arterial e temperatura corporal atingindo níveis igualmente alarmantes. Pior, o GPS o levava direto para a casa de Caesar – o único lugar onde ninguém deveria poder tocá-lo.
“Quem ousava?! Quem tinha a audácia de atacar o Czar em sua própria casa? O único com permissão para matar Caesar era ele mesmo!”
Dmitri esfolaria vivos todos os homens designados para a segurança da casa – depois de pegar o responsável e estourar seus miolos.
Ele derrapou na entrada frontal e ficou perturbado ao encontrar toda a área externa deserta. Que Deus os ajudasse se ele encontrasse algum dos homens que deveriam estar de guarda. Eles provavelmente estavam mortos, mas Dmitri se daria ao trabalho de profanar seus cadáveres porque uma única morte não seria suficiente para tamanha incompetência. Como dúzias de homens haviam falhado em deter quem quer que estivesse lá dentro?
Rangendo os dentes com tanta força que quase abafava o bip frenético de seu relógio, Dmitri correu pela casa. O rastreador o levava… para o quarto de Caesar?
“Não, não, porra, isso não podia estar acontecendo.”
— Czar! — ele gritou ao arrombar a porta.
O nome morreu em sua garganta e Dmitri ficou petrificado diante do horror que se apresentava diante dele.
Ou melhor, ajoelhado diante dele… na cama… completamente nu, Caesar até as bolas dentro do advogado, segurando-o para baixo, metendo com força em sua bunda com sons obscenos de pele batendo…
— AHH MEUS OLHOS!!!
Dmitri soltou um grito digno de uma banshee e saiu correndo que nem um louco.
Não antes de ouvir seu primo gemer baixo e encher o advogado de porra, entretanto.
✦ ✦ ✦
Dmitri não conseguia fugir rápido o suficiente. Desceu as escadas aos saltos e atravessou corredores até chegar à sala principal, onde foi direto para o bebedouro, engoliu dois copos bem cheios de água e acabou debruçado sobre a parede, apoiado em uma mão.
Algumas respirações profundas depois, um mínimo de compostura retornou e o horrendo ataque ocular que sofrera deixou de ser tudo o que conseguia ver. Agora, Dmitri tinha condições de ferver de raiva.
Ele veio até aqui, arriscando a própria vida, para quê? Cruzou os braços e começou a andar de um lado para outro. Cristo, pensou que Caesar estava morrendo, mas no final das contas, ele só estava transando com aquele advogado idiota.
Um músculo na mandíbula de Dmitri pulsou. Como ele deveria saber que Caesar, um homem treinado desde a infância para não sentir absolutamente nada, que nunca, em todos os anos que Dmitri o observou, sequer respirou de forma estranha – estava apenas fazendo sexo?! Caesar podia passar a noite inteira com uma dúzia das melhores garotas de Dmitri sem sequer suar, mas ter… relações… com esse único homem deixava os sinais vitais de Caesar completamente desregulados.
Pensando bem, Dmitri largou tudo e correu para cá literalmente só para reviver uma de suas piores memórias! Ele franziu o rosto. Ser forçado a testemunhar aqueles dois indo até o fim por horas enquanto pendia inerte e de cabeça para baixo em uma maldita árvore foi uma das experiências mais humilhantes de sua vida, experiência essa que ele preferiria esquecer que aconteceu.
Eca. E agora essa nova visão grotesca aparecia toda vez que ele piscava, como se estivesse gravada atrás de suas pálpebras.
Tanto uma bênção quanto uma maldição apareceram naquele momento na forma de Caesar usando apenas um roupão. E Dmitri sabia que não havia nada por baixo porque o roupão devia ser feito sob medida para cobrir o corpo colossal de Caesar, mas ainda era curto o suficiente para revelar uma extensão de nada além de pele muito pálida onde as pernas de Caesar surgiam sob a barra.
O rosto de Caesar estava marcado por linhas duras, ele claramente não estava satisfeito com a interrupção, mas Dmitri acolheu tanto a distração quanto a oportunidade de desabafar. Menos bem-vindos eram os óbvios sinais de que Caesar estava no meio do ato antes de vir até aqui.
Passando uma mão pelos cabelos, Caesar afastou alguns fios soltos da testa, e Dmitri pôde ver que ele se preparava para repreendê-lo, então o interrompeu primeiro.
— Onde diabos está todo mundo?
Caesar fez uma careta. — De férias.
— Férias? — Dmitri olhou fixamente, incrédulo. Desde quando, exatamente, todos os homens encarregados de proteger este lugar tinham férias ao mesmo tempo??
O absurdo da resposta o pegou tão desprevenido que Caesar conseguiu replicar antes que Dmitri exigisse uma explicação melhor.
— Imagino — ele arrastou as palavras, olhos brilhando com gelo — que haja uma razão muito boa para você decidir se intrometer em meus assuntos pessoais em minha casa.
As narinas de Dmitri se dilataram. Quem era a vítima de danos psicológicos aqui? Poderia ser físico também, já que Dmitri queria arrancar os próprios olhos e mergulhá-los em água sanitária por um bom tempo.
— Ah, há uma razão — ele cuspiu. — Um problema. Grande. Uma crise em que nosso querido chefe quase foi assassinado em sua própria cama!
— Como é? — Caesar o estudou, perplexo, com uma ruga na testa. Dmitri sorriu com desdém.
— Não, não! Você não pode fingir. Confessa: que depravação você estava praticando? Deve ter sido algo pervertido para acelerar seu coração assim. — Dmitri estava ficando visivelmente agitado, gesticulando. — Eu pensei que alguém tinha atirado no seu peito, sabia?! Você pode dormir com dez, vinte garotas por noite sem piscar! Como esse cara consegue te deixar tão excitado, hein?
Dmitri estava com raiva, mas também genuinamente curioso agora. Caesar fazia sexo, sim, mas Dmitri estava confiante em dizer que conhecia os gostos de Caesar, e seus gostos eram, em geral, bem simples… Ele era violento, mas além disso, decididamente básico. Sem bondage, sem brinquedos, sem orgias, sem obsessão por pés. Sasha, até onde Dmitri sabia, tinha uma veia sádica e gostava de várias formas de tortura e tormento que infligia em seu parceiro da noite, mas Caesar era muito mais espartano em seus vícios.
Tudo que Caesar fazia era decidido com base em necessidade e resultado. Se ele julgasse algo importante para seus objetivos ou necessidades, iria a qualquer limite para obtê-lo e a crueldade que podia exibir no processo estava além de qualquer coisa que Sasha faria. Ainda assim, até agora, ele nunca fez muito além de sexo convencional, mesmo que pudesse ser brutal.
Por outro lado, Sasha foi quem fez Caesar ficar assim…
Tinha que ser alguma perversão. Dmitri não conseguia imaginar outra possibilidade, e como alguém obcecado por Caesar, estava dividido entre querer saber exatamente o que era e não querer violentamente aprender nada sobre o que acontecia com o advogado. Tanto faz, Caesar só precisava lhe dizer a categoria.
Caesar o encarou, reticente. — Eu estava fazendo sexo. Foi bom. Isso não é permitido?
— Não! — Dmitri gritou e gesticulou mais ainda. Apoiado no encosto do sofá, deu a Caesar um olhar duro, com braços e pernas cruzados.
— Eu — Dmitri apontou para o próprio peito — sou obrigado a saber tudo sobre você. Sabe por quê? Caso algo aconteça. Se o pior bater à porta, eu preciso estar lá para impedir. Portanto, eu não posso correr pela cidade achando que você foi esfaqueado ou baleado ou sei lá o quê, quando você estava apenas ‘fazendo sexo’! Então vamos lá, me diga: que degeneração você estava praticando?
“Melhor isso ser bom.” Dmitri foi arrastado nessa caça aos gansos selvagens duas vezes agora, graças ao que quer que o tal advogado estivesse fazendo. Ele queria ver que desculpas Caesar inventaria. Ele não aceitaria qualquer perversão que fosse, de qualquer forma, mas estava curioso.
Caesar olhou diretamente em seus olhos, com o rosto impassível. — Eu usei o rosto dele.
Dmitri piscou. “Ele fez o qu- Oh, não.” Havia algumas possibilidades, mas Dmitri não queria detalhes esclarecedores, nem estava pedindo um relato minucioso do que acontecera.
Ele ergueu as mãos como para afastar qualquer explicação adicional. — Não, pare; eu não preciso de mais— Mas nada disso bloqueou o que Caesar estava dizendo de alcançar seus ouvidos.
— Eu ejaculei no rosto dele.
Dmitri congelou, horrorizado, mas Caesar olhava para algum lugar distante, voz quase sonhadora.
— Ele não gostou da ideia, mas eu envolvi minha mão em seu pescoço e terminei. O jeito que ele olhou para mim, engasgando por ar com todo aquele branco escorrendo em seu rosto, eu quase gozei uma segunda vez. Eu ia terminar dentro dele, então deixar quaisquer ejaculações subsequentes em seu corpo para cobri-lo com isso e espalhar sobre sua pele, mas você—
— NÃO NÃO LALALALA. — Dmitri tapou os ouvidos, fazendo o máximo de barulho possível para não ouvir mais nada. Caesar inclinou a cabeça, mas Dmitri já tinha acabado. — Nem mais uma palavra! Cala a boca! Eu vou embora!
Caesar observou seu primo sair batendo os pés, então encolheu os ombros e voltou para seu quarto.
Won estava estirado em cima dos lençóis, exatamente como Caesar o deixara. Talvez estivesse dormindo, ou talvez tivesse desmaiado – não fazia muita diferença. Caesar subiu de volta na cama, passando as mãos pelas costas musculosas e pelo traseiro luxuoso de Won, separando as nádegas apenas para soltar e vê-las se acomodarem novamente. Ele colocou um beijo em cada uma.
Ele não sabia por que tanta agitação; apenas respondera à pergunta de Dmitri. E agora que estavam sozinhos novamente, Caesar pretendia voltar direto aos negócios. Apenas olhar para Won e apertar sua bunda já deixara Caesar duro, sua espessura grossa levantando o roupão até o tecido escorregar.
Caesar tirou o roupão do caminho e pegou a si mesmo com uma mão, usando a outra para abrir uma das nádegas de Won, revelando o ânus franzido, vermelho e pulsante, tão carente já.
Won, enquanto isso, questionava-se se deveria continuar fingindo dormir ou acordar e dizer a Caesar que não queria mais por hoje. Ele hesitou um pouco demais, no entanto, porque apenas um segundo depois, Caesar o encheu completamente.
✦ ✦ ✦
Saindo em disparada da casa, Dmitri pulou em seu carro, tirou o freio de mão e acelerou pela entrada, agradecido por ter deixado o motor ligado.
O bipe incessante começou novamente quando Dmitri arrancou da entrada para o trânsito. Ele olhou para seu pulso e bufou ao ver os números. “Malditos animais.”
Ele balançou a cabeça, um sorriso feio permanecendo depois. Por quanto tempo isso continuaria? Daria para pensar que era época de acasalamento e eles eram um par de malditos coelhos, compelidos a transar constantemente. “Então, o quê – eu vou ter que conviver com meu relógio idiota apitando constantemente?”
“Cristo, ficaria louco.”
Mas então Dmitri teve um pensamento que tornou as coisas ligeiramente mais fáceis de engolir.
O advogado estava preso lá, completamente sozinho.
Conhecendo Caesar – e se havia uma coisa que Dmitri conhecia, era Caesar –, ele não ficaria satisfeito por muito tempo ainda.
“Oho”, e Caesar não estava bebendo, estava? Lidar com Caesar sóbrio não era tarefa pequena e deveria ser dividida entre várias pessoas de qualquer maneira. Dmitri quase sentiu pena do advogado.
Quase.
Dmitri riu para si mesmo enquanto cortava o trânsito. Ele podia ver agora: o advogado, nada mais que pele e osso, emaciado e frágil. Ele não duraria muito assim, duraria?
Assim, Dmitri aceitou o caso de amor de seu primo. Quanto mais cedo ele transasse o advogado até a morte, melhor.
Resmungando sobre todas as coisas horríveis que desejava acontecessem a Won, Dmitri acelerou pela rua, seu relógio ainda bipando.
✦ ✦ ✦
Havia um campo de flores, belo e aconchegante.
Era familiar; Won sabia que já esteve ali antes. Mas nunca ficou. Nunca cruzou para o outro lado do prado.
Parecia brilhar, suave e amarelo e leve, flores brancas delicadas agrupadas em cada haste alongada, extensões esmeraldas convidativas brotando entre elas, macias e verdejantes, tão gentis sob os pés.
Talvez… ele pudesse. Poderia atravessar aquele solo sagrado e ver o que havia além.
Um peso sobre sua cintura dissipou a visão, puxando-o de volta ao presente e ao calor abrasador da pele contra suas costas, escaldante após a doce luz solar do prado. Um par de lábios aninhou-se contra a concha de seu ouvido, mordidas possessivas como pequenos ferros com afeto, materializando todas as formas como Caesar o matava suavemente, apenas para arrastá-lo de volta e fazer tudo novamente.
Mas ele tivera a chance. Poderia ter ido, libertando-se deste corpo mortal e visto o outro lado do prado; visto quais sonhos poderiam vir.
Deixou que Caesar pudesse trazê-lo de volta.
A boca de Caesar desceu, salpicando seu pescoço e nuca com beijos, sussurros de apego formigando na pele de Won.
Normalmente, ele sentiria algo como um calafrio de medo, o tremor de arrepios mas sua mente estava envolta em camadas difusas de algodão, tudo distante, irreal. Tentar romper o véu seria tão árduo quanto entregar-se à sensação então ele não fez nada. Não sentiu nada.
Um suspiro. — Você precisa aprender a dizer não. Não pode ajudar ninguém quando está esgotado até os ossos.
Os olhos de Won vagaram para a esquerda. Caesar apoiou-se no cotovelo e encarou-o de volta.
— Sei que estou falando com um workaholic, mas dedicar-se inteiramente ao seu trabalho não é saudável; você já tem um corpo e saúde delicados.
(Workaholic = Termo em inglês para determinar uma pessoa que é Viciada em Trabalho)
Won piscou, preso na inércia da apatia, mas quase reagindo, impulsionado pela pura audácia de Caesar.
Verdades arrastaram-se através de matéria cerebral viscosa: Won evitara Caesar por quinze dias, alegando estar ocupado demais com casos. Ele não estava – não realmente, mas Caesar não questionara. Este era o quinto dia de sua atual rodada de sexo interminável.
— Como… —
Caesar realmente não fez a conexão? Um alfinetada de indignação perfurou seu torpor.
— Não é meu trabalho… — Sua voz soava terrível, mesmo para seus próprios ouvidos apáticos.
— Então o que é?
Won engoliu seco. A voz de Caesar era impassível, mas o pau ardendo contra suas nádegas o lembrava onde estava.
— Esquece — Won arranhou as palavras. — Você está certo.
Caesar sorriu e deu um beijo na bochecha de Won, então ergueu uma de suas pernas e deslizou para dentro novamente, entrando até o fim facilmente pelo quanto o buraco de Won já estava arruinado. Mesmo assim, restava um docinho de resistência nas paredes de Won, que se contraíam e tremiam com a intrusão.
Uma enfiada brusca, e Caesar estava completamente alojado no ventre de Won, arrancando-lhe uma careta e um gemido abafado lá no fundo da garganta. Ele se arrependeu de ter jogado aquele jogo com Caesar. Devia estar temporariamente insano naquela noite; só podia. Toda a experiência fora surreal e Won preferia não pensar nisso, porque também trazia à tona lembranças de uma de suas pessoas menos favoritas.
A testa de Won franziu, formigamentos de algo pairando na ponta de sua língua.
— Era ele, antes? — perguntou. — Aqui?
Poderia ter sido um sonho; a aquarela vaga da memória diluída pelo tempo a ponto de parecer igual. Mas ele lembrava de um grito…
Caesar pareceu entender do que ele falava. — Sim. Veio checar como eu estava. Nada para você se preocupar.
— Checar como você estava?
Caesar encolheu os ombros. — Algo sobre minha frequência cardíaca, supostamente. — Começou a recuar num deslizar espesso e empurrar novamente, o peso tão intenso com todo o sêmen já dentro do ventre de Won.
Estabeleceu um ritmo lento.
Won tentou respirar em torno do pau que o preenchia demais enquanto sua mente tentava processar o que aprendera. Ele sabia do microchip implantado no corpo de Caesar; monitorava seus sinais vitais e transmitia sua localização.
Infelizmente, o encarregado de supervisionar essas informações era Dmitri. Won preferiria nunca mais ver ou ouvir falar de Dmitri Sergeyev novamente, mas admitia que Dmitri era perfeito para o trabalho, sendo primo de Caesar e abrigando uma obsessão (doentia) por ele. Ninguém seria tão vigilante.
— Espera — ele entrou aqui? — A voz de Won quebrou de horror. — Ele viu tudo?!
Caesar apenas murmurou em confirmação. — Como é de costume.
Won sabia muito bem que Dmitri não tinha escrúpulos em ver o que quer que Caesar fizesse, afinal, era seu trabalho, mas ele não queria ser incluído no hospício voyeur de Dmitri.
Caesar ainda bombava dentro dele com calma, mas Won mal conseguia mais do que ofegar, sua mente totalmente ocupada com o constrangimento. Como Caesar podia ser tão despreocupado em ser pego no flagra? Pessoas normais não seriam, Won tinha certeza. Uma pessoa normal tentaria evitar que isso se repetisse ou mesmo tentaria impedir que acontecesse, estabelecendo limites e informando a outra parte antes.
E mesmo que Caesar não desse a mínima, não deveria ao menos entender que Won não ficava feliz em ser exposto assim? Não deveria, bem, não se desculpar, mas ser um pouco solidário?
Para alguém tão plebeu (Como Caesar diria, inculto) quanto Won, as reações de Caesar nunca deixavam de fazê-lo sentir-se deslocado. Era quase um milagre estarem num relacionamento, com visões tão diferentes. Para Won, as respostas de Caesar eram tão sem sentido de tão inesperadas que eram.
E, como frequentemente acontecia, Caesar já estava acrescentando mais enquanto Won ficava para trás, tentando explicar-se.
— Não há nada que você possa esconder de Dmitri, se ele decidir descobrir.
Isso, pelo menos, Won podia aceitar. Sendo ex-KGB, Dmitri podia desvendar qualquer segredo, qualquer passado obsceno ou ato vergonhoso, era literalmente para o que fora treinado. Revolvendo isso em sua mente, Won concluiu que Caesar dizia que não adiantava se preocupar porque, se Dmitri quisesse, poderia espioná-los à vontade sem que ninguém soubesse. Então não havia como esconder nada de Dmitri?
Os olhos de Won percorreram o quarto enquanto pensava. Não, Caesar provavelmente queria dizer que Dmitri já vira pessoas em todo tipo de situação comprometedora, então sexo era apenas uma gota no oceano, em comparação. Era uma postura decididamente descarada, e Won não achava que tinha isso em si para ser tão sem vergonha. Ele-…
— Unghh…
Uma enfiada brutal de Caesar fez suas entranhas queimarem, mas Won nada pôde fazer além de aceitar.
— Por que está pensando em outro homem quando estou bem aqui? — A voz de Caesar era baixa, um aviso rouco. Won tentou forçar-se ao presente, concentrar-se no homem que o recheava com seu pau, mas parte dele se recusava, uma parte que queria fingir que isso não era real e que ele estava em outro lugar.
E isso era errado, não era? Eles estavam num relacionamento. Ele deveria estar ali, com Caesar.
Won apertou os lábios, optando por focar na própria respiração para tentar se ancorar. Caesar pareceu notar a mudança porque beijou sua bochecha novamente e acariciou seu pescoço.
O sangue drenou do rosto de Won. Caesar iria enforcá-lo de novo? Sua respiração tornou-se ofegante com antecipação doentia.
Caesar observou tudo com olhos afiados, dedos longos envolvendo a garganta de Won enquanto seu pequeno advogado lutava por ar; seu pau pulsava e sacudia profundamente no calor trêmulo de Won, toda sua extensão latejando de prazer no abraço de carne machucada e inchada.
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Dmitri suspirou e afundou no sofá, esfregando as têmporas. Estivera abençoadamente quieto nas últimas horas, mas sabia que não duraria.
Como previsto, um bipe discreto sinalizou o fim de sua trégua.
Ele se jogou contra os almofadados com as palmas nos olhos e um gemido. Ao fundo, o alarme aumentava gradualmente em volume e frequência.
Era menos um aviso sobre a saúde de Caesar, mais um alerta de quando o advogado estava sendo fodido, ele escarneceu para si mesmo. Dmitri só podia presumir que seu meio-dia de descanso era porque o advogado estava dormindo ou, mais provável, desmaiado. O que também significava que Caesar estivera apenas esperando ele acordar para devastá-lo novamente.
Com o nariz franzido, Dmitri balançou a cabeça. Primeiro: ele não queria saber. Segundo: é, ele realmente não queria saber os horários exatos em que Caesar usava sua bainha humana. Mas com o barulho interminável de seu relógio, ele não tinha escolha.
Ainda assim, ele não se submeteria a repetir a primeira vez; recusava-se a confirmar que Caesar não estava morrendo.
Ele não estava.
O advogado é que estava. Mas, nesse ritmo, Dmitri acabaria no hospício antes disso acontecer. Dmitri tateou pelos analgésicos na mesa de centro e engoliu um punhado deles sem água, a fúria agora tomando conta. Os bipes desprezíveis ecoavam em seu crânio, reverberavam em seus ossos, e ele não aguentava mais.
— Vai se foder, garoto-advogado! — Ele ergueu-se num salto, lançando um olhar maligno para o relógio. — Espere só! Eu vou te matar. Eu mesmo vou te matar! Você arruinou tudo, porra! Merda de lixo! — A arma de Dmitri estava em sua mão e ele disparou em seu frenesi.
A porta entreabriu-se e Dmitri girou para encontrar seu mordomo ali, parecendo assustado e trêmulo. Dmitri percebeu que sua arma estava apontada na direção do mordomo e rapidamente a baixou.
— S-senhor! Está… está tudo bem?
Dmitri tensionou a mandíbula. — Preciso de um assassino — disse, mais para si mesmo que como resposta. — Alguém que faça qualquer coisa pelo preço certo — acrescentou, com um brilho maníaco nos olhos.
Rangendo os dentes, Dmitri virou-se novamente.
“Vou matá-lo.” Ele ergueu sua pistola mais uma vez, apontando direto para a luz vermelha piscante – para a fonte dos bipes e de toda sua agonia. “Você é um homem morto, garoto-advogado.”
Ele esboçou um sorriso sarcástico, mas não puxou o gatilho.
Levaria mais dois dias para os bipes pararem.
Continua…
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✦ Tradução, revisão e Raws: Belladonna
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Ler o Manhwa Roses and Champagne Completo em Português Grátis Em um mundo de alto risco, Lee Won, um advogado lutando para sobreviver, se vê enredado em uma teia de intriga e perigo. Quando ele cruza o caminho de Caesar, um formidável chefe da máfia, descobre uma conexão oculta entre o Conselheiro Municipal Zdanov e o crime organizado. À medida que Lee Won se aprofunda no caso, desvenda uma conspiração sinistra que ameaça despedaçar o frágil equilíbrio da cidade. Preso entre a lei e o submundo, ele deve navegar por um jogo mortal de poder, decepção e desejos proibidos. A cada passo, o mundo de Lee Won se entrelaça com o de Caesar, enquanto ambos enfrentam seus próprios motivos ocultos e tentações proibidas. Em meio a noites regadas a champanhe e o aroma de rosas em flor, uma atração perigosa surge entre eles. À medida que os riscos aumentam e o perigo se intensifica, Lee Won deve escolher entre seus princípios e o fascínio do proibido. Em um mundo onde lealdade e traição se confrontam, ele precisa encontrar uma maneira de expor a verdade e proteger a si mesmo e aqueles que ama. Nesta envolvente história de amor, traição e a intoxicante luta pelo poder, Roses and Champagne explora a intricada dança entre desejo, dever e a frágil linha entre o bem e o mal.
Nome alternativo: Rosas Y Champagne Rosas E Champanhe Roses