Ler O Marido Malvado (Novel) – Capítulo 141 Online


Modo Claro

Antes que Eileen conseguisse processar completamente o significado de suas palavras, outro orgasmo a dominou. Tremendo incontrolavelmente, ela agarrou os lençois, os dedos cravando no tecido, em seguida suas mãos instintivamente se esticaram para agarrar o antebraço de Cesare.

O toque de seus dedos delicados fez os músculos do braço dele se tensionarem, as veias sob a pele se destacando nitidamente. Estranhamente, a firmeza do braço do homem lhe trouxe uma sensação de segurança. Com um gemido fraco, Eileen arqueou as costas, levantando os quadris para permitir que ele penetrasse ainda mais fundo.

A colisão rítmica de seus corpos a deixou sem fôlego. Sua pele avermelhada brilhava enquanto seus quadris encontravam suas estocadas implacáveis, a força de cada movimento achatou sua carne macia sob ele. A intensidade a deixou tonta, sua respiração escapando fraca e irregular.

O ritmo irregular de sua respiração deixava seus gemidos finos e fragmentados. Desesperada para aliviar a profundidade avassaladora das investidas, ela tentou abrir mais as pernas. No entanto, suas tentativas foram imediatamente impedidas pelas coxas poderosas de Cesare, que pressionavam contra as suas. Sua única resposta foi curvar os dedos dos pés com força, seu corpo incapaz de fazer qualquer outra coisa senão se render.

— Ah… parece estranho… ngh, simplesmente… não para… — Suas palavras saíram em gemidos quebrados, sua voz tremendo sob a intensidade do prazer.

Seu orgasmo não mostrava sinais de diminuir, as ondas incessantes de sensação a deixando à beira da loucura. Os pensamentos estavam completamente consumidos pelo prazer, sua mente não era mais sua. Ela mordeu os dedos de Cesare como se tentasse resistir às sensações avassaladoras, seus dentes deixando pequenas marcas desesperadas.

O que poderia ter sido um ato desesperado de resistência apenas pareceu agradar ainda mais a ele. Ele soltou um gemido baixo e profundo, como se saboreasse as marcas que ela deixava nele. Gentilmente, empurrou os dedos ainda mais para dentro da sua boca, convidando-a a continuar.

Os sentidos de Eileen estavam sobrecarregados. Ela já se sentia tão cheia a ponto de explodir pelo comprimento do pau dentro dela, e a adição dos dedos do homem em sua boca só aumentava sua consciência. Era como se seu corpo estivesse completamente ocupado — acima e abaixo — não lhe deixando espaço para pensar ou resistir.

Até mesmo suas tentativas de morder os dedos dele pareciam fazer parte daquela intimidade avassaladora, como se cada movimento seu contribuísse para o prazer dele. O pênis pulsava dentro dela, movendo-se com uma intensidade quase primitiva, e suas paredes se agarravam a ele, se contraindo a cada investida profunda.

As sensações se tornaram insuportáveis. O corpo de Eileen convulsionou enquanto pequenos tremores incontroláveis percorriam sua vagina. Com os dedos pressionando sua língua, ela soltou um gemido agudo, sua voz abafada enquanto as estocadas dele a empurravam cada vez mais para o limite.

Então, de repente, uma sensação aguda percorreu em sua vagina — um orgasmo tão intenso que a cegou momentaneamente. Sua visão escureceu e, por um breve momento,  perdeu a consciência.

Quando seus sentidos retornaram, ela percebeu que estava gemendo novamente, sua voz tensa e desesperada ao experimentar mais um clímax.

— Aahhh!

Ela percebeu que, nos momentos em que havia apagado, seu corpo inteiro continuara tremendo, sua pele arrepiada. Seus membros pareciam fracos e inúteis, e sua cabeça balançava incontrolavelmente enquanto tentava se recompor. Ela mordeu os dedos de Cesare com mais força, seu corpo sobrecarregado buscando algum alívio, mas aquilo apenas o estimulou ainda mais.

Apesar de sua exaustão, a suavidade dos movimentos do homem só a frustrava. Seu corpo, agora inflamado por um tesão quase animalesco, desejava algo mais bruto — algo que saciasse o fogo que ardia dentro dela. Com lágrimas escorrendo pelo rosto, ela implorou:

— Cesare… por favor… mais…

Sua voz estava abafada e arrastada pelos dedos dele pressionando sua língua, mas seu desespero era inconfundível. Ela levou a mão para trás, os dedos trêmulos deslizando pela coxa dele numa tentativa fraca de incentivá-lo. Seus gemidos quebrados se misturavam a soluços enquanto suplicava:

— Por favor… não para…

Cesare soltou uma risada suave, sua diversão obscurecida pelo desejo. Ele segurou ambos os pulsos dela firmemente, prendendo-os no colchão acima da cabeça. Então, com vigor renovado, a penetrou, suas estocadas implacáveis e intensas. A força de seus movimentos a fez se contorcer sob ele, sua voz se quebrando numa série de gemidos quebrados.

— Ah… sim… é tão bom… tão gostoso…! — Suas palavras eram incoerentes, incapaz de expressar a extensão do prazer que a inundava. Só conseguia repetir as mesmas frases, sua respiração falhando a cada palavra.

Os olhos carmesim de Cesare escureceram enquanto ele a observava se desfazer sob ele. O rosto, corado e marcado por lágrimas, a forma como seu corpo se torcia e arqueava — cada reação dela o levava mais perto de seu próprio limite.

A intimidade crua da conexão deles era avassaladora. Para Cesare, cada som, cada movimento que Eileen fazia era um lembrete visceral de sua existência. Naquele momento, ela era inteiramente dele, e esse conhecimento acendeu algo primitivo dentro do homem.

Enquanto seus corpos se moviam em sincronia, Eileen instintivamente se abriu mais para ele, permitindo que alcançasse profundidades que ela nem sabia que podia suportar. O prazer era quase insuportável, mas ela o acolheu, agarrando-se à única verdade que conseguia compreender: era Cesare quem lhe dava aquilo.

— Cesare… Cesare…! —  Ela chamava seu nome repetidamente, sua voz cheia de desejo sem restrições.

O cabelo despenteado grudava em sua pele úmida, fios escapando do penteado arrumado que usara mais cedo. Até suas orelhas, visíveis entre os fios bagunçados, estavam vermelhas. A visão dela, trêmula e completamente entregue, foi o suficiente para quebrar o controle de Cesare.

Incapaz de resistir, ele mordeu gentilmente a borda de sua orelha, provocando um suspiro agudo dela. Eileen virou a cabeça em sua direção, encontrando seus lábios num beijo que era ao mesmo tempo desesperado e desajeitado. Ela imitou o que ele lhe ensinara, lambendo e mordiscando seus lábios antes de pressionar sua língua contra a dele.

O beijo foi o suficiente para levar Cesare ao limite. Com um gemido profundo, ele congelou, o corpo tremendo enquanto alcançava o orgasmo. O calor espesso de sua ejaculação derramou dentro dela, preenchendo-a completamente.

— Ahh… Cesare… — A voz de Eileen saiu suave e sem fôlego, tingida de satisfação ao sentir a ejaculação se derramar dentro dela. Arqueou levemente as costas, seu corpo acolhendo a sensação de plenitude.

À medida que as ondas de prazer diminuíam, o olhar de Eileen se levantou para encontrar o de Cesare. Ela notou, através de seus olhos semicerrados, que ele nunca fechara os seus. Mesmo durante seus momentos mais íntimos, estivera observando-a, seus olhos cheios de algo indescritível.

Embora seu clímax tenha terminado, Cesare não se afastou. Em vez disso, permaneceu sobre ela, pressionando-a contra o colchão com o peso de seu corpo. Seu peito repousava contra as costas úmidas de suor, seu corpo cobrindo quase completamente o dela.

— …Eileen, — murmurou, sua voz suave e quente. Ele depositou um beijo gentil em sua bochecha corada antes de se mover lentamente mais uma vez, prolongando os últimos tremores residuais de sua união.

Eileen soltou um gemido fraco e trêmulo, seu corpo estremecendo com os movimentos lentos e provocadores. Não tinha mais nada a oferecer, seu corpo completamente exausto. Seus olhos se fecharam, e, incapaz de lutar contra o cansaço por mais tempo, ela perdeu a consciência.

Quando Eileen acordou, o ambiente ao redor já havia sido arrumado, seu corpo limpo e suas roupas trocadas. Ela piscou confusa, seu olhar caindo sobre a figura quente ao seu lado. Cesare estava sentado ali perto, com um livro nas mãos, com a cabeça dela repousando em seu colo.

A luz suave do amanhecer preenchia o quarto, lançando um brilho suave sobre tudo. Eileen encarou-o, sua mente ainda nublada pelo sono. Eventualmente, Cesare olhou para ela. Eles compartilharam um momento silencioso, seus olhos travados enquanto o mundo ao redor parecia desaparecer.

Fazia tanto tempo que não compartilhavam um momento como aquele. A cama, que parecera tão vazia quando estava sozinha, agora estava confortavelmente cheia. Era uma sensação curiosa, que a deixava ao mesmo tempo contente e confusa.

Cesare estendeu a mão, seus dedos roçando levemente a testa dela.

— Você disse que queria um dia comigo, — murmurou, em um tom suave. Sua mão deslizou até suas bochechas, o toque gentil e carinhoso. — Já decidiu o que quer fazer?

Eileen balançou a cabeça lentamente, sonolenta demais para formar pensamentos coerentes. Cesare riu baixinho, seus dedos enrolando-se no cabelo dela enquanto brincava distraidamente com os fios macios.

— Talvez uma viagem, o que acha? —sugeriu. — Por um ou dois dias.

Seus olhos se arregalaram levemente com a sugestão. Ela queria responder, mas suas pálpebras estavam pesadas. 

— Uma… viagem…?

Sua voz estava rouca, as palavras mal audíveis. A mão de Cesare moveu-se para seus lábios, seus dedos roçando a curva macia de sua boca.

 — Se você quiser.

— Sim… —ela sussurrou, sua voz tremendo de esperança silenciosa. — Eu quero…

Cesare sorriu levemente, sua expressão suavizando enquanto a observava. Eileen abriu a boca novamente, seus pensamentos voltando à pergunta que quisera fazer por tanto tempo.

— Cesare… — murmurou ela, sua voz vacilando. — Aquela coisa sobre a qual fiquei curiosa… quero perguntar agora…

O sorriso dele se aprofundou, como se tivesse esperado aquele momento o tempo todo. A intensidade em seus olhos despertou algo nela, um pensamento estranho que estivera pairando na borda de sua consciência.

Era um pensamento tolo, presunçoso e arrogante, mas ela não conseguia evitá-lo. Tudo o que o homem fazia parecia ser por causa dela. Até mesmo o estado estranho e quase sobrenatural do seu corpo…

— É… por minha causa? — ela perguntou hesitante, sua voz quase um sussurro. — É por isso que… você ficou assim?

Não houve resposta imediata. O silêncio se estendeu, longo e pesado, enquanto ela lutava contra a sonolência que a puxava de volta. Quando ela estava prestes a adormecer novamente, a voz baixa de Cesare quebrou o silêncio.

— Claro que não, — ele respondeu, suas palavras firmes e calmas.

Foi sua primeira mentira.

Continua…

Tradução: Elisa Erzet 

Ler O Marido Malvado (Novel) Yaoi Mangá Online

Protagonista masculino: Cesare Traon Kal Erzet – Comandante supremo do Império e Arquiduque. Retornou após vencer a guerra, que durou três anos. Uma pessoa fria, racional, sem oscilações emocionais. Despreza ações não científicas. No entanto, de alguma forma, o homem mudou um pouco recentemente.
 
Protagonista feminina: Eileen Elrod – Jovem dama da família do Barão Elrod. Um gênio que estudou botânica e farmacologia. É apaixonada por Cesare desde que o conheceu aos 10 anos. Sua vida pacífica começa a se agitar ao receber uma proposta de casamento repentina do homem.
 

 
Leia esta história:
Quando quiser ver um romance onde um homem mais velho perde completamente a cabeça pela jovem protagonista.
 
 

 
Frase para se identificar:
— Tudo é, e sempre foi, somente por Eileen.
 

Sinopse 

Cesare Traon Karl Erzet, o Comandante Supremo Imperial.
Após três anos de serviço na guerra, ele voltou para propor casamento a Eileen.
Eileen lutou para acreditar que a proposta de casamento de Cesare era sincera.
Afinal, desde o momento em que se conheceram, quando ela tinha dez anos, o homem afetuoso sempre a tratou como uma criança.
— Eu não quero me casar com Vossa Alteza.
Por muito tempo, seu amor por ele não foi correspondido.
Ela não queria que o casamento fosse uma transação.
Foi por causa da longa guerra?
O homem, que normalmente era frio e racional, havia mudado.
Suas ações impulsivas, seu desejo desenfreado por ela — tudo isso era muito estranho.
— Isso só deve ser feito com alguém que você ama!
— Você também pode fazer isso com a pessoa com quem planeja se casar.
Eileen ficou intrigada com essa mudança.
E, no entanto, quanto mais próxima ela ficava de Cesare…
Ela descobriu coisas que desafiavam a razão ou a lógica.
Eileen soube das muitas ações malignas de seu marido pouco tempo depois.
— Eu não pude nem ter o seu corpo, Eileen.
Tudo o que ele fez foi por ela.
Ele se tornou o vilão, apenas por sua Eileen.
Nota: Mesma autora de Predatory Marriage 
Ps: Cesare é o maridinho dessa tradutora aqui

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