Ler Pôquer Sangrento (Novel) – Capítulo 05 Online


Modo Claro

 Blood Poker 05

— Cão de Caça, setor 1-6 limpo. Entrando no setor 1-7.

Bern respondeu pelo rádio às sucessivas mensagens e observou o Setor 1 em operação. O som de tiros e bombardeios era grandioso, enquanto clarões e uma fumaça densa preenchiam o ar.

Uma vez que o pulso era detectado, os monstros costumavam aparecer em questão de dezenas de minutos ou, às vezes, levavam dias. O sinal confirmava que eles surgiriam, mas a tecnologia atual ainda não conseguia prever o tempo exato.

Por isso, no momento em que um pulso era detectado, uma ordem de prontidão imediata era emitida. Esperar e eliminar os Onis — que poderiam aparecer a qualquer momento — era o método de defesa mais eficiente disponível.

Contudo, isso dependia da premissa de que os dispositivos de medição de pulso estivessem funcionando corretamente. Como agora, com os dispositivos convencionais inúteis, cada dia era como estar exposto ao perigo constante.

Se não tivessem instalado um sistema duplo de medição, Haon inteira poderia ter caído em caos. Mas, como o processo precisava ser sigiloso, foi lento, e a instalação seguiu a ordem de prioridade de proteção, o que impediu que todos fossem protegidos simultaneamente. A tragédia na loja de departamentos foi lamentável. Até as coordenadas redefinidas dos medidores antigos haviam sido descobertas.

O bairro residencial de luxo no Setor 1, que recebeu ordens de evacuação antecipadas, agora não diferia em nada do Setor 13 após a guerra que se estendeu pela noite.

No instante em que Bern estalou a língua com amargura, alguém surgiu no acampamento. Era Ha Jaeil. Ele, devidamente armado para entrar no campo de batalha a qualquer momento, cumprimentou polidamente os líderes de equipe.

— Como está o corpo? — O olhar de Bern percorreu Jaeil de cima a baixo lentamente.

— Está ótimo.

Suas palavras eram verdadeiras. Ao dizer “ótimo” em vez de um simples “estou bem”, seu estado parecia melhor do que nunca. Sua cor e seu olhar transbordavam energia. Sem falar no físico robusto; a sensação de intimidação que ele emanava estava excepcionalmente forte. Bern deu um tapinha no ombro de Jaeil, como um elogio.

— Sua análise ajudou muito.

— Obrigado.

O argumento de Ha Jaeil para lidar com os tipos deformados era o seguinte:

Os Gons, cujos núcleos se deslocaram para as mãos, conseguem identificar primeiro os Espers de nível mais alto. Portanto, ao enfrentá-los de agora em diante, usem Espers do tipo mental de alto nível como isca e cerquem-nos. Os outros Espers, exceto a isca, devem usar trajes de combate especiais que bloqueiam a energia.

Não tentem acertar as mãos, que são difíceis de mirar. Será melhor destruir o corpo até que o movimento seja impossível e, só então, remover o núcleo. Este método é preferível para utilizar todos os Espers de tipo físico.

Quanto às armas, seria ideal organizar equipes equilibradas com fuzis, submetralhadoras e escopetas. De acordo com o nível do Esper, deve-se distinguir ataques de curto e longo alcance. Levem até as metralhadoras pesadas desta vez. Para que os tipos físicos possam focar exclusivamente no ataque, os tipos mentais devem criar escudos individuais para protegê-los.

O senso estratégico de Jaeil brilhou nesta operação. Mesmo sem estar no campo de batalha, era como se estivesse presente. Graças a isso, os deformados que surgiram em massa estavam sendo eliminados de forma constante. Se continuasse assim, a operação terminaria sem baixas civis, ao contrário do que houve na loja de departamentos.

— O que aconteceu com o rabo? — Diante da pergunta de Jaeil, Bern sorriu abertamente.

— Pegamos. Falamos os detalhes depois que a operação terminar.

— Sim.

No momento em que Jaeil fez uma reverência para se retirar:

— Jaeil.

Bern acabou fazendo-o parar. Ele já suspeitava, mas queria ouvir diretamente da boca dele.

— Sim.

Uma energia límpida ondulava por todo o corpo de Jaeil como uma miragem. Para que outro Esper sentisse, era sinal de que estava transbordando.

— Qual é o seu nível de risco de amplificação?

Com essa pergunta, a mão de Jaeil, que segurava o fuzil com firmeza, tremeu levemente. Seus olhos, antes rígidos e indiferentes, encheram-se de emoção. Aquilo que flutuava suavemente ao seu redor pareceu derreter em suas pupilas em um instante.

A pergunta de Bern não era difícil. Bastava checar o dispositivo e dizer o número que via. No entanto, Jaeil soltou um suspiro demorado. Ele baixou o olhar para o chão, como se tivesse cuidado ao emitir qualquer som, e hesitou por um momento.

Finalmente, o homem levantou os olhos lentamente, e uma voz grave fluiu:

— É zero.

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— Porra, desgraçados persistentes.

Kiju não poupava xingamentos e maldições aos monstros. Ele queria que eles simplesmente morressem, mas eram insuportáveis. Isso se devia à regeneração tenaz dos monstros que, a menos que o núcleo fosse explodido, recuperavam a forma original mesmo se fossem feitos em pedaços. Não eram nada fáceis de lidar.

Os dois Espers físicos que Kiju protegia também soltavam palavrões. Embora tivessem trazido o dobro de munição do que em qualquer outra operação, os pentes esvaziaram rápido ao disparar contra as criaturas frenéticas.

Os Onis, cujos núcleos são difíceis de encontrar por causa do alvo amplo, são pelo menos lentos; mas os tipos deformados eram de dar nos nervos. Além disso, os núcleos deles ficavam na palma da mão, um alvo pequeno e de movimento rápido. Para piorar, possuíam as características ágeis e alertas dos Gons, tornando difícil até acertar a cabeça ou o peito sem ter muita habilidade.

Dez horas após o pulso inicial, os deformados rastejaram para fora das fendas do asfalto e debaixo da terra dos jardins bem cuidados do Setor 1.

Ou seja, não eram Onis, eram deformados. Se a operação não fosse detalhada, o lado dos Espers poderia ter sofrido danos graves. Kiju sabia que devia ser grato por estarem apenas resmungando enquanto lutavam, mas ele queria que aquilo acabasse logo.

— Ahhh, morram logo… — Kiju resmungou com uma voz moribunda. Parecia que, quanto mais acuados, mais aqueles monstros se debatiam.

Nesse momento, alguém se posicionou firmemente ao lado de Kiju.

Apenas um tiro foi disparado. Com um estrondo, o Gon com aparência de idoso desmoronou. Era o mesmo que estava dando trabalho a Kiju o tempo todo.

Quando o Gon, que estava com a forma intacta, caiu subitamente, os olhares dos Espers se voltaram para um único lugar. O autor do disparo estava ao lado de Kiju. Kiju também moveu os olhos rapidamente para espiar ao lado. O contorno afiado do nariz sob a máscara e os olhos determinados passavam confiança. Era Jaeil.

Kiju forçou o sorriso que surgia a desaparecer. Não era hora de comemorar.

— Você está bem?

Ele já esperava. Já estava na hora de ele aparecer. Mesmo assim, não pôde evitar a alegria.

— Sim.

Após a resposta curta, outro tiro foi disparado pelo cano da arma que o homem mirava. A munição, feita de sangue refinado de Esper, explodiu precisamente a palma da mão do Gon.

Contudo, como se não fosse aquele o núcleo, o Gon girou o corpo e veio rastejando em quatro patas como um inseto. Ele não diminuiu a velocidade mesmo sob uma chuva de balas. O sangue criava uma trilha.

Jaeil não vacilou ao apontar a arma para o Gon que saltava em sua direção em uma velocidade assustadora. Ele apenas puxou o gatilho levemente.

As balas disparadas em sucessão atingiram as mãos do deformado com alta precisão. Enquanto outros Espers gastavam dez ou vinte balas, para ele, poucas eram suficientes.

— Que alívio — disse Kiju com a voz animada.

— Não baixe a guarda.

Mais um tiro ecoou. O olhar do homem era afiado e sua postura não tinha um único erro.

— Concentre-se.

Graças à entrada e ao desempenho da equipe de reforço, a situação estava sendo resolvida rapidamente. O Esper que observava a técnica de tiro superior de Jaeil com admiração balançou a cabeça bruscamente. Seus olhos haviam sido capturados sem querer. Ele recobrou os sentidos tardiamente e enviou uma mensagem pelo rádio.

— Cão de Caça, setor 1-7 limpo. Entrando no setor 1-8.

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Seunghyun tinha memórias fragmentadas desde o momento em que Jaeil o lavou. Não era dor, mas um calor continuava a ferver dentro de seu ventre.

Sua mente estava nebulosa. Um calor semelhante ao de quando se envolvia com o homem nublava sua consciência. Seunghyun massageava o baixo ventre e resmungava o que vinha à cabeça. Parecia uma pessoa embriagada.

— Aqui está quente.

Aquilo era um efeito colateral da energia do homem infiltrando-se através do sêmen, mas Jaeil não explicou exatamente. Ele apenas sustentou com firmeza a cintura dele que fraquejava.

— Está quente e está coçando.

Somente quando Seunghyun piscou os olhos e tentou levar a mão lá embaixo é que o homem falou. Disse, com uma expressão sombria, que era por causa do sêmen que o preenchia e que ele iria retirá-lo. O Seunghyun entorpecido não percebeu. Como o toque era gentil, ele imaginou que a expressão também seria.

Seunghyun ficou quase pendurado nele enquanto suas pernas eram abertas e ele era lavado. O homem disse para ele envolver seu pescoço se as pernas estivessem sem força. Seunghyun seguiu a instrução, abraçando-o e encostando os corpos. A água morna escorria pelas curvas perfeitamente unidas.

Jaeil colocou o Seunghyun já limpo sobre a cama e checou a parte de baixo. Seunghyun teve que aguentar o olhar dele enquanto estava deitado com as pernas abertas, o que não foi nada fácil. Ser gentil desse jeito era um pouco — não, muito — constrangedor. Quando a razão voltou, foi ainda pior.

A voz seca informou que, embora estivesse inchado, não havia ferimentos, o que era um alívio. Mesmo fechando as coxas, Seunghyun não conseguiu se mover por um tempo.

Seja lá como fosse sua personalidade, o homem era extremamente sereno. Ele secou o cabelo de Seunghyun, que estava sentado sem saber onde se enfiar de timidez. O homem olhou fixamente para o rosto dele revelado pelo vento e pressionou os lábios em sua bochecha. Seunghyun fechou bem os olhos e aceitou o beijo impulsivo.

O homem, que olhava para o corpo de Seunghyun com calma, em certos momentos fazia uma expressão de quem não conseguia suportar. Com uma leve inspiração e hesitação, palavras enigmáticas saíram dele:

— Me desculpe.

Seunghyun se perguntou por que ele estava pedindo desculpas. Ele levantou as pálpebras pesadas e encontrou os olhos de Jaeil. E, gentilmente, puxou o queixo dele, que tentava desviar o olhar.

— Você está bem?

Diante da pergunta, Seunghyun deu um sorriso bobo. Por causa do sono, o sorriso era lânguido e acolhedor.

— Sim, estou bem. Não se preocupe.

Seco e fofinho pelo ar morno, Seunghyun estava apenas se sentindo bem. A vergonha de pouco antes já havia sido esquecida.

— Não doeu?

— Teve mais coisas boas do que ruins.

A cintura latejava e o baixo ventre pulsava, mas isso nem contava como dor. Seunghyun ia dizer que era forte para tranquilizá-lo, mas logo fechou a boca. Com o incidente de ontem, ele aprendeu amargamente que não era algo para se dizer levianamente.

— Vamos fazer de novo na próxima vez.

Em vez disso, Seunghyun expressou seu sentimento sincero. Com isso, beijos leves caíram repetidamente sobre ele. No fim, tornaram-se pesados, como se estivessem selando um compromisso.

Seunghyun, que não economizava sorrisos brilhantes, de repente lembrou de sua agenda. Pensando bem, ele tinha um guia em duas horas.

Quando Seunghyun tentou se mover às pressas após checar a hora, o homem o fez sentar novamente. Disse que já havia falado com Rowan, então não precisava se preocupar.

Ao olhar o cronograma, era verdade. Seu turno havia sido trocado pelo de Rowan. Havia também uma mensagem de Rowan dizendo para ele descansar bem até a tarde.

Quando Jaeil disse que precisava sair para finalizar o trabalho, um brilho de preocupação cruzou o rosto de Seunghyun. Ele teria que ir para aquele campo de batalha perigoso de novo? Observando a reação de Seunghyun, Jaeil mostrou seu dispositivo em silêncio.

Os lábios de Jaeil pousaram nos olhos arregalados de Seunghyun. Mesmo diante do alvoroço de quem olhava repetidamente sem acreditar, Jaeil agradeceu, dizendo: “É graças a você”.

Após providenciar uma refeição simples pelo serviço de quarto, ele fez um pedido a Seunghyun:

— Também entrei em contato com Daniel. Gostaria que você fizesse um check-up.

— Mas eu estou bem.

— Sua febre está alta.

Seunghyun olhou para a mão que cobria sua testa. Se o fato de sua mente estar aérea era por causa da febre, seria melhor pegar algum remédio.

Enquanto ele concordava com a cabeça, o homem apertou e massageou a parte interna da coxa dele, que estava sentado de pernas cruzadas. Foi um toque explícito que ateou fogo nos sentidos que estavam em trégua. Quando Seunghyun estremeceu e o encarou, o homem olhou profundamente em seu rosto.

— Não deixe ninguém te tocar à toa.

A voz era tranquila, mas a aura que emanava era intransigente. Seunghyun assentiu obedientemente mais uma vez.

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Continua…

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✦ Tradução, revisão e Raws: Faby&Belladonna

Ler Pôquer Sangrento (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Jaeil é um Esper Backsplash de nível A que vive em um estado sempre perigoso, pois não consegue encontrar um Guia compatível com ele. Devido a um incidente do passado, ele não confia facilmente nas pessoas e evita contato físico até mesmo com Guias. Mesmo nessas condições adversas, Jaeil tem pouco apego ao mundo e se leva ao limite. Até que um dia, ele recebe uma notícia: um novo Guia Backsplash de nível A virá ao centro. No entanto, esse Guia, Seunghyun, é do Distrito 13. O único problema? Ele não recebeu nenhuma educação e nem sequer sabe como ser um guia!?
Nome alternativo: Blood Poker Pquer Sangrento

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