Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 119 Online


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Deep Pivot — Capítulo 119

Seojoon e Yeonwoo retornaram ao centro depois de pegar sushi em um restaurante japonês e comprar o pão favorito de Jeongwoo.

— O que faremos depois do almoço? – Yeonwoo perguntou.

— Vamos começar pela loja de departamentos. – respondeu Seojoon, com o olhar percorrendo a roupa de Yeonwoo. O uniforme escolar sob o longo casaco acolchoado parecia incomodá-lo.

— Precisamos tirar esse uniforme de você antes do nosso encontro.

— Viu, foi por isso que eu disse que deveria ter matado aula hoje. Aí eu não teria usado esse uniforme…

— E agora você está ganhando roupas novas por causa disso.

— Você já me comprou muitas roupas novas da última vez.

Yeonwoo tocou delicadamente em seu casaco acolchoado recém-adquirido. Normalmente, ele teria enfrentado o inverno com apenas um moletom de lã, mas agora tinha um casaco novinho em folha — uma novidade para ele.

Enquanto Jeongwoo, que estava sempre no hospital, recebia casacos novos regularmente, o próprio Yeonwoo se contentava com roupas usadas ou suportava o frio com um moletom fino.

— Vamos pegar mais. Da última vez, era um casaco acolchoado. Desta vez, vamos te dar um sobretudo de verdade.

— Queria que tivéssemos o mesmo tamanho. Aí eu não precisaria de roupas novas; poderia simplesmente usar as suas.

— Não seja ridículo. Você acha que eu te emprestaria minhas roupas só porque elas servem?

Seojoon sorriu alegremente, e Yeonwoo, tentando não parecer óbvio, observou seu rosto atentamente. Naquela manhã, Seojoon estivera tão instável, mas agora parecia perfeitamente normal, como se nada tivesse acontecido nos últimos dias.

— …

Momentos como esses faziam com que Yeonwoo se sentisse distante de seu parceiro mais velho e tranquilo.

“Se eu pudesse ver o que se passa na mente do tenente.”

Embora tivessem se conhecido sete anos antes, só se aproximaram há menos de seis meses. Yeonwoo ainda não sabia muito sobre Seojoon. Quando ele decidia esconder algo, Yeonwoo não tinha experiência para perceber.

— Não se sinta pressionado a comprar roupas para você. – Seojoon começou. – Eu faço isso porque eu gosto—

Puff! Um estrondo alto veio da direção do escritório do Coronel Jin, seguido por gritos fracos. As vozes pertenciam ao Coronel Jin e a Cheong-oh.

— Uau, parece que eles estão brigando. – disse Yeonwoo, olhando para o escritório no final do corredor.

A porta se abriu como se fosse quebrar, e Cheong-oh saiu furioso. Lá de dentro, a voz furiosa do Coronel Jin soou claramente.

— Quem diabos te ensinou a xingar seu pai desse jeito?

— Quem mais? Você fez! – gritou Cheong-oh de volta.

Yeonwoo, assustado, olhou para Seojoon, que agarrou seu braço.

— …Vamos pegar outro caminho, Yeonwoo. – disse Seojoon calmamente.

Yeonwoo assentiu, deixando Seojoon levá-lo embora. Atrás deles, a discussão acalorada continuava a se intensificar.

— Jin Cheong-oh! Não importa o que você diga, você é apenas um espectador covarde—!

— Espectador? Um espectador ainda é melhor que um assassino, seu f—

— O que você acabou de dizer, seu pequeno—!

O passo de Seojoon acelerou, e Yeonwoo se apressou para acompanhá-lo enquanto desciam as escadas. Seja qual for o motivo da briga, parecia sério demais para intervir.

…Uma escolha feita por ele mesmo… centenas de vidas… sem coragem para impedi-lo! Se você ficar parado… a absolvição não é possível… Portões… o primeiro a celebrar…!

Os fragmentos da discussão se dissiparam e, por fim, desapareceram completamente. Seojoon continuou caminhando em direção ao quarto de Jeongwoo no hospital, seguido por Yeonwoo, que olhou para as mãos unidas de ambos. A palma de Seojoon estava úmida de suor.

Assim que a porta do quarto do hospital se abriu, uma pequena figura veio correndo em sua direção, arrastando um suporte de soro. Assustado, Yeonwoo soltou a mão de Seojoon para agarrar o tubo de soro e firmar o suporte, temendo que a corrida imprudente de Jeongwoo pudesse causar um acidente.

✽✽✽

— Tenente, eu realmente não tenho nenhum motivo para usar roupas como essas…

Seojoon segurou uma gravata no pescoço de Yeonwoo antes de mudar para outra cor e tentar novamente.

— Você vai precisar deles eventualmente. Depois que você se formar e começar a viver em sociedade, haverá muitas ocasiões para trajes formais — casamentos, funerais, o que você quiser.

— …Mas eu realmente preciso comprá-los agora?

Yeonwoo olhou para a pilha de sacolas de compras empilhadas no canto do sofá. Começava com roupas casuais para substituir seu uniforme escolar do dia, seguidas por um relógio caro, sapatos, uma carteira e agora um terno. Seojoon parecia desesperado para comprar tudo para ele.

Yeonwoo não conseguia dizer se essa era a ideia habitual de Seojoon para um encontro ou se algo em seu humor havia mudado, tornando hoje uma exceção.

Depois de percorrer toda a loja de departamentos, Seojoon finalmente colocou a montanha de sacolas no porta-malas do carro. Para alguém como Yeonwoo, acostumado a se preocupar com cada 500 ou 1.000 wons, ver tanto dinheiro ser gasto em um único dia era surreal — especialmente sabendo que tudo era gasto com ele.

— Este é um presente de formatura, então não se sinta pressionado.

— Com tudo isso, sinto que deveria me formar cem vezes mais.

— Mesmo tudo isso junto não chega à altura dos meus sentimentos. Um único presente não basta, então aceite com alegria, ok?

— …Então eu pago por este.

— Eu já paguei.

Yeonwoo ficou boquiaberto. Pela segunda vez, ele se viu em um restaurante sofisticado que cobrava pelos seus pratos minúsculos o mesmo valor que o número de zeros na conta sugeria. A primeira vez foi quando Seojoon o pediu em casamento.

— Tenente, isso é demais! Posso usar meu cartão, sabia? Sou adulto — até tenho dois cartões!

Seojoon simplesmente riu da reclamação exagerada de Yeonwoo.

— Isso é realmente demais…

Embora não pudesse igualar o nível de generosidade de Seojoon, Yeonwoo sempre tentava retribuir a gentileza da melhor maneira possível.

— Você é tão estranho, Yeonwoo.

— O que você quer dizer?

— Somos uma família, não somos? Meu dinheiro é seu dinheiro, e seu dinheiro é meu. Você comprou tudo isso hoje. Não precisa me agradecer.

— …Até os membros da família administram suas finanças separadamente.

Seojoon caiu na gargalhada com a resposta séria dele. Yeonwoo não conseguia entender o que era tão engraçado. Mantendo o tom sério, ele continuou.

— Estou juntando dinheiro para poder comprar o que você quiser um dia. Então, por favor, não toque no meu dinheiro.

Yeonwoo apertou a mão de Seojoon com força ao terminar de falar, raspando cuidadosamente um pouco de atum do seu prato de amuse-bouche. Removendo o óleo de trufas que Seojoon não gostava, ofereceu-lhe o pequeno pedaço de atum.

— …Suas covinhas estão realmente aparecendo hoje, Tenente, – Yeonwoo comentou enquanto observava Seojoon comer.

— Covinhas?

Yeonwoo passou o polegar pela maçã do rosto de Seojoon, logo abaixo do olho esquerdo.

—Aqui. Você não sabia que tinha uma?

Seojoon riu baixinho, parecendo confuso.

— Eu não tenho nada parecido.

— Você tem sim.

Yeonwoo tirou a carteira, a novinha que Seojoon havia comprado para ele na loja de departamentos. Sem mais nada dentro, ela continha apenas uma foto.

— Olha isso.

Seojoon olhou de soslaio para a Polaroid dele e de Jeongwoo, mas balançou a cabeça.

— Ainda não entendi. Nunca ouvi ninguém dizer que tenho covinhas.

— Então acho que são só para eu ver. Talvez eu te ame tanto que percebo coisas que ninguém mais nota.

Os olhos cinzentos de Seojoon desviaram-se da foto para Yeonwoo. Ao encontrar seu olhar, Yeonwoo sorriu suavemente, esperando que Seojoon o achasse ainda mais cativante naquele momento.

— …

Mas Seojoon não reagiu como de costume. A conversa continuou se interrompendo, deixando um silêncio pesado que Yeonwoo não conseguia entender direito.

Com uma expressão fraca, quase de dor, Seojoon se inclinou e o beijou.

— …Isso é ruim. -ele murmurou.

Beijinho, beijinho. Seus lábios roçaram a boca, a bochecha e o nariz de Yeonwoo em rápida sucessão.

— Você é lindo demais, Yeonwoo. …Você está me deixando ganancioso.

— Não é o suficiente, Tenente. Quero que você seja ainda mais ganancioso. – respondeu Yeonwoo. Seojoon riu baixinho, o som baixo ecoando suavemente. Ao ver o sorriso retornar ao rosto de Seojoon, Yeonwoo sentiu-se aliviado, afastando o constrangimento que sentira antes.

Ding. Os dois telefones tocaram simultaneamente, o som familiar de um alerta de desastre. Nível de Perigo 4. Um Portal de pequena escala havia sido aberto em um centro cultural no Distrito 6.

O silêncio no grupo de bate-papo da SAU sugeria que não havia necessidade imediata de mobilização. Yeonwoo guardou o celular no bolso e se virou para Seojoon.

— …

O celular de Seojoon ainda exibia a mensagem de alerta de desastre. Normalmente, ele não se dava ao trabalho de lê-las, a menos que fossem ordens de mobilização. Algo parecia estranho.

O fraco brilho azul da tela refletiu-se em seus olhos, que encararam a mensagem por tempo demais, piscando com inquietação.
 

↫─☫ Continua….

⌀ ⌀ ⌀
✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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