Ler Passion – Novel – Capítulo 29 Online

Aqueles que ameaçaram “Só espere, esta tarde durante a luta de treino, vou te fazer chorar” em sua maioria cumpriram a palavra. Antes mesmo do comando para iniciar a luta ser dado, eles já estavam enfileirados, prontos como se fossem se despedaçar.
Eles se encaravam com olhos afiados, e assim que o sinal de início soou, avançaram contra seus oponentes designados. Era literalmente uma “luta até a morte”. Conseguiram espancar os adversários a ponto de lágrimas e sangue escorrerem sem parar.
Em outras palavras, eles próprios também foram espancados até virar um bagaço.
Jeong Taeui, posicionado na retaguarda, observava seus companheiros e rivais saírem de cena um a um, cobertos de sangue, e ficou completamente chocado com a situação.
— Eles estão todos loucos?
Jeong Taeui disse seriamente enquanto esfregava o queixo, e a pessoa logo atrás dele, Yuan Hao, também assentiu solenemente.
— Sim. Para esses lunáticos, o único remédio é o bastão. Bater neles desse jeito na verdade é bom para eles. Em que outro lugar do mundo eles aprenderiam tais coisas?
— ……
Ele sempre agia de forma alegre e animada, então Jeong Taeui pensava que aquele homem era normal, mas no fim descobriu que também era louco… Claramente, as pessoas não eram más, mas essa região tinha problemas. Era realmente uma sociedade que forçava as pessoas a beber*.
Jeong Taeui olhou para Yuan Hao com pena por um instante, e depois se afastou. Bem na frente dele, dois homens brigavam como cães e gatos. Eles se atacavam ferozmente. O instrutor parecia se preocupar apenas se eles seguiam as regras de combate estabelecidas, independentemente de o chão estar encharcado de sangue. Se alguém declarasse derrota ou ficasse claro que a luta tinha um vencedor, ele interromperia o combate.
Hoje, a enfermaria sem dúvida ficaria sobrecarregada. As camas não seriam suficientes, e olhando para a condição deles… Se fossem deitados juntos na enfermaria, continuariam jogando coisas uns nos outros e brigando mesmo deitados. Certamente, acabaríamos sem remédio.
Jeong Taeui duvidava da necessidade desse treinamento misto e se perguntava se tais lutas realmente iriam melhorar alguma coisa. Mas, à medida que os combates continuavam, ele deixou esses pensamentos de lado.
Após cada luta, o instrutor apontava os pontos-chave do combate recém-concluído. Ele observava e lembrava cada pequeno detalhe com precisão, como o oponente se virando para bloquear com o pé direito em um ângulo quase reto quando a mão esquerda do outro subia. Quando reproduziam o vídeo da luta, as palavras do instrutor se mostravam totalmente corretas.
Mais surpreendente era que até mesmo os homens ao redor, que pareciam gritar como loucos, entendiam quais movimentos influenciavam o resultado e conheciam os pontos fortes e fracos de cada pessoa.
A luta parecia caótica, mas para os espectadores, era um excelente material de estudo. E os espectadores eram tão bons que conseguiam reconhecer isso.
Jeong Taeui coçou o pescoço e murmurou para si mesmo. Era verdade: mesmo que só percebesse isso ocasionalmente, essas pessoas aparentemente loucas eram, na realidade, excelentes quando vistas de fora. Até o colega de equipe que acabara de ser arrastado para fora, coberto de sangue, era um agente especial da Agência Central de Inteligência (CIA)*, autorizado a estudar na filial desde o ano passado até o final deste ano como parte de um curso de treinamento profissional. Muitas pessoas vinham de outros órgãos públicos para se desenvolver através de estágios.
— Por que pessoas tão excelentes arriscariam suas vidas por coisas tão triviais?
Jeong Taeui balançou a cabeça e suspirou.
— Não suspire. Não se preocupe em morrer. Se as coisas ficarem muito ruins… bem, não posso dizer para se render, mas finja desmaiar e deixe alguém te carregar para fora. Mas antes disso, tente acertar seu oponente com força.
Yuan Hao agarrou os ombros de Jeong Taeui e falou por trás. Parecia que esse amigo havia entendido errado as intenções de Jeong Taeui, pensando que ele estava preocupado porque sua vez estava quase chegando.
Jeong Taeui percebeu que realmente não queria ser derrotado e se sentiu apreensivo ao observar seu oponente. E ele estudou a pessoa com quem iria lutar.
Bastou um olhar para perceber que o adversário era muito forte. Ele esperava que a aparência feroz fosse apenas um blefe e que, na realidade, ele fosse fraco, mas ao observar os músculos, ficou claro que eram formados por combates reais, não na academia. Seus olhos e expressão também estavam muito calmos.
Claramente, ele era um dos mais fortes desse grupo. Que azar para Jeong Taeui.
Após o término da luta anterior, com o instrutor resumindo os pontos-chave e discutindo com os colegas, Jeong Taeui se levantou com uma careta quando seu nome foi chamado, como se tivesse acabado de mastigar um inseto.
— Vença e volte!
— Acerta ele! Acerta ele!!
— Eu acredito em você. Mestre das artimanhas!!
Nenhuma palavra de incentivo soava agradável. O melhor incentivo, “Vença”, não era algo com que ele tivesse confiança de cumprir.
Mesmo sem ter certeza de que venceria, Jeong Taeui tinha bastante confiança em sua habilidade de ler as pessoas. Olhando para seu oponente, pensou amargamente que não conseguiria derrotar aquele homem.
Então, o melhor método era exatamente aquele método.
— Levar menos pancadas é o melhor.
Jeong Taeui murmurou para si mesmo e reuniu sua determinação. Quando o instrutor sinalizou o início, ele começou a enfrentar seu adversário.
O oponente havia aprendido várias artes marciais de forma estruturada desde o início, passo a passo. Além disso, era muito flexível e esperto. Enfrentar alguém assim diretamente era difícil de vencer. Nem pense em vencer: apenas lidar com ele já era complicado. O melhor era evitar.
Mas em uma situação em que não dava para evitar, a única forma era tentar levar menos pancadas.
Se Jeong Taeui tinha alguma habilidade de combate melhor que os outros, era a habilidade de “Levar Menos Pancadas”.
Era uma técnica de sobrevivência com um pouco de estratégia, mas Taeui havia descoberto que era muito útil no serviço militar. Havia vários métodos, mas o mais básico e simples de Jeong Taeui era se aproximar do oponente quando ele balançasse o punho e recuar ligeiramente no momento do impacto. Um método que outros poderiam achar risível, mas que era muito eficaz se usado corretamente.
Mas, de qualquer forma…
— Ainda dói, droga.
É claro que levar golpes continuamente era naturalmente doloroso. Levar menos pancadas apenas significava reduzir um pouco a dor, não eliminá-la ou torná-la imperceptível.
Enquanto tentava encontrar uma oportunidade para socar ou chutar o oponente a cada golpe que recebia, Jeong Taeui continuava murmurando em sua mente: “dói tanto!”
Mas o homem que enfrentava Jeong Taeui também parecia insatisfeito com os golpes vagos, sua expressão ficando cada vez mais sombria. Ocasionalmente, quando era atingido levemente uma ou duas vezes, seu rosto ficava ainda mais desagradável.
Ao ver aquele rosto, Jeong Taeui pensou que, se fosse atingido mais uma vez, certamente seria enviado direto para a enfermaria.
Naquele momento, o homem finalmente mostrou raiva e desferiu um soco direto. Jeong Taeui estava considerando se deveria receber o golpe e desabar, mas foi atingido antes que pudesse pensar mais.
— Urgh…
Jeong Taeui não conseguiu gritar. No instante em que foi socado, percebeu que até então realmente havia levado golpes da forma menos dolorosa possível. Aquele soco direto doeu tanto que ele sentiu seus órgãos internos querendo sair pela boca. E parte dele se sentiu sortudo e desabou no chão.
Ele realmente queria que tudo acabasse ali e sentia tanta dor que não conseguia se levantar.
Quando Jeong Taeui se deitou completamente e disse: — Perdi, seu oponente parecia ainda mais irritado. Sua expressão mostrava insatisfação por não ter tido uma luta satisfatória, já que seu adversário havia caído. Ao ver aquela expressão, apesar da dor, Jeong Taeui esboçou um leve sorriso.
— Não basta essa surra pra você, seu desgraçado?
Parecia que o significado foi compreendido pelo oponente, deixando seu rosto ainda mais furioso, mas o instrutor já havia ordenado a interrupção. Ele teve que se levantar, suspirando frustrado.
Jeong Taeui ficou deitado, esperando que algum colega de equipe viesse carregá-lo, mas recebeu apenas palavras frias dizendo para não fingir e abrir caminho rapidamente para Yuan Hao.
— Aff, nenhum colega confiável.
Jeong Taeui murmurou e se levantou lentamente.
Yuan Hao foi o último; embora também estivesse completamente acabado, ele desferiu não poucos golpes. Após muito tempo, terminou sua luta e se arrastou para fora quando já passava bastante do horário normal.
O tempo de cada luta não era longo, mas o instrutor apontando os pontos-chave e discutindo com os colegas consumia bastante tempo, então apenas cerca de 78 lutas já haviam levado um tempo considerável.
Apesar de constantemente xingarem e provocarem uns aos outros, ao final do dia todos estavam visivelmente exaustos. Analisar e observar já era cansativo, sem contar ter que participar de uma luta, então não era surpresa que estivessem desgastados.
Jeong Taeui não foi exceção. Assim que o instrutor declarou o fim e deixou a sala, ele desabou sobre a mesa. Seus colegas continuaram com as brigas verbais e começaram a lutar como ao meio-dia, mas Jeong Taeui não tinha força nem disposição para detê-los.
Enquanto discutiam alto por um tempo, Tou, que estava bebendo água, aproximou-se de Jeong Taeui.
— Você levou muita surra mais cedo? Volte para seu quarto e durma.
— E você? Parecia estar sangrando da cabeça aos pés, mas agora parece saudável.
— Aquelas pessoas fizeram até um Buda reclinado se levantar*
Jeong Taeui permaneceu em silêncio. Ali, ficar calado era a melhor forma de se proteger.
Eles ficaram mais barulhentos, como no processo do meio-dia. Se não fosse pelo cansaço após um dia de trabalho, talvez já tivessem agarrado as golas um do outro e lutado no chão ensanguentado.
Jeong Taeui se levantou, cambaleando. Caminhou em direção à porta enquanto ainda ouvia os xingamentos e provocações atrás de si. Yuan Hao, ainda limpando o sangue da testa, olhou para ele e perguntou para onde estava indo.
Jeong Taeui olhou para Yuan Hao com cansaço e respondeu com uma voz ainda mais exausta:
— Vou ser punido por violar a proibição de armas pessoais na filial.
— O quê? Você não foi chamado ao escritório do instrutor mais cedo?
— Ele me disse para copiar à mão dez volumes dos regulamentos da UNHRDO.
— Copiar à mão… Precisa de ajuda?
— Se a caligrafia ficar diferente, terei que copiar mais dez volumes, e quem me ajudar terá que copiar dez volumes também.
— Uh… boa sorte. Vou te apoiar em pensamento.
Recebendo o olhar solidário de Yuan Hao, Jeong Taeui acenou e deixou a sala de treinamento.
Ele queria voltar para o quarto e deitar imediatamente, mas seu tio havia imposto a punição com um prazo para entregar os dez volumes copiados à mão. O prazo era de três dias, com entrega na manhã do terceiro dia. Então ele teria que abrir mão do tempo de descanso.
Encontrar o livro de regulamentos da UNHRDO não foi difícil. Não era preciso procurar nas prateleiras da biblioteca; os livros relacionados à UNHRDO estavam organizados bem ao lado da porta.
Jeong Taeui puxou um livro do tamanho de um caderno e suspirou. O tamanho e a espessura eram manejáveis, não muito difíceis de copiar. Mas ao abrir o livro e ver as densas linhas de texto, suspirou novamente.
Três dias depois, pela manhã. Felizmente, ainda havia tempo para dormir. Embora precisasse aproveitar cada momento, parecia que conseguiria terminar a tempo.
Jeong Taeui abanou-se com o pequeno livro e então caminhou em direção ao balcão de empréstimos. Mas, assim que se virou, seus olhos foram atraídos pelo cartaz ao lado da estante.
[Empréstimos não permitidos.]
— Que porcaria é essa!?
Jeong Taeui parou e murmurou. Se não podia pegar emprestado, onde iria copiar? Que lugar ali teria livros tão inúteis?
Mas por mais que tentasse inserir o código de barras no sistema automático de empréstimo, a mensagem — [Não disponível para empréstimo.] — continuava aparecendo e o livro não era reconhecido. Ele pensou em simplesmente tirar o livro dali, mas, sabendo que o sistema de reconhecimento na porta acionaria um alarme por todo o andar se ele fizesse isso, descartou a ideia.
— Ah. Livros relacionados à organização não podem ser emprestados. São materiais internos. Se quiser ler, tem que ler na biblioteca. Ou, se for urgente, precisa da autorização do responsável.
Um homem esperando atrás de Jeong Taeui olhou por cima do ombro e explicou gentilmente. Jeong Taeui respondeu “Ah, obrigado”, e abriu passagem para a pessoa, ainda segurando o livro, parado e atônito.
Era preciso a autorização do responsável para pegar materiais internos emprestados. Não tinha como seu tio não saber disso e ainda mandá-lo copiar à mão. Certamente a intenção era que ele ficasse na biblioteca sempre que tivesse tempo livre para copiar o livro.
— ……
Jeong Taeui suspirou e se virou, abanando-se com o livro. Então percebeu que teria que trazer um caderno vazio para copiar. Pensando bem, ficar ali copiando o livro poderia evitar que se envolvesse em problemas com os outros, então talvez não fosse tão ruim.
Jeong Taeui pegou seus materiais de escrita e sentou-se em uma mesa da biblioteca, abrindo o livro. Embora quisesse pedir ajuda a alguém, lembrava-se das palavras do tio: se a caligrafia fosse diferente, teria de copiar mais dez volumes. E sabia que aquilo não era brincadeira.
Então, copiar um volume e depois copiá-lo de novo com jeitinho…
Depois de pensar nisso por um tempo, Jeong Taeui balançou a cabeça. Esquece. Se o pegarem colando, as consequências não seriam leves. Seu tio não era uma pessoa fácil.
Jeong Taeui arregaçou as mangas e começou a copiar. Embora parecesse uma punição de escola primária, não era tão rígida. Lembrando as palavras do tio: “Copie bem e com capricho a seção que proíbe armas pessoais”. Taeui decidiu culpar toda aquela situação à sua própria burrice.
Mas, depois de duas horas copiando…
— Eu devia ter deixado aquele cara morrer. Eu devia ter deixado aquele cara morrer…
Jeong Taeui murmurou.
Ele começou a se questionar sobre qual idiota heroico salvou a vida de um estranho pegando uma arma escondida, mesmo uma arma descarregada que poderia causar uma morte sem sentido. E, há já meio mês, ele vivia sob ameaças à sua vida. Loucura. O serviço militar o havia arruinado.
Jeong Taeui rangeu os dentes e continuou escrevendo. Seu punho e braço doíam. Pensou em ir à enfermaria pegar analgésicos, mas, lembrando-se da luta da tarde, duvidava que ainda houvesse remédio para ele.
Mas, pensando bem, Jeong Taeui e sua equipe ainda tinham sorte.
Antes de ir à biblioteca após o trabalho, ele passou na enfermaria para pegar pomada para o lado machucado, atingido por um cotovelo. Enquanto procurava a pomada, notou algumas pessoas deitadas nas camas como se fossem cadáveres.
— Céus, o que é isso…
Bem ao lado dele havia uma massa machucada, mal reconhecível como “humana”. Membros engessados, corpo envolto em bandagens, pele exposta coberta de sangue seco. O rosto estava tão ferido que era irreconhecível.
Ele até conferiu se a pessoa ainda estava respirando.
— Aqui está a pomada. Ei, não toque, não toque. Ele é o cara mais azarado de todos aqui.
O oficial médico, Kyoho, entregou a pomada a Jeong Taeui e o alertou para não tocar no paciente. Jeong Taeui pegou a pomada e acenou com a cabeça.
— Sim. Ele parece gravemente ferido… Como acabou assim? Onde está seu oponente? É o cara que está deitado ali?
Jeong Taeui apontou para a segunda pessoa mais gravemente ferida e perguntou. Kyoho balançou a cabeça.
— Não, ele não está aqui. Está bem, sem um arranhão, e provavelmente brincando em algum lugar.
— O quê? Como o oponente dele poderia estar tão gravemente ferido e ele sair ileso…
Jeong Taeui parou de falar quando, de repente, pensou em alguém. Kyoho adivinhou quem Jeong Taeui estava pensando e assentiu.
— Sim, ele.
— ……
De repente, a imagem do paciente deixou de parecer normal. Com apenas uma pequena diferença, a pessoa deitada ali poderia ter sido Jeong Taeui.
Jeong Taeui olhou para o paciente com expressão cansada e abriu a pomada que Kyoho lhe dera. O cheiro familiar imediatamente atingiu seu nariz, fazendo-o fazer uma careta.
— Que diabos… Bálsamo do Tigre*?
— Sim. Nunca viu? É vendido em todo lugar. Coisa boa mesmo. Depois que este treinamento terminar, você pode comprar um em Hong Kong e deixar no seu quarto. Muitas pessoas fazem isso porque se machucam com frequência.
Jeong Taeui encarou a pomada, lembrando-se das vezes em que a avó a aplicava nele quando criança, por causa do cheiro característico. Ele achava que a enfermaria teria remédios mais especializados.
Mas Kyoho, vendo a expressão de Jeong Taeui, disse seriamente:
— Não subestime isso. Leia as instruções. Pode ser usado para dores musculares, entorses, picadas de inseto, até dor de cabeça!
— Dor de cabeça? A pomada é para passar na cabeça ou engolir?!
— Enfim, as instruções são claras, só leia.
De fato, era verdade. A descrição em inglês incluía dores de cabeça.
— Droga, ler isso já me dá dor de cabeça.
Jeong Taeui murmurou, imaginando onde aplicar a pomada na cabeça. Enquanto isso, mais feridos continuavam chegando à enfermaria. Kyoho, dizendo estar ocupado demais, aplicou um pouco da pomada na cintura de Jeong Taeui e o empurrou para fora, dizendo para ir embora e não voltar por causa de um ferimento tão pequeno.
Jeong Taeui, após ser expulso da enfermaria, dirigiu-se à biblioteca. Ele conferiu e percebeu que nenhum dos feridos na enfermaria estava em pior estado que aquele que estava deitado na cama.
— ……
Mesmo enquanto copiava, o cheiro do Bálsamo do Tigre permanecia de seu lado coberto pelas roupas. Na verdade, com os movimentos da caneta, ele sentia necessidade de aplicar a pomada em todo o braço, e não apenas no punho, mas só de pensar naquele cheiro terrível, suspirou.
— Eu devia ter fugido com meu irmão antes do tio chegar. Eu devia ter corrido antes de tio vir…
Seus murmúrios se transformaram em arrependimento por decisões passadas. Nessa situação, havia muitas coisas para se arrepender, e os arrependimentos mais profundos surgiam.
Arrependimentos que nasciam de arrependimentos profundos eram muitos, mas o que mais o incomodava eram os novos arrependimentos que apareceram ao ver aquele corpo quase morto.
Ele não deveria ter se envolvido com aquele lunático. Deveria ter permanecido escondido e não ser descoberto.
Nessa situação, o melhor era tentar permanecer o mais escondido possível. Se fosse inevitável durante os treinamentos conjuntos, ele se misturaria aos colegas.
Jeong Taeui suspirou, espreguiçando-se depois de terminar de copiar o livro.
A biblioteca estava vazia. Embora normalmente silenciosa, hoje era o primeiro dia de treinamento conjunto, então ninguém tinha tempo para ler, tornando a biblioteca quase deserta. Apenas ocasionalmente uma ou duas pessoas entravam, pegavam os livros necessários e saíam imediatamente.
Notas:
•“Uma sociedade que força as pessoas a beber” – expressão metafórica que indica um ambiente tão caótico que parece obrigar as pessoas a fazerem coisas contra sua própria vontade.
•CIA – Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, responsável por coletar informações de segurança e realizar operações de inteligência no exterior.
•Buda reclinado – referência à famosa estátua de Buda em posição de descanso, símbolo de serenidade; aqui usada de forma exagerada para mostrar o impacto da força dos lutadores.
• Bálsamo do Tigre (Tiger Balm) – pomada popular de origem asiática usada para dores musculares, entorses, picadas de inseto e até dores de cabeça, conhecida pelo cheiro forte e característico.
(Não deve ser ingerido)
Milk & Ink Scan
Traduzido e revisado por Mandy Ink.
Até o próximo capítulo!
Ler Passion – Novel Yaoi Mangá Online
Jeong Taeui, cujo irmão mais velho é o gênio Jeong Jaeui, é um ex-soldado que se considera uma pessoa comum. Atendendo à recomendação de seu tio, Jeong Chang-in, Jeong Taeui decidiu trabalhar por seis meses na Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (UNHRDO). Mas, ao se envolver com um homem maluco de mãos bonitas, Ilay Riegrow, ele nem imaginava que sua vida começaria a desandar em uma direção totalmente inesperada.
Nome alternativo: Passion - Novel