Ler No c* da Cobra – Capítulo 11 Online

Modo Claro

Ele finalmente a encontrou. À distância, ela parecia um coelhinho branco, espiando nervosamente ao redor.

Sem hesitar, ele puxou o arco. Já havia pensado nisso inúmeras vezes durante a busca. Faria com que ela pagasse caro quando a capturasse. Pela dor de cabeça desnecessária, pelo incômodo, por todo esse processo irritante, e o tempo desperdiçado.

Ele odiava desvios em seus planos e não tinha escrúpulos em eliminar quem os causasse. Mas quando finalmente encontrou os olhos límpidos dela, como flores de pessegueiro…

Sua irritação aguda suavizou. Talvez porque a dor latejante em sua cabeça desapareceu de repente, como o céu após uma chuva. Foi por isso que ele se contentou com uma punição tão leve.

— Gostei bastante do seu grito também. 

O remédio foi derramado sobre o ferimento, e um pano branco limpo foi enrolado ao redor dele. Após terminar os primeiros socorros, ele lançou um olhar ao pescoço dela e franziu a testa. O ferimento que ele havia causado em seu pescoço durante o primeiro encontro ainda não havia cicatrizado.

— Ela tem a pele particularmente delicada.

Benedict aplicou rudemente o restante do remédio no ferimento do pescoço e então a levantou em seus braços.

Ela era incrivelmente leve, como um coelhinho atingido por uma flecha. Mesmo inconsciente, seu corpo se contraia intermitentemente devido à dor.  

— Criatura impaciente. — Benedict subestimou mal a natureza da pequena fera que havia capturado e escravizado, aproximando o rosto do ferimento dela.

— Ainda assim… única. — Murmurou, seu nariz quase tocando o pano manchado de sangue. Normalmente tem um cheiro metálico… Inalou seu aroma como se estivesse bebendo, depois passou a língua, provando o sangue que ainda não havia secado.

Doce. Como uma maçã madura e suculenta.

— Será que tem mel no seu sangue? — Ele levantou a cabeça após saborear a doçura mais algumas vezes, com um leve traço de satisfação nos lábios.

A caçada havia terminado.

O cheiro forte de grama preenchia o ar. Um aroma penetrante que fazia cócegas no nariz. Refrescante, mas que sugeria um sabor amargo e picante se ela encostasse a língua.

… O cheiro de remédio.

No momento em que o reconheceu, Hilde abriu os olhos.  

— Ah, ugh…

A primeira sensação que a cumprimentou foi a dor latejante em seu ombro esquerdo. Os eventos que levaram à sua perda de consciência passaram por sua mente turva. Ela havia escapado do calabouço, corrido, sido atingida por uma flecha. E aquele que atirou nela…

— Ah! — Hilde estremeceu, um gemido suave escapando de seus lábios ao se lembrar do homem que lhe infligiu tamanha dor.

“Não gosto quando minhas posses se comportam mal.”

“Então deve suportar. Concorda?”

Seu olhar impiedoso e sem emoção, a maneira cruel como havia arrancado a flecha… Só de pensar nisso já parecia uma tortura. Ao menos a dor agora era bem menor que antes…

   

— …!

De repente, se lembrou de algo, Hilde levou a mão ao pescoço, desesperada.

Para seu alívio, sentiu o colar familiar.

Ela suspirou, passando a mão pelo peito. Então, cuidadosamente, tocou o ombro ferido. Sob o tecido macio, sentiu os curativos em volta do ferimento. Parecia que haviam cuidado dela e trocado suas roupas.

‘Foi ele quem mandou fazer isso?’

Mas por que estava tão silencioso? Hilde percebeu tarde que não havia sinais de mais ninguém no quarto e se sentou lentamente. Seus olhos percorreram o lugar. Era noite, mas as velas espalhadas ofereciam luz suficiente para distinguir os objetos.

Quadros alinhados nas paredes, um sofá ornamentado, uma mesa com bordas esculpidas… Hilde achou que parecia incrivelmente semelhante ao escritório da diretora do orfanato, a sala onde os convidados eram recebidos. A única diferença era a grande cama dossel em que ela estava sentada.  

— Onde… estou?

Por que não há ninguém aqui?

Ela colocou silenciosamente os pés no chão e caminhou até às janelas com cortinas. Mas todas, incluindo as persianas, estavam trancadas, impedindo qualquer visão do exterior. Finalmente, seu olhar caiu na porta de mogno.  

— … Está aberta.

O pequeno corpo de Hilde deslizou pela porta.

E logo, ela encontrou um obstáculo inesperado. Perdida em um labirinto de portas e corredores idênticos, sem uma alma à vista.  

— Isso não vai dar certo. Preciso voltar…

Mas ao se virar, Hilde ficou ainda mais desorientada. Não conseguia encontrar o quarto de onde havia saído. Tudo era igual. Esquerda, direita. Seu senso de direção desapareceu, e ela se sentiu tonta.

‘O que eu faço? O que devo fazer…?’

Perdida e confusa, Hilde começou a andar, escolhendo uma direção aleatória. Então, avistou uma área banhada por uma luz mais forte e seguiu em sua direção.

‘Escadas!’

Aliviada, ela estava prestes a descer quando alguém subitamente agarrou seu ombro.  

Continua…

Tradução Elisa Erzet

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Sinopse:
Ele falhou em salvar Hilde 999 vezes. Isso significava que o coração de Benedict havia sido dilacerado 999 vezes. Implorando por uma última chance, ele voltou no tempo, mas perdeu todas as lembranças sobre ela — a mulher que sempre esteve gravada em cada uma de suas memórias, emoções e alma. Isto é, até que ele capturou uma escrava, uma prisioneira de um reino caído.
— Eu… eu pensei que talvez seu ferimento fosse em parte culpa minha, mestre.
A mulher era absurdamente irritantemente gentil. É por isso que o incomodava, por isso que permanecia encrustada em seus pensamentos, ela estava tão estranhamente, persistentemente cravada em sua mente.
— Existe sempre um preço para um acordo. Não é?
— Qualquer coisa. Eu farei o que você pedir…
— Isso não é muito atraente. Um escravo obedecendo ao seu mestre é um dado adquirido.
Ele queria fazer aqueles olhos cor-de-rosa chorarem até ficarem inchados. No entanto, ao mesmo tempo, queria desesperadamente abraçar e beijar a mulher.
Mesmo assim, Benedict não se lembrava. Ele não recordava do quanto a amava, o quão desesperadamente ansiava que ela vivesse.
Ela era sua linda e preciosa escrava, exercendo poder divino e curando os outros. Um dia, ele decidiu que daria tudo a ela. Foi então que o passado esquecido desabou sobre ele.

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