Ler Noite De Caça – Capítulo 210 Online

Modo Claro

 

Esperei por Baek Doha enquanto me arrumava.

Mesmo dividindo a mesma cama todos os dias, depois de já termos visto todos os nossos lados mais feios, eu queria, de repente, ficar bonito para ele. Tomei um banho caprichado, passei bastante loção no rosto e no corpo, e arrumei o cabelo com cuidado. Só de imaginar fazer amor no meio da tarde, meu corpo começou a esquentar e meu pênis ficou completamente ereto. Meu buraco também já estava completamente molhado de lubrificação natural.

Enquanto me secava, vaguei pelado pelo closet procurando algo para vestir. Se eu usasse cueca, ela ficaria encharcada rapidamente, então pensei em vestir algo diretamente sobre a pele nua – foi quando avistei uma caixa.

Ao abri-la, encontrei uma camisola feminina de seda.

Não havia dúvidas de que o culpado era Baek Doha. Ele vivia comprando robes, pijamas e lingeries estranhas que moldavam todo o corpo. Mas uma camisola feminina? Quando foi que ele comprou isso? Será que comprou para me fazer vestir? Enfim, ele era um pervertido.

— Que loucura… — murmurei sem perceber. Mas, por algum motivo, não consegui tirar os olhos daquela peça. Como tinha prometido dar-lhe uma “recompensa”, me passou pela cabeça, de forma insana, a ideia de vesti-la como uma surpresa. Afinal, ele provavelmente gostaria mais disso do que de qualquer presente.

Rasguei a embalagem, tirei a etiqueta e coloquei a camisola diretamente sobre o corpo nu. Apesar de ser feminina, parecia feita sob medida para mim. De certa forma, parecia mais um vestido do que lingerie. Mas, de qualquer jeito, era constrangedor.

Criei coragem e me olhei no espelho. A camisola de seda marfim, com um brilho luxuoso, me deixava com aparência de uma mulher sem seios. As alcinhas finas caíam facilmente dos ombros magros a cada movimento, fazendo a peça deslizar e revelar meu peito. Se eu as ajustasse, meus mamilos ficavam visíveis sob o tecido. O material era tão fino que até a protuberância entre minhas pernas era claramente perceptível.

Se fosse preto, talvez fosse menos revelador, mas a cor clara deixava tudo à mostra – o contorno do meu corpo, a forma do meu penis, a região entre as pernas – parecia até mais obsceno do que estar nu. A seda já estava ficando úmida na área da minha ereção. Mesmo vestindo algo, a região íntima ficava exposta, e o tecido deslizando sobre minha pele com cada movimento era estranhamente excitante.

Meu rosto ficou completamente quente.

Isso não estava certo. Era uma loucura. Loucura dele por comprar algo assim e minha por vestir. Mas, ao mesmo tempo, depois de tudo que ele tinha feito por mim – cuidando de mim com todo carinho enquanto estive doente e ainda pagando as despesas médicas da mãe do Cheolmin –, pensei que o mínimo que poderia fazer era oferecer esse tipo de “evento” maluco. Afinal, recebi muito e não dei quase nada em troca.

Como não conseguia suportar a vergonha, cobri-me com um roupão e saí do closet. Peguei uma garrafa de whisky da adega e levei para a cozinha. Mal tinha enchido o copo e tomado um gole quando ouvi a porta da frente se abrir violentamente.

— Yoo Seolwoo!

A voz de Baek Doha ecoou alta. Ele entrou correndo e, ao me ver na cozinha, veio imediatamente na minha direção para me examinar.

— Você está bem?

— Ah… sim, estou.

— Então por que está bebendo no meio do dia?

Ele apontou para a garrafa de whisky e o copo vazio sobre a mesa, aumentando o tom de voz.

— Por que está me deixando preocupado desse jeito, fazendo coisas que não costuma fazer? O que aconteceu, afinal?

Será que ele correu achando que tinha acontecido alguma coisa só porque eu demonstrei um pouco de carinho? Ao ver a expressão preocupada dele, não consegui segurar o riso. As sobrancelhas dele se contraíram.

— Você quase me fez ter um ataque no coração e ainda ri?

— Desculpa. Mas eu realmente não tenho nada.

Ainda assim, ele parecia não acreditar.

— Não posso ser um pouco carinhoso às vezes?

— Tem certeza que não aconteceu nada mesmo?

— Você vive fazendo loucuras e eu não posso fazer uma de vez em quando?

O rosto bonito de Doha se distorceu. Claro que ele ficaria confuso – eu nunca agia assim. A situação era tão absurda que eu só conseguia rir. Ele deixou tudo para trás e veio correndo para casa, com seguranças a postos, preocupado se algo tinha acontecido comigo. Era fofo e comovente ao mesmo tempo. Me senti realmente amado.

— É só que, de repente, eu fiquei com vontade de te ver.

Eu, que sempre reclamava quando ele dizia que sentia minha falta depois de algumas horas separados, agora estava igual. Olhei bem para ele e sorri.

— Eu não tenho nada. Desculpa por te preocupar.

— Se não aconteceu nada, então tudo bem.

Ele resmungou, o rosto sério, mas parecia aliviado. Imaginei como deveria ter ficado ansioso a caminho de casa e senti um aperto no coração. Segurei seus braços firmes, levantei-me na ponta dos pés e pressionei meus lábios contra os dele. Assim que se tocaram, ele soltou um longo suspiro e entreabriu a boca. Beijei lentamente, mordiscando seu lábio superior e inferior, enquanto acariciava os músculos dos braços dele.

Os braços fortes de Doha se enrolaram na minha cintura e seus lábios se pressionaram ainda mais contra os meus. A língua dele invadiu pela abertura dos meus lábios, deslizando pelos meus dentes e explorando minha boca. Nossas respirações ficaram pesadas, e o cheiro de seu perfume misturado com feromônios inundou meus sentidos – um aroma que instantaneamente incendiou meu corpo inteiro.

— Hu… espera… aí… ha… haah…

Eu gemia entre os beijos, tentando me soltar, mas ele só apertou minha cintura com mais força, esfregando sua ereção contra meu quadril. Baek Doha estava tão excitado que parecia prestes a explodir. Ofegante, quase engasgando com o beijo devorador, me debati e acabei derrubando a garrafa de whisky em cima da mesa.

O vidro caiu no chão de mármore e se estilhaçou, espalhando fragmentos. Sem querer, deixei escapar um “Ah…” de susto, com isso, Doha, que me beijava avidamente, parou por um momento.

— Você se machucou?

Ele se abaixou às pressas para examinar minhas pernas. Os cacos tinham voado, mas eu não estava ferido. O grito foi só pelo susto.

— Não… estou bem.

Recuei, mas ele insistiu, ajoelhando-se para examinar minha panturrilha. Minhas pernas estavam nuas sob o roupão, é claro. Quando ele olhou para cima, seus olhos escureceram e ele perguntou.

— Você não está usando nada por baixo?

Meu rosto esquentou de repente. Ele me fitava intensamente enquanto sua mão subia pela minha perna, acariciando-a devagar até ele ficar de pé. Seu toque quente me fez estremecer. O nó frouxo do robe se desfez e a abertura revelou completamente meu corpo coberto apenas pela camisola de seda. Os olhos de Baek Doha quase saltaram.

— Você… o que é isso?

Envergonhado, não consegui encará-lo e tremi visivelmente.

— É que… estava no armário… Eu queria te agradecer por tudo, mas não tinha nada para te dar…

Minha voz e meu corpo tremiam. Eu devia estar completamente vermelho, da cabeça aos pés. Percebi que esse tipo de loucura não era para qualquer um – eu estava prestes a morrer de vergonha.

— Hah… Seolwoo, fazendo essas loucuras…

Ele riu ao me ver, usando uma camisola feminina e tremendo de vergonha como um ratinho. Incapaz de aguentar mais, fechei o robe rapidamente.

— Isso é coisa de pessoas pervertidas… devo estar louco.

Doha murmurou e segurou minhas mãos, afastando-as para abrir novamente o robe.

— Você não vestiu isso para me mostrar? Então por que está escondendo?

— Porque é estranho…

— Quando eu falei isso? Agora mesmo você está absurdamente sexy…  me mostra direito.

— Va–vamos para o quarto…

— Tira o robe aqui mesmo. Você não disse que ia me dar uma recompensa? Isso não é a recompensa?

— Vamos para o quarto… aqui tem cacos de vidro, podemos nos machucar…

Ainda hesitando, segurando o robe fechado, fui de repente erguido nos braços dele, que me levou até o quarto. Só então me colocou no chão com cuidado e lançou-me um olhar afiado.

— Mostre logo.

— Fecha… a porta.

Ele imediatamente bateu a porta com força.

— E… fecha as persianas da janela também.

— Mas que merda…

Resmungando, ele puxou as persianas até o fim. Enquanto ele fazia isso, tirei o robe e o deixei cair no chão.

— Você quer mesmo me enlouquecer, é isso…?

Resmungando, Baek Doha se virou – e parou no meio da frase. Senti seu olhar em mim, intenso, quase como se quisesse me devorar, estava tão envergonhado, que não consegui levantar a cabeça e apenas me contorci. A imagem ridícula que eu tinha visto no espelho mais cedo, agora devia estar refletida nos olhos dele. Seu olhar queimava cada centímetro da minha pele, e os feromônios que ele liberava aqueceram o quarto inteiro. Mesmo usando apenas a camisola, comecei a suar frio de calor.

Então, Doha soltou um suspiro longo.

— Ha… eu vou enlouquecer… Você quer mesmo me matar, não é? Como pode ser tão lindo?

Não sei o que ele via de bonito num corpo masculino e liso, sem curvas femininas, mas, de qualquer forma, parecia estar muito satisfeito com o que via. Seus feromônios ficaram ainda mais quentes. Senti a parte da frente da camisola ficar úmida, e instintivamente cobri o volume com a mão, me remexendo.

O quarto estava tão impregnado de feromônio que, a cada respiração, não só meu pênis, mas também o meu orifício de trás se contraía e relaxava, liberando lubrificação que escorria, molhando minhas coxas. Como se já não fosse suficientemente constrangedor, o suor que surgia no meu corpo fazia a camisola finíssima grudar completamente na pele.

Eu estava prestes a morrer de vergonha, mas, ao mesmo tempo, era enlouquecedoramente excitante. Mais estimulado do que o normal, sentia meu ventre borbulhar por dentro. Meu corpo inteiro queimava, como se fosse sufocar.

— Já está satisfeito?

Soltando a respiração ofegante, curvei-me para pegar o robe que estava no chão. Minhas mãos tremiam ao segurá-lo. Mas Baek Doha não era do tipo que se contentava com isso. Ele deu um passo largo até mim e, de repente, agarrou meus braços, afastando-os bruscamente.

Meu corpo vestido com a camisola ficou totalmente exposto diante dos olhos dele. Com meus braços imobilizados, meu pênis também ficou à mostra, sem qualquer proteção.

— Satisfeito, coisa nenhuma. Se é para me dar uma recompensa, que seja de verdade.

— Não faz isso…

— Como assim “não faz isso”? Foi você quem vestiu isso.

 

°

°

Continua….

 

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— Porque eu? 
Foi uma pergunta que ninguém poderia me responder.
— Dê à luz ao meu filho.
Suas ordens eram absolutas.
— Meu corpo não pode ter filhos. Eu vou morrer.
— Você só saberá depois que tentar. Vou derramar tudo de mim em você, até que tenha um filho meu.
Mas decidi não dar ouvidos às suas ordens e fugi dele… Com o filho dele na minha barriga. 
A longa noite de caça começa.
Nome alternativo: Hunting Night

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