Ler Pivô Profundo (Novel) – Capítulo 110 Online


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Deep Pivot — Capítulo 110

Seojoon, que havia fechado os olhos brevemente nos aposentos da equipe na base de pesquisa, voltou a se preparar para seu retorno à Coreia. Hee-min, ocupado discutindo algo sem parar com os pesquisadores, não era visto há algum tempo e parecia ter parado de dormir completamente.

Depois de um rápido banho e uma troca de roupa, Seojoon saiu primeiro e pegou o celular enquanto esperava por Hee-min. O telefone em sua mão tocou algumas vezes antes que um rosto familiar aparecesse na tela.

— Tenente…

O rosto desgrenhado de Cha Yeonwoo preenchia o quadro, suas feições turvas de sono. Os lábios de Seojoon se suavizaram inconscientemente em um sorriso.

— Yeonwoo, é hora de levantar.

— Mmm… – Yeonwoo gemeu baixinho, enterrando o rosto no travesseiro. A visão era tão cativante que o coração de Seojoon doeu de compaixão, e seu rosto se contorceu involuntariamente de preocupação.

— Se você está tão cansado, por que não pede para a Songhee deixar você faltar às aulas da manhã?

Ele se sentiu incomodado ao lembrar como havia convencido Yeonwoo a dormir mais cedo, acalmando seus murmúrios inquietos até tarde da noite.

— Você vai voltar hoje, Tenente?

Espiando por trás do travesseiro com os olhos inchados, Yeonwoo olhou para Seojoon.

— Ainda não tenho certeza. Depende de quando o Doutor Kang terminar seu trabalho.

Yeonwoo, esfregando os olhos, de repente deu um sorriso suave.

— Você me despertar é realmente emocionante.

— Vejo que há muitos motivos para ficar animado. – respondeu Seojoon com uma risada. Seus olhos cinzentos, observando com ternura cada mudança de expressão de Yeonwoo, refletiam uma afeição desenfreada.

— Já sinto sua falta…

— Também sinto saudade.

— Quando você voltar, Tenente…

Ainda atordoado pelo sono, Yeonwoo parecia ainda mais suave e doce do que o normal, sua voz um murmúrio suave.

— Por favor, me beije bastante. O dia todo… Me abrace, fique comigo…

— Nada mais em mente? – provocou Seojoon, de leve.

— …Mais alguma coisa? – Os olhos sonolentos de Yeonwoo piscaram lentamente antes de fecharem. Mesmo através da pequena tela, Seojoon conseguia ver as pontas de suas orelhas e os cantos de seus olhos ficarem vermelhos. Suas bochechas, recém-dormidas, coraram quase imediatamente.

Seojoon se viu cativado. A visão adorável e terna dissipou as duras realidades da base de pesquisa, os espécimes do portal e sua conversa anterior com o Sem Nome.

— O que você estava imaginando, Yeonwoo? Agindo como um pervertido, pensando coisas estranhas logo de manhã.

— Mmm… – Yeonwoo gemeu, agarrando o travesseiro de Seojoon com força em seus braços, como se estivesse determinado a esmagá-lo.

— …Eu realmente quero ver você, Tenente.

A voz de Yeonwoo, agora mais clara, transparecia uma sinceridade crua. Seus olhos azuis, agora totalmente despertos, fitavam a tela com um anseio silencioso.

Quero te abraçar. Quero te tocar. Quero te beijar… Cada desejo não expresso brilhava nitidamente em seu olhar.

Seojoon sabia que o corpo de Yeonwoo provavelmente estava aquecido de desejo agora. Em circunstâncias diferentes, ele poderia ter entrado em um espaço privado e se entregado a uma conversa apaixonada com Yeonwoo. Ver Yeonwoo, ainda sonolento, entregar-se à felicidade teria sido tentador.

Mas a fantasia passageira se dissipou quando a realidade se intrometeu.

— Olá.

Seojoon virou a cabeça na direção da voz e rapidamente se dirigiu a Yeonwoo.

— Yeonwoo, preciso ir agora.

Olhando com carinho para Yeonwoo, que ainda estava agarrado ao travesseiro, Seojoon sorriu gentilmente.

— Eu te ligo de novo.

— Sim, Tenente. Vou mandar uma mensagem.

A ligação terminou, e Seojoon guardou o telefone no bolso, concentrando-se no homem que se aproximava dele.

— Prazer em conhecê-lo. – disse o homem, estendendo a mão.

Ele aparentava ter entre 40 e 45 anos e vestia-se de forma diferente dos outros pesquisadores. Era evidente que não era um pesquisador de campo.

— Peço desculpas pela demora. Acabei de voltar de uma viagem para outra base. – acrescentou o homem.

Seojoon apertou as mãos, sentindo uma vaga sensação de desconforto. As íris verde-claras do homem brilharam levemente enquanto ele continuava.

— É a primeira vez que você pisa em solo estrangeiro como um Sem Nome, não é?

Seojoon estreitou os olhos levemente para o homem. Ele sabia claramente quem era ele. Oficialmente, Seojoon estava ali como pesquisador, e o fato de ser um Sem Nome era conhecido apenas por alguns poucos em posições críticas, incluindo o diretor.

Quem exatamente era esse homem…?

— Deixe-me perguntar uma coisa. Agora que o Sem Nome deixou a Coreia, você acha que os portais de lá vão se abrir… ou permanecerão fechados?

Seojoon instintivamente examinou os arredores. A ampla área reservada para aeronaves na base estava deserta.

Eram só os dois.

— …

Seojoon se absteve de perguntar a identidade do homem. Ele já sabia, por Hee-min, do que se tratava. Seojoon não era mais uma flor alheia em uma estufa.

— Uma pergunta difícil, não é?

O Diretor Adjunto da IGTS. Aquele que certa vez enviou assassinos, incluindo Viktor, para provocar minha fúria.

Era ele. Seojoon soube instintivamente. Seu olhar, antes suavizado pela conversa com Yeonwoo, agora se tornava frio enquanto observava o homem em silêncio.

— Então, uma segunda pergunta. – disse o Diretor Adjunto com um sorriso.

— Se um Sem Nome da Coreia tivesse de fúria nos EUA, onde os portais desapareceriam? Nos EUA ou na Coreia?

O olhar de Seojoon se voltou brevemente para os braços do homem, entrelaçados às costas. Um pensamento fugaz lhe passou pela cabeça: Será que ele estaria escondendo uma arma?

Mas não importa o quão infame esse homem seja por sua loucura, ele provavelmente não seria tolo o suficiente para atacar um Sem Nome de uma nação aliada no meio da base de pesquisa conjunta da NASA.

— Se você quiser confirmar por mim. – disse Seojoon baixinho, encontrando os olhos do homem. – eu não vou impedi-lo. Mas satisfazer sua curiosidade vale mais do que sua vida?

Sua voz era baixa, mas cada palavra tinha peso.

— Eu lhe asseguro que seria mais rápido eu matá-lo do que você me fazer perder o controle.

O Diretor Adjunto riu baixinho.

— Claro. Eu também valorizo a minha vida.

Suas mãos entrelaçadas relaxaram e se moveram para a frente. O olhar penetrante de Seojoon acompanhava cada movimento. O dorso da mão do homem apareceu, vazio.

— A teoria predominante é que o alcance das manifestações do portal é determinado não pela localização atual de um Sem Nome, mas por seu ponto de origem.

O homem finalmente revelou ambas as mãos vazias, com as palmas para cima, e continuou.

— Mesmo que eu provocasse você aqui, isso só poderia beneficiar a Coreia. Por que eu deveria correr tantos riscos por outro país?

Seojoon, confirmando que o homem não estava armado, finalmente desviou o olhar e virou o corpo ligeiramente. Lado a lado, os dois observavam a extensa pista.

— Você já conheceu o Sr. Donovan? – perguntou o Diretor Adjunto.

Seojoon deu um breve aceno de cabeça, o que provocou uma resposta.

— O Sr. Donovan não gosta muito de mim.

Seojoon lembrou-se das palavras que Eric usara para descrever o Diretor Adjunto. O sentimento ia além da antipatia — era puro ódio.

— Conduzi muitos experimentos com o Sr. Donovan. – admitiu o homem, com um leve sorriso nos lábios. – Ele não foi muito cooperativo, mas suas contribuições foram cruciais para o aperfeiçoamento dos espécimes do portal.

O motivo do ódio de Donovan estava agora cristalino. Antes mesmo de o termo Sem Nome ser escolhido, o próprio Seojoon havia sido submetido a inúmeras coletas de amostras sob diversos pretextos, com seu corpo explorado tão casualmente quanto a respiração. Essas amostras foram consumidas em inúmeros estudos, tanto no país quanto nas bases da NASA.

Desde que Hee-min se tornou diretor do Instituto de Pesquisa Gate da Coreia, tais incidentes diminuíram significativamente para Seojoon, mas parecia que Eric não teve tanta sorte.

— Você viu? Aquela… coisa. -perguntou o homem.

— Sim. – respondeu Seojoon secamente.

Mesmo que não quisesse, a imagem grotesca do espécime de silicone no tanque permanecia vividamente em sua mente.

— Não é lindo?

Seojoon virou a cabeça bruscamente para encarar o homem, sem saber se estavam pensando a mesma coisa. Mas o Diretor Adjunto, sem se incomodar com o olhar horrorizado de Seojoon, continuou falando.

— Reproduzir a forma de um deus com mãos humanas… não é realmente maravilhoso?

Seojoon franziu as sobrancelhas, perguntando-se se tinha ouvido errado. Mas não, o homem havia dito claramente “Deus”.

— Você acha que essa coisa é um ser divino? – perguntou Seojoon, com a voz carregada de descrença.

— Está em toda parte, mas é palpável. É ameaçador, mas gentil. Existe sem forma, mas tem uma forma. Às vezes…

Os olhos do Diretor Adjunto encontraram os de Seojoon, calmos, mas iluminados por uma intensidade inegável.

— É avassalador.

Ele estava citando as palavras de Sergey Onopko de uma década atrás.

— Nós, humanos, ainda não compreendemos os limites do universo. Se algo pudesse abranger não apenas milhões, mas incontáveis universos em sua extensão, de que mais poderíamos chamá-lo senão deus?

Um arrepio percorreu a espinha de Seojoon, subindo até a base do crânio. Os olhos verde-claros do homem brilharam assustadoramente. Seojoon olhou para as mãos novamente, por reflexo. Elas ainda estavam vazias.

— Você consegue imaginar o quão insignificante esta Terra deve parecer para um ser tão absoluto?

A tensão, mais intensa do que qualquer outra que Seojoon sentira no primeiro encontro, se estendeu entre eles. O vice-diretor se aproximou. Seojoon, inconscientemente, deu um passo para trás.

Os olhos brilhantes e inabaláveis do homem o encaravam, cheios de uma loucura serena, porém inflexível.

— Vocês… nada mais são do que calamidades concedidas à humanidade por um deus.

Seojoon prendeu a respiração, cativado pela intensidade do olhar do homem. Seus próprios olhos se estreitaram enquanto ele recuperava a compostura.

— A fúria do australiano Sem Nome… foi obra sua?

O Vice-Diretor deu mais um passo à frente. Desta vez, Seojoon não recuou.

— E se fosse? – respondeu o homem, com um leve sorriso nos lábios.

 

 

↫─☫ Continua….

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✦ Tradução, revisão e Raws: Yuki&Belladonna

Ler Pivô Profundo (Novel) Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Devido a um trauma, o esper Ji Seo-joon se recusava a ter um guia exclusivo. Por causa de sua aversão ao contato com guias e das constantes baixas taxas de compatibilidade, ele vinha recebendo guiamentos de baixa qualidade há anos.
Diante de Seo-joon, que estava à beira de explodir devido ao acúmulo de fadiga, surgiu um guia com uma taxa de compatibilidade milagrosa.
【98,8%】
O protagonista com um número sem precedentes, Cha Yeon-woo, ainda era um estudante do ensino médio que nem sequer havia se formado. Ele foi lançado ao campo sem passar por treinamento, como se não se importassem se ele morresse.
“Ah, eu não sou uma criança. Tirei um ano de folga, então tenho vinte anos… Espero que você não diga que sou muito novo, mesmo que não saiba os outros motivos.”
Seo-joon não pôde deixar de sentir um aperto no peito diante da aparência inocente e dedicada do guia novato…
Nome alternativo: Piv Profundo Deep Pivot

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