Ler Ponto de virada – Novel – Capítulo 18 Online

Modo Claro

— Talvez precisemos de mais pessoas como ele aqui.

— Quem entra com más intenções é melhor sair logo.

— Quem entra com más intenções não enfrentaria os Cavaleiros Imperiais sem saber que isso seria perda de tempo. E contra o Ducado Diarca, ainda por cima.

Nathan ficou calado diante daquelas palavras. Um brilho de alegria reluziu nos olhos vermelhos de Kishiar.

— Foi uma cena muito interessante. Pena que não posso mostrar para você.

Sabendo o quanto Kishiar desprezava os nobres e os Quatro Duques, Nathan suspirou ao ver o sorriso sincero de seu mestre.

— Você deve gostar muito dele.

— Gostar dele… Bem, sim. Acho que sim.

Ele era interessante e único. Desde o começo, os olhos de Kishiar estavam sobre ele. Com esse murmúrio, Kishiar se levantou da cadeira.

— Pensando bem, Nathan, você recebeu algo enquanto eu estava fora?

— Sim, chegou uma mensagem do Palácio do Sol.

Nathan entregou uma carta curta ao mestre, presa à perna de um pombo-correio que voou até ele pouco antes da entrada de Yuder.

O Palácio do Sol era onde apenas o imperador do Império Orr podia permanecer, e até mesmo uma pequena carta enrolada trazia o símbolo do imperador, o padrão do sol, claramente visível no lacre de cera que selava o papel.

Kishiar pegou a carta, quebrou o selo e leu rapidamente.

— Hmm. Está escrito: “Traga-me a Pedra Vermelha assim que a cerimônia terminar.”

— Você não disse que a cerimônia é depois de amanhã?

— Sim, vai ser uma agenda apertada.

Kishiar jogou o papel na lareira central. O papel, lançado nas chamas da pedra de mana, que queimavam em cinco cores brilhantes, logo se consumiu sem deixar vestígios.

— Não é problema recuperar isso. Mas o sistema da Cavalaria ainda não está totalmente estabelecido. Estou um pouco preocupado com o que pode acontecer enquanto eu estiver fora por muito tempo.

— Mas não exagere. Os Cavaleiros de Peletta estão de prontidão, então, se me disser quantas pessoas precisa, eu as prepararei.

Kishiar virou a cabeça para Nathan. Franziu as sobrancelhas e sorriu suavemente, como se não fizesse esforço algum.

— Você está preocupado demais, Nathan. Acho que minha falecida mãe se preocuparia menos comigo do que você.

— Todo mundo está preocupado depois do seu Despertar, Duque. Se a sua saúde piorar…

— Eu conheço meu corpo melhor que ninguém.

Kishiar cortou silenciosamente as palavras do seu ajudante.

— Até agora, está tudo bem.

— Desculpe se estou sendo muito direto.

— Não tem problema. E os Cavaleiros… Sim, prepare cerca de cinco pessoas.

— Cinco é pouco. Então eu irei com você-

— Você tem que agir em meu lugar aqui. Quando o Palácio do Sol chamar, quem mais pode ir, se não você?

— Mas…

Ele levaria apenas cinco pessoas para carregar um objeto desconhecido chamado Pedra Vermelha. Por mais que Kishiar tentasse minimizar, o número era muito pequeno.

— Preciso ir rápido, então não posso levar muita coisa. E são só cinco cavaleiros, então acho que vou escolher algumas pessoas daqui para a missão.

— Daqui…?

Sabendo que se referia à organização que seu mestre criou, a voz de Nathan inevitavelmente ficou preocupada.

Kishiar continuou, com um olhar como se soubesse exatamente.

— Você não viu agora? É daqui que vem alguém que disse que poderia te vencer se tivesse mais tempo. Tenho observado muitas pessoas com habilidades bastante interessantes. São aqueles que receberam o poder da pedra, então talvez seja útil. De várias formas, é a melhor oportunidade para tornar o nome da Cavalaria conhecido mundialmente.

Seu mestre já tinha tomado a decisão. Kishiar não era homem que mudava de ideia uma vez decidido.

Nathan o olhou por um momento e abaixou a cabeça.

— Sim, senhor. Então vai levar ele com você?

— Acho que sim.

Kishiar sorriu suavemente novamente, falando sobre Yuder.

— Queria observar mais de perto e ver quão confiante ele é, porque tem muito poder. A atitude dele, que não liga para se é nobre ou família imperial, é muito interessante. Não acha que vai ser divertido provocá-lo um pouco?

— Por favor, não se interesse demais.

O rosto gelado de Nathan demonstrava preocupação. Kishiar la Orr não dava muita atenção a certas coisas, mas uma vez que algo interessante surgia, ele não hesitava até resolver.

Até agora, a disposição do mestre nunca causou problemas maiores. Mas ele pensava que, se o interesse de seu mestre em um plebeu que acabara de conhecer aumentasse, isso poderia se tornar um problema pela primeira vez. Pouco se sabia sobre os Despertados desde dois anos atrás. Enquanto a força deles não fosse totalmente conhecida, ele tinha que prevenir qualquer coisa que pudesse prejudicar seu mestre o máximo possível.

— Haha. Só para o caso de eu me machucar?

— … Sei que não vai acontecer, mas existe a possibilidade.

— Não se preocupe, Nathan. Se fosse tão comum me machucar, não teria motivos para sofrer.

Kishiar deu um tapinha no ombro de Nathan.

— É uma vida entediante quando tenho que capturar qualquer coisa e liberar o que acumulei dentro com força. Comparado a isso, é natural e interessante.

— … Bem, agora você também deveria ir descansar.

Abaixando a cabeça para o mestre que disse isso, Nathan saiu dos aposentos e entrou em outro cômodo para si.

Mesmo depois que seu fiel ajudante desapareceu, Kishiar la Orr permaneceu parado em frente à lareira central acesa, sem se deitar.

Diferente da chama vermelha feita pela queima de madeira, o fogo produzido pela queima das pedras mágicas criava um brilho misterioso de cinco cores, queimando por mais de 10 dias com um punhado de pedras, sem soltar fuligem ou cinzas. Além disso, era possível criar um tipo de lareira tão bonita porque não precisava de ventilação.

Quando foi inventada, era tratada como mágica pelos que usavam fogo de madeira e magos, mas agora podia ser vista em qualquer lugar.

Por isso Kishiar la Orr mandou instalar a lareira especificamente no centro de onde morava.

Será que os resultados que ele criava aqui seriam considerados como aquele fogo? A resposta ainda era desconhecida.

______________________________

Dois dias depois, uma cerimônia de concessão de sobrenomes foi realizada em um espaço aberto em frente à acomodação onde os membros da Cavalaria ficavam, envolvendo mais da metade de todos os membros.

Era uma cerimônia especial, realizada apenas algumas vezes na história do império em mais de mil anos. Os rostos dos membros que recebiam o sobrenome diretamente do imperador estavam cheios de emoção.

“Mesmo que a realidade seja dura.”

Yuder estava ali, em um uniforme preto, como um deles. Originalmente, um evento assim deveria ser assistido pelo próprio imperador que concederia o sobrenome ou nome.

No entanto, o número de pessoas a serem agraciadas era muito grande, e já fazia vários anos que o imperador não aparecia direito em reuniões para discutir assuntos de estado devido a problemas de saúde.

Portanto, o local da cerimônia não era o palácio imperial, mas um pequeno terreno vazio em frente ao prédio da Cavalaria. E, no lugar do imperador, estava o Comandante da Cavalaria, Kishiar la Orr, carregando um édito real com o selo e em pé no pódio. Não era diferente do que parecia quando os membros se reuniam e a cerimônia era anunciada.

Mas só isso já era suficiente para impressionar os membros. Receber um sobrenome significava escapar do status de plebeu e se elevar acima deles. Os plebeus eram libertados de muitas tarefas duras, recebiam muitos benefícios e podiam passar seus sobrenomes para suas famílias.

Ou seja, uma família poderia ser formada. Eles poderiam até se tornar nobres, embora não fossem iguais aos nobres com territórios e títulos.

Quando um plebeu se tornava cavaleiro, a única ocupação que podia almejar avanço de status, recebia o título de “Sir”. E o título não podia ser passado para sua família, o que era um benefício incomparavelmente inferior.

Isso era exatamente o que significava ser chamado assim.

— E é um sobrenome que Sua Majestade o Imperador concede. Meu Deus, parece irreal.

À medida que os nomes eram chamados um a um, Kanna, que estava ao lado de Yuder, segurava a bochecha com o rosto emocionado.

— Ainda não fizemos nada e não sei se realmente merecemos tudo isso.

— Claro que merecem. Depois, você vai se acostumar a ganhar mais recompensas a cada missão grande que completar.

No caso de Yuder, como comandante na época, ele recebeu terras e um sobrenome do próprio imperador. E quantas mansões ele tinha na Capital?

Com tantos tesouros raros, servos e todos os tipos de títulos honrosos, nenhum deles parecia mais tão importante depois. Era uma memória meio engraçada de se pensar agora.

— Yuder, você não está feliz? Sorria um pouco mais.

— Estou feliz.

Kanna sussurrou, abaixando a voz como se a expressão de Yuder ao lembrar do passado parecesse muito dura.

Ele respondeu, mas não parecia convencido.

— Tem certeza que está feliz? Não parece…

— Próximo é Kanna.

— Sim!

Por sorte, naquele momento, chamaram o nome de Kanna. Yuder assistiu Kanna subir ao pódio.

— Eu concedo a Kanna da Cavalaria o honroso sobrenome “Wand”.

— Eu- muito obrigada.

Kanna Wand, que recebeu o novo sobrenome, se virou e cumprimentou com lágrimas nos olhos.

Era a única cena que não existia no passado.

— Próximo, Yuder.

 

Continua…

Ler Ponto de virada – Novel Yaoi Mangá Online

Yuder era um Ômega plebeu que ascendeu ao topo com sua habilidade. Quando ele acordou novamente após ser falsamente acusado e executado, ele estava de volta 11 anos antes de tudo começar. Uma chance de voltar… Ele não deve repetir o mesmo erro de antes. Para sobreviver e salvar o mundo, agora ele tinha que salvar o homem que havia matado!
Nome alternativo: Turning

Gostou de ler Ponto de virada – Novel – Capítulo 18?
Então compartilhe o anime hentai com seus amigos para que todos conheçam o nosso trabalho!