Ler No c* da Cobra – Capítulo 12 Online

Modo Claro

— Uhg!

Uma pontada de dor, e as pernas de Hilde cederam. Ela desabou no chão.

— O que você está fazendo?

Uma voz sem emoção pairou sobre ela. Tão baixa que fez seu coração afundar. Ela sabia a quem pertencia.

— Uhm…! 

Uma mão agarrou seu ombro, apertando casualmente. Hilde gemeu novamente.  

‘Eu tenho que responder.’ 

 

Ele não gostava de silêncio. Lembrando do temperamento do homem, algo que aprendeu rapidamente, ela se apressou em abrir a boca.

— E-eu…

Seu queixo foi agarrado e levantado. Forçada a encarar o olhar do homem, um arrepio percorreu a espinha de Hilde.

Olhos como um abismo.  

De um dourado hipnotizante e belo, mas pareciam devorar tudo que contemplavam. Olhos de açougueiro, capazes de despedaçá-la sem mudar a expressão.

Por um momento, ela sentiu como se tivesse encarado o abismo. Antes que pudesse falar, a pergunta veio novamente.

— Perguntei o que você está fazendo aqui.

— E-eu me perdi… estava procurando meu quarto…

Era verdade, mas soava como uma desculpa. Ela mesma sentia isso, então, para ele, seria ainda pior?  

Como esperado, ele a interrogou friamente outra vez.  

— Você estava tentando voltar? Para o seu quarto?

Um frio cortante percorreu sua espinha. Hilde juntou as mãos, sentindo-se como uma prisioneira mentindo durante um interrogatório.

— … Sim. 

Um sorriso debochado cruzou brevemente em seus lábios. Ainda assim, por aquele instante de escárnio, Hilde sentiu um fio de alívio. Se tudo o que ele fizesse fosse zombar, ela se consideraria sortuda.

— Aagh!

Mas seu alívio se desfez em segundos.  

— Ugh! Argh! Aaah…

O polegar do homem pressionou o curativo que cobria seu ferimento.

 

Como um peixe jogado na terra, Hilde se contorceu e gritou. Mas não conseguia escapar do aperto de ferro em seu ombro.

— P-por favor, pare… argh!

Ela implorou, mas ele não parou. Em vez disso, sussurrou em seu ouvido enquanto ela se contorcia de dor.  

— Se vai implorar, faça direito. Que tal eu tirar isso e mexer na ferida?  

A ameaça de reabrir o ferimento da flecha e torturá-la a aterrorizou. Ela perdeu toda a razão.

— E-eu estava errada… ugh!

Hilde implorava pateticamente, repetidas vezes. Confessou seu erro, implorando por perdão.

Finalmente, ele parou.  

— Pelo menos você não é completamente burra. — Acrescentou, dando um tapinha casual em sua bochecha coberta de lágrimas. — Uma escrava aleijada não é muito atraente.

O medo a paralisou por dentro. A ideia de ser torturada até perder o movimento do ombro a fez estremecer.

Aquele homem era mais do que capaz disso.  

Hilde tremia. Parte por dor física e choque emocional, mas a presença do homem evocava um medo primordial.

Ninguém que ela havia conhecido em sua vida tinha sido tão assustador.  

Nem a diretora do orfanato que governava como uma tirana, ou as crianças que a atormentavam diariamente, e as pessoas que a desprezavam por ser órfã. Todos possuíam mais humanidade do que esse homem.

— Uma flecha não foi o suficiente, pelo visto. Já que tentou fugir de novo.

— E-eu não estava tentando…

Hilde tentou negar, mas parou no meio da frase.  

Então, por que saiu do quarto?  

Deveria ter esperado obedientemente até seu mestre voltar.

A ansiedade de estar sozinha num lugar desconhecido, a porta aberta, uma faísca de curiosidade.

Vários motivos se entrelaçaram, mas ela não conseguia identificar exatamente por que tomou aquela decisão.  

… Ela poderia dizer honestamente que não teve a mínima intenção de fugir?  

Seus olhos rosados tremeram. Mordendo o lábio, ela desviou o olhar.  

Ele estreitou os olhos, interpretando seu gesto à sua maneira.  

— Minha escrava ainda não parece entender sua posição.

— Ugh…!

Continua…

Tradução Elisa Erzet 

Ler No c* da Cobra Yaoi Mangá Online

Sinopse:
Ele falhou em salvar Hilde 999 vezes. Isso significava que o coração de Benedict havia sido dilacerado 999 vezes. Implorando por uma última chance, ele voltou no tempo, mas perdeu todas as lembranças sobre ela — a mulher que sempre esteve gravada em cada uma de suas memórias, emoções e alma. Isto é, até que ele capturou uma escrava, uma prisioneira de um reino caído.
— Eu… eu pensei que talvez seu ferimento fosse em parte culpa minha, mestre.
A mulher era absurdamente irritantemente gentil. É por isso que o incomodava, por isso que permanecia encrustada em seus pensamentos, ela estava tão estranhamente, persistentemente cravada em sua mente.
— Existe sempre um preço para um acordo. Não é?
— Qualquer coisa. Eu farei o que você pedir…
— Isso não é muito atraente. Um escravo obedecendo ao seu mestre é um dado adquirido.
Ele queria fazer aqueles olhos cor-de-rosa chorarem até ficarem inchados. No entanto, ao mesmo tempo, queria desesperadamente abraçar e beijar a mulher.
Mesmo assim, Benedict não se lembrava. Ele não recordava do quanto a amava, o quão desesperadamente ansiava que ela vivesse.
Ela era sua linda e preciosa escrava, exercendo poder divino e curando os outros. Um dia, ele decidiu que daria tudo a ela. Foi então que o passado esquecido desabou sobre ele.

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