Ler No c* da Cobra – Capítulo 05 Online
— Aagh…!
— Sua rameira insolente!
O Conde a puxou para trás com uma força que parecia que ia arrancar seu couro cabeludo, então lhe deu uma bofetada forte no rosto.
Paf ! Uma dor aguda ressoou em seu crânio. Jogada no chão, Hilde não conseguia nem gritar. Sua cabeça zumbia como se seus tímpanos tivessem estourado.
— Eu te elogiei, e você ousa me desafiar?
O Conde subiu em cima da menina atordoada e agarrou sua garganta.
— Você sabe quem manteve seu corpo humilde seguro naquele orfanato cheio de vira-latas no cio?
Hilde lutou, seu rosto corado, olhos arregalados. Mas seu aperto não afrouxou.
— Eu sei exatamente como lidar com garotas como você. Ah, eu sei muito bem.
Sua força se esvaiu, sua mente se desvaneceu. O rosto lascivo do Conde se contorceu com desejo perverso enquanto ele observava seu corpo ficar mole.
— Eu ia te ensinar devagar, passo por passo, mas… Urk!
De repente, os olhos do Conde se arregalaram enquanto ele gritava. Algo quente e úmido respingou na bochecha de Hilde.
Guh-ack… A pressão em sua garganta desapareceu, mas Hilde não conseguia se mover. Ela não conseguia nem mexer um dedo. A lâmina afiada de uma espada, saindo da garganta do Conde, estava a centímetros do seu rosto.
A lâmina deslizou para fora, um gêiser de sangue irrompendo. Sangue quente banhou o rosto de Hilde. Enquanto o cadáver tombava como um tronco, ela tremeu.
Ugh…! O fedor de sangue a fez engasgar.
— Oh, meu Deus.
Uma voz indiferente cortou o ar.
— Tinha outra pessoa aqui.
Ele falou como se tivesse acabado de notá-la, o que era impossível.
— Minhas desculpas por interromper sua… diversão.
Isso também era mentira. Ele não poderia não saber. O toque arrepiante de uma lâmina contra sua garganta confirmou.
— P-Por favor, me poupe.
Um apelo escapou de seus lábios antes que ela pudesse pensar. Incapaz de abrir os olhos direito devido ao sangue, Hilde implorou ao estranho sem rosto.
— E-Eu acabei de começar aqui hoje. Não sabia… Não fazia ideia que isso aconteceria. Por favor, por favor, eu imploro, me poupe.
Ela não conseguia explicar que tinha sido enganada pela promessa de um emprego, que não queria nada disso. O choque dificultou até mesmo pensar direito. Tremendo sob o peso sufocante da morte iminente, Hilde olhou para os olhos dourados do homem.
Ela tinha que viver. Ela queria viver. Quando criança, sonhava ingenuamente com felicidade, imaginava escapar de sua vida dura. Ela acreditava que era possível. Então, após perder Sasha…
— Irmã, você tem que viver por mim também. Viva feliz, por muito, muito tempo…
Ela não podia morrer sem sentido. Tinha que sobreviver e encontrar alegria na vida. Para sua irmã, que desejou sua felicidade até seu último suspiro. Aquele feroz senso de dever e obsessão manteve Hilde viva até agora.
— Por favor… poupe…
Suas palavras sumiram, e os olhos de Hilde se fecharam. Seu corpo caiu para frente como uma marionete com as cordas cortadas. O intruso inclinou a cabeça ligeiramente.
‘Desmaiou?’
Não foi por perda de sangue. A garganta pálida da mulher tinha apenas um corte superficial. Gotas vermelhas de sangue brotaram do ferimento fino.
‘Um vermelho limpo e brilhante.’
Benedict ajoelhou-se sobre um joelho. Seu dedo moveu-se em direção ao nariz da mulher, então para medir o pulso em seu pescoço. Uma batida distinta e vibrante.
‘Os olhos dela são rosa. Ela parece um coelho, e tão tímida quanto.’
Ele roçou levemente o polegar na gota de sangue que se formava no pescoço dela e levou-a aos lábios. Um ato impulsivo atípico. Sua língua vermelha se moveu para fora, saboreando o gosto, e uma sobrancelha arqueou-se levemente.
Continua…
Tradução Elisa Erzet
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Sinopse:
Ele falhou em salvar Hilde 999 vezes. Isso significava que o coração de Benedict havia sido dilacerado 999 vezes. Implorando por uma última chance, ele voltou no tempo, mas perdeu todas as lembranças sobre ela — a mulher que sempre esteve gravada em cada uma de suas memórias, emoções e alma. Isto é, até que ele capturou uma escrava, uma prisioneira de um reino caído.
— Eu… eu pensei que talvez seu ferimento fosse em parte culpa minha, mestre.
A mulher era absurdamente irritantemente gentil. É por isso que o incomodava, por isso que permanecia encrustada em seus pensamentos, ela estava tão estranhamente, persistentemente cravada em sua mente.
— Existe sempre um preço para um acordo. Não é?
— Qualquer coisa. Eu farei o que você pedir…
— Isso não é muito atraente. Um escravo obedecendo ao seu mestre é um dado adquirido.
Ele queria fazer aqueles olhos cor-de-rosa chorarem até ficarem inchados. No entanto, ao mesmo tempo, queria desesperadamente abraçar e beijar a mulher.
Mesmo assim, Benedict não se lembrava. Ele não recordava do quanto a amava, o quão desesperadamente ansiava que ela vivesse.
Ela era sua linda e preciosa escrava, exercendo poder divino e curando os outros. Um dia, ele decidiu que daria tudo a ela. Foi então que o passado esquecido desabou sobre ele.